domingo, 12 de julho de 2026

Justiça penhora pagamento da CazéTV a Romário

Reprodução
Por Altamiro Borges


Na semana passada, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora dos valores que o senador Romário (PL-RJ) acordou com a CazéTV por sua participação nas transmissões da Copa do Mundo. A medida foi tomada pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca e objetiva quitar uma dívida de R$ 32,4 milhões do ex-craque da seleção brasileira. A sentença judicial ordenou que o canal apresente todos os contratos firmados entre as partes, além de notas fiscais, comprovantes de pagamento e demais documentos relacionados à contratação do ex-jogador para a cobertura esportiva.

A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca também determinou que a CazéTV esclareça se a contratação de Romário foi realizada diretamente pelo canal ou por outra empresa vinculada à cobertura da Copa do Mundo. A ordem inclui a identificação de eventuais parceiras comerciais, produtoras, agências, plataformas, patrocinadores ou integrantes do mesmo grupo empresarial responsáveis por pagamentos ao senador licenciado.

De acordo com a sentença, “caso o contrato para participação do executado Romário tenha sido firmado com outra empresa do grupo empresarial do qual faz parte a CazéTV, coligada, parceira comercial, produtora, agência, plataforma, patrocinador ou qualquer outra pessoa jurídica integrante da cadeia econômica da referida cobertura da Copa 2026, que essa informe com qual empresa, com a completa qualificação da contratante ou pagadora”.

Dívida de R$ 32,4 milhões

A participação de Romário na CazéTV já tinha gerado controvérsias em função da sua ausência nas sessões do Senado. Diante da forte reação nas redes sociais, ele decidiu devolver parte do salário correspondente aos dias em que esteve fora do país. No que se refere à dívida de R$ 32,4 milhões, ela teve origem em uma ação movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras contra Romário. A cobrança, atualmente em fase de cumprimento de sentença, está relacionada a uma disputa antiga envolvendo o Café Onze Bar, empreendimento do qual o ex-atleta era sócio.

“A cobrança já resultou em outras medidas judiciais contra o ex-jogador. Entre os bens atingidos anteriormente estão um imóvel, uma lancha e um Porsche. Também foram impostas restrições sobre um Audi e um Peugeot relacionados a Romário. A nova decisão amplia o alcance das tentativas de execução da dívida ao mirar eventuais receitas profissionais do senador licenciado durante a Copa do Mundo. A Justiça busca identificar a origem e o destino dos pagamentos relacionados à participação de Romário na cobertura da competição”, descreve o site Metrópoles.

Pedido voto para o miliciano Marcio Canella

A dívida milionária e outras tretas parecem não abalar muito o “baixinho”, como era chamado o ex-craque. Na semana passada, voltou a circular um vídeo em que ele surge pedindo voto para Marcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e candidato ao Senado no Rio de Janeiro indicado por Flávio Bolsonaro, que foi preso na sexta fase da Operação Unha e Carne por lavagem de dinheiro.

No vídeo, postado pouco antes da Copa do Mundo, o miliciano faz embaixadinhas com uma bola e pergunta: “E aí, Romário, dá tempo de me convocar para a Copa?”. O senador responde: “Pô, pra Copa tá foda, Canella. Mas para o Senado tá convocado, vamo junto”. Em seguida, Marcio Canella concorda: “Vamo junto”. O candidato de Flávio Bolsonaro foi preso em flagrante, denunciado por usar postos de combustíveis para lavar dinheiro do crime organizado. De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o esquema criminoso movimentou R$ 7,6 bilhões no período de seis anos.

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