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| Charge: Nando Motta |
Pesquisa Quaest divulgada nesta semana confirma que a ampla maioria da sociedade brasileira – 69% dos entrevistados – deseja o fim da desumana escala 6x1 de trabalho semanal. Apesar desse amplo apoio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atendendo ao milionário lobby da cloaca burguesa, segue sabotando a votação do projeto que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, e com a adoção da escala 5x1.
Na sondagem anterior, de maio, o percentual de aprovação foi de 68%. A pesquisa revela ainda que a proposta já é conhecida pela maioria da população: 75% dos entrevistados disseram saber que a Câmara Federal aprovou o fim da escala 6x1 e que o texto agora está parado no Senado. A Quaest também perguntou o que os entrevistados pretendem fazer com seu tempo livre, caso a proposta seja aprovada. A respostas são emblemáticas sobre o sentido da redução da jornada:
- Descansar e passar mais tempo com a família: 53%
- Buscar outro trabalho ou fazer hora extra para aumentar a renda: 13%
- Fazer cursos/estudar: 12%
- Ir à igreja ou às cerimônias religiosas: 9%
- Passear/ir a bares e restaurantes/fazer festas: 6%
- Viajar: 4%
Davi Alcolumbre sabota a votação
O senador Davi Alcolumbre, porém, parece não se comover diante desse anseio popular. Ele tem feito de tudo para evitar a votação do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) – que foi aprovado na Câmara Federal, em maio, por 461 a 19, no primeiro turno, e 472 a 22, no segundo. A demora na tramitação tem gerado pesadas críticas nas redes, nas ruas e no próprio parlamento. Mas o chefão do União Brasil e do Centrão, sempre tão arrogante e bravateiro, insiste que não aceitará “pressões, intimidações ou ameaças”.
Como ironiza Leonardo Sakamoto em artigo postado no site UOL, para arrancar essa conquista civilizatória será preciso intensificar ainda mais a pressão social. “Na Câmara Alta, a proposta vem sendo empurrada com a barriga, para a alegria de lobistas e patrões. Isso ocorre em um momento em que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) está brigado com o Palácio do Planalto menos por conta da indicação de Jorge Messias ao invés de Rodrigo Pacheco a uma cadeira no STF e mais pelas operações da Polícia Federal contra o Banco Master, que chegou perto do próprio presidente do Senado”.
“Nesta semana, os senadores saem para curtir suas férias sem que o fim da 6x1 tenha avançado. Vão tranquilos para o descanso ou para suas campanhas eleitorais porque sabem que terão garçons, faxineiras, seguranças, vendedoras, atendentes de telemarketing e agricultores que estarão à sua disposição, trabalhando seis dias e 44 horas por semana. A questão é que, neste ano, dois terços do Senado serão renovados. Ao nadar contra a maré, os atuais senadores terão votos à sua disposição em outubro?”. Boa pergunta. A eleitora e o eleitor estão com a palavra!

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