Por João Guilherme Vargas Netto
O sindicato de trabalhadores e o partido político são duas instituições importantes na prática da democracia. E, por ocasião das eleições gerais, estas duas instituições revelam suas potencialidades e seus limites.
A entidade sindical, no Brasil, representa o conjunto de trabalhadores de uma determinada categoria e, portanto, não pode “ter” partido. E o partido, além de sua influência, não deve utilizar-se do sindicato como “correia de transmissão”.
Nem sempre foi assim, nem mesmo no Brasil.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
quarta-feira, 8 de julho de 2026
terça-feira, 7 de julho de 2026
Havan deve R$ 15 mil ao humorista Paulo Vieira
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| Paulo Vieira em seu Instagram |
O empresário bolsonarista Luciano Hang, vulgo “Véio da Havan”, segue colecionando derrotas na Justiça. Na quinta-feira passada (2), a 6ª Vara Cível de São Paulo publicou a sentença que condena a Havan a indenizar o ator e humorista Paulo Vieira, da TV Globo, em R$ 15 mil por usar a voz do artista em um vídeo de propaganda. Segundo o processo, a peça foi postada nas redes sociais da rede de lojas e continha valor de um produto e link para compra.
A defesa de Paulo Vieira argumentou que a voz e a imagem “constituem instrumentos de trabalho com valor econômico próprio, sendo habitualmente remunerados por campanhas publicitárias”, o que não teria ocorrido neste caso. Diante do exposto, a juíza Renata Barros entendeu que a empresa obteve “vantagem econômica indevida ao utilizar a voz de um artista nacionalmente conhecido para promover produto sem pagar pelo serviço”.
Ofensiva digital de Trump na América Latina
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| Montagem: The Daily Star |
A declaração de Trump de que a eleição do Brasil é o seu próximo desafio na recente rodada de eleições na América Latina coloca enormes responsabilidades para todos os nossos povos e, em especial, para nós brasileiros.
Mais do que a influência política tradicional, o que se observa é a construção de uma intervenção imperialista da extrema direita americana, em que a desregulação, a vigilância por IA e a disputa de narrativas contra os candidatos e políticos que defendem a democracia e a soberania dos Estados nacionais foram elevadas a outro patamar.
Sob pretexto de combate à influência geopolítica da China, a intervenção direta das plataformas, data centers, think tanks e softwares de inteligência, chantagem financeira e diplomacia hostil, além de todos os demais e conhecidos meios de manipulação de pesquisas e controle das mídias, novos métodos são usados para remodelar e desarticular democracias frágeis e para criar uma extensão dos interesses dos conglomerados americanos na América Latina.
Mais do que a influência política tradicional, o que se observa é a construção de uma intervenção imperialista da extrema direita americana, em que a desregulação, a vigilância por IA e a disputa de narrativas contra os candidatos e políticos que defendem a democracia e a soberania dos Estados nacionais foram elevadas a outro patamar.
Sob pretexto de combate à influência geopolítica da China, a intervenção direta das plataformas, data centers, think tanks e softwares de inteligência, chantagem financeira e diplomacia hostil, além de todos os demais e conhecidos meios de manipulação de pesquisas e controle das mídias, novos métodos são usados para remodelar e desarticular democracias frágeis e para criar uma extensão dos interesses dos conglomerados americanos na América Latina.
O poderoso Senado
Por Manuel Domingos Neto
Senado é um tipo de assembleia criado por oligarcas no império romano para garantir o domínio sobre a plebe. O artifício foi copiado pelos barões ingleses e adaptado por muitos países para barrar mudanças reclamadas pela sociedade.
No Brasil, foi imposto por Dom Pedro I, que imperava apoiado por senhores de terra, gado e gente. Só os muito ricos podiam votar e ser eleitos para o Senado.
Atualmente, todos podem votar nos candidatos ao Senado, mas a maioria vê o senador apenas como alguém que pode trazer pequenos benefícios às comunidades.
Formalmente, o Senado é poderosíssimo: tem responsabilidade direta ou indireta sobre o que ocorre de bom e de ruim no país; revisa leis propostas por deputados e presidentes da República. Se as leis prejudicam o pobre e favorecem o rico, não protegem quem trabalha, deixam sem defesa a mulher, o idoso, as crianças, os afrodescendentes, a culpa é, sobretudo, do Senado.
Senado é um tipo de assembleia criado por oligarcas no império romano para garantir o domínio sobre a plebe. O artifício foi copiado pelos barões ingleses e adaptado por muitos países para barrar mudanças reclamadas pela sociedade.
No Brasil, foi imposto por Dom Pedro I, que imperava apoiado por senhores de terra, gado e gente. Só os muito ricos podiam votar e ser eleitos para o Senado.
Atualmente, todos podem votar nos candidatos ao Senado, mas a maioria vê o senador apenas como alguém que pode trazer pequenos benefícios às comunidades.
Formalmente, o Senado é poderosíssimo: tem responsabilidade direta ou indireta sobre o que ocorre de bom e de ruim no país; revisa leis propostas por deputados e presidentes da República. Se as leis prejudicam o pobre e favorecem o rico, não protegem quem trabalha, deixam sem defesa a mulher, o idoso, as crianças, os afrodescendentes, a culpa é, sobretudo, do Senado.
Irã que derrotou Trump se despede de Khamenei
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| Foto: Maziar Motamedi/Al Jazeera |
Milhões de pessoas estão em Teerã para o último adeus ao aiatolá Ali Khamenei, naquela que já é considerada a maior manifestação de massas do Irã. Comprova-se assim que foi um erro fenomenal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacar o Irã no dia 28 de fevereiro e assassinar o então líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. O propósito escancarado por Trump era gerar uma “mudança do regime”, colocando no lugar da Revolução Islâmica, no poder desde 1979, um fantoche qualquer, desde que submisso aos Estados Unidos e Israel. Deu tudo errado.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
domingo, 5 de julho de 2026
Flávio Bolsonaro derrete no eleitorado feminino
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| Charge: Aroeira/247 |
O vídeo bombástico de Michelle Bolsonaro, afirmando que foi “humilhada”, “desrespeitada” e “maltratada” pelo enteado, e o vídeo nojento do jagunço bolsonarista Paulo Figueiredo, dizendo que mulher não sabe votar, estão produzindo estragos na campanha do fascista à presidência da República. Matéria de Daniela Lima no site UOL nesta sexta-feira (3) relata que “monitoramentos diários de eleitores feitos para políticos e agentes do mercado financeiro detectaram a ampliação do fosso entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o voto feminino após a briga pública entre ele e a madrasta, Michelle, e a declaração misógina do aliado Paulo Figueiredo”.
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