quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mídia alternativa na pauta da Câmara

Por Najla Passos, no sítio Carta Maior:

A Câmara dos Deputados vai tentar buscar no ano que vem formas de garantir a sobrevivência financeira de veículos de comunicação que fazem parte da chamada imprensa alternativa, como rádios comunitárias, portais e blogs na internet. O centro dos debates será a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, que nesta quarta-feira (21), penúltimo dia de trabalho parlamentar, instalou uma subcomissão só para cuidar do tema em 2012.

Crimes da imprensa e papel da internet

Por Claudio Leal, no Terra Magazine:

A eleição presidencial de 2010, vencida pela petista Dilma Rousseff, começa a ganhar os primeiros relatos históricos. Um dos lançamentos editoriais sobre a campanha política, o livro "Crime de imprensa" (Plena Editorial), de Palmério Dória e Mylton Severiano, analisa o comportamento dos grandes grupos midiáticos durante a sucessão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O cordel da "privataria tucana"

Por Silvio Prado, no blog As árvores são fáceis de achar:

"Caiu a casa tucana
Do jeito que deveria
E agora nem resta pó
Pois tudo na luz do dia
Está tão claro e exposto
E o que ninguém sabia
Surge revelado em livro
Sobre a tal privataria.

"Amauri Ribeiro Junior
Um jornalista mineiro
Em mais de 300 páginas
Apresenta ao mundo inteiro
A nobre arte tucana
De assaltar o brasileiro
Pondo o Brasil à venda
Ao capital estrangeiro.

Os filhos e os amigos do Poder

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Se existe algum mandamento primordial do bom jornalismo deve ser o de seus militantes estarem permanentemente obrigados a se questionarem sobre se não estão incorrendo naquele que também deve ser o maior pecado de tão nobre ofício, o de jornalistas permitirem que as próprias opiniões se confundam com os fatos.

O primeiro ano do governo Dilma

Por Nivaldo Santana, em seu blog:

Como o ano está próximo do final, vamos praticar o esporte predileto desse período que é passar em revista o que rolou de importante no ano de 2011. Fiquemos no governo Dilma. O balanço do seu primeiro ano de mandato é positivo, sem ser excepcional.

Eleita sob os auspícios da popularidade de Lula, desde o início Dilma tinha um problema essencial a enfrentar: firmar sua autoridade diante de vários cenários: do ministério, em boa medida herdado, da ampla base partidária de sustentação do governo e da sociedade em geral.

Itaú vence o "São Pilantra 2011"

Da Rede Brasil Atual:

Um protesto bem humorado de fim de ano escolheu, nesta quarta-feira (28), o banco Itaú Unibanco como vencedor da prova de "São Pilantra 2011". A paródia da corrida internacional de São Silvestre, uma tradição da capital paulista, também foi promovida na avenida Paulista, na região central da cidade.

Os personagens são escolhidos pela categoria e uma performance teatral marca a "prova". Atores representando os donos da instituição foram declarados vencedores. A crítica foi o fechamento de 4.400 postos de trabalho no ano.

Pentágono autoriza guerra na internet

Do sítio Pátria Latina:

Os parlamentares norte-americanos autorizaram oficialmente seu exército a dedicar-se à chamada "ações militares cinéticas", nada mais do que um eufemismo triste para não dizer literalmente "guerra".

Como sempre nestes casos, o anúncio não veio com alarde, mas discretamente, em um pequeno parágrafo que integra o orçamento militar até 2012. Pode ser mais insidiosa, mas não mais clara.

A metade pobre dos EUA

Por Fred Goldstein, no sítio português Resistir:

O número de pessoas nos EUA que são oficialmente pobres ou "quase pobres" tornou-se uma questão controversa. O Gabinete do Recenseamento mudou o método de medir a pobreza oficial. Agora, diferenças regionais são consideradas ao calcular os custos de manutenção de uma família, assim como acrescenta qualquer assistência governamental – como selos alimentares – ao rendimento de uma família enquanto subtrai despesas médicas, de transporte, de cuidados a filhos e outras.

Banqueiros são ditadores do Ocidente

Por Robert Fisk, na revista Fórum:

Escrevendo na região que produz mais clichês por metro quadrado que qualquer outra 'história'- o Oriente Médio -, eu deveria talvez fazer uma pausa antes de dizer que nunca li tanto lixo, tanta porcaria como tenho lido a respeito da crise financeira mundial.

Mas não vou me conter. Me parece que o jornalismo sobre este colapso do capitalismo chegou a um novo subsolo que nem mesmo o Oriente Médio é capaz de alcançar, em termos de obediência intocada e completa às próprias instituições e “especialistas” de Harvard que ajudaram a provocar o desastre criminoso.

O financiamento da mídia alternativa

Por Christiane Marcondes, no sítio Vermelho:

O sucesso do livro “Privataria Tucana” é um bom exemplo de como a imprensa encobre os assuntos que não dizem respeito a seus interesses políticos e econômicos. O livro não entrou nem nos editoriais nem na lista dos mais vendidos da Veja ou O Globo, só para dar dois exemplos.

Na verdade, ele foi varrido do mapa da imprensa hegemônica. Até o limite do possível, claro, até o ponto em que essa “pedra no sapato” incomodou tanto que teve de ser retirada e exposta à demanda e curiosidade pública.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Kim Jong-il e as gracinhas da Folha

Por Altamiro Borges

O falecimento do líder norte-coreano Kim Jong-il serviu para a Folha fazer gracinhas anticomunistas no seu editorial de hoje (28). Ela nunca fez piadinhas nas mortes dos generais carrascos do Brasil, que a famiglia Frias sempre apoiou – inclusive cedendo as suas peruas para transportar presos políticos à tortura. Na sua visão colonizada, ela também nunca fez ironias no falecimento de vários ditadores apoiados pelos EUA. Mesmo na cobertura de óbitos, a Folha é seletiva na sua linha editorial!

William Waack distorce sexta economia

Por Altamiro Borges

O sempre atento José Augusto, do blog “Os amigos do presidente Lula”, pegou mais uma lambança de William Waack, âncora do Jornal da Globo. Na edição de segunda-feira do telejornal, ele teria dito que o Brasil só alcançou o título de sexta maior economia mundial graças a FHC. “Desde os anos 1990, com a implantação do Plano Real e o controle da inflação, isso já era previsto”.