domingo, 20 de março de 2011

Brasil-EUA, muy amigos...

Reproduzo artigo de José Carlos Ruy, publicado no sítio Vermelho:

“Não está muito longe o dia em que o hemisfério será nosso em sua totalidade, como de direito já o é em virtude da superioridade da nossa raça”. Robert Taft, presidente dos EUA (1909-1913).


As relações entre o Brasil e os EUA começaram antes mesmo da Independência, e sempre foram marcadas pelo esforço norte-americano de impor seus interesses. Ao iniciar por Brasília seu giro sul-americano, o presidente Barack Obama se defronta com uma realidade marcada pela independência e autonomia da diplomacia brasileira

O império ataca: “Alvorada da Odisséia”

Reproduo artigo de Brad Knickerbocker, do CSMonitor, traduzido pelo Coletivo VilaVudu e publicado no sítio Outras Palavras:

O primeiro ataque da “Operação Alvorada da Odisséia” contou com 112 mísseis de cruzeiro Tomahawk, mar-terra, dirigidos aos principais centros de comunicação. É o primeiro passo para implantar uma zona aérea de exclusão.

Enquanto a situação na Líbia entra em escalada de guerra internacional, o governo Obama cuida, atentamente, de pintar o envolvimento dos EUA como “de apoio”, pondo no comando outros países. Mas no primeiro dia de mais um conflito multinacional, coube aos EUA o papel de fornecer todo o poder de fogo e o comando militar da “Operação Alvorada da Odisseia” [e o presidente Obama está fora de território dos EUA, em visita ao Brasil].

Visita de Obama tem marca da guerra

Reproduzo artigo de Emir Sader, publicado no sítio Carta Maior:

O senador Suplicy me ligou dizendo que não estava de acordo com uma mensagem que publiquei no twitter convocadando os cariocas a um domingo de praia ao invés de ir ao comício que o Obama deveria fazer na Cinelândia. Ele dizia que o Obama era o continuador dos sonhos do Martin Luther King. E se, de repente, depois de conversar com a Dilma, ele anunciasse a fim do bloqueio a Cuba no comício?

Kadafi promete "longa guerra"

Reproduzo artigo do Opera Mundi:

Em mais um discurso, o líder libio, Muamar Kadafi, afirmou neste domingo (20/03) que seu país sairá vitorioso frente à intervenção militar estrangeira encabeçada por Estados Unidos, França e Reino Unido. Ontem (19/03), dois dia após o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovar uma resolução que previa "todos os meios necessários" para proteger a vida de civis na Líbia, a coalizão começou a atacar a Líbia.

Ministros se recusam a tirar os sapatos

Reproduzo matéria de Rodrigo Vianna, publicada no blog Escrevinhador:

Desde o começo da manhã, aqui em Brasília, chegavam relatos de empresários brasileiros irritados pelo fato de passarem por revista conduzida por funcionários dos EUA. Isso ocorreu no Centro de Convenções Brasil 21 – onde ocorria a cúpula de negócios Brasil/EUA, com a presença de mais de 300 executivos dos dois países.

O futuro incerto de Barack Obama

Reproduzo artigo de Luiz Carlos Azenha, publicado no blog Viomundo:

Enquanto a mídia brasileira celebra a presença no país de Barack Obama como se fosse a reencarnação de Dom João VI, com demonstrações explícitas de servilismo e bajulação extrema (veja aqui como os tucanos bajulam funcionários dos Estados Unidos nos bastidores), aqueles que elegeram o presidente dos Estados Unidos se perguntam: entrará Obama no seleto grupo de presidentes de um só mandato?

sábado, 19 de março de 2011

Ataque a Líbia: hipocrisia e dupla moral

Reproduzo artigo enviado pelo internacionalista Max Altman:

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a resolução que autoriza a imposição de uma zona de exclusão aérea em território líbio, salvo os vôos de natureza humanitária e inclui "todas as medidas que sejam necessárias" para a proteção da população civil, excluindo, porém, a ocupação militar de qualquer porção da Líbia. Além disso, endurece o embargo de armas à Líbia e reforça as sanções impostas no mês passado a Kadafi e seu círculo mais próximo de colaboradores.

A Líbia e o DJ do Império

Reproduzo artigo enviado pelo professor Gilson Caroni:

Ao começar a ofensiva militar contra a Líbia, as potências mundiais referendaram a nova estratégia estadunidense de manutenção de hegemonia global. Hoje é improvável que a Casa Branca queira se envolver diretamente em novo confronto militar. Talvez nem precise. Pouco a pouco, os Estados Unidos vêm conseguindo o aumento da cooperação internacional para alcançar seus objetivos geopolíticos. Sem os riscos de isolamento que marcaram a agressão imperialista ao Iraque e Afeganistão, a ação bélica no país árabe é amparada por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Os sonhos de um mundo multipolar sofrem um desvio histórico de tal monta que não é exagero atentarmos para uma perspectiva internacional de extrema gravidade.

EUA lançam mísseis contra Líbia

Reproduzo matéria de Marina Terra, publicada no sítio Opera Mundi:

Um dia antes do aniversário da invasão norte-americana ao Iraque, em 2003, o exército dos Estados Unidos se juntou à intervenção militar internacional na Líbia neste sábado (19/03) e lançou uma série de mísseis Tomahawks contra o território líbio. As informações são das emissoras norte-americanas NBC e CNN. A operação foi batizada de "Aurora da Odisseia" (Odissey Dawn, em tradução livre).

Aviões franceses atacam a Líbia

Por Altamiro Borges

A rede Al Jazeera acaba de informar que aviões franceses invadiram o espaço aéreo da Líbia e destruíram quatro veículos militares em Benghazi, na manhã deste sábado (19). A violenta operação ocorre poucas horas após o Conselho de Segurança da ONU ter autorizado o uso de força militar contra o governo de Muamar Gaddafi.

A ingerência externa conta com a adesão inicial da Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega, Qatar e Canadá, que anunciou o envio de sete aviões de combate para a operação. Já o Ministério da Defesa da França informou que deslocou 20 aviões para os ataques.

Significado da visita de Obama ao Brasil

Reproduzo artigo de Reginaldo Nasser, publicado no sítio Carta Maior:

Qual é o real significado, em termos de política externa, da visita do presidente da república imperial? Até que ponto devemos levar em consideração a sua fala? Em 2009, Obama fez o famoso discurso do Cairo que deverá entrar para a história da diplomacia como um dos mais importantes exercícios de retórica, pois o apoio aos ditadores e a Israel continuou como nunca. Como esquecer da carta que enviou ao Presidente Lula instando o Brasil a trazer o Irã para a mesa de negociação e dias depois condenar a “aproximação” dos dois países?

Dilma critica protecionismo dos EUA



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