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| Charge: Jota Camelo |
Sob feroz cerco da milícia bolsonarista e dos “calunistas” da mídia venal, Alexandre de Moraes, tratado por muitos como o temido Xandão, tem amolecido seu coração. Nesta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou uma investigação contra o empresário Luciano Hang, o patético Véio da Havan, por suspeita de apoio ao bloqueio de uma rodovia após as eleições de 2022 em um ato criminoso contra a vitória de Lula.
Durante a investigação, a Polícia Federal confirmou que golpistas usaram o espaço de uma loja da Havan às margens da BR-470, em Rio do Sul, em Santa Catarina, para organizar o protesto. Segundo postagem do site Metrópoles, “os investigadores não encontraram provas de que Luciano Hang ou representantes da empresa tenham autorizado a concentração ou prestado apoio ao movimento. Com isso, Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também concluiu não haver elementos suficientes para responsabilizar o empresário”.
A investigação agora arquivada tratava de uma manifestação realizada em 3 de novembro de 2022. Na ocasião, fanáticos seguidores do “capetão” Jair Bolsonaro se concentraram nas dependências da loja e depois bloquearam a rodovia. “Segundo a PF, os manifestantes defendiam intervenção militar, fechamento do STF, anulação das eleições presidenciais e a prisão do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”, relembra a reportagem.
A Polícia Federal ouviu o diretor-presidente da Havan, a gerente da unidade em Santa Catarina e outras pessoas envolvidas no episódio. “A PF não encontrou provas de que Hang ou representantes da Havan tenham autorizado ou ajudado os manifestantes. Alexandre de Moraes ressaltou que a investigação poderá ser reaberta caso surjam novas provas. Sem novos elementos, o arquivamento permanece válido”, conclui o site Metrópoles.

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