Por Altamiro Borges
Xô aperreio na tensa apuração dos votos na Bahia. Não pela disputa ao governo estadual, que parece já estar definida. Pesquisa Datafolha confirma que o governador Jacques Wagner deverá se reeleger com folga - 58% dos votos válidos. O demo Paulo Souto empacou nos 21% da pesquisa anterior, o que representa mais uma pá de cal no reinado conservador e fisiológico do carlismo no estado.
A tensão toda ficará por conta da apuração para as duas vagas do Senado. O mesmo Datafolha - que é sempre bom desconfiar - aponta empate técnico entre os três favoritos. Lídice da Mata (PSB) aparece com 25% dos votos válidos, seguida por Walter Pinheiro (PT), com 23%, e César Borges (PR), com 22%.
A eleição de dois senadores de esquerda dependerá da reconhecida garra da militância baiana. Nas ruas, ela será decisiva para eleger Lidice e Pinheiro. A pesquisa Datafolha indicou que apenas 26% dos eleitores mencionaram corretamente os números de seus candidatos ao Senado. A militância nas ruas neste domingo poderá ser o fator decisivo para o desempate.
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domingo, 3 de outubro de 2010
A direita dançou no Rio de Janeiro
Por Altamiro Borges
Pesquisa do Ibope divulgada neste sábado (2) mostra que a direita, disfarçada e escancarada, levará uma baita surra no Rio de Janeiro. Para o governo estadual, Sérgio Cabral deve se reeleger com folga já no primeiro turno. Nos votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), ele aparece com 68%. O tucano verde - ou verde tucano - Fernando Gabeira aparece com apenas 23% das intenções de voto. De quebra, a direita ainda perde um deputado federal que enganava muita gente inocente.
Já para o Senado, o resultado é surpreendente. César "Vaia", o bravateiro que um dia sonhou em substituir o golpista Carlos Lacerda, despencou nas intenções de voto. O ex-prefeito só terá mesmo o seu "quase blog" para destilar o seu veneno. Na pesquisa Datafolha, ele aparece empatado tecnicamente num distante quarto lugar.
Terceiro colocado durante boa parte da campanha, Lindberg Farias (PT) consolidou a reação iniciada nas últimas semanas e desponta como o líder na disputa - com 27% dos votos válidos. O senador Marcelo Crivella (PRB) surge em segundo, com 24% dos votos. Cesar Maia (DEM) tem 17% e Jorge Picciani (PMDB), 15%. O bravateiro da direita que orquestou uma vaia para o presidente Lula vai levar uma baita vaia para casa.
Por último, na disputa para a Câmara Federal, pesquisas indicam crescimento da bancada progressista e de esquerda no Rio de Janeiro. A comunista Jandira Feghali aparece com a terceira mais votada para deputada. PT, PDT, PSB e PCdoB devem ampliar a sua presença no Congresso Nacional.
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Pesquisa do Ibope divulgada neste sábado (2) mostra que a direita, disfarçada e escancarada, levará uma baita surra no Rio de Janeiro. Para o governo estadual, Sérgio Cabral deve se reeleger com folga já no primeiro turno. Nos votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), ele aparece com 68%. O tucano verde - ou verde tucano - Fernando Gabeira aparece com apenas 23% das intenções de voto. De quebra, a direita ainda perde um deputado federal que enganava muita gente inocente.
Já para o Senado, o resultado é surpreendente. César "Vaia", o bravateiro que um dia sonhou em substituir o golpista Carlos Lacerda, despencou nas intenções de voto. O ex-prefeito só terá mesmo o seu "quase blog" para destilar o seu veneno. Na pesquisa Datafolha, ele aparece empatado tecnicamente num distante quarto lugar.
Terceiro colocado durante boa parte da campanha, Lindberg Farias (PT) consolidou a reação iniciada nas últimas semanas e desponta como o líder na disputa - com 27% dos votos válidos. O senador Marcelo Crivella (PRB) surge em segundo, com 24% dos votos. Cesar Maia (DEM) tem 17% e Jorge Picciani (PMDB), 15%. O bravateiro da direita que orquestou uma vaia para o presidente Lula vai levar uma baita vaia para casa.
Por último, na disputa para a Câmara Federal, pesquisas indicam crescimento da bancada progressista e de esquerda no Rio de Janeiro. A comunista Jandira Feghali aparece com a terceira mais votada para deputada. PT, PDT, PSB e PCdoB devem ampliar a sua presença no Congresso Nacional.
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sábado, 2 de outubro de 2010
Os riscos da mídia com seu protagonismo
Reproduzo artigo de Carlos Castilho, publicado no Observatório da Imprensa:
A imprensa sempre foi um protagonista relevante em eleições no Brasil, mas, até agora, a sua participação era menos importante do que o posicionamento dos candidatos. As polêmicas sobre o papel da midia se limitavam à sua estratégia editorial. Os candidatos faziam as denúncias e os jornais, revistas, TV e rádios repercutiam.
Em 2010 surgiu um novo enfoque na questão do protagonismo eleitoral da imprensa, pois ela passou a ser percebida como um partido de oposição. Esta percepção é uma consequência do fato de as denúncias terem sido feitas primariamente por orgãos da imprensa, cabendo a repercussão posterior aos candidatos.
Esta inversão de papéis é uma das causas do surgimento da idéia de que a publicação de escândalos de corrupção e de abuso do poder durante a campanha eleitoral de 2010 teria sido o resultado de uma operação coordenada, que equivaleria a uma ação típica de um partido político.
É importante ressaltar que tudo isto ocorre no terreno da percepção, ou seja, a forma como as pessoas percebem fatos, processos ou dados por meio dos seus sentidos. Numa campanha eleitoral, as percepções são alimentadas basicamente pelos veículos de comunicação e pelos formadores de opinião.
Mesmo sendo imateriais, elas (as percepções) são usadas hoje como base para estudos sobre comportamento humano no mesmo pé de igualdade que os fatos concretos. Em politica é corrente o jargão de que as versões (as percepções) podem ser até mais importantes do que os fatos.
Esta "viajada" teórica visa mostrar como o protagonismo eleitoral da imprensa transformou-se num "fato", mesmo sendo fruto de uma percepção. E é isto que gera uma situação nova com desdobramentos imprevisíveis.
Se a imprensa não adotar comportamentos que desmanchem as percepções desenvolvidas durante a campanha eleitoral, a credibilidade e independência de alguns jornais, revistas e emissoras de rádio ficará abalada. Sem credibilidade, o negócio da imprensa perde o seu principal ativo.
A sociedade brasileira não pode abrir mão da imprensa porque ela faz parte do conjunto de meios que levam e trazem informação, para e do público. A internet ocupou um bom espaço daquilo que era uma espécie de monopólio da imprensa escrita e audiovisual, mas não é hegemônica e nem onipresente.
Assim, o que provavelmente começaremos a assistir, passadas as eleições e dependendo dos acontecimentos imediatamente posteriores, é umquestionamento do papel das empresas jornalisticas no Brasil, num processo que não tem nada a ver com liberdade de expressão.
Muito pelo contrário, dependendo do tipo de questionamento e da reação dos principais grupos midiáticos do país, o processo pode gerar uma inédita revisão das relações entre empresas e consumidores de informação.
Ninguém quer a ditadura de uma única percepção da realidade — portanto, se as empresas jornalísticas desejarem continuar cumprindo o seu papel de provedoras de informação terão que colocar a diversidade informativa como um dos seus objetivos centrais. Isto pode ajudar a anular a percepção de que a imprensa transformou-se num partido político.
A diversidade informativa levará também as empresas a rever o seu relacionamento com o público, porque ele hoje não é mais um consumidor passivo de noticias, mas um protagonista proativo no processamento de informações — não apenas no papel de cobrador de serviços qualificados, mas também como de fornecedor de matéria prima informativa, como é o caso de alguns weblogs.
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A imprensa sempre foi um protagonista relevante em eleições no Brasil, mas, até agora, a sua participação era menos importante do que o posicionamento dos candidatos. As polêmicas sobre o papel da midia se limitavam à sua estratégia editorial. Os candidatos faziam as denúncias e os jornais, revistas, TV e rádios repercutiam.
Em 2010 surgiu um novo enfoque na questão do protagonismo eleitoral da imprensa, pois ela passou a ser percebida como um partido de oposição. Esta percepção é uma consequência do fato de as denúncias terem sido feitas primariamente por orgãos da imprensa, cabendo a repercussão posterior aos candidatos.
Esta inversão de papéis é uma das causas do surgimento da idéia de que a publicação de escândalos de corrupção e de abuso do poder durante a campanha eleitoral de 2010 teria sido o resultado de uma operação coordenada, que equivaleria a uma ação típica de um partido político.
É importante ressaltar que tudo isto ocorre no terreno da percepção, ou seja, a forma como as pessoas percebem fatos, processos ou dados por meio dos seus sentidos. Numa campanha eleitoral, as percepções são alimentadas basicamente pelos veículos de comunicação e pelos formadores de opinião.
Mesmo sendo imateriais, elas (as percepções) são usadas hoje como base para estudos sobre comportamento humano no mesmo pé de igualdade que os fatos concretos. Em politica é corrente o jargão de que as versões (as percepções) podem ser até mais importantes do que os fatos.
Esta "viajada" teórica visa mostrar como o protagonismo eleitoral da imprensa transformou-se num "fato", mesmo sendo fruto de uma percepção. E é isto que gera uma situação nova com desdobramentos imprevisíveis.
Se a imprensa não adotar comportamentos que desmanchem as percepções desenvolvidas durante a campanha eleitoral, a credibilidade e independência de alguns jornais, revistas e emissoras de rádio ficará abalada. Sem credibilidade, o negócio da imprensa perde o seu principal ativo.
A sociedade brasileira não pode abrir mão da imprensa porque ela faz parte do conjunto de meios que levam e trazem informação, para e do público. A internet ocupou um bom espaço daquilo que era uma espécie de monopólio da imprensa escrita e audiovisual, mas não é hegemônica e nem onipresente.
Assim, o que provavelmente começaremos a assistir, passadas as eleições e dependendo dos acontecimentos imediatamente posteriores, é umquestionamento do papel das empresas jornalisticas no Brasil, num processo que não tem nada a ver com liberdade de expressão.
Muito pelo contrário, dependendo do tipo de questionamento e da reação dos principais grupos midiáticos do país, o processo pode gerar uma inédita revisão das relações entre empresas e consumidores de informação.
Ninguém quer a ditadura de uma única percepção da realidade — portanto, se as empresas jornalísticas desejarem continuar cumprindo o seu papel de provedoras de informação terão que colocar a diversidade informativa como um dos seus objetivos centrais. Isto pode ajudar a anular a percepção de que a imprensa transformou-se num partido político.
A diversidade informativa levará também as empresas a rever o seu relacionamento com o público, porque ele hoje não é mais um consumidor passivo de noticias, mas um protagonista proativo no processamento de informações — não apenas no papel de cobrador de serviços qualificados, mas também como de fornecedor de matéria prima informativa, como é o caso de alguns weblogs.
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Quem paga o jatinho de Marina Silva?

Reproduzo denúncia publicada no blog Sejaditaverdade:
Como os auditores, policiais ou contadores sabem quando alguém lava dinheiro? Fácil, a pessoa começa a ter um padrão de vida bem superior aos seus rendimentos. Em outras palavras, o suspeito tem um carro que está muito além do seu salário, vive em uma casa com tamanho luxo e não há o que explique a origem dos recursos para a compra da tal casa.
Na campanha presidencial deste ano, uma candidata desponta como aquela que leva um padrão bem acima daquilo que é declarado: é a verde Marina Silva.
Em setembro deste ano, as doações da campanha da candidata superavam a marca de 13 milhões de reais, tornando a campanha de Marina mais cara que a de Lula em 2006.
Ainda sim, Marina e Guilherme Leal, seu vice bilionário e cuja empresa é acusada de biopirataria e tem mais de R$ 1,5 bilhão em multas da Receita Federal, afirmam fazer uma campanha modesta frente aos candidatos José Serra e Dilma Rousseff.
Aos moldes da campanha vitoriosa de Barack Obama nos Estados Unidos, Marina foi a primeira a pedir doações na internet. O objetivo, segundo a candidata, era garantir que as doações fossem transparentes. As doações são pífias, não tendo passado de pouco mais de R$ 160 mil até a semana passada.
Não foi o que aconteceu. No começo do pleito, Marina viajava o país todo dentro de um jatinho Legacy, propriedade da Natura, empresa do vice do PV.
Há alguns dias, em imagem exibida no Jornal Nacional, percebe-se que o avião agora é outro: um luxuoso e exclusivo jato Falcon 2000 Easy, no valor de mais de 50 milhões de dólares.
Os custos deste avião são tão caros que havia apenas dois modelos no Brasil. Agora temos um terceiro, o de Marina. Na imagem do Jornal Nacional, podemos observar no canto esquerdo da tela a logomarca da Colt Aviation, conhecida por administrar e alugar jatos de potentados, banqueiros e grandes empresas nacionais e internacionais, além dos altos valores que cobra por seus serviços.
Agora , nesta reta final de campanha, surgem dúvidas pertinentes aos eleitores:
Por que Marina trocou de avião?
Por que Dilma voa em um Citation e Serra em um Learjet, aviões bastante inferiores aos da falsa humilde ex-Marina, e ela gasta milhões em seu raid aéreo por todo o Brasil?
Por que a candidata do PV prega vida simples e sustentável aos outros, mas para si ostenta o luxo e polui o meio-ambiente voando numa máquina de US$ 50 milhões?
E a pergunta mais importante de todas: Quem paga por este avião e que interesses têm nisso?
Marina Silva tem que vir a público para explicar estas questões. A sua máscara de boazinha já caiu faz tempo. Caiu com um super jato, com comissária de bordo, navegação e telefonia por satélite, interior luxuosíssimo, cama de casal, bar, escritório e um custo aproximado de US$ 10 mil por hora de vôo?
Barack Obama voou em sua campanha num jato Legacy, da JetBlue Airlines, fabricado no Brasil. Marina silva voa num avião que custo o dobro. Chique, não?
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Folha censura blog. Cadê a democracia?
Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:
O Beto Richinha não quer pesquisa que aponte derrota dele. Assim, ele não brinca de eleição.
A “Folha” quer esculhambar todo mundo. Mas não quer ser esculhambada. Assim, o Otavinho não brinca.
É a democracia dessa gente.
O site “Falha de S. Paulo” foi retirado do ar, a pedido do jornal. Era um site que brincava com as barbaridades cometidas pela “Folha”.
Recentemente, a “Folha” “matou” o Tuma. Antes, tinha botado ficha falsa na capa, manchete mentirosa sobre conta de luz. Esculhambação geral. Por que não pode um site brincar com isso?
A “Folha” aderiu ao lulo-chavismo de linha coreana?
Fiquem advertidos: Beto Richa e Otavinho, vocês querem segurar a represa que vai arrebentar, botando o dedinho na rachadura (eu sou um blogueiro sujo, por isso posso escrever essas coisas: dedinho na rachadura). Não vai adiantar nada, Otavinho.
Você e o Beto Richa caíram no ridículo.
Fiquem advertidos!
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O Beto Richinha não quer pesquisa que aponte derrota dele. Assim, ele não brinca de eleição.
A “Folha” quer esculhambar todo mundo. Mas não quer ser esculhambada. Assim, o Otavinho não brinca.
É a democracia dessa gente.
O site “Falha de S. Paulo” foi retirado do ar, a pedido do jornal. Era um site que brincava com as barbaridades cometidas pela “Folha”.
Recentemente, a “Folha” “matou” o Tuma. Antes, tinha botado ficha falsa na capa, manchete mentirosa sobre conta de luz. Esculhambação geral. Por que não pode um site brincar com isso?
A “Folha” aderiu ao lulo-chavismo de linha coreana?
Fiquem advertidos: Beto Richa e Otavinho, vocês querem segurar a represa que vai arrebentar, botando o dedinho na rachadura (eu sou um blogueiro sujo, por isso posso escrever essas coisas: dedinho na rachadura). Não vai adiantar nada, Otavinho.
Você e o Beto Richa caíram no ridículo.
Fiquem advertidos!
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