sexta-feira, 10 de junho de 2016

Jornalistas sofrem assédio no trabalho

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Difícil encontrar um jornalista que não tenha uma história para contar sobre gritos histéricos de superiores na redação, chefes que arremessam objetos, humilham, destratam… É tão comum este tipo de comportamento que muita gente nem sabe que isso tem nome: assédio moral.

A profissão de jornalista é uma das campeãs em assédio, tanto moral quanto sexual. Uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal traz números assustadores: quase 80% das jornalistas entrevistadas relataram ter sofrido assédio moral no ambiente de trabalho por parte de chefes ou colegas.



Parlamentarismo é canto de sereia

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A noção de que o país necessita de uma reforma política é um desses falsos consensos que periodicamente aparecem política brasileira. Em 2016, todos parecem estar de acordo com a noção que o sistema político atual armazena tantos defeitos e tantos problemas que seria muito razoável fazer uma mudança de envergadura, a qual se dá o nome de "reforma política."

O problema é dizer quais problemas são estes e quais os remédios adequados para que sejam resolvidos. Como acontece com outras quimeras da vida nacional, o risco é abrir passagem para uma abstração ("reforma política") sem fazer o debate concreto, sobre o que se quer reformar, para quê, a favor de quem.

Temer, a Cultura e a burrice autoritária

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A Ilustrada da Folha publica hoje uma boa matéria sobre como se espalham, em espetáculos artísticos aqui e e lá fora, as manifestações de repúdio ao governo que se instalou no Brasil.

É o que se tem dito: onde junta gente, é “Fora, Temer”.

E é impressionante que, embora em qualquer circunstância fosse haver oposição à ruptura da ordem democrática, a direita brasileira conseguiu, em menos de um mês, criar quase um clima de “1968” contra si na área cultural.

A entrevista de Dilma na TV Brasil

'Temer é a síntese do que pensa Cunha'

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

Na esperada entrevista a Luis Nassif, que foi ao ar na noite de ontem (9) na TV Brasil, a presidenta afastada Dilma Rousseff falou sobre crise política, impeachment, economia, relações exteriores, aliados e adversários. Criticou duramente o chanceler interino do governo provisório de Michel Temer, o tucano José Serra. Segundo Dilma, minimizar a importância dos Brics ou do G20, em termos geopolíticos e econômicos, como Serra tem feito, "é miopia tendendo à cegueira".

Você quer mesmo votar em Bolsonaro?

Por Caio Botelho, no site da UJS:

Tem circulado pela internet uma ferramenta que permite conferir todos os seus amigos no Facebook que curtem a página de Jair Bolsonaro (se tem essa curiosidade, clique aqui). Ao contrário do que estimulava uma campanha nas redes sociais, não excluí absolutamente ninguém, tanto por considerar que uma curtida em uma página não representa, necessariamente, compromisso com o que defende o parlamentar, quanto pelo fato de que sempre discordei dessa ideia de se isolar, como em uma ilha imaginária onde só estejam os que pensam igual ou semelhante. Ora, uma das tarefas de quem deseja ajudar a mudar o mundo é justamente a de se propor dialogar com as pessoas à sua volta, sobretudo com as que tem pontos de vista diferentes, por mais difícil que isso seja.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Delações revelam poleiro sujo dos tucanos

Por Altamiro Borges

A sorte dos tucanos de alta plumagem é que a mídia garante forte blindagem aos seus escândalos de corrupção. Nos últimos dias, vários delatores da midiática Operação Lava-Jato deram detalhes sobre as falcatruas de importantes dirigentes do PSDB. Citaram o ex-presidente FHC, o cambaleante Aécio Neves e até um tucano já falecido, o coronel Sérgio Guerra. As denúncias, porém, não ganharam as manchetes dos jornalões, não foram capas das revistonas e nem viraram motivo de comentários nas emissoras de rádio e tevê. Esta omissão só confirma uma brincadeira que circula na internet; basta ser filiado à sigla dos "cheirosos" para não ser investigado, julgado, condenado e, muito menos, preso!

Cláudia Cruz será presa? E o maridão Cunha?

Por Altamiro Borges

A situação de Cláudia Cruz, esposa do correntista suíço Eduardo Cunha – presidente afastado da Câmara Federal que segue dando as cartas no covil golpista de Michel Temer –, parece que se complicou. Nesta quinta-feira (9), o juiz Sergio Moro aceitou a denúncia contra ela, o que a torna ré no midiático processo da Lava-Jato. Ela é acusada de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cláudia Cruz tinha plena consciência dos crimes que praticava e é a única controladora da conta em nome da offshore Köpek, na Suíça, por meio da qual pagou despesas de cartão de crédito no exterior em montante superior a US$ 1 milhão num prazo de sete anos, entre 2008 e 2014.

Dilma e a escolha do futuro

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

Qualquer observador realista sabe que a ruptura representada por um golpe militar ou constitucional abre trincas duradouras na vida da sociedade.

Atravessado o Rubicão, dificilmente se retorna ao ponto original, ainda que os golpistas sejam derrotados.

Não há motivos para imaginar que será diferente no Brasil de 2016.

O golpe de 12 de maio evidenciou uma beligerância conservadora que soube construir as condições necessárias ao assalto ao poder, num esforço de convencimento, e autoconvencimento, ao longo de quatro derrotas em escrutínios presidenciais.

Japonês da Federal, Temer e os oportunistas

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A saga do Japonês da Federal, preso por contrabando, encarna à perfeição o roteiro do impeachment.

Newton Ishii pegou quatro anos e seis meses de prisão em regime semi aberto por causa de crimes na fronteira do Panará com o Paraguai.

Até ontem, era celebrado como herói absoluto do coxinismo revoltado online. Máscaras com sua face foram vendidas no Carnaval e exibidas com orgulho por milhares de seres que o viram em fotos conduzindo presos da Lava Jato.

A aposta de Janot no fim da política

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Há duas possibilidades no pedido de prisão de Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

A primeira, é a de que os elementos de que dispõem são apenas as gravações divulgadas pela mídia. Nesse caso, seria blefe. A fala de Renan não é motivo sequer para a abertura de um inquérito, quanto mais um pedido de prisão.

Fosse apenas isso, as consequências seriam desastrosas para o PGR. Ele ficaria enfraquecido, contando apenas com o apoio das Organizações Globo. Formar-se-ia uma unanimidade contra o arbítrio, ficando mais fácil convencer o grande condutor Globo para a necessidade do pacto.

Outubro trará surpresas para a esquerda?

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                                  

Há poucos meses, muitos vaticinavam uma performance desastrosa do PT nas eleições municipais de outubro. A tragédia eleitoral anunciada atingiria também o principal aliado dos petistas na esquerda, o PCdoB.

As projeções, objetivamente, levavam em conta os efeitos do massacre midiático sofrido pelo PT (dia sim outro também associado a casos de corrupção) e as ações da força-tarefa golpista de Curitiba comandada por Moro.

Fórum-21 promove "ato contra o golpe"


Do site do Fórum-21:

O Fórum 21 convida a todas e todos para o ato “Contra o golpe, pelo povo brasileiro” que acontece na próxima sexta-feira, dia 10 de junho, às 15 horas, no Teatro do Maksoud Plaza. O evento contará com as presenças, já confirmadas, da presidenta Dilma Rousseff, do brazilianista James Green (Brown University); de Vagner Freitas, presidente da CUT Nacional; e Guilherme Boulous, da coordenação nacional do MTST.

O ataque aos movimentos sociais

Foto; Jornalistas Livres
Editorial do site Vermelho:

O jornal O Estado de S. Paulo se arvora como radical defensor do governo ilegítimo de Michel Temer. Prega a intolerância e incita a ação policial e repressiva contra os movimentos sociais, revelando o caráter ditatorial que espera da interinidade golpista.

A pregação autoritária está presente em dois editoriais publicados nesta segunda-feira (6), sob os títulos “O desespero petista” e “Ganhando no grito” – dois textos exemplares da limitada concepção de democracia daquele porta-voz do obscurantismo que defende a criminalização do movimento social que não se enquadra nas limitadas regras da classe dominante, que rejeita o protagonismo popular. A participação política deve restringir-se ao ato meramente formal de votar, quando a elite julgar conveniente...

Petroleiros fazem greve contra o golpe

Do site da FUP:

Como em outros momentos da nossa história, o petróleo está novamente no centro do golpe que coloca em xeque o Estado Democrático. O desmonte de direitos e conquistas vai atingir em cheio os trabalhadores, que precisam reagir aos golpistas enquanto ainda há tempo.

A paralisação de 24 horas que os petroleiros realizam nesta sexta-feira, 10, será a retomada das mobilizações da categoria contra a entrega do Pré-Sal e a privatização da Petrobrás, que culminaram na greve de novembro do ano passado.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Cultura está fora dos planos de Temer

Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

A extinção do Ministério da Cultura pelo governo provisório de Michel Temer é um sinal claro: a Cultura não faz parte do projeto que tem como prioridade alimentar o setor financeiro. A colocação é de João Brant, ex-secretário executivo da pasta. Segundo ele, o fato de Temer voltar atrás em sua decisão tem apenas um motivo: “É óbvio que a compreensão deles sobre o tema não mudou, apenas tornou-se politicamente insustentável”.

A censura bate à porta…

Por Renato Rovai, em seu blog:

Um golpe não é, ele vai sendo. Tenho batido nesta tecla há algum tempo porque num certo ponto do processo político, diferentes grupos se alinharam para derrubar a presidenta eleita Dilma Rousseff.

E aos poucos foram construindo as condições políticas para derrubá-la, sem que houvesse motivos legais para isso. Ou seja, esse golpe foi ganhando formas no processo.

E não foi em 2013 que isso aconteceu, como insistem alguns. Pode-se até concordar que algumas tecnologias de mobilização foram criadas lá. Isso é um fato. Mas o golpe começou a ganhar forma no primeiro semestre de 2014, quando a Lava Jato já estava mostrando boa parte dos seus dentes e as ruas passaram a pedir o impeachment.

Temer prepara a regressão trabalhista

Por Miguel Martins, na revista CartaCapital:

Revelada na terça-feira, 31, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios rea­lizada pelo IBGE entre fevereiro, março e abril deste ano apontou que 11,4 milhões de brasileiros estavam à procura de emprego no período. No dia seguinte à divulgação, cerca de 10 mil metalúrgicos do ABC Paulista foram às ruas protestar para não engrossar a estatística.

A categoria, uma das mais organizadas no País, teme uma provável rodada de demissões nas principais montadoras de São Paulo, capaz de atingir mais de 4 mil trabalhadores nos próximos meses.

As razões do STF contra Janot

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Uma coisa é quase certa: o STF não deve autorizar as prisões pedidas pelo procurador-geral Rodrigo Janot. Pelo menos não todas.

Outra coisa é bem certa: se eventualmente forem autorizadas as prisões de Renan e Jucá, o Senado não vai repetir o que boa parte do senadores chamam de “submissão no caso Delcídio Amaral”. A autorização da casa deve ser negada. O arrependimento pela concordância com a prisão de Delcídio perpassa todos os partidos, fortalecendo a crença de que isso abriu uma brecha para a tentativa de prender mais senadores.

Os desafios da cultura brasileira em debate

"Japonês da Federal" e o bode da Lava-Jato

Por Osvaldo Bertolino, em seu blog:

O agente da Polícia Federal Newton Ishii é um corrupto. Ele não foi julgado nem condenado, mas, pelos critérios da mídia e do seu chefe, o juiz Sérgio Moro, as denúncias bastam para classificá-lo como um fora da lei. Ishii foi apontado como responsável pelo tráfico de informações da Operação Lava Jato, vendendo dados sigilosos para as revistas Veja e Época. “É o japonês. Se for alguém, é o japonês”, disse Edson Ribeiro, advogado do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, preso pela Lava Jato. O Chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral, outro preso, também acusou Ishii de traficar as informações da operação.

Jandira Feghali rebate mentiras de O Globo

Do blog de Renato Rabelo:

Ás vésperas de oficializar a campanha eleitoral de 2016, a deputada federal Jandira Feghali foi surpreendida nesta quarta-feira (8) com a denúncia do colunista de O Globo. Enquanto deputada, ela foi uma liderança na luta pelo fim do financiamento de campanha por empresas e contra as manobras do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para impedir essa proibição.

Governo Temer manobrou para salvar Cunha

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O que era suspeita virou acusação.

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo,  disse que o governo Michel Temer tenta impedir a cassação de Eduardo Cunha.

É o que ele diz, com todas as letras, à Rádio Estadão.

“Não é certo o jogo de cartas marcadas. Senti naquele momento que governo entrou no jogo e decidia a favor de Eduardo Cunha. Eu tinha que dar um tempo para que o governo e a deputada repensassem. Esse não é assunto do governo. Esse é assunto da Câmara dos Deputados. Um problema de ética e decoro. Governo não tem que se envolver”, disse o presidente do Conselho de Ética.

Ruralistas e empresários dominam o Senado

Por Étore Medeiros e Bruno Fonseca, na Agência Pública:

“Quanto dá essa minoria dos pobretões?”, pergunta, bem-humorada, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). “É… Minoria mesmo”, responde, ao ser informada de que as bancadas temáticas nas quais milita – direitos humanos (14), sindicalista (11) e saúde (8) – não reúnem, juntas, nem a metade dos 81 parlamentares do Senado. Entre os grupos com maior representação na Casa estão o da agropecuária (32) e o empresarial (36). Os números fazem parte de um levantamento da Agência Pública sobre as bancadas em que atuam os senadores. A partir dele, é possível entender melhor o resultado da votação da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e também antecipar qual deverá ser a receptividade da Casa aos projetos do interino Michel Temer (PMDB).

Composição das bancadas do Senado


Michel Temer e o golpe dos Hunos

Por Marcelo Zero

Átila, Rei dos Hunos, Flagelo de Deus, dizia que, por onde passava seu cavalo, a grama não crescia nunca mais. De fato, as hordas dos hunos deixavam sempre um rastro de pilhagem, destruição e crueldade.

Átila não construiu nada. Não deixou nenhum legado. Sua especialidade era a destruição do legado dos outros.

O golpe brasileiro parece seguir o mesmo caminho.

O primeiro legado destruído foi o da democracia.

A encruzilhada política de Michel Temer

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

Michel Temer está numa encruzilhada. Para seu governo interino ganhar um mínimo de credibilidade e conseguir sair da crise em que está três semanas após a posse, ele teria de se livrar das lideranças políticas envolvidas em denúncias, como as relacionadas aos vazamentos de conversas envolvendo o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Todos são acusados de conspirar para conter a Operação Lava Jato.

Mídia e governo tentam silenciar os blogs

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Os blogs políticos independentes, que não fazem parte de portais corporativos, são um mistério.

De que se alimentam, como vivem, onde moram?

Como fazem os brasileiros, os blogs se viram: prestam serviços de consultoria, ganham com publicidade, dão palestras, vendem assinaturas, pagam do próprio bolso.

Para a grande mídia, porém, os blogs precisam ser exterminados, para que a narrativa golpista possa reinar solitária na opinião pública.

As saídas da crise passam por Dilma

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A coreografia ensaiada pelo PGR Rodrigo Janot em torno do vazamento do pedido de prisão de Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá não é um passo qualquer. Constitui uma forma de terrorismo típica de um período político delicado, no qual se utiliza a Justiça do Espetáculo para ameaçar garantias democráticas, em movimentos típicos de um Estado Policial.

Numa época em que ações necessárias contra a corrupção se transformam em ataques a democracia, o difícil é encontrar quem não tenha sua parcela de responsabilidade na corrosão das instituições, mantidas em situação de insustentável irracionalidade.

Pesquisa CNT/MDA é mortal para Temer

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Leitores do DCM correram para desqualificar a pesquisa CNT/MDA que acabou de sair.

Com toda a maquiagem que possa ter sido feita, ela é extraordinariamente reveladora no que diz respeito a Temer.

Apenas 11,3% dos ouvidos aprovam Temer. A mídia está tentando mitigar o efeito explosivo deste número comparando-o com o de Dilma nos últimos dias antes do impeachment.

Mas é uma falácia.

Chora coxinha: 'Japonês da Federal' é preso

Por Altamiro Borges

Os "midiotas" que endeusaram alguns falsos justiceiros nas marchas golpistas do ano passado devem estar de luto. Na manhã desta terça-feira (7), o agente Newton Ishii, o bajulado "Japonês da Federal" que ganhou os holofotes da mídia ao conduzir os presos da Lava-Jato, foi preso em Curitiba. Segundo relato do repórter Fernando Garcel, do Paraná Portal, "o mandado de prisão foi expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A Polícia Federal ainda não informou o motivo da prisão".

Temer sabe, de fato, lidar com bandidos

Por Altamiro Borges

Duas semanas após tomar de assalto o Palácio do Planalto, o Judas Michel Temer mostrou-se irritado com as críticas ao seu governo interino. Segundo o noticiário, durante uma reunião com os deputados golpistas, em 24 de maio, ele deu um "tapa na mesa", jurou que sabe governar e disse que "já tratou com bandidos". Nesta semana, depois de uma enxurrada de denúncias de corrupção contra vários dos seus ministros, Michel Temer mostrou que, de fato, sabe lidar com os mafiosos, Ele manteve no seu governo todos os metidos em escândalos. Até a mídia chapa-branca, que apostava em mudanças para tentar embelezar a imagem do "golpe dos corruptos", ficou desconcertada com a postura do interino.

Mafiosos aparelham o governo. Cadê a mídia?

Por Altamiro Borges

A mídia privada, que orquestrou o "golpe dos corruptos", é descarada. Ela tem feito um baita esforço para limpar a barra do governo interino do Judas Michel Temer. Nesta semana, ela noticiou com certo estardalhaço a decisão do Palácio do Planalto de "paralisar as nomeações políticas nas estatais e nos fundos de pensão". Só não informou que a medida foi tomada para conter a gula dos mafiosos, que já ocuparam vastos espaços do governo. Logo após o afastamento da presidenta Dilma, em 12 de maio, os velhos patrimonialistas - com o seu senso de oportunidade, para não dizer oportunismo - correram para obter os cargos mais influentes e melhor remunerados. O apetite foi tão descontrolado que levou o chefe do assalto ao poder a dar um freio de arrumação. Afinal, ele precisa barganhar apoios e votos!

terça-feira, 7 de junho de 2016

João Doria, o golpista, será impugnado?

Por Altamiro Borges

João Doria, o empresário-golpista que liderou o frustrado movimento “Cansei” – que reunia artistas globais e a elite paulistana reacionária –, pode malograr novamente em suas ambições políticas. Na semana retrasada, o promotor José Carlos Bonilha, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, afirmou ter encontrado indícios de abuso do poder econômico na sua campanha para se tornar o pré-candidato do PSDB à prefeitura da capital paulista. O crime eleitoral foi cometido durante as prévias tucanas, em março, e foi denunciado por outros caciques da sigla, o que só confirma que as bicadas no ninho são cada vez mais sangrentas.

A correlação de forças mudou. Prepare-se!

Por Marcos Verlaine, no site Vermelho:

"Sem um trabalho intenso de resistência, denúncia e contestação à ofensiva do novo governo sobre direitos dos assalariados, conforme preconizado na ‘Ponte para o futuro’, há risco real de retrocesso nas conquistas sociais".

Depois de três mandatos sob o lulismo, a correlação de forças políticas e sociais mudou bruscamente. O abreviado segundo mandato de Dilma, que começou em janeiro de 2015, iniciou-se sob o signo dessa inversão, já que ela se elegeu com uma agenda e governou com outra, até ser afastada em 12 de maio. Mais claramente, a presidente governou com a agenda dos que perderam em 2014.

Violência na TV fere as leis e a ética

Em defesa do Marco Civil da Internet

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Regulamentado às vésperas do afastamento da presidenta democraticamente eleita Dilma Rousseff, o Marco Civil da Internet corre sério risco de retrocesso. Em carta aberta, entidades do direito à comunicação, da defesa do consumidor e ativistas representantes da sociedade civil cobram a manutenção do Decreto Presidencial nº 8.771/2016, a ser protocolado na Casa Civil na quarta-feira (8).

No documento, as organizações demonstram preocupações em relação à possibilidade de Temer ignorar a regulamentação da lei. Como o texto "foi produto de amplos debates com representantes de toda a sociedade e traz elementos fundamentais para a aplicação do Marco Civil da Internet, reduzindo incertezas e inseguranças", as entidades consideram injustificadas quaisquer mudanças arbitrárias que venham a ocorrer.

A privatização na (des)ordem do dia

Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

As expectativas do povo do financismo eram as melhores possíveis para o período posterior à consumação do golpeachment. De um lado, já estaria solucionado o problema da desconfiança que guardavam com relação ao governo de Dilma Roussef. Sim, pois por mais que ela se esforçasse em seguir as recomendações da ortodoxia em termos de sua política econômica, a Presidenta nunca conseguiu ser bem aceita pelas elites do capital. De outro lado, seria viabilizada a estratégia de colocar um freio de arrumação nas investigações da Lava Jato e demais operações envolvendo desvios de recursos públicos para todo tipo de finalidade. Afinal, as revelações estão colocando cada vez mais a nu um esquema pesado de articulação criminosa dos principais grupos empresariais privados com seus apaniguados no interior da administração pública.

'IstoÉ' pode parar por falta de pagamento

Por Renato Rovai, em seu blog:

Não está fácil a situação dos jornalistas da IstoÉ. Eles já pensam em paralisar as atividades como forma de pressionar a Editora Três a regularizar as condições oferecidas aos funcionários. Segundo o blogue apurou, são cerca de 80 profissionais na empresa, responsável também por outros veículos, como as revistas Planeta, Motor Show e Menu. Desse total, apenas 10% possuem carteira assinada.

Meirelles golpeia a população vulnerável

Por Carlos Drummond, na revista CartaCapital:

O pacote anunciado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na terça-feira, 24, encaminha o desmonte da economia brasileira, com maior ímpeto naqueles setores voltados ao desenvolvimento do País, à proteção da parcela mais frágil da população e à elevação do nível de vida da maioria.

O outro lado da dilapidação é a reconstituição de parte das condições oferecidas na década de 1990 ao capital privado nacional e estrangeiro, na esteira do Consenso de Washington, de exigências do Banco Mundial, do FMI e do neoliberalismo, uma das causas da crise mundial de 2008, até hoje não superada. Um período de intensa privatização, política de FHC retomada pelo atual governo segundo anteciparam assessores do presidente interino Michel Temer.

Janot e o vazamento para constranger o STF

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Constranger o Supremo Tribunal Federal. Com este objetivo é que foram vazados os pedidos de prisão contra o ex-presidente José Sarney (domiciliar), o presidente do Senado, Renan Calheiros, o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, e o senador Romero Jucá. Tais pedidos já haviam sido encaminhados há mais de uma semana pelo procurador-geral Rodrigo Janot ao relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki. A demora e a preservação do sigilo, pelo Supremo, indicaram uma disposição para a recusa, o que levou a Procuradoria-Geral da República a apelar para o vazamento. Ao contrário de Teori e do STF, Janot é que tinha interesse em ver sua iniciativa estampada como notícia.

EUA: Eleição como sintoma do declínio

Ilustração: Emad Hajjaj
Por Immanuel Wallerstein, no site Outras Palavras:

Estamos acostumados a pensar em instabilidade de Estados localizados principalmente no Sul global. É sobre essas regiões que eruditos e políticos do Norte global falam de “Estados falidos” nos quais há “guerras civis”. A vida é muito insegura para os habitantes dessas regiões. Há deslocamentos massivos das populações e esforços para escapar dessas regiões para partes “mais seguras” do mundo. Nelas há, supostamente, mais empregos e padrões de vida mais altos.

Michel Termer, um golpista jaburu

Por Osvaldo Bertolino, em seu blog:

O golpe em andamento é o retrato do Brasil profundo, do confronto entre o ideal republicano e a sua negação. As aspirações de progresso nacional, traduzidas pela proclamação da República, mais uma vez estão sendo confrontadas pelo ideal oligárquico, que nunca aceitou os governos que tentaram enfrentar as brutais e históricas injustiças do país.

A lei, ora a lei! A frase, atribuída ao ex-presidente da República Getúlio Vargas em um comício no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade de São Paulo, em 1947, para criticar o desrespeito dos empresários às leis trabalhistas que ele criara, tornou-se um clássico do desrespeito aos direitos dos cidadãos no Brasil, como ocorre atualmente com a marcha do golpe. O que vemos nesse processo é, mais uma vez, a tradição das forças conservadoras em ação, que se manifesta como resposta aos dilemas das relações entre o político e o econômico; a essência do golpe é a intenção de acelerar a reprodução de capital em meio a uma crise de dimensão planetária.

Janot avança e o sistema político se desfaz

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Está claro há muito tempo que o processo em curso no Brasil não é apenas um ataque ao PT, ou ao que se convencionou chamar de lulismo. É um ataque ao sistema político estabelecido pelo pacto da Constituição de 88; e, talvez, chegue a ser também um ataque à ideia de Estado Nacional - que se constrói desde a Era Vargas.

A bomba de hoje, confirmando que o Procurador Geral da República pediu mesmo a prisão de Sarney, Renan e Jucá (pedido este que repousa na mesa de Teori, no STF) mostra que o sistema político desmoronou.

A revolta seletiva de Gilmar Mendes

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Quando os inquéritos da Lava-Jato atingiam gente do PT, não havia problema algum.

Quando Sérgio Moro divulgou grampo telefônico que envolvia a própria Presidente da República, em conversa com Lula, ele também não se pejou em, inclusive, utilizar seu conteúdo como “fundamento” para a decisão que impediu a posse do ex-presidente como chefe da Casa Civil de Dilma.

Tudo bem, ele pode.

Ele é Gilmar Mendes, a lei.

Jucá, Sarney e Renan no alvo. E o Temer?

Por Altamiro Borges

É certo que não dá para confiar no procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele é um calculista, frio e matreiro, que nunca disfarçou o seu desejo de "sangrar" Dilma e "matar" Lula. Mas a decisão adotada na manhã desta terça-feira (7), de enviar ao Supremo Tribunal Federal o pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, do "ministro-oculto" Romero Jucá, e do ex-presidente José Sarney, acabou melando ainda mais o "golpe dos corruptos". Os três chefões do PMDB são decisivos para garantir a sustentação do governo interino. Mesmo que o pedido não seja acatado, ele tumultua o cenário político e deixa a pergunta no ar: quando chegará a vez do próprio Judas Michel Temer?

O calendário do golpe no Senado

Por Altamiro Borges

Temendo a rejeição do Supremo Tribunal Federal (STF), os golpistas do Senado tiveram que recuar da sua manobra – um golpe dentro do golpe – para encurtar o prazo de defesa da presidenta Dilma na votação final do impeachment. A aberração foi aventada na semana passada e visava acelerar a aprovação do estupro à democracia. O temor dos covardes era de que a crescente revolta das ruas, com os protestos quase diários pelo “Fora Temer” e pelo “Volta querida”, alterasse o voto de alguns senadores e inviabilizasse o “golpe dos corruptos”. Mas o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, criticou explicitamente a manobra espúria, o que aparentemente forçou o recuo dos golpistas.

Manifesto francês e a rejeição ao golpe

Por Altamiro Borges

A rejeição ao "golpe dos corruptos" no Brasil cresce no mundo inteiro. Quase todos os dias ocorrem atos de protestos em embaixadas brasileiras no exterior. Até na abertura da conferência mundial da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na semana passada, em Bruxelas, o diplomata amestrado do ministro José Serra foi vaiado e não conseguiu concluir sua fala. A própria mídia internacional, menos envolvida na conspiração nativa, já formou um consenso de que o processo do impeachment da presidenta Dilma foi criminoso. Nesta segunda-feira (6), o jornal New York Times publicou duro editorial concedendo "a medalha de ouro" por corrupção à equipe de Michel Temer. Também nesta semana foi lançado um manifesto de intelectuais franceses contra o golpe no Brasil. Confira:

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Mobilizações contra o golpe agitam o país

Foto: Mídia Ninja
Da Rede Brasil Atual:

Os movimentos populares, a Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e partidos progressistas realizam, durante toda esta semana, manifestações contra o governo provisório de Michel Temer. As manifestações culminarão, na sexta-feira (10), com uma greve geral convocada pela CUT e pelo PT. No mesmo dia será realizado um ato unificado nacional, liderado pelas duas frentes, contra o afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

Globo captou R$ 147 milhões na Lei Rouanet

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A Globo, através da Fundação Roberto Marinho, captou R$ 147.858.580 desde 2003, primeiro ano do governo Lula, até 2015.

Os valores não foram atualizados.
A FRM foi criada nos anos 70 e é uma instituição privada, teoricamente sem fins lucrativos, voltada, diz o site oficial, para “a educação e o conhecimento”. Ela “se dedica à concepção e implementação de museus e exposições”.

Jarbas Passarinho deixou lição errada

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A morte de Jarbas Passarinho serve como um excelente teste de caráter neste momento difícil para a democracia brasileira, construída com tantos sacrifícios após 21 anos de regime militar.

O presidente interino Michel Temer expressou "meus sentidos pêsames pela perda desse grande brasileiro."

Marina Silva foi mais prolixa e defendeu as "evidentes qualidades intelectuais e habilidades políticas" do ex-minstro.

Será mesmo?