domingo, 3 de outubro de 2010

Dilma agradece à militância da internet

Reproduzo mensagem da coordenação de campanha de Dilma Rousseff:

Car@ militante,

Após intensa campanha, finalmente chegou a hora de elegermos Dilma Rousseff a primeira presidenta do Brasil. Nas últimas semanas, muita coisa boa aconteceu, mas gostaríamos de destacar duas: a capacidade de nossa candidata de representar o projeto político que mudou e vai seguir mudando o país e a mobilização aguerrida da militância.

As conquistas do governo do presidente Lula e os claros compromissos de Dilma reacenderam a vontade de todos de ir às ruas em defesa de mais avanços. Mas não apenas isso: milhões de pessoas se conectaram às redes sociais para opinar e compartilhar informações.

Sobretudo pela efetiva participação dos internautas, tivemos, talvez pela primeira vez na história, uma cobertura eleitoral democrática e plural. Por isso, queremos agradecer a cada um e a cada uma que dedicou seu tempo para agitar a internet e escrever esta vitória!

Mas a luta continua. Neste domingo, vamos fazer ainda melhor! Fotografe seu bairro, seu local de votação, sua família, seus amigos e amigas, e publique a foto e comente nas redes sociais. Seja nosso repórter por mais um dia e não esqueça de usar as hashtags #DiaD e #Dilma13.

Siga os Twitters @dilmanaweb, @dilmanarede, @galera_dilma, @mulheres_dilma e @participabr e fique por dentro de tudo o que acontece na nossa campanha em todo o Brasil.

Confira também os portais:
www.dilma13.com.br
www.dilmanarede.com.br
www.galeradadilma.com.br
www.mulherescomdilma.com.br
www.participabr.com.br

.

A eleição em SP não está decidida

Por Altamiro Borges

Apesar da torcida escancarada da mídia demotucana, a eleição em São Paulo não está decidida. Haverá muita adrenalina no processo da apuração. Segundo o Ibope, o ex-governador Geraldo Alckmin, seguidor do Opus Dei, aparece com 51% dos votos válidos; o petista Aloizio Mercadante subiu para 33%, numa expressiva arrancada na reta final; Celso Russomanno (PP)tem 8%; Paulo Skaf (PSB), 6%; e Fabio Feldman, 2%. Eles somam 49% dos votos válidos, numa pesquisa em que a margem de erro é de 2%.

Há uma evidente "fadiga de material" com os 16 anos de reinado do tucanato em São Paulo. Mas o primeiro turno ainda não foi suficiente para mostrar à sociedade todos os estragos causados pela hegemonia do PSDB, que travou o desenvolvimento do estado - emperrou a tal locomotiva - e agravou os problemas sociais do povo paulista.

O segundo turno teria o mérito de evidenciar os enormes danos causados, que a mídia demotucana sempre blindou, num impressionante processo de proteção aos tucanos. A militância nas ruas, principalmente nas abandonadas periferias, será decisiva neste dia do voto na urna eletrônica. Há espaço para reverter muitos votos.

Disputa para o Senado

Prova de que é possível uma surpresa na disputa para governador é que pela primeira vez o candidato da direita à sucessão, José Serra, deverá sofrer uma derrota no estado. No início da campanha, os tucanos avaliavam que teriam cinco milhões de votos a mais na disputa presidencial. Até os partidos da base de apoio do governo Lula trabalhavam com a hipótese de 2,5 milhões de votos de diferença para o tucano. Agora, porém, as pesquisas indicam vitória de Dilma Rousseff em São Paulo.

Outra prova contundente da "fadiga dos tucanos" no estado se dá na eleição para o Senado. As pesquisas já confirmam a vitória de Netinho do Paula, do PCdoB, e de Marta Suplicy, do PT. A direita fez de tudo para evitar ficar de fora do Senado. Na reta final, ela concentrou todas suas fichas na campanha do tucano Aloysio Nunes.

Orestes Quércia, do PMDB serrista, abandanou a disputa e cedeu seu tempo na TV para o tucano. A Folha de S.Paulo chegou a "matar" o senador Romeu Tuma, num dos maiores crimes da mídia demotucana, talvez para tentar ajudar o candidato do PSDB. A onda de baixarias contra Marta e, principalmente, contra Netinho, foi nojenta. Mesmo assim, o tucanato ficará de fora do Senado no mais importante estado da federação.

.

O retorno das esquerdas ao governo do RS

Por Altamiro Borges

O Rio Grande do Sul tornou-se simbolo mundial da luta contra o neoliberalismo. Seu nome está estampado em centenas de livros de vários países que tratam da retomada da ofensiva contra a lógica destrutiva e regressiva do capitalismo. Em 2001, o estado foi sede do primeiro Fórum Social Mundial, que reuniu milhares de lutadores sociais na luta por "um outro mundo é possível". Ali também se desenvolveu a experiência piloto do "orçamento participativo".

Na sequência, por erros do hegemonismo, o estado sofreu um baque. Forças de centro-direita ganharam as eleições em Porto Alegre e, pouco depois, os tucanos neoliberais abocanharam o governo estadual. A regressão histórica, porém, não durou muito tempo. Yeda Crusius, a paparicada governadora do PSDB, logo se desmoralizou - com sua política de desmonte do estado, seu autoritarismo diante dos movimentos sociais, sua corrupção endêmica.

Agora, esta página sombria está para ser virada. As esquerdas, mais maduras e com maior espírito unitário, devem retornar ao governo estadual. Pesquisa Ibope indica que Tarso Genro vencerá com folga no primeiro turno. Nos votos válidos (excluindo os brancos, nulos e indecisos), o petista, aliado dos comunistas e socialistas, desponta com 52% das intenções de voto.

A direita se dividiu e sucumbiu: José Fogaça (o serrista do PMDB que preferiu retirar Serra dos palanques) está 28% e a tucana Yeda Crusius (que Serra preferiu se ausentar do palanque) tem apenas 16%. Agora a truculenta ex-governadora terá mais tempo para cuidar da sua suspeita mansão e dos seus processos na Justiça.

.

Garra por dois senadores de esquerda na BA

Por Altamiro Borges

Xô aperreio na tensa apuração dos votos na Bahia. Não pela disputa ao governo estadual, que parece já estar definida. Pesquisa Datafolha confirma que o governador Jacques Wagner deverá se reeleger com folga - 58% dos votos válidos. O demo Paulo Souto empacou nos 21% da pesquisa anterior, o que representa mais uma pá de cal no reinado conservador e fisiológico do carlismo no estado.

A tensão toda ficará por conta da apuração para as duas vagas do Senado. O mesmo Datafolha - que é sempre bom desconfiar - aponta empate técnico entre os três favoritos. Lídice da Mata (PSB) aparece com 25% dos votos válidos, seguida por Walter Pinheiro (PT), com 23%, e César Borges (PR), com 22%.

A eleição de dois senadores de esquerda dependerá da reconhecida garra da militância baiana. Nas ruas, ela será decisiva para eleger Lidice e Pinheiro. A pesquisa Datafolha indicou que apenas 26% dos eleitores mencionaram corretamente os números de seus candidatos ao Senado. A militância nas ruas neste domingo poderá ser o fator decisivo para o desempate.

.

A direita dançou no Rio de Janeiro

Por Altamiro Borges

Pesquisa do Ibope divulgada neste sábado (2) mostra que a direita, disfarçada e escancarada, levará uma baita surra no Rio de Janeiro. Para o governo estadual, Sérgio Cabral deve se reeleger com folga já no primeiro turno. Nos votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), ele aparece com 68%. O tucano verde - ou verde tucano - Fernando Gabeira aparece com apenas 23% das intenções de voto. De quebra, a direita ainda perde um deputado federal que enganava muita gente inocente.

Já para o Senado, o resultado é surpreendente. César "Vaia", o bravateiro que um dia sonhou em substituir o golpista Carlos Lacerda, despencou nas intenções de voto. O ex-prefeito só terá mesmo o seu "quase blog" para destilar o seu veneno. Na pesquisa Datafolha, ele aparece empatado tecnicamente num distante quarto lugar.

Terceiro colocado durante boa parte da campanha, Lindberg Farias (PT) consolidou a reação iniciada nas últimas semanas e desponta como o líder na disputa - com 27% dos votos válidos. O senador Marcelo Crivella (PRB) surge em segundo, com 24% dos votos. Cesar Maia (DEM) tem 17% e Jorge Picciani (PMDB), 15%. O bravateiro da direita que orquestou uma vaia para o presidente Lula vai levar uma baita vaia para casa.

Por último, na disputa para a Câmara Federal, pesquisas indicam crescimento da bancada progressista e de esquerda no Rio de Janeiro. A comunista Jandira Feghali aparece com a terceira mais votada para deputada. PT, PDT, PSB e PCdoB devem ampliar a sua presença no Congresso Nacional.

.