quarta-feira, 6 de abril de 2016

Janaína jura: "Nem possuída nem bêbada"



Por Altamiro Borges

Os golpistas mirins e velhacos não dão sorte na escolha dos seus heróis. No terreno da política, eles saíram às ruas com cartazes "Somos todos Cunha" até que vieram à tona as contas secretas na Suíça. No campo jurídico, eles apostaram as fichas no ex-ministro Joaquim Barbosa, o "Batman", que acaba de perder a capa com a denúncia de sonegação fiscal na compra da sua mansão em Miami. Eles ainda vestiram a fantasia carnavalesca do "Japonês da Federal", que recentemente foi defenestrado do posto acusado de contrabando em Foz do Iguaçu. Já no meio "cultural", seus ícones são bizarros: o roqueiro decadente Lobão e o ator pornô Alexandre Frota. Haja azar! Agora, a "advogada do impeachment", Janaína Paschoal, deixa todos envergonhados com sua performance demoníaca num ato em São Paulo.

Novos discursos, o mesmo golpismo

Por André Pasti, no site do FNDC:

Na disputa de narrativas sobre a crise política, a última semana foi marcada por avanços contrários ao golpe. Diversas manifestações, falas de juristas, artistas e intelectuais, além de atos do próprio governo, conseguiram ampliar o alcance do discurso de que há um golpe em curso. O que caracteriza esse golpe é um impeachment sem crime de responsabilidade e uma atuação seletiva do judiciário, articulados pela grande mídia.

A terceira grande chance com Dilma

Por João Sicsú, na revista Fórum:

O leitor deve estar estranhando: terceira chance do quê? Vamos esclarecer. Lula entregou uma herança extraordinária a Dilma em 2010. A herança foi desperdiçada. Botaram a culpa no quadro internacional e na queda do preço das commodities. Com enormes dificuldades, Dilma foi levada à vitória novamente em 2014. O ano de 2015 também foi trágico. Muitos responsabilizaram o ministro da Fazenda Joaquim Levy.

Reforma ministerial: razão do adiamento

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

É falsa a versão corrente de que a presidente Dilma decidiu só nomear ministros de sua nova base parlamentar depois da votação do impeachment porque desconfia de que os partidos não entregariam os votos prometidos. Uma relação com este nível de desconfiança não iria longe. E como já disse o ministro Berzoini, Dilma precisa de uma nova base não só para derrotar o golpe mas também para governar depois.

Janaína Paschoal foi picada pela cobra

Por Cidinha Silva, no blog Diário do Centro do Mundo:

Gente! Que babado forte! Janaína Pachoal, a advogada do impeachment, foi picada pelo veneno mortal da mosca azul. Aquela que infecta as aspirantes a celebridades instantâneas.

O que foi aquilo? Ela surtou no afã de lacrar. Lacração, a ciência do momento, não é para todo mundo. É preciso ter know how.

Minha teoria para o discurso messiânico de Janaína, tão comum entre os homens na política e que começa a contaminar mulheres, principalmente aquelas a serviço do patriarcado, é que rolou ali um ciumezinho das belezas múltiplas e polifônicas produzidas pelos artistas anti-golpe Brasil afora.

Jornalistas em defesa da democracia

Do site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo:

No próximo 7 de abril (quinta-feira), às 19 horas, data em que se comemora o Dia do Jornalista, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) realiza no auditório Vladimir Herzog, em sua sede (rua Rego Freitas 530 - sobreloja) um ato em defesa da democracia e dos direitos sociais. Ele reforça a posição da entidade e da categoria expressa no manifesto entregue no dia 31 de março, em Brasília, para a presidenta Dilma Rousseff, durante encontro com artistas e intelectuais.

O golpe tem várias formas

Por Jeferson Miola

Em 26 de outubro de 2014, 54.501.118 brasileiras/os concederam à Presidente Dilma o mandato para governar o Brasil até as 24:00 horas do dia 31 de dezembro de 2018.

Todo e qualquer intento de subtrair parte deste mandato, mesmo que uma única fração de segundo dele, se não for em conformidade com as regras constitucionais e legais, é um atentado à democracia; é um crime contra a ordem jurídica.

O impeachment sem fato determinado, sem crime da responsabilidade, afronta a norma constitucional e representa a ruptura da ordem jurídica – por isso é golpe. O impeachment, porém, não é a única, mas apenas uma das formas de golpe empregadas para derrubar a Presidente Dilma.

Ataques a Wagner Moura e Leticia Sabatella


Por Jean Wyllys, em seu Facebook:

O ator Wagner Moura e a atriz Letícia Sabatella – talentosíssimos e queridos amigos – estão sofrendo uma verdadeira caça às bruxas nas redes sociais, que inclui ataques de trolls no perfil da Letícia (que chegou a ser suspenso), insultos, acusações absurdas e macartismo, tudo isso por terem se manifestado contra o golpe e a favor da democracia, ainda que nenhum deles seja petista ou governista (e mesmo que fossem isso não justificaria os ataques).

52 anos do golpe militar

Por Camila Tribess, no site Brasil Debate:

O dia 1º de abril é bem mais do que o dia da mentira. É o dia que deve ser lembrado exaustivamente como o dia em que se iniciou no Brasil – em 1964 – a ditadura civil-militar que durou 25 anos, torturou e matou milhares de pessoas, exilou outras tantas, calou a imprensa e as artes, atrasou social e economicamente o país.

Atualmente, a Comissão de Anistia já tem mais de 30 mil anistiados, pessoas que sofreram perseguições políticas, prisões arbitrárias, torturas durante esse período. Muitas dessas anistias são simbólicas, pois seus sujeitos já estão mortos ou nunca foram encontrados. Nessa última sexta, 1º de abril de 2016, a Comissão de Anistia fez sua sessão solene para marcar esta data funesta.

Impeachment seria desastre para a economia

Por Helder Lima, na Rede Brasil Atual:

As discussões sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff se aprofundam na Câmara nesta semana, mas seus desdobramentos na economia serão desastrosos, caso seja aprovado. Essa é a opinião de economistas ouvidos pela RBA, que questionam a legitimidade de um processo que não aponta para a unificação da opinião pública, mas, pelo contrário, mantém a divisão política que já existe e que tem sido combustível de tensões entre segmentos conservadores e progressistas da sociedade.

Jornal Nacional 'interna' Janaína Paschoal



Por Altamiro Borges

A advogada Janaína Paschoal, nova musa dos golpistas, ganhou alguns minutos de fama ao exibir os seus dotes teatrais num ato pelo impeachment de Dilma Rousseff em São Paulo, na segunda-feira (4). Com gestos próximos à insanidade, ela berrou pela queda da presidenta e, invocando Deus, afirmou que era preciso "cortar as asas" de Lula. O vídeo bombou na internet. Mas, pelo jeito, constrangeu até os seus bajuladores. Prova do tiro no pé, o Jornal Nacional desta terça-feira decidiu "internar" a tal advogada do impeachment, censurando o seu discurso carregado de ódio. A não exibição gerou nova corrida às redes sociais, com críticas à emissora golpista da famiglia Marinho.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Ladrões de merenda presos. Cadê a mídia?

Por Altamiro Borges

Na semana passada, a Polícia Civil prendeu o ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Leonel Julio, e o presidente da União dos Vereadores do Estado, Sebastião Misiara. Eles são acusados de integrar a máfia da merenda escolar. Os mandados foram expedidos pela Justiça de Bebedouro, no interior paulista, e fazem parte da segunda fase da Operação Alba Branca, que apura o pagamento de propina em contratos superfaturados com o governo tucano. As prisões, porém, não foram manchetes nos jornais nem destaque nos telejornais. A TV Globo não acionou seus helicópteros e seus jagunços para repercutir as detenções. Como sempre, a escandalização da política é seletiva!

Cunha vai dar "uma banana" para o STF

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Lembra aquela história de que ordem judicial não se discute, cumpre-se?

Nem é tão assim, na verdade: cumpre-se e, então, discute-se.

Mas, para Eduardo Cunha não é assim, como acaba de informar a Folha:

O grupo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), planeja ignorar a ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) para instaurar processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer.

O surto da autora do impeachment



Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Os cabelos negros, longos e desgrenhados somam-se a gestos bruscos e teatrais e à voz esganiçada: “Nós queremos servir a uma cobra?!!” E a audiência responde: “Nãããooo!!”

Foi o que bastou para a advogada Janaína Pachoal (co-autora do pedido de impeachment de Dilma ao lado do jurista Miguel Reale Jr) perder o controle; ela começa a girar uma bandeira do Brasil acima da cabeça como os cowboys giram laços, e berra: “O Brasil não é a República da cobra”.

"Panama Papers" atingem a Globo

http://www.cartoonmovement.com/
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Conforme anunciamos ontem, um jornal holandês publicou grave denúncia contra a Globo, usando informações vazadas pelos "Panama Papers", considerado um dos maiores vazamentos do mundo, com os dados da Mossack Fonseca.

Aqui no Brasil, os dados estão em mãos do UOL e Estadão, e estão sendo usados apenas para blindar a Lava Jato, ao invés de serem analisados de maneira independente e imparcial.

A democracia já está vencendo o golpe

Por Juarez Guimarães, no site Carta Maior:

Em um golpe na democracia que se realiza por dentro das instituições jurídicas e parlamentares contra a Constituição e a soberania popular, a relação entre o uso da legitimidade e da força é diferente daquela necessária a um golpe militar. Neste último, como em 1964, o uso da força militar resolve o impasse da disputa de legitimidade. Mas mesmo neste caso, como a direção golpista das Forças Armadas aprendeu com a derrubada de Getúlio em 1954 e as tentativas frustradas de golpe contra Juscelino e pelo impedimento da posse de Jango Goulart, é necessária alguma base de legitimação de massas.

FHC, seu filho e os negócios em família

Por Lúcio de Castro, na revista CartaCapital:

Os negócios da família do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vão muito além das contas no exterior do patriarca investigadas pela Polícia Federal. Incluem também transações do filho Paulo Henrique com a Odebrecht, as offshore no Panamá e no Reino Unido, além de uma sociedade com o ex-braço direito do presidente argentino Mauricio Macri que se suicidou em meio a um escândalo de corrupção.

Temer e sua "Ponte para o Passado"

Por Fernando Marcelino, no site Outras Palavras:

Está em marcha no Brasil hoje um golpe de Estado parlamentar-judicial-midiático tocado a toque de caixa pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acusado de receber mais de 5 milhões de dólares em propinas da Petrobrás.

A manobra golpista consiste em destituir Dilma por um impeachment, alçando ao poder o vice-presidente Michel Temer do PMDB sem qualquer tipo de consulta popular. Este golpe ganha corpo num contexto de fraqueza do governo Dilma, envolta de um ambiente internacional de baixo crescimento, forte rejeição das classes médias tradicionais, bombardeamento negativo diário da mídia monopolista sem qualquer política de comunicação popular, articulação de setores do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal para destituir o PT e o governo, e muitas concessões aos oposicionistas, seja para acalmá-los ou porque não existe um projeto bem delineado de desenvolvimento no campo que governa o país desde 2003.

Globo: arma de distorção em massa

Por Manoel Dourado Bastos, Miguel Enrique Stédile e Rafael Villas Boas

A Rede Globo expôs na noite de 16 de março, por meio do Jornal Nacional, sua atuação empenhada no projeto golpista em curso, intensificando seus procedimentos de manipulação como um mecanismo de agitação e propaganda, empenhando o prestígio de sua audiência na tentativa de fazer com que protestos mirrados se tornassem grandes insurreições civis. Sua participação desde 2015 na propaganda dos atos contra o governo do PT, com polpudos financiamentos de empresas nacionais e internacionais, foi decisiva no crescimento de organizações reacionárias, até então minúsculas, a ponto de se tornarem forças políticas importantes no cenário nacional.

Os destinos do país em disputa

Do site do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz:

Que futuros se anunciam para o Brasil, em meio à crise política e econômica que vem convulsionando a vida dos brasileiros? Em um cenário de esgotamento do sistema político tal qual hoje se apresenta, no qual a presidente da República sofre um processo de impeachment sem que haja crime de responsabilidade caracterizado, quem são os agentes que disputam os destinos do país, hoje?
O seminário Futuros do Brasil - Crise atual e alternativas de longo prazo, que será realizado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), nos dias 11 e 12 de abril de 2016, levará essas questões a quatro mesas de debates – Encruzilhadas da conjuntura; O movimento da política institucional; A política e o movimento da sociedade; e O horizonte do futuro.

Impeachment é "vingança" de Cunha

Por Rafael Tatemoto, no jornal Brasil de Fato:

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) José Eduardo Cardozo apresentou a defesa da presidenta Dilma Rousseff (PT) perante a Comissão Especial do Impeachment na Câmara dos Deputados na tarde desta segunda-feira (4), em Brasília (DF). Ele afirmou que um processo sem fundamentos jurídicos pode ser qualificado como “golpe” e que o pedido foi aceito pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como retaliação.

Advogada quer "cortar as asas" de Lula

Do blog Viomundo:

Em discurso em ato pró-impeachment no Largo de São Francisco, na noite de segunda-feira 4, a advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma que tramita no Congresso, disse a respeito do ex-presidente Lula: “Nós não vamos deixar esta cobra continuar dominando nossas mentes”.

Em tom de pregação religiosa, afirmou: “As vezes a cobra cria asa, mas quando isso acontece Deus manda uma legião [de anjos] para cortar as asas da cobra”.

O PMDB e o espanto que educa

Por Haroldo Lima, no site do Jornal do Brasil:

O ministro do STF Luis Roberto Barroso exclamou estupefato: "Meu Deus! Essa é nossa alternativa de Poder?" À sua frente, estava a foto de líderes do PMDB, no ato em que se declararam afastados do Governo Dilma. O grupo, esfuziante na pose fotográfica, estava convencido de que assumiria o controle do país, caso o impeachment sem causa desse certo, pois eles eram a "alternativa de Poder" que emergia. Barroso disse "um desastre".

Denúncia contra Dilma é nocauteada

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Se o impeachment estivesse submetido a um debate responsável pela Câmara de Deputados, a discussão teria tomado um outro rumo no final da tarde de ontem, quando José Eduardo Cardozo terminou uma intervenção de uma hora e 50 minutos na qual fez a defesa de Dilma Rousseff.

Você pode achar que a palavra de Cardozo, Advogado Geral da União depois de ter passado os últimos cinco anos como Ministro da Justiça deve ser colocada sob suspeita em função dos cargos que ocupou. Pode estar convencido de que estamos diante de um espetáculo cínico, onde todas as mentiras se equivalem, todos os personagens são farsantes e todas as explicações não passam de pura fraude. A verdade não é esta.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

A democratização da mídia precisa de você

Do site da revista Caros Amigos:

Enquanto houver o monopólio midiático não haverá democracia no nosso Brasil.

Enquanto a Globo e a grande mídia hegemônica disserem para milhões de brasileiros, sem qualquer contraponto, o que é a “verdade” dos acontecimentos no mundo, no Brasil e na vida das pessoas, não haverá um país mais justo e soberano. A democracia, a justiça social e a defesa da nossa soberania dependem e precisam de pluralidade de vozes e pontos de vista.

A falsidade do "impeachment" de Dilma

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por Tarso Genro

A crise institucional, política e econômica, que o nosso país está vivendo, inaugura uma nova época política na América Latina e a forma pela qual sairemos dela terá grande influência no destino das nações latino-americanas. Pela primeira vez – pelo menos nos últimos cinquenta anos – a tentativa de interrupção de um processo político, num dos principais países do continente, é ensaiada sem a participação direta das Forças Armadas e sem que as elites conservadoras tenham feito apelos salvacionistas aos militares, como sempre o fizeram, ao longo da formação dos nossos Estados Nacionais.

A sujeira da lista da Mossack Fonseca

Por Jeferson Miola

A Mossack Fonseca [MF] é uma empresa de gestão financeira com sede no Panamá, um paraíso fiscal por onde circulam trilhões de dólares oriundos do narcotráfico, da corrupção, do comércio de armas, da lavagem de dinheiro e, também, de dinheiro limpo em busca do discutível privilégio da isenção fiscal – daí a expressão “paraíso”.

A MF criou ou vendeu offshore´s [contas bancárias ou empresas instaladas em paraísos fiscais] a vários políticos, banqueiros, agentes públicos e empresários brasileiros – tanto em operações legais [a chamada “sonegação legal” (sic) de impostos aceita pela lei brasileira, desde que declarada no imposto de renda (IR)]; como em operações irregulares, que envolve dinheiro de origem duvidosa.

A capitã do mato da revista IstoÉ

Por Nathali Macedo, no blog Diário do Centro do Mundo:

Estão fazendo gaslighting com Dilma. E a quem isso surpreende?

Um parêntese: gaslighting é uma forma de abuso psicológico que consiste em distorcer informações para fazer com que a vítima duvide de sua própria sanidade. Em outras palavras, é o ato de associar as atitudes femininas à loucura ou descontrole emocional como forma de mascarar o abuso.

A essa altura, ler uma matéria em que chamam a Presidenta de louca beira o clichê: é exatamente o que se espera de uma mídia desesperada. Que meta os pés pelas mãos e seja incapaz de disfarçar o sexismo embutido no discurso pró-golpe.

A democracia na mira da oposição

Por Adilson de Araújo, no site do CTB:

O ano de 2016 começou em meio a fortes disputas. Está em curso um golpe contra a democracia, que orquestrado por setores conservadores propõe a volta ao passado e ameaça conquistas históricas da classe trabalhadora. Esse golpe ataca nossos direitos duramente conquistados e barra a continuidade das mudanças.

O bloco de oposição ao Brasil, respaldado pela mídia golpista e por setores do empresariado, com destaque para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), não se conforma com a derrota em 2014 e opera com uma toada só: quanto pior, melhor.

Revanchismo conservador na América Latina

Por Emir Sader, na Rede Brasil Atual:

Se falava de restauração conservadora para designar o projeto de contraofensiva da direita na América Latina. Uma expressão um tanto fria, intelectualizada, para mencionar os objetivos dessa forca política atualmente no continente. Porque não se trata de um processo cirúrgico, técnico, de substituição de um modelo por outro. Dentro dessa mudança estão transformações profundas nas relações de classe, acompanhadas de ódios e rancores.

Os golpistas não têm legitimidade

Editorial do site Vermelho:

“Meu Deus do céu! Essa é nossa alternativa de poder!” – a reação atribuída ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao assistir pela TV a transmissão da convenção em que a cúpula do PMDB decidiu deixar o governo, reflete semelhante perplexidade de democratas e patriotas diante dos acontecimentos recentes. Das pessoas que não aceitam o ataque golpista contra a legalidade constitucional.

Semana crucial: vento a favor do governo

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

A semana será decisiva para a guerra do impeachment e ela começa com o vento soprando a favor do governo e a oposição e a parcela do PMDB que aderiu ao movimento golpista admitindo que perderam terreno. O governo avançou tanto nas ruas, com o crescimento do movimento “não vai ter golpe”, como no Congresso, onde evolui positivamente a formação do chamado “Centrão”, frente composta PP, PR, PSD e talvez PRB, não apenas para barrar o impeachment, pela soma de seus votos com os da esquerda (PT, PC do B e PDT), mas também para dar sustentação ao governo Dilma depois de eventualmente garantida a sua sobrevivência. Sobre o futuro desta coalizão, disse o ministro Ricardo Berzoini em sua entrevista ao Estadão: “Não adianta vencer o impeachment sem garantir governabilidade. Estamos construindo uma base para governar e estabilizar o País.”


A indecorosa ambição de Sergio Moro

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Não publiquei aqui a foto da mulher de Sérgio Moro posando para o próprio com uma patética máscara de papelão com o rosto do “justiceiro”.

Embora tenha viralizado nas redes, acho que todo mundo tem o direito à privacidade nas suas tolices, ainda mais neste mundo de “selfies”.

Mas é diferente com a página que ela abriu no Facebook – e não o faria sem sua ordem ou anuência – para angariar apoios políticos.

Os delírios de poder da família Frias

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:


Ao menos este blogueiro não se surpreendeu em nada com o “editorial” publicado neste domingo (3 de abril) pelo (ainda) principal tentáculo da família Frias, o jornal Folha de São Paulo. O texto “decreta” que a presidente Dilma Rousseff renuncie ao mandato concedido pela maioria dos brasileiros em 2014.




Os jovens trabalhadores na boa luta

Por Clemente Ganz Lúcio, no site Brasil Debate:

Quem entrou no mercado de trabalho depois de 2004 muito provavelmente desconhece o que é o desemprego estrutural ou de longa duração, esse facão que destrói vidas, sonhos e perspectivas. Por aproximadamente uma década, a geração de empregos foi resultado de uma dinâmica econômica de crescimento em um ambiente de expectativa favorável sobre o futuro.

Há algum tempo, a situação mudou e a crise econômica, fenômeno cíclico no capitalismo, ganhou predominância. A incerteza sobre o futuro voltou. A crise mundial é muito grave e atinge o Brasil. Porém, esta nossa crise também decorre de vários problemas internos, sobrepostos. Estamos dentro de uma grande tempestade econômica e política, que tem efeitos devastadores sobre o emprego e os salários. O que podemos dizer aos jovens é que essa grande turbulência vai passar, que sairemos dela. O que ninguém sabe dizer é quando.

Golpe: "cavalo de tróia" do neoliberalismo

Por Najla Passos, no site Carta Maior:

O golpe é o cavalo de tróia para a implantação definitiva do projeto neoliberal no Brasil. O alerta é do professor de Economia da Unicamp, Eduardo Fagnani, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) e membro fundador do Fórum 21, que representou a entidade no encontro dos artistas e intelectuais pela democracia com a presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta (31), no Palácio do Planalto.

#panamaleaks: É preciso vazar o vazamento!

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Estava na praia, trabalhando ao celular (vantagens de ser blogueiro), quando vejo notícias sobre os "Panamá Papers", chamado de "o maior vazamento da história".

Os arquivos da Mossack Fonseca, a maior parideira de offshores do mundo, foram vazados.

Minha empolgação, porém, não durou muito.

Os vazamentos estão em mãos de um jornal alemão e do ICIJ - The International Consortium of Investigative Journalists...

O escândalo da reeleição de FHC

Por José Antonio Lima, na revista CartaCapital:

Em 2007, durante uma sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou participação no esquema de compra de votos para permitir sua reeleição, mas não negou a existência do esquema. “Houve compra de votos? Provavelmente. Foi feita pelo governo federal? Não foi. Pelo PSDB: não foi. Por mim, muito menos”.

A compra de votos teria sido realizada por quem, então? A delação premiada do ex-presidente do PP Pedro Corrêa, que integra as investigações da Operação Lava Jato e ainda não homologada pela Justiça, pode ajudar a responder.

Mídia atinge a democracia à queima-roupa

Por Celso Vicenzi, em seu blog:

Já se disse que jornalismo “é a história à queima-roupa”. Expressão que nos remete, de imediato, para “um tiro à queima-roupa”. Um atentado. É o que os tradicionais veículos da mídia oligopolizada do país estão promovendo neste momento contra a democracia. A sangue frio, como narraria Truman Capote.

Todos os movimentos, feitos com sutileza, astúcia, insinuação, artimanha, dissimulação, logro, malícia, maquiavelismo, trapaça e distorção (exagero? não!) são habilmente manipulados para tentar induzir boa parte da opinião pública a aceitar inverdades. A começar por uma que já se fixou na mente de boa parte dos brasileiros desinformados: a de que nunca se roubou tanto neste país quanto nos governos do PT e que uma quadrilha se instalou no poder – como nunca antes houvera na história dessa nação de anjos.

domingo, 3 de abril de 2016

Show de Gil e Caetano: "Não vai ter golpe"

Moro vai desenterrar o caso Paolicchi?

Por Osvaldo Bertolino, em seu blog:

O juiz Sérgio Moro, o chefe da “Operação Lava Jato”, anuncia que o assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, que era do Partido dos Trabalhadores (PT), pode ter ligações com possíveis casos de “corrupção” (sempre na condicional). Já que ele tocou em assunto tão complexo, poderia ressuscitar outro cadáver, este do seu círculo político, o do secretário da Fazenda da prefeitura de Maringá, Paraná, Luiz Antônio Paolicchi, durante a gestão do ex-prefeito tucano Jairo Gianoto, que comandou o desvio de R$ 500 milhões, na época.

Autoritarismo, golpe e recalque

Por Guilherme Boulos, no site Outras Palavras:

No último dia 22, um grupo foi até a casa do ministro Teori Zavascki intimidá-lo por conta de sua decisão de enviar a investigação contra Lula para o Supremo Tribunal Federal. Decisão esta que foi confirmada, na última quinta-feira, pelo plenário da corte.

O endereço do ministro foi divulgado nas redes sociais pelo movimento “Vem pra Rua”. O “músico” Lobão foi além e divulgou o endereço do filho do ministro, estimulando um cerco à sua casa.

"Domínio do fato" para Joaquim Barbosa?

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Messi, Macri, Mubarak, Eduardo Cunha, Joaquim Barbosa. Os #panamaleaks estão bombando. A empresa Mossack & Fonseca avisou seus clientes, ontem, que tinha sido vítima de uma invasão de seu banco de dados.

Na verdade, há mais de um ano o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, ICIJ, numa parceria que envolve 100 empresas jornalísticas de todo o mundo, está debruçado sobre os registros de mais de 214 mil empresas offshore criadas pela Mossack. Algumas podem ter servido a propósitos legais. Mas, na maioria das vezes, trata-se de esconder dinheiro sujo, sonegar imposto ou esconder patrimônio.


Celso Daniel é salto no escuro de Moro

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Quatorze anos depois, por iniciativa do juiz Sérgio Moro, o caso que envolve o sequestro e a execução do prefeito Celso Daniel, de Santo André, retorna à pauta da mídia.

A tentativa de vincular crime ocorrido em 2002 às denúncias investigadas pela Lava Jato é um grande salto no escuro, sem nenhuma relação com fatos e provas que envolvem a morte do prefeito.

Só para esclarecer qual é a discussão. Não conheço quem seja capaz de negar a existência de um esquema de corrupção, troca de favores e pagamentos de propina em Santo André, durante a gestão de Celso Daniel, num universo comum ao de grande parte das prefeituras e governos brasileiros. A questão sempre foi ligar o assassinato do prefeito à corrupção. Isso nunca foi demonstrado.

A autora do ataque misógino da IstoÉ

Por Renato Rovai, em seu blog:

A IstoÉ repete sua aula de antijornalismo e publica mais um texto vergonhoso e sem fontes. Dessa vez misógino e machista contra a presidenta Dilma Rousseff.

A autora da matéria é de novo Débora Bergamasco que publicou a tal delação do senador Delcídio do Amaral (s/part-MS) só com as partes que interessavam ao presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

A tentativa de criminalizar Boulos e o MTST

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Da mesma forma que é democrática a livre manifestação popular em defesa do impeachment de Dilma Rousseff, também é democrática a livre manifestação popular que considera um golpe de Estado a forma como é conduzido o processo de cassação.

Grupos e partidos contrários ao governo, que discordaram do resultado das eleições de 2014, foram às ruas contesta-las e demonstrar sua insatisfação, o que foi fundamental para colocar Dilma e o PT a um passo do cadafalso (bem, na verdade, eles mesmo caminharam para a forca por conta dos seus próprios erros). Posso discordar dos métodos e narrativas desses grupos e partidos mas, até aí, faz parte do jogo.

O deslumbramento fotográfico de Moro

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:



Circula com intensidade neste sábado nas redes sociais uma foto postada pela senhora Moro numa página que ela criou para o marido no Facebook.

Moro a fotografa com uma máscara de Moro.

É um sintoma notável de deslumbramento, de autoembevecimento. Moro não apenas tem uma máscara dele mesmo como manda a mulher usá-la, e registra isso numa foto.

PSDB e DEM pedem prisão do líder MTST

Da revista Fórum:

Favoráveis ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o PSDB e o DEM agora querem calar o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos. Eles entraram com representações contra o militante em que o acusam de “incitação à violência”. Ele tem sido uma importante voz contra o golpe que pretendem dar contra a democracia e o mandato presidencial.

Sugestões para as novas fases da Lava-Jato

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                    

Depois de ser desautorizado pelo STF, com a derrota acachapante de 8 x 2, perdendo definitivamente a cereja de seu bolo, que era o controle do processo contra Lula, Moro e os procuradores do Paraná resolveram se vingar ressuscitando o caso Celso Daniel, ocorrido há 14 anos. De quebra, ofereceram mais munição golpista para a mídia.

Para quem não lembra, tanto o inquérito preparado pela Polícia Civil tucana de São Paulo como o Tribunal de Justiça paulista que julgou o assassinato do então prefeito de Santo André descartaram quaisquer conotações políticas no crime.

'Folha' admite que o golpe é inviável

Por Jeferson Miola

Em editorial publicado na versão online deste sábado, 2 de março, a Folha de São Paulo admite que o golpe é inviável. Como disse o Chico Buarque na manifestação na Cinelândia no dia 31, eles não conseguirão como conseguiram em 1954 e 1964; “de novo não”.

O Grupo Folha “... passa a se incluir entre os que preferem a renúncia à deposição constitucional”. A Folha entende que “embora existam motivos para o impedimento, até porque a legislação estabelece farta gama de opções, nenhum deles é irrefutável [sic].