domingo, 17 de abril de 2016

Governo virou a noite em vantagem

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

A volatilidade dos votos na Câmara foi altíssima nas últimas 36 horas, recomendando que nenhum dos lados da encarniçada luta política entrem hoje no plenário com ares triunfantes, como fez a oposição na sexta-feira.

Mas governo, petistas e aliados viraram a noite com aparente vantagem, certos de que, salvo a ocorrência de baixas significativas hoje, antes do início da votação, conseguirão derrotar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A opinião pública no calor da hora

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Concluída na terça-feira 12, a mais recente pesquisa do instituto Vox Populi, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores, mostra de que maneira a opinião pública avalia o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff às vésperas da decisão da Câmara dos Deputados.

Não é o passo derradeiro, pois tanto o Senado quanto, parece, o Supremo Tribunal Federal ainda terão o que dizer. Mas é um momento importante na longa crise política atravessada pelo País.

Por que o impeachment não passará

Por João Carlos Gonçalves (Juruna)

Em 24 horas, o Câmara dos Deputados mudou e um alinhamento com a luta de trabalhadores de todo o País começou a acontecer. O ufanismo que cantava vitória antecipada subiu no telhado. A crista da mídia que já dava como favas contadas a deposição da presidente Dilma Rousseff e de todo o arco de forças que a sustenta baixou.

A luta está aberta, mas as expectativas estão sensivelmente mais equilibradas, com chances concretas retomadas pelo governo de vencer o golpe contra o mandato presidencial obtido nas urnas, em eleições democráticas e legítimas.

sábado, 16 de abril de 2016

O programa dos golpistas

Por Guilherme Boulos, no site Outras Palavras:

Ao que parece, a votação do próximo domingo será decidida – como num jogo do Corinthians – nos últimos instantes, lance a lance.

Sabendo disso, Temer entrou em campo, como cabo eleitoral de si mesmo, no processo que visa a cassar sua companheira de chapa. A seu favor, tem Eduardo Cunha e suas manobras.

A voz das ruas já não é uníssona. O mesmo percentual que defende a derrubada de Dilma também é contra a permanência de Temer. E as manifestações para barrar o impeachment têm crescido expressivamente nas últimas semanas. A esplanada dos Ministérios estará dividida no domingo.

Silêncio dos EUA é apoio a golpe no Brasil

Do site Opera Mundi:

“O governo dos Estados Unidos vem guardando silêncio sobre esta tentativa de golpe, mas há poucas dúvidas quanto à sua posição.” A frase é de Mark Weisbrot, codiretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política, em Washington, e presidente da Just Foreign Policy, organização norte-americana especializada em política externa. Para ele, a campanha do impeachment é, sim, um golpe de Estado capitaneado pela elite nacional, algo impensável nos Estados Unidos.

O Globo a cada dia se supera

Por Mario Augusto Jakobskind, no jornal Brasil de Fato:

A saga golpista se faz presente na edição desta quinta-feira (14) do jornal O Globo ao adiantar alguns nomes de um possível ministério de Michel Temer, vice-presidente da República. E isso antes da votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados. O jornal da família Marinho se supera e até tem enaltecido em várias ocasiões o retrocesso.

Dilma desmascara o golpe dos corruptos

Futebol e política se misturam, sim!

Lula no acampamento pela democracia

Batalha histórica: não vai ter golpe!

Foto: Jornalistas Livres
Editorial do site Vermelho:

A batalha que ocorre na Câmara dos Deputados neste domingo (17) tem dimensões históricas. Reconhecer este fato não é mera retórica, mas a expressão da verdade.

No dia de hoje a luta política unifica a vontade das ruas e a Câmara dos Deputados onde os parlamentares votarão em sintonia com o sentimento popular demonstrado em inúmeras manifestações pela legalidade que, com centro na Esplanada dos Ministérios (em Brasília) se espraiam para as demais cidades brasileiras. São milhões, em todo os país, em vigília democrática. Os deputados devem votar tendo a consciência do sentimento democrático que pulsa em todo o país e acompanha cada voto a favor da democracia e da legalidade constitucional. Votarão contra o impeachment ilegal e golpista contra a presidenta Dilma Rousseff.

Quais os objetivos políticos do golpe?

Por Pedro Paulo Zahluth Bastos, no site Carta Maior:

A mensagem à Nação que o vice-presidente Michel Temer deixou vazar para a imprensa no dia 11 de abril deixou claro o aceno ao capital externo: “a mudança pode gerar esperança e que, gerando esperança, isso pode gerar investimentos, não só investimentos nacionais, mas investimentos estrangeiros... eu fiz muitas viagens internacionais no primeiro mandato e verifiquei o quanto os outros países, que têm muito dinheiro em suas mãos, querem fazer aplicando no Brasil.”

O país na hora da verdade

Da Revista do Brasil:

No país dos paradoxos chamado Brasil, políticos investigados por corrupção e alguns até réus, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tentam levar adiante um processo de impeachment contra uma presidente da República sem que haja, ao menos até agora, um crime de responsabilidade. Partidos de oposição pedem formalmente a prisão de Guilherme Boulos, líder dos sem-teto, acusando-o de incitar a violência, enquanto seus aliados pregam abertamente atos ofensivos contra artistas e juízes, ou contra qualquer um que se manifestar a favor da preservação do mandato de Dilma Rousseff.

Precisamos falar sobre Temer

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Não dá pra confiar no Congresso. Às ruas!

Por Altamiro Borges

Na manhã desta sexta-feira (15), quando o correntista suíço Eduardo Cunha deu início à vergonhosa sessão pelo impeachment da presidenta Dilma, os movimentos sociais foram às ruas contra o "golpe dos corruptos". Trabalhadores rurais bloquearam estradas em vários Estados; lideranças populares ocuparam ruas e praças nas capitais; teve até greve dos motoristas e cobradores de ônibus em Salvador (BA). Tudo indica que estas ações vão crescer ainda mais até domingo, data prevista para a votação na Câmara Federal. Os movimentos sociais sabem que não podem confiar nos "nobres deputados" - alvos da sedução da mídia e do balcão de negócios da quadrilha que deseja assaltar o Palácio do Planalto.

Lula: "Vamos derrotar o impeachment"

STF se tornou um par perfeito para Cunha

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O STF é uma espécie de par perfeito para Eduardo Cunha, como se viu ontem nos julgamentos finais de liminares do governo antes da votação de domingo.

Cunha está promovendo um golpe por vingança. Queria que o governo o ajudasse a escapar das consequências de seus múltiplos atos corruptos.

Os suíços documentaram suas contas secretas, que ele negara nesta mesma Câmara que quer desalojar Dilma.

Só para lembrar: Cunha comanda o show

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Lamentável sob qualquer ponto de vista, a mudança de cadeiras na Comissão de Ética da Câmara, que tem em mãos o destino do suíço Eduardo Cunha, é um episódio revelador sobre os verdadeiros interesses em jogo neste domingo, quando 513 deputados irão tomar a decisão política mais importante de sua geração, ao examinar um absurdo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Como se pode verificar pela simples leitura dos jornais, Cunha é o verdadeiro maestro do espetáculo. Marcou datas, definiu regras e ritos.

Mídia golpista faz guerra psicológica

Por Lúcia Rodrigues, na revista Caros Amigos:

Uma guerra psicológica orquestrada para desmobilizar quem é contra o golpe. É assim que o professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), Laurindo Lalo Leal Filho, define o comportamento da mídia na veiculação de matérias sobre o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que será votado no próximo domingo (17), no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Temer e a legião dos traidores

Por Alceu Luís Castilho, no site Outras Palavras:

A frase de Júlio César a Brutus provavelmente nunca foi dita: “Até tu, meu filho?” Hoje, na cena brasileira, seria impensável. Pois a presidente traída precisa comunicar à imprensa a reação ao vice-presidente traidor, que, por sua vez, terá exposto pela imprensa a própria traição. Sem diálogo direto entre os protagonistas. Vivemos em tempos de traição mediada, onde os meios de comunicação são utilizados como instrumento político. A própria mídia, que gosta de se apresentar como defensora da democracia, aparece como Judas central dessa história.

"Lula 2018" assombra a Globo

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Seja qual for o resultado da votação no domingo (dia 17), um fantasma já assombra a direita brasileira – que, conduzida pela Globo/Cunha/Temer/Moro/Serra/FHC levou o país a um transe antidemocrático.

Esse fantasma aparece não só nas conversas de bastidor. Mas ganha as redes, e agora os muros: “Lula 2018!”

Pelo menos duas inscrições surgiram durante esta madrugada, na região central de São Paulo.

O poder econômico no jogo do impeachment

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Por oito votos a três, o STF decidiu no ano passado que as doações de empresas às campanhas eleitorais são inconstitucionais. Representam, disseram alguns dos oito que votaram na tese da OAB, uma indevida interferência do poder econômico no funcionamento da democracia. E o que dizer então da poderosa campanha do empresariado organizado a favor da derrubada da presidente Dilma Rousseff através de um processo golpista travestido de impeachment?

A crise e a caça às bruxas

Por Rosana Pinheiro-Machado, na revista CartaCapital:

Eu tinha oito anos de idade quando algumas crianças apontaram para mim e gritaram “demônio, filha de comunista”.

Eu fui crescendo, a democratização foi se consolidando e as acusações pararam de acontecer. Tornei-me adolescente com o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim. Todo mundo queria fazer fila para comer no McDonalds recém-inaugurado.

Conforme os ares da ditadura iam ficando para trás, meu pai comunista se transformava mais em folclore do que uma ameaça. Eu me tornei adulta acreditando que eu podia ser bizarra de esquerda, mas ainda sim eu desfrutaria de uma liberdade que meus pais e meus tios nunca desfrutaram.

Golpistas, a guerra vos espera!

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Em 49 Antes de Cristo (ac), o ditador romano Caio Júlio César atravessou o rio Rubicão, uma fronteira natural que separava a Gália Cisalpina da Itália. O Senado Romano proibira que o exército do Império transpusesse a fronteira. Ao transgredir a ordem, Júlio César violou a lei e declarou guerra ao Senado. No instante em que atravessou o Rubicão, exclamou frase em dialeto local traduzida em latim popular como “Alea jacta est” (A sorte está lançada).

Os dois lados do mapa do impeachment

Por Jeferson Miola

O mapa do impeachment está desenhado. Ele tem dois lados:

- num lado, Michel Temer, personagem sorumbático e traidor que passa as horas vagas de vice “decorativo” conspirando para derrubar a Presidente que lhe fez vice-presidente sem que ele tenha recebido um único voto popular; e

- noutro lado, Dilma, Presidente eleita com 54.501.118 votos que jamais participou de conspiração ou traição, mesmo quando foi torturada pelos fascistas que deram o golpe de 1964.

Dilma/Lula ou Temer/Cunha?

Por Nicolas Chernavsky, em seu blog:

A argumentação de quem quer o impeachment de Dilma em geral se centra nas críticas à presidenta mas praticamente ignora o assunto de quem assumirá o cargo de presidente caso Dilma seja afastada. Entretanto, só é possível ter uma opinião minimamente coerente sobre a questão se levar-se em conta quem substituiria Dilma, que no caso é Michel Temer, e quem assumiria o lugar atual de Temer, que no caso é Eduardo Cunha. Como conclusão, fica claro que a escolha que os(as) deputados(as) farão no domingo é se governarão Dilma e Lula – respectivamente a primeira e a segunda figura do governo (se o STF permitir que Lula seja ministro da Casa Civil) – ou Temer e Cunha, respectivamente a primeira e a segunda figura de um eventual governo Temer.

O mundo rejeita "o golpe dos corruptos"


Por Marcelo Zero

A comunidade mundial está perplexa. Não consegue entender direito o que se passa no Brasil. Sobretudo, não consegue entender como uma presidenta sabidamente honesta pode ser afastada por adversários que são sabidamente corruptos e desonestos.

A comunidade internacional simplesmente não consegue entender a farsa monumental daquilo que alguns já chamam de “o golpe dos corruptos”.

O morro mandou avisar: não passarão!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O impeachment e a dança com dragões

Por Jandira Feghali

“Nem todos os homens foram feitos para dançar com dragões...”

A política nacional parece retratar quase perfeitamente a saga dos livros da ‘Crônica do Gelo e Fogo’, compilado literário do escritor George R. R. Martin e um sucesso na televisão mundial através da série Game of Thrones. Tanto na ficção, quanto na nossa realidade, personagens extremamente sorrateiros tentam de forma desonesta chegar ao poder.

Impeachment do processo civilizatório

Por Eduardo Fagnani, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:


O objetivo de construir uma sociedade civilizada, democrática e socialmente justa deveria ser um dos núcleos de um projeto nacional. A Constituição de 1988 representa um marco do processo civilizatório do país. Pela primeira vez em mais de cinco séculos, ela assegurou formalmente a cidadania plena (direitos civis, políticos e sociais) para todos os brasileiros. O novo ciclo democrático inaugurado por ela, associado aos avanços sociais obtidos na década passada, contribuiu para a melhoria do padrão de vida da população, especialmente dos mais pobres.

Globo é incompatível com a democracia

Estaremos diante da era Cunha?

Por Flavio Aguiar, na Rede Brasil Atual:

Estamos correndo o risco de ter, em vez de a era FHC ou da era Lula, a era Cunha no Brasil.

Chamar um futuro "governo Temer" com este nome é uma piada.

Em primeiro lugar, porque se o golpe triunfar - e é bom lembrar que para isto não basta ganhar na Câmara no domingo, tem que ganhar depois em duas votações no Senado também e talvez em uma no STF, no meio do caminho - a direita vai partir para o massacre. Massacre de quem e do quê? Da esquerda, e de todos os programas sociais que puseram o Brasil num novo patamar histórico nos últimos anos.

Os ingredientes de um golpe parlamentar

Por Beatriz Vargas Ramos e Luiz Moreira, no site Brasil Debate:

O Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, apresentou defesa da Presidenta Dilma Rousseff à Comissão de impeachment, na Câmara dos Deputados. A peça de defesa é uma resposta integral e detalhada às acusações que constituem o objeto do processo de impedimento. Nela, é feita a análise profunda e esgotante dos dois motivos em que se baseia a decisão de instauração do processo contra a Presidenta da República, a saber:

Golpe é para desmantelar direitos sociais

Por Joana Rozowykwiat, no site Vermelho:

"Não tenho nenhuma dúvida de que o golpe visa à implantação de um projeto de retrocesso social, ou ainda, de desmantelamento dos direitos sociais”. A afirmação é do juiz do Trabalho André Luiz Machado, presidente da Associação de Magistrados do Trabalho da 6ª Região (Pernambuco). Segundo ele, as forças por trás do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff “são as mesmas que diariamente investem pesado no parlamento no sentido de aprovar leis que retiram direitos dos trabalhadores”.

A paralisia que nos sufoca

Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

É bastante compreensível que os dias antecedendo à votação do processo de impeachment no Congresso Nacional ofereçam o atual quadro de expectativa imobilizadora. Em particular, esse é o drama que o Brasil enfrenta também no domínio da política econômica. A tensão política generalizada e a indefinição completa quanto ao eventual resultado final da votação no plenário da Câmara dos Deputados tendem a provocar atrasos em decisões importantes de empreendimentos e investimentos, em especial aquelas oriundas do setor privado. Estão todos em compasso de espera.

O impeachment e a violência no campo

Por João Pedro Stedile, no site da Adital:

O enfrentamento está nos gabinetes, nas periferias e nos acampamentos rurais.

A votação do impeachment, que está em uma semana decisiva, explicita os interesses das classes dominantes e a disposição delas em reverter os prejuízos decorrentes da crise econômica mundial. É a luta de classes nos gabinetes.

O Brasil vive uma grave crise econômica, política e social, e, nesse cenário, o poder econômico quer recompor suas taxas de lucro. Mas aqueles que detêm esse poder não vão sair da crise sozinhos. Para isso, eles precisam acabar com as conquistas sociais, retirar direitos dos trabalhadores, privatizar as elétricas e o pré-sal, e implementar o projeto neoliberal.

O STF agiu como Pôncio Pilatos no golpe

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Pôncio Pilatos.

O papel do STF no golpe em curso é o de Pôncio Pilatos: lavou as mãos e permitiu que mesmo sob provas esmagadoras de ladroeira e achaque Eduardo Cunha comandasse o processo de impeachment com total desembaraço.

Se, como Marco Aurélio Mello disse, o STF é a “última trincheira da cidadania”, sua omissão no impeachment foi simplesmente criminosa.

A repetição da tragédia brasileira?

Por Leonardo Boff, em seu blog:

A cordialidade brasileira, em sua face sombria, descrita por Sérgio Buarque de Holanda, que se expressa pelo ódio e pela intolerância, fornece o húmus de onde pode precipitar-se novamente a tragédia brasileira.

Em que consiste esta tragédia? Nesse fato: sempre que o povo, os pobres, seus movimentos e seus líderes carismáticos irrompem no cenário político, surgem as velhas elites que carregam dentro de si a estrutura da Casa Grande para negar-lhes direitos, conspirar contra eles, difamar e criminalizar suas lideranças, empurrá-los para as periferias de onde nunca deveriam ter saído. Aos negros, aos índios, aos quilombolas, aos pobres e a outros discriminados se lhes negam reconhecimento e dignidade. E contudo constituem a grande maioria do povo brasileiro.

O povo luta e Dilma resiste

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Quem procura uma explicação para a crise que o país atravessa e que está longe, muito longe talvez, de terminar, logo ouve a resposta: o país está polarizado, o governo e a oposição não se entendem, assim não dá para fazer nada. É bom desconfiar.

A novidade da conjuntura não é o impasse, o desentendimento. Isso sempre houve e haverá na história de povos e países, em qualquer época.

Juventude não embarcou nos atos golpistas

Por Dandara Lima, no site da UJS:

O mês de março foi marcado por mobilizações a favor e contra o impeachment. Em São Paulo, a Avenida Paulista recebeu dois grandes atos dos dois lados, um no dia 13 e o outro no dia 18. O Datafolha pesquisou o perfil dos manifestantes dos dois atos.

No dia 13, o Datafolha entrevistou uma amostra estatística de 2.262 de manifestantes na Avenida Paulista. Já no dia 18, foram 1.963 entrevistados. E duas características se destacam: a diferença etária e de renda entre eles.

Armínio Fraga se repete como farsa

Por Tadeu Porto, no blog O Cafezinho:

Era 28 de agosto de 2014 quando eu assitia o debate para presidenciáveis, na Band, apreensivo: Marina continuava “na cola” da presidenta Dilma e o segundo turno era fato consolidado.

Quando, ao final de debate, Aécio utiliza das suas considerações finais para anunciar o Armínio Fraga, presidente do Banco Central no segundo mandato (desastroso) do FHC, como seu futuro Ministro da Fazenda.

Ri alto, na hora.

Cunha, Moro e o "acerto" golpista

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A Folha já deu ontem: o deputado que foi retirado da relatoria do caso Eduardo Cunha na Comissão de Ética da Câmara por ter apresentado um relatório por sua cassação, renunciou ontem a sua vaga no colegiado. Fausto Pinatto, que chegou a receber ameaças por isso, não diz, mas é óbvio que sabe que, vencendo, Cunha o esmagaria.

E o Estadão, numa discreta matéria, registra que Moro sonha com fim da Lava Jato até dezembro.

A hora da miséria na política

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Os golpes do passado aconteciam na calada da noite e surpreendiam o pais. Agora estamos na iminência da deposição legalizada da presidente eleita e um país cansado da crise na elite política conta as horas que faltam para o desfecho. Parlamentares e ministros do PT denunciam a guerra psicológica para criar o efeito manada entre as bancadas e asseguram ter cerca de 200 votos para barrar o impeachment. O outro lado diz ter votos de sobra. Ninguém sabe ao certo. Mais de cem deputados se ocultam na condição de “indecisos” para se livrar das pressões e pular no barco vencedor. Estes são os que não suportam viver fora de um governo, qualquer governo. Seja qual for o resultado, o Brasil não vai ao paraíso. Pelo contrário. Tempos mais amargos podem vir.

Duas partidas decisivas contra o golpe

A crise política e a agonia dos tucanos

Por Lindbergh Farias, na revista CartaCapital:

Logo que acabaram as apurações das eleições de 2014, com a presidenta Dilma Rousseff (PT) reeleita, o candidato perdedor,Aécio Neves (PSDB), em associação com as cabeças coroadas do comando tucano, tomou uma decisão temerária: extrapolar a medida de oposição política ao governo.

Não bastava mais questionar projetos e programas do governo. Era preciso também inviabilizar o novo mandado, como se tivesse baixado nas lideranças tucanas, em pleno século XXI, o espírito histórico das aves agourentas do lacerdismo e do udenismo golpista, que inviabilizaram o mandato de Vargas e derrubaram Jango. A presidenta não poderia ser candidata, se eleita não poderia tomar posse, se tomasse poderia não poderia governar.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Música pela democracia

Globo e Cunha montam show do impeachment

Por Altamiro Borges

A operação de guerra para forçar a aprovação do impeachment da presidenta Dilma já está montada. O correntista suíço Eduardo Cunha, que ainda preside a Câmara Federal, usou todos os expedientes para apressar e manobrar a votação. Já a bilionária famiglia Marinho, dona da Rede Globo e acusada de sonegação de impostos e de outros crimes, montou um verdadeiro show para o próximo domingo (17). O objetivo é criar um clima de já ganhou, levando os "midiotas" às ruas para constranger os deputados na hora do voto. A emissora inclusive anunciou que vai alterar sua grade de programação. Até os horários das partidas de futebol estão sendo mudados por pressão do império global.

O “consórcio de bandidos” e o impeachment

Por Altamiro Borges

Na insanidade geral que tomou conta do Brasil nos últimos tempos, os "midiotas" que vibram com a possibilidade da deposição de Dilma são massa de manobra de um "consórcio de bandidos" - como bem definiu o ex-governador cearense Ciro Gomes. Dos 65 membros da chamada "comissão especial do impeachment", que aprovou nesta segunda-feira (11) o relatório golpista de Jovair Arantes (PTB-GO), 36 deputados federais respondem ou já foram condenados por algum crime na Justiça comum ou eleitoral. Muitos são notórios corruptos, mais sujos do que pau de galinheiro, que estão prestes a condenar uma presidenta que nunca foi denunciada por qualquer crime. Um verdadeiro absurdo!

Alerta geral contra o golpe midiático

Por Breno Altman, em seu blog:

Os monopólios de comunicação tratam de vender uma imagem de derrota e rendição do governo diante da votação do impeachment. Os objetivos são claros: provocar o chamado efeito-manada entre os deputados e enfraquecer a mobilização democrática.

As informações passadas por estes veículos constituem pura guerra psicológica. A situação é difícil e perigosa, não resta dúvida, mas o placar real demonstra que a batalha contra o golpe poderá ser vitoriosa.

Hitler também achava que ia ganhar

Lula vence a Globo e o fascismo

Por Jeferson Miola

Já tentaram de tudo para destruir o Lula, e não vão abandonar a obsessão de aniquilá-lo. O justiceiro Sérgio Moto idealizou um show deplorável com a prisão dele no dia 4 de março mas, temendo as consequências, foi obrigado a recuar. Depois, num ato de desespero persecutório, cometeu haraquiri funcional e divulgou criminosamente grampos telefônicos ilegais da Presidente Dilma para impedir a posse dele na Casa Civil.