Os bolsonaristas adoram bravatear sobre liberdade de expressão quando sofrem algum processo em função das mentiras que difundem no esgoto digital. Mas eles vivem tentando censurar seus adversários políticos. Nem sempre, porém, essas investidas dão certo. Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal rejeitou um processo no qual Jair Bolsonaro pedia indenização por danos morais contra o deputado federal André Janones (Rede). A Justiça ainda determinou que o “capetão” terá de pagar R$ 5 mil em honorários aos advogados do parlamentar.
domingo, 20 de setembro de 2026
Janones derrota o ‘ladrão’ Jair Bolsonaro
Por Altamiro Borges
Os bolsonaristas adoram bravatear sobre liberdade de expressão quando sofrem algum processo em função das mentiras que difundem no esgoto digital. Mas eles vivem tentando censurar seus adversários políticos. Nem sempre, porém, essas investidas dão certo. Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal rejeitou um processo no qual Jair Bolsonaro pedia indenização por danos morais contra o deputado federal André Janones (Rede). A Justiça ainda determinou que o “capetão” terá de pagar R$ 5 mil em honorários aos advogados do parlamentar.
Os bolsonaristas adoram bravatear sobre liberdade de expressão quando sofrem algum processo em função das mentiras que difundem no esgoto digital. Mas eles vivem tentando censurar seus adversários políticos. Nem sempre, porém, essas investidas dão certo. Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal rejeitou um processo no qual Jair Bolsonaro pedia indenização por danos morais contra o deputado federal André Janones (Rede). A Justiça ainda determinou que o “capetão” terá de pagar R$ 5 mil em honorários aos advogados do parlamentar.
André Mendonça lidera novo plano golpista
Por João Filho, no site Intercept-Brasil:
O show de horrores da última terça-feira no Supremo Tribunal Federal não é uma mera consequência de uma crise institucional e moral dos ministros. Quem preparou as condições materiais para a deflagração do caos foi André Mendonça, que atua com uma agenda eleitoral debaixo do braço e com o espírito golpista do bolsonarismo.
O que está em curso é uma operação para tumultuar as eleições, contestar o resultado caso Flávio Bolsonaro, do PL, seja derrotado e governar sequestrando o Judiciário por meio de impeachment e indicações de ministros.
O show de horrores da última terça-feira no Supremo Tribunal Federal não é uma mera consequência de uma crise institucional e moral dos ministros. Quem preparou as condições materiais para a deflagração do caos foi André Mendonça, que atua com uma agenda eleitoral debaixo do braço e com o espírito golpista do bolsonarismo.
O que está em curso é uma operação para tumultuar as eleições, contestar o resultado caso Flávio Bolsonaro, do PL, seja derrotado e governar sequestrando o Judiciário por meio de impeachment e indicações de ministros.
A patacoada da mídia sobre Lula e Moraes
Por Kiko Nogueira, no site Diário do Centro do Mundo (DCM):
Há uma tese picareta circulando com insistência no noticiário político: a de que Lula estaria perdendo votos por causa de sua suposta associação com Alexandre de Moraes e de que Flávio Bolsonaro estaria lucrando com isso.
É uma fabricação de consenso, totalmente divorciada da realidade. Eu desafio qualquer pessoa a sair na rua e perguntar a um transeunte se vai deixar de votar no presidente por causa do STF - ou mesmo se vai votar por causa disso.
É uma balela divulgada por quem não tem mais o que inventar para bater no governo federal. A colunista da Folha Mariliz Pereira Jorge tentou surfar nessa onda com um artigo xarope (mais um) dizendo que “a torcida dos petistas por Alexandre de Moraes custará a eleição a Lula. A cegueira da esquerda beira o suicídio político”.
Supremo em crise, democracia em risco
Por Roberto Amaral
“O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze ministros, escolhidos dentre os cidadãos com mais de 35 anos de idade e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.” (Constituição Federal, art. 101)
O que mais ressalta nessa tragédia é isto: ao invés de estarmos tratando da ameaça eleitoral da extrema-direita, combatendo-a, somos obrigados a nos voltar para a rotina da crise do Poder Judiciário, a um tempo núcleo e expressão da crise política.
Esta, a que mais nos incomoda, é ainda mais profunda e mais grave do que parece à primeira vista, empobrecida pela miopia crassa da grande imprensa e pelo simplismo dos “especialistas” por ela selecionados. Refiro-me ao desalinho político que, em outubro, pode jogar nosso país e nossa gente em abismo sem fundo. A erosão do STF, portanto, não tem autonomia. Fruto da crise política - a mais profunda nos quadros da República -, põe em risco a democracia. Grave em si mesma, trabalha para convencer o povo, principalmente os mais desvalidos, de que a democracia é um fracasso. Eis como se abre o espaço no qual viceja o discurso, a ideologia do desalento, do desengano, da desesperança. É a promessa do caos.
“O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze ministros, escolhidos dentre os cidadãos com mais de 35 anos de idade e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.” (Constituição Federal, art. 101)
O que mais ressalta nessa tragédia é isto: ao invés de estarmos tratando da ameaça eleitoral da extrema-direita, combatendo-a, somos obrigados a nos voltar para a rotina da crise do Poder Judiciário, a um tempo núcleo e expressão da crise política.
Esta, a que mais nos incomoda, é ainda mais profunda e mais grave do que parece à primeira vista, empobrecida pela miopia crassa da grande imprensa e pelo simplismo dos “especialistas” por ela selecionados. Refiro-me ao desalinho político que, em outubro, pode jogar nosso país e nossa gente em abismo sem fundo. A erosão do STF, portanto, não tem autonomia. Fruto da crise política - a mais profunda nos quadros da República -, põe em risco a democracia. Grave em si mesma, trabalha para convencer o povo, principalmente os mais desvalidos, de que a democracia é um fracasso. Eis como se abre o espaço no qual viceja o discurso, a ideologia do desalento, do desengano, da desesperança. É a promessa do caos.
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