Reproduzo artigo de Paulo Henrique Amorim, publicado no blog Conversa Afiada:
A Globo medrou porque a Classe C aumentou e, com dinheiro no bolso, mais pessoas se libertaram da escravidão da Globo.
A Globo mudou porque menos gente assiste à televisão – e menos gente das classes A e B, vidradas na Globo.
A televisão se instalou na Classe C e a Globo não percebeu.
Como Serra e o FHC, a Globo pensa que a “Classe C” fica entre a Business e a Primeira.
A Globo medrou por causa da Ongoing, uma empresa de origem portuguesa, que começou a comprar jornais que fazem concorrência aos jornais da Globo.
E vai comprar mais.
A Globo medrou por causa da internet – e menos gente depende do jornal nacional.
A Globo medrou porque as pessoas vão ver o que bem entenderem da TV na telinha do celular.
A Globo medrou porque o Governo Lula não subsidiou a Globo.
No Governo do Fernando Henrique, com 50% da audiência, a Globo ficava com 90% da verba do Governo Federal.
Era subsídio na veia.
Com Lula, e Franklin Martins, os 45% de audiência de hoje rendem 48% da verba federal.
A Globo medrou porque o Edir Macedo apoiou a Dilma.
A Globo medrou porque, segundo a Veja, a última flor do Fascio, a Record vai comprar o Brasileirão e a Copa do Mundo.
A Globo medrou porque a Dilma vai fazer a Ley de Medios.
A Globo medrou porque a Globo tem que salvar a pele.
O Golpismo da Globo foi longe demais.
A Globo agora tem que se preocupar é com a sobrevivência dela e, não, com a do Serra, que caput.
A Globo já era.
E ela sabe disso.
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domingo, 3 de outubro de 2010
Presidente do PV confessa voto em Serra
Por Altamiro Borges
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o presidente nacional do Partido Verde, José Luiz de França Penna, confessou o que muitos eleitores verdes mais honestos já desconfiavam, mas evitavam tratar. Ele afirmou com todas as letras que dará total apoio ao tucano José Serra, caso haja um segundo turno nas eleicões presidenciais.
Sua declaração bombástica gerou desconforto no comando de campanha de Marina Silva, que teme que esta revelação quebre o "encanto" dos verdes. No final da tarde de ontem, João Paulo Capobianco, coordenador da campanha presidencial, enviou um e-mail à imprensa desautorizando “qualquer manifestação individual de membros do PV”.
A confissão de voto de França Penna não surpreende quem acompanha a trajetória do Partido Verde, a legenda emprestada de última hora à candidata Marina Silva. O próprio presidente do PV fez parte até poucos meses atrás das gestões de José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) na prefeitura da capital paulista. Em vários outros estados, como no Rio de Janeiro, os verdes são fiéis aliados dos demos e tucanos.
Na lógica destes políticos oportunistas, que não têm nada de verdes, a candidatura presidencial do PV visava apenas cacifar o partido, em especial sua ala fisiológica. O PV é frágil politicamente; não tem estrutura e militância nos estados; conta com pouco tempo de TV. A chamada "terceira via" era encarada como uma forma de forçar o segundo turno, servindo como alavanca do demotucano. Marina Silva - mulher, de origem humilde e ex-ministra de Lula - caiu como uma luva nesta tática diversionista.
A precipitada declaração de França, num lapso de sinceridade, escancara esta tática diversionista e aumenta as tensões no comando de campanha de Marina Silva. Restará ao honesto eleitor verde, preocupado de fato com a estratégica questão ambiental, fazer uma análise consciente se o seu voto não está servindo a um moto-Serra.
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Em entrevista à Folha de S.Paulo, o presidente nacional do Partido Verde, José Luiz de França Penna, confessou o que muitos eleitores verdes mais honestos já desconfiavam, mas evitavam tratar. Ele afirmou com todas as letras que dará total apoio ao tucano José Serra, caso haja um segundo turno nas eleicões presidenciais.
Sua declaração bombástica gerou desconforto no comando de campanha de Marina Silva, que teme que esta revelação quebre o "encanto" dos verdes. No final da tarde de ontem, João Paulo Capobianco, coordenador da campanha presidencial, enviou um e-mail à imprensa desautorizando “qualquer manifestação individual de membros do PV”.
A confissão de voto de França Penna não surpreende quem acompanha a trajetória do Partido Verde, a legenda emprestada de última hora à candidata Marina Silva. O próprio presidente do PV fez parte até poucos meses atrás das gestões de José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) na prefeitura da capital paulista. Em vários outros estados, como no Rio de Janeiro, os verdes são fiéis aliados dos demos e tucanos.
Na lógica destes políticos oportunistas, que não têm nada de verdes, a candidatura presidencial do PV visava apenas cacifar o partido, em especial sua ala fisiológica. O PV é frágil politicamente; não tem estrutura e militância nos estados; conta com pouco tempo de TV. A chamada "terceira via" era encarada como uma forma de forçar o segundo turno, servindo como alavanca do demotucano. Marina Silva - mulher, de origem humilde e ex-ministra de Lula - caiu como uma luva nesta tática diversionista.
A precipitada declaração de França, num lapso de sinceridade, escancara esta tática diversionista e aumenta as tensões no comando de campanha de Marina Silva. Restará ao honesto eleitor verde, preocupado de fato com a estratégica questão ambiental, fazer uma análise consciente se o seu voto não está servindo a um moto-Serra.
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Dilma agradece à militância da internet
Reproduzo mensagem da coordenação de campanha de Dilma Rousseff:
Car@ militante,
Após intensa campanha, finalmente chegou a hora de elegermos Dilma Rousseff a primeira presidenta do Brasil. Nas últimas semanas, muita coisa boa aconteceu, mas gostaríamos de destacar duas: a capacidade de nossa candidata de representar o projeto político que mudou e vai seguir mudando o país e a mobilização aguerrida da militância.
As conquistas do governo do presidente Lula e os claros compromissos de Dilma reacenderam a vontade de todos de ir às ruas em defesa de mais avanços. Mas não apenas isso: milhões de pessoas se conectaram às redes sociais para opinar e compartilhar informações.
Sobretudo pela efetiva participação dos internautas, tivemos, talvez pela primeira vez na história, uma cobertura eleitoral democrática e plural. Por isso, queremos agradecer a cada um e a cada uma que dedicou seu tempo para agitar a internet e escrever esta vitória!
Mas a luta continua. Neste domingo, vamos fazer ainda melhor! Fotografe seu bairro, seu local de votação, sua família, seus amigos e amigas, e publique a foto e comente nas redes sociais. Seja nosso repórter por mais um dia e não esqueça de usar as hashtags #DiaD e #Dilma13.
Siga os Twitters @dilmanaweb, @dilmanarede, @galera_dilma, @mulheres_dilma e @participabr e fique por dentro de tudo o que acontece na nossa campanha em todo o Brasil.
Confira também os portais:
www.dilma13.com.br
www.dilmanarede.com.br
www.galeradadilma.com.br
www.mulherescomdilma.com.br
www.participabr.com.br
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Car@ militante,
Após intensa campanha, finalmente chegou a hora de elegermos Dilma Rousseff a primeira presidenta do Brasil. Nas últimas semanas, muita coisa boa aconteceu, mas gostaríamos de destacar duas: a capacidade de nossa candidata de representar o projeto político que mudou e vai seguir mudando o país e a mobilização aguerrida da militância.
As conquistas do governo do presidente Lula e os claros compromissos de Dilma reacenderam a vontade de todos de ir às ruas em defesa de mais avanços. Mas não apenas isso: milhões de pessoas se conectaram às redes sociais para opinar e compartilhar informações.
Sobretudo pela efetiva participação dos internautas, tivemos, talvez pela primeira vez na história, uma cobertura eleitoral democrática e plural. Por isso, queremos agradecer a cada um e a cada uma que dedicou seu tempo para agitar a internet e escrever esta vitória!
Mas a luta continua. Neste domingo, vamos fazer ainda melhor! Fotografe seu bairro, seu local de votação, sua família, seus amigos e amigas, e publique a foto e comente nas redes sociais. Seja nosso repórter por mais um dia e não esqueça de usar as hashtags #DiaD e #Dilma13.
Siga os Twitters @dilmanaweb, @dilmanarede, @galera_dilma, @mulheres_dilma e @participabr e fique por dentro de tudo o que acontece na nossa campanha em todo o Brasil.
Confira também os portais:
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www.dilmanarede.com.br
www.galeradadilma.com.br
www.mulherescomdilma.com.br
www.participabr.com.br
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A eleição em SP não está decidida
Por Altamiro Borges
Apesar da torcida escancarada da mídia demotucana, a eleição em São Paulo não está decidida. Haverá muita adrenalina no processo da apuração. Segundo o Ibope, o ex-governador Geraldo Alckmin, seguidor do Opus Dei, aparece com 51% dos votos válidos; o petista Aloizio Mercadante subiu para 33%, numa expressiva arrancada na reta final; Celso Russomanno (PP)tem 8%; Paulo Skaf (PSB), 6%; e Fabio Feldman, 2%. Eles somam 49% dos votos válidos, numa pesquisa em que a margem de erro é de 2%.
Há uma evidente "fadiga de material" com os 16 anos de reinado do tucanato em São Paulo. Mas o primeiro turno ainda não foi suficiente para mostrar à sociedade todos os estragos causados pela hegemonia do PSDB, que travou o desenvolvimento do estado - emperrou a tal locomotiva - e agravou os problemas sociais do povo paulista.
O segundo turno teria o mérito de evidenciar os enormes danos causados, que a mídia demotucana sempre blindou, num impressionante processo de proteção aos tucanos. A militância nas ruas, principalmente nas abandonadas periferias, será decisiva neste dia do voto na urna eletrônica. Há espaço para reverter muitos votos.
Disputa para o Senado
Prova de que é possível uma surpresa na disputa para governador é que pela primeira vez o candidato da direita à sucessão, José Serra, deverá sofrer uma derrota no estado. No início da campanha, os tucanos avaliavam que teriam cinco milhões de votos a mais na disputa presidencial. Até os partidos da base de apoio do governo Lula trabalhavam com a hipótese de 2,5 milhões de votos de diferença para o tucano. Agora, porém, as pesquisas indicam vitória de Dilma Rousseff em São Paulo.
Outra prova contundente da "fadiga dos tucanos" no estado se dá na eleição para o Senado. As pesquisas já confirmam a vitória de Netinho do Paula, do PCdoB, e de Marta Suplicy, do PT. A direita fez de tudo para evitar ficar de fora do Senado. Na reta final, ela concentrou todas suas fichas na campanha do tucano Aloysio Nunes.
Orestes Quércia, do PMDB serrista, abandanou a disputa e cedeu seu tempo na TV para o tucano. A Folha de S.Paulo chegou a "matar" o senador Romeu Tuma, num dos maiores crimes da mídia demotucana, talvez para tentar ajudar o candidato do PSDB. A onda de baixarias contra Marta e, principalmente, contra Netinho, foi nojenta. Mesmo assim, o tucanato ficará de fora do Senado no mais importante estado da federação.
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Apesar da torcida escancarada da mídia demotucana, a eleição em São Paulo não está decidida. Haverá muita adrenalina no processo da apuração. Segundo o Ibope, o ex-governador Geraldo Alckmin, seguidor do Opus Dei, aparece com 51% dos votos válidos; o petista Aloizio Mercadante subiu para 33%, numa expressiva arrancada na reta final; Celso Russomanno (PP)tem 8%; Paulo Skaf (PSB), 6%; e Fabio Feldman, 2%. Eles somam 49% dos votos válidos, numa pesquisa em que a margem de erro é de 2%.
Há uma evidente "fadiga de material" com os 16 anos de reinado do tucanato em São Paulo. Mas o primeiro turno ainda não foi suficiente para mostrar à sociedade todos os estragos causados pela hegemonia do PSDB, que travou o desenvolvimento do estado - emperrou a tal locomotiva - e agravou os problemas sociais do povo paulista.
O segundo turno teria o mérito de evidenciar os enormes danos causados, que a mídia demotucana sempre blindou, num impressionante processo de proteção aos tucanos. A militância nas ruas, principalmente nas abandonadas periferias, será decisiva neste dia do voto na urna eletrônica. Há espaço para reverter muitos votos.
Disputa para o Senado
Prova de que é possível uma surpresa na disputa para governador é que pela primeira vez o candidato da direita à sucessão, José Serra, deverá sofrer uma derrota no estado. No início da campanha, os tucanos avaliavam que teriam cinco milhões de votos a mais na disputa presidencial. Até os partidos da base de apoio do governo Lula trabalhavam com a hipótese de 2,5 milhões de votos de diferença para o tucano. Agora, porém, as pesquisas indicam vitória de Dilma Rousseff em São Paulo.
Outra prova contundente da "fadiga dos tucanos" no estado se dá na eleição para o Senado. As pesquisas já confirmam a vitória de Netinho do Paula, do PCdoB, e de Marta Suplicy, do PT. A direita fez de tudo para evitar ficar de fora do Senado. Na reta final, ela concentrou todas suas fichas na campanha do tucano Aloysio Nunes.
Orestes Quércia, do PMDB serrista, abandanou a disputa e cedeu seu tempo na TV para o tucano. A Folha de S.Paulo chegou a "matar" o senador Romeu Tuma, num dos maiores crimes da mídia demotucana, talvez para tentar ajudar o candidato do PSDB. A onda de baixarias contra Marta e, principalmente, contra Netinho, foi nojenta. Mesmo assim, o tucanato ficará de fora do Senado no mais importante estado da federação.
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O retorno das esquerdas ao governo do RS
Por Altamiro Borges
O Rio Grande do Sul tornou-se simbolo mundial da luta contra o neoliberalismo. Seu nome está estampado em centenas de livros de vários países que tratam da retomada da ofensiva contra a lógica destrutiva e regressiva do capitalismo. Em 2001, o estado foi sede do primeiro Fórum Social Mundial, que reuniu milhares de lutadores sociais na luta por "um outro mundo é possível". Ali também se desenvolveu a experiência piloto do "orçamento participativo".
Na sequência, por erros do hegemonismo, o estado sofreu um baque. Forças de centro-direita ganharam as eleições em Porto Alegre e, pouco depois, os tucanos neoliberais abocanharam o governo estadual. A regressão histórica, porém, não durou muito tempo. Yeda Crusius, a paparicada governadora do PSDB, logo se desmoralizou - com sua política de desmonte do estado, seu autoritarismo diante dos movimentos sociais, sua corrupção endêmica.
Agora, esta página sombria está para ser virada. As esquerdas, mais maduras e com maior espírito unitário, devem retornar ao governo estadual. Pesquisa Ibope indica que Tarso Genro vencerá com folga no primeiro turno. Nos votos válidos (excluindo os brancos, nulos e indecisos), o petista, aliado dos comunistas e socialistas, desponta com 52% das intenções de voto.
A direita se dividiu e sucumbiu: José Fogaça (o serrista do PMDB que preferiu retirar Serra dos palanques) está 28% e a tucana Yeda Crusius (que Serra preferiu se ausentar do palanque) tem apenas 16%. Agora a truculenta ex-governadora terá mais tempo para cuidar da sua suspeita mansão e dos seus processos na Justiça.
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O Rio Grande do Sul tornou-se simbolo mundial da luta contra o neoliberalismo. Seu nome está estampado em centenas de livros de vários países que tratam da retomada da ofensiva contra a lógica destrutiva e regressiva do capitalismo. Em 2001, o estado foi sede do primeiro Fórum Social Mundial, que reuniu milhares de lutadores sociais na luta por "um outro mundo é possível". Ali também se desenvolveu a experiência piloto do "orçamento participativo".
Na sequência, por erros do hegemonismo, o estado sofreu um baque. Forças de centro-direita ganharam as eleições em Porto Alegre e, pouco depois, os tucanos neoliberais abocanharam o governo estadual. A regressão histórica, porém, não durou muito tempo. Yeda Crusius, a paparicada governadora do PSDB, logo se desmoralizou - com sua política de desmonte do estado, seu autoritarismo diante dos movimentos sociais, sua corrupção endêmica.
Agora, esta página sombria está para ser virada. As esquerdas, mais maduras e com maior espírito unitário, devem retornar ao governo estadual. Pesquisa Ibope indica que Tarso Genro vencerá com folga no primeiro turno. Nos votos válidos (excluindo os brancos, nulos e indecisos), o petista, aliado dos comunistas e socialistas, desponta com 52% das intenções de voto.
A direita se dividiu e sucumbiu: José Fogaça (o serrista do PMDB que preferiu retirar Serra dos palanques) está 28% e a tucana Yeda Crusius (que Serra preferiu se ausentar do palanque) tem apenas 16%. Agora a truculenta ex-governadora terá mais tempo para cuidar da sua suspeita mansão e dos seus processos na Justiça.
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