quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Fascismo aposta na eleição de senadores

Ilustração do site Topia
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Um dos objetivos da extrema direita nestas eleições é eleger um número de senadores e senadoras suficiente para aprovar processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e promover mudanças constitucionais que enfraqueçam o regime democrático, abrindo caminho para suas teses obscurantistas.

Mas, as últimas pesquisas indicam que esses planos autoritários caminham para o revés em 4 de outubro.

Podem até fazer a maior bancada e, em aliança com todo o bloco oposicionista, chegar a formar maioria entre os 81 senadores. Com isso, ocupariam as comissões mais importantes e disputariam a presidência da Casa.

A crise terminal do jornalismo

Divulgação
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:


A crise do jornalismo vai além do modelo de negócio das empresas, arruinado pelo avanço das redes sociais. A própria missão do jornalismo está ameaçada, em parte pela Inteligência Artificial, destruidora de empregos, em parte pela concorrência dos influenciadores e dos caça-likes.

Historicamente, o jornalismo sempre foi mais um vendedor de ideias e conceitos do que um desbravador de fatos. O modelo de negócios, desde o aparecimento da imprensa corporativa, era criar uma imagem forte, que pudesse conferir credibilidade ao veículo, para fazer valer seu maior ativo: a construção ou destruição de reputações.

Primeiro grande ideólogo da imprensa corporativa, Ortega y Gasset dizia que a primeira missão de um jornal era assegurar sua perenidade.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Familícia Bolsonaro tem 5 candidatos em 2026

Charge: Genildo
Por Altamiro Borges


Jair Bolsonaro leva a sério o lema “família acima de tudo” - que engana tantos seguidores fanáticos e tapados. Sua familícia terá cinco candidatos nas eleições deste ano. O próprio chefão da Orcrim (organização criminosa) só não disputará o pleito porque pegou 27 anos e três meses de prisão por orquestrar um golpe de Estado. Já seu filhote 03, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, vulgo Dudu Bananinha, também não concorrerá porque foi condenado a quatro anos e dois meses de cadeia por conspirar contra o Brasil nos EUA.

Esgoto digital causará estrago nas eleições

TRE mantém inelegibilidade de Pablo Marçal

Debates eleitorais começam quentes na TV

Zema passa vergonha no GloboNews

São Paulo: riquezas e desigualdades

Quem tem medo do voto feminino?

Como a chamada Classe C vai votar em 2026?

 

domingo, 9 de agosto de 2026

As ameaças de Trump e os portões de Múcio

Charge: Aroeira/247
Por Manuel Domigos Neto

Referindo-se a uma possível agressão estadunidense em nosso território, Múcio disse: o mais sensato seria “abrir os portões”, posto não termos capacidade de nos defender.

O fato se deu em evento na Confederação Nacional da Indústria, diante de pessoas ávidas por investimentos públicos de longo prazo em equipamentos e tecnologias de guerra.

Múcio usou o prosaísmo reacionário que marcou sua carreira política.

Revoltados, alguns pedem sua cabeça. Indignação ingênua. Proposição temerária. Descabida.

O Ministro foi jocoso, não aleivoso. Não temos, de fato, capacidade de reação militar ao imperialismo.

Defesa nacional: um imperativo existencial

Charge: Manino/Aporrea
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Começo com uma citação. Nietzsche disse: A natureza não pune os maus, ela pune os fracos. E podemos acrescentar: A história também não pune os maus, pune os fracos. Não pune Netanyahu, pune Maduro. Não pune Israel, pune a Venezuela.

Antes de prosseguir, abro um rápido parêntese: parece que Nietzsche não disse isso, infelizmente. Mas poderia e deveria ter dito, a meu ver, pois a frase parece ilustrar bem, e com força, um aspecto central do seu pensamento. É impressionante, diga-se de passagem, como é grande o número de frases apócrifas interessantes. Poderia dar vários exemplos, mas isso tornaria a digressão longa demais.

Martírio cubano no centenário de Fidel Castro

Do site Radio Reloj
Por Roberto Amaral


Ainda saboreávamos o Ano-Novo - era o réveillon de 1958-1959 - quando nos chegou, em Fortaleza, a notícia de que caíra, em Cuba, a ditadura de Fulgêncio Batista, de quem pouca ou nenhuma notícia tínhamos. O fato era este, tão só, mas sugeria algo de inusitado: não se tratava de mais uma quartelada dentre tantas que faziam e fazem a história do poder da classe dominante latino-americana, interferindo na governança para que tudo permanecesse como dantes no castelo de Abrantes: uma periódica recomposição oligárquica.

Desta feita, surpreendentemente, nos era dado conhecer uma insurgência de base popular que, descendo de Sierra Maestra, encontrava a consagração em Havana. Entre os líderes não se contavam nem sargentos, nem coronéis, nem generais. Este era seu caráter inusitado, principalmente no Caribe e na América Central dos anos 1950-60, uma virtual fazenda da United Fruit Company.

A pessoa negra na fotografia