Reproduzo artigo de Lula Miranda, publicado no sítio Carta Maior:
Tenho recebido, assim como, imagino, inúmeros dos leitores, diversos e-mails contendo infâmias, aleivosias contra a candidata Dilma Rousseff, o presidente Lula e o seu partido, o PT. São mensagens contaminadas pela peçonha do ódio, do preconceito de classe, de gênero, de todo tipo enfim. Mensagens vindas de um mundo subterrâneo (o submundo da política e da moral), que imaginávamos, em nossa pureza, boa índole e tranqüilidade desatenta, já não existir em nossa sociedade. Palavras e pensamentos que escorrem como o chorume de uma ideologia inconfessável, espúria, pois repleta de “baixarias”, torpezas e vilanias.
Ao jogo político se impõe certos limites; o exercício da política deve ser balizado pelo respeito inequívoco ao adversário e à ética. Por isso devemos fazer um debate respeitoso com os outros candidatos, seus eleitores. Daí ser contraproducente e indevido brigar com os “verdes” – devemos sim conquistá-los, seduzi-los, trazê-los para a nossa companhia.
Porém, tal qual a fábula do sapo e do escorpião, parece que esses “boateiros” de hoje, que são os reacionários de sempre, pretenderam subir em nossos ombros e assim nos utilizar para fazer uma suposta e limitada “travessia”, aquela perene/determinada travessia que hoje resultou, de modo inequívoco, em avanços significativos. E agora, impelidos pelo instinto, pela sua “natureza”, tentam nos ferroar com sua peçonha. Ou ainda, melhor dizendo, tal qual a famosa “fábula da maledicência”, aquela do espalhador de boatos, que, do alto de seus castelos em ruínas, destrói o travesseiro de plumas de ganso que embalava o sono tranqüilo (e os sonhos) dos justos, espalhando-os – os sonhos e as penas – ao vento. As penas, num simbolismo eloqüente, seriam os boatos, as mentiras.
Ao final serão condenados a catar, passado o tempestuoso vendaval, pena por pena, uma por uma, espalhadas irremediavelmente pelo forte vento – num esforço gratuito que nos remete ao mito de Sísifo. E perceberão, envergonhados, humilhados e derrotados, o desastre e o horror de perceber valores e sentimentos tão caros e nobres a escorrer pela sarjeta imunda.
Segue abaixo, a título de ilustração e antídoto, resposta que dei a um desses agents provocateurs que estão, infelizmente, entre nós, alguns deles, lobos em pele de cordeiro inseridos no meio de estudantes universitários, disfarçados de jovens “descontentes” com a política nas redes sociais, insidiosamente infiltrados em igrejas, em cultos religiosos. Reflitam e procurem entender quem é essa gente, seu modus operandi, a quem eles servem e o que pretendem.
No lugar do possível nome, que identificaria o “sujeito” dessa história, uso... [reticências]. Pois, vocês sabem, muitos desses abjetos “missivistas”, tal qual meliantes anônimos, covardes, usam pseudônimos e falsas identidades.
“Pelo visto Sr ... agora você assume a pele de lobo e deixa, de uma vez, a fantasia de lado. Então, quer dizer que você não era tão bem-intencionado e "inofensivo” assim, como nos fez pensar originalmente? Sei...
Veio, na semana passada [do 1º turno da eleição], com um discurso enviesado e capcioso de "verde" (pró-Marina) e agora assume de vez a sua "identidade secreta": um “tucano”; na verdade, tirando-lhe das sombras, um conservador empedernido, um reacionário. Ou seja: encheu o cesto de votos da outra candidata, para assim o seu candidato passar para o 2º turno. Muito arguto da sua parte.
Porém, covarde, como todos "os seus", volta novamente escondendo-se. Fala/escreve através da palavra de outrem. Ou seja, destila seu veneno, sua torpeza, tal ventríloquo maldito, utilizando-se de certos bonecos "de ocasião” na imprensa – isso, segundo a sua “brilhante” e ardilosa estratégia, teria o poder de auferir alguma legitimidade e credibilidade às suas mentiras. Sim, lhe serei duro, enfático – procurarei ser rígido, mas sem perder a elegância e a ternura jamais. Não tratarei lobos como se cordeiros fossem.
Conheço, muito bem, gente da sua laia, Sr... – e os que estão do seu lado. Os combato há muito. E o farei sempre. Com destemor. Com galhardia.
Já senti a dor, física e moral, de ser espancado e subjugado pelos “centuriões” que serviam a essa ideologia do medo, que você agora professa, na época da ditadura. (Humpf... Como era difícil respirar com o rosto sendo esmagado/sufocado na sarjeta por aquelas botas imundas...).Você sabe o que é ter a mandíbula e os dentes estraçalhados por um golpe certeiro de cassetete?Você dança e tripudia, nessa sua dança tresloucada e inconseqüente, sob o sangue e a dor de muitos, meu caro.
Conheci os porões onde vocês "guardaram" e "silenciaram" muitos dos nossos, os idealistas, homens e mulheres de bem, jovens, que apenas ousaram sonhar e lutar por um país mais justo – como, hoje, ainda sonham, lutam .
Vocês vivem nas sombras, silentes, como serpentes, aguardando apenas o instante oportuno, o mais apropriado, para dar o bote, o golpe traiçoeiro, quando o desavisado baixa a guarda [a atenção]. Manteremo-nos sempre alertas. Não baixaremos a nossa guarda jamais!
Não adianta vocês emergirem dos "ínferos", do submundo da política, com sua peçonha, sua vilania. Com seus boatos infames espalhados ao vento, sua maledicência, sua vileza, suas formulações “canhestras”, “toscas”, embrulhadas em supostas “verdades” e “fatos” que, em verdade, são meros sofismas e mentiras edulcoradas.
Estamos assistindo todos, pasmos e revoltados, a esse verdadeiro desfile de torpezas infamantes que vocês exibem, despudoradamente, como arma na disputa política. Existem limites éticos para essa disputa, sabia? Esqueci: vocês desconhecem qualquer limite.
Aliás, onde está a sua ética? Digo, a ética "dos seus". Onde está a honestidade? Onde ficam os seus princípios.? Os seus valores? No rés do chão; junto á lama que escorre pela sarjeta, pelos esgotos?
Diferentemente de alguns [sei que é essa sua intenção maliciosa], não cometerei a ingenuidade de repassar as suas maledicências (escondidas sob a pena do outro, um “terceiro”, um preposto bem situado, estrategicamente, na grande mídia) para toda a minha lista de contatos.
Porém – com essa, estou certo, você não contava – repasso a minha resposta para toda a minha lista de leitores, para que eles saibam dos seus/vossos ardis e para que possam, com palavras, gestos e delicadeza, prosseguir empunhando a bandeira da honradez e dos probos ideais, defender esse novo Brasil que agora se alevanta e que vocês pretendem, utilizando-se de meios/modos sub-reptícios, malévolos, arruinar.
Aliás, devo-lhe agradecer – e àqueles aos quais você(s) serve(m). Pois essa sua "provocação" deu-me inspiração para escrever esse texto, um “chamamento” e um “alerta” aos “nossos”, e assim, quem sabe, modestamente, ajudá-los a prosseguir mudando esse país para melhor, tornando-o um pouco menos desigual (só um pouco, Srs. arautos do atraso, mas nem isso vocês querem permitir). Felizmente, não carecemos da vossa permissão para fazer justiça social. Basta o voto e a confiança do povo brasileiro. Esse não nos tem faltado. Felizmente.
A sua/vossa torpeza só alimenta a nossa garra de lutar o “bom combate”. Reforça a nossa inabalável vocação democrática; a nossa inquebrantável vontade de lutar por mais igualdade e justiça social. Quando vocês falam em morte, celebramos a vida. Nós venceremos! O bem prevalecerá! Não permitiremos que vocês joguem, de novo, esse país no atraso – não voltaremos a um passado de sombras, de exclusão, de injustiças.
E, por falar em passado, vocês não passarão! Não desvirtuarão a nossa pauta; não conseguirão nos desviar do nosso caminho virtuoso. O mal não prevalecerá. Sim, sem maniqueísmos e/ou simplificações –, pois, sejamos honestos, vocês representam o que há de pior entre nós.
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Serra vai mandar prender a Soninha?

A campanha José Serra tem adquirido cada vez mais a marca do atraso. Os seus cabos-eleitorais, seja na internet ou nos recintos religiosos, estimulam visões fascistas, preconceituosas e anticientíficas - em especial na questão do aborto. Eles babam ódio e estimulam os piores instintos, usando da difamação na disputa sucessória.
Quando ministro da Saúde de FHC, José Serra foi criticado pelas mesmas forças conservadoras por aprovar o uso da "pilula do dia seguinte" e por normatizar o aborto nos casos previstos em lei. Agora, sua campanha rasteira ataca Dilma Rousseff, afirmando que ela é a favor do aborto - quando, na verdade, ela disse que esta é uma questão de saúde pública.
Diante desta baixaria, fica a pergunta: será que Serra, caso eleito e com o respaldo das seitas fascistas, mandará prender Soninha Francine, uma das coordenadoras da sua campanha presidencial? Numa entrevista à revista Trip, número 41, em 2005, ela declarou que já tinha feito aborto e que era favorável à sua descriminalização. Soninha é muito próxima de Serra. Ele mandará prendê-la?
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Tucanos perseguem e censuram no Paraná
Reproduzo artigo enviado pelo blogueiro Esmael Morais:
O que vou contar nas próximas linhas pode deixar-lhe arrepiado de indignação, mas é fato, está ocorrendo no Paraná e ameaça atingir todo o país como se fosse um rastilho. A experiência vivida pelo estado sulista no último mês e meio é um alerta do perigo que corre a democracia brasileira.
Pela décima vez, desde o final de agosto deste ano, o meu blog (www.esmaelmorais.com.br) está censurado pela Justiça a pedido do governador eleito Beto Richa (PSDB) sob a alegação de que a minha opinião, os meus posts, as minhas críticas políticas, o deixam “emocionalmente abalado”.
O tucano pede na 17ª Vara Civil de Curitiba indenização para ele, o filho Marcello e a esposa Fernanda pelos mesmos supostos abalos psiquiátricos. Os três são personalidades públicas, portanto, sujeitos a críticas diferenciadas das dos cidadãos comuns.
Os meus advogados, Manoel Valdemar Barbosa Filho e Carlos Raimundo Azevedo Ferreira, solicitaram via judicial que o governador eleito passe por uma junta psiquiátrica para provar que realmente ficou “emocionalmente abalado” pelo blog. Terá que indicar o nome do remédio que toma para aplacar o dano, o nome do médico que o acompanha, etc.
Em outra frente, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), durante as eleições, Beto Richa abriu uma verdadeira guerra jurídica contra os institutos de pesquisas (censurou dez), blogs, revistas, jornais, sites e jornalistas como estratégia para vencer a disputa do último domingo (3).
O objetivo tucano, sempre com a complacência de setores da Justiça, foi (e ainda é) calar vozes destoantes, perseguir oponentes, constranger economicamente quem ousa opinar diferente por meio de pesadas multas, enfim, atacar a liberdade de expressão e os direitos constitucionais. (Este blogueiro que tecla estas mal traçadas linhas, por exemplo, segundo informações, já deve cerca de R$ 800 mil em multas porque não compartilha das mesmas opiniões do PSDB).
O diabo é que Beto Richa venceu as eleições, mas não desceu do palanque. Cerca de 48 horas após aclamado nas urnas, o tucano abriu uma impiedosa perseguição ao meu blog. Conseguiu uma liminar que obrigou o provedor de hospedagem da minha página a desativar o domínio “esmaelmorais.com.br”. Continuo censurado, agora pela décima vez.
Muitos atribuem à censura a vitória do tucano paranaense. Sem ela – e se as pesquisas tivessem mostrado a queda do candidato do PSDB – muito provavelmente o resultado eleitoral no Paraná seria bem outro. A equipe jurídica-censora de Beto Richa se gaba pelo feito na capital paranaense e poderá exportar o modelo para José Serra na campanha de segundo turno.
Na estratégica jurídica-censora tucana, no Paraná, coube o jogo baixo, a safadeza, além do próprio cerceamento da liberdade de expressão. Na véspera das eleições, na sexta e no sábado, o PSDB chegou a pedir minha prisão porque eu continuava a opinar na minha página pessoal. O juiz negou o pedido de enclausuramento, mas retirou-me do ar.
Há ilegalidades nesta censura, pois existia um recurso protocolado pela minha defesa com efeito suspensivo, o que legalmente permitia-me ficar no ar normalmente, mas a corja fascistoide omitiu essa informação para induzir o juiz ao erro. A alegação de desobediência fora uma artimanha tucana para eliminar alguém que pensa diferente.
O método fascista do tucanato paranaense, que pode servir de modelo para o PSDB no país, caso vencem as eleições de 31 de outubro, deixaria envergonhados os agentes do antigo DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna). A turma que atendia à ditadura militar seria considerada trombadinhas, diante da truculência da gangue comandada pelo senhor Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa.
Faço esta denúncia pública porque a democracia brasileira corre risco com o “modus operandi” dos tucanos. Eu vivi isso. Os institutos de pesquisa Datafolha, Ibope e Vox Populi também. Revistas nacionais como IstoÉ, sites, blogs, jornais e jornalistas igualmente sofrem censuram e não puderam informar ao país o que acontecia no Paraná durante as eleições. Ficamos no escuro por um período, voltamos às trevas e o pior: a perseguição dos fascistas tucanos continua, mesmo depois das eleições.
Será este o modelo de democracia tucana que o país precisa?
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O que vou contar nas próximas linhas pode deixar-lhe arrepiado de indignação, mas é fato, está ocorrendo no Paraná e ameaça atingir todo o país como se fosse um rastilho. A experiência vivida pelo estado sulista no último mês e meio é um alerta do perigo que corre a democracia brasileira.
Pela décima vez, desde o final de agosto deste ano, o meu blog (www.esmaelmorais.com.br) está censurado pela Justiça a pedido do governador eleito Beto Richa (PSDB) sob a alegação de que a minha opinião, os meus posts, as minhas críticas políticas, o deixam “emocionalmente abalado”.
O tucano pede na 17ª Vara Civil de Curitiba indenização para ele, o filho Marcello e a esposa Fernanda pelos mesmos supostos abalos psiquiátricos. Os três são personalidades públicas, portanto, sujeitos a críticas diferenciadas das dos cidadãos comuns.
Os meus advogados, Manoel Valdemar Barbosa Filho e Carlos Raimundo Azevedo Ferreira, solicitaram via judicial que o governador eleito passe por uma junta psiquiátrica para provar que realmente ficou “emocionalmente abalado” pelo blog. Terá que indicar o nome do remédio que toma para aplacar o dano, o nome do médico que o acompanha, etc.
Em outra frente, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), durante as eleições, Beto Richa abriu uma verdadeira guerra jurídica contra os institutos de pesquisas (censurou dez), blogs, revistas, jornais, sites e jornalistas como estratégia para vencer a disputa do último domingo (3).
O objetivo tucano, sempre com a complacência de setores da Justiça, foi (e ainda é) calar vozes destoantes, perseguir oponentes, constranger economicamente quem ousa opinar diferente por meio de pesadas multas, enfim, atacar a liberdade de expressão e os direitos constitucionais. (Este blogueiro que tecla estas mal traçadas linhas, por exemplo, segundo informações, já deve cerca de R$ 800 mil em multas porque não compartilha das mesmas opiniões do PSDB).
O diabo é que Beto Richa venceu as eleições, mas não desceu do palanque. Cerca de 48 horas após aclamado nas urnas, o tucano abriu uma impiedosa perseguição ao meu blog. Conseguiu uma liminar que obrigou o provedor de hospedagem da minha página a desativar o domínio “esmaelmorais.com.br”. Continuo censurado, agora pela décima vez.
Muitos atribuem à censura a vitória do tucano paranaense. Sem ela – e se as pesquisas tivessem mostrado a queda do candidato do PSDB – muito provavelmente o resultado eleitoral no Paraná seria bem outro. A equipe jurídica-censora de Beto Richa se gaba pelo feito na capital paranaense e poderá exportar o modelo para José Serra na campanha de segundo turno.
Na estratégica jurídica-censora tucana, no Paraná, coube o jogo baixo, a safadeza, além do próprio cerceamento da liberdade de expressão. Na véspera das eleições, na sexta e no sábado, o PSDB chegou a pedir minha prisão porque eu continuava a opinar na minha página pessoal. O juiz negou o pedido de enclausuramento, mas retirou-me do ar.
Há ilegalidades nesta censura, pois existia um recurso protocolado pela minha defesa com efeito suspensivo, o que legalmente permitia-me ficar no ar normalmente, mas a corja fascistoide omitiu essa informação para induzir o juiz ao erro. A alegação de desobediência fora uma artimanha tucana para eliminar alguém que pensa diferente.
O método fascista do tucanato paranaense, que pode servir de modelo para o PSDB no país, caso vencem as eleições de 31 de outubro, deixaria envergonhados os agentes do antigo DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna). A turma que atendia à ditadura militar seria considerada trombadinhas, diante da truculência da gangue comandada pelo senhor Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa.
Faço esta denúncia pública porque a democracia brasileira corre risco com o “modus operandi” dos tucanos. Eu vivi isso. Os institutos de pesquisa Datafolha, Ibope e Vox Populi também. Revistas nacionais como IstoÉ, sites, blogs, jornais e jornalistas igualmente sofrem censuram e não puderam informar ao país o que acontecia no Paraná durante as eleições. Ficamos no escuro por um período, voltamos às trevas e o pior: a perseguição dos fascistas tucanos continua, mesmo depois das eleições.
Será este o modelo de democracia tucana que o país precisa?
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De onde vem o tiro?
Reproduzo artigo enviado pelo amigo Marco Piva, diretor da Altercom:
Muito estranha a onda súbita de violência que acontece no Rio de Janeiro. Foram três arrastões em menos de 24 horas, com mortos e feridos, o que obrigou o governador Sergio Cabral (PMDB) a trocar o comando de dez unidades policiais. Na esfera econômica, as ações da Petrobras estão em queda, depois de um bem sucedido processo de capitalização, o maior da história do capitalismo moderno. A razão principal foi a indicação combinada de desvalorização futura assinada pelos analistas de seis grandes bancos. Alguns deles, inclusive, participaram do leilão de ações da companhia.
Ora, se no quesito segurança a campanha de Dilma Roussef enfatizou a eficácia das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), feitas em parceria com o governo carioca, e no âmbito da economia ressaltou a importância de uma Petrobras cada vez mais forte por conta do pré-sal, é de se perguntar: o que os arrastões no Rio e a queda das ações têm em comum? A resposta é: muita repercussão na mídia e, com isso, impacto na cabeça do eleitor neste segundo turno.
Não existem elementos para se afirmar que as duas situações partem de uma estratégia comum, um conluio entre os chefões do submundo do crime e a alta cúpula das corporações financeiras. Mas que isto não cheira bem, ah, não cheira mesmo.
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Muito estranha a onda súbita de violência que acontece no Rio de Janeiro. Foram três arrastões em menos de 24 horas, com mortos e feridos, o que obrigou o governador Sergio Cabral (PMDB) a trocar o comando de dez unidades policiais. Na esfera econômica, as ações da Petrobras estão em queda, depois de um bem sucedido processo de capitalização, o maior da história do capitalismo moderno. A razão principal foi a indicação combinada de desvalorização futura assinada pelos analistas de seis grandes bancos. Alguns deles, inclusive, participaram do leilão de ações da companhia.
Ora, se no quesito segurança a campanha de Dilma Roussef enfatizou a eficácia das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), feitas em parceria com o governo carioca, e no âmbito da economia ressaltou a importância de uma Petrobras cada vez mais forte por conta do pré-sal, é de se perguntar: o que os arrastões no Rio e a queda das ações têm em comum? A resposta é: muita repercussão na mídia e, com isso, impacto na cabeça do eleitor neste segundo turno.
Não existem elementos para se afirmar que as duas situações partem de uma estratégia comum, um conluio entre os chefões do submundo do crime e a alta cúpula das corporações financeiras. Mas que isto não cheira bem, ah, não cheira mesmo.
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Resumindo os pecados do primeiro turno
Reproduzo artigo de Wladimir Pomar, publicado no sítio Correio da Cidadania:
No texto de 26/07, apontamos que parecia "predominar em diferentes áreas da campanha da candidatura Dilma, inclusive no PT, a suposição de que a disputa está ganha e a vitória eleitoral é certa". Na ocasião, consideramos que a candidatura Dilma continuava "empacada num inconfortável empate técnico" pelo que pareciam ser fraquezas de sua campanha. Os "lobbies do já ganhou" tendiam a paralisar as atividades fundamentais de qualquer campanha eleitoral: "o contato direto, diário, incansável, com as principais camadas populares do eleitorado".
Além disso, achávamos que a candidatura Dilma parecia "presa a uma agenda positiva inflexível" que poderia ter "reflexos negativos" se não tivesse "flexibilidade para enfrentar positivamente os problemas existentes, principalmente aqueles relacionados com a vida do povo, deixando-os sem proposta, sem firmeza positiva diante dos ataques dos adversários, deixando-os sem resposta".
Serra e Marina estavam com "o mesmo discurso" de Dilma, "acrescentando a ele a crítica a problemas não resolvidos". Portanto, era preciso "algo mais para conquistar corações e mentes", como "propostas concretas para corrigir a política de juros altos, reduzir os tributos das pequenas e micro-empresas, melhorar a segurança pública, só para citar alguns exemplos".
No texto de 23/08, sustentamos que as pesquisas, que apresentavam Dilma em condições de obter a vitória no primeiro turno, poderiam "ser fatais" para sua campanha. Embora Serra apontasse queda, Marina estava "em situação estável", demonstrando que Dilma não a havia abalado. Assim, a possibilidade de vencer no primeiro turno apontava, naquele momento, "o aspecto negativo" de levar os partidos aliados de Dilma a suporem ganha a parada e se voltarem totalmente para suas próprias campanhas a governador e proporcionais, como era fácil de notar no horário eleitoral.
Nessas condições, o ritmo da campanha tendia a baixar, "abrindo a possibilidade de subida da Marina e recuperação ou estabilidade de Serra". No dia 30/08, reiteramos a necessidade de a campanha Dilma manter o ritmo de crescimento e fazer ajustes, no sentido de realizar "uma ofensiva complementar, tratando com mais propriedade alguns temas que se tornaram cavalos de batalha na campanha Marina".
Marina passara a concentrar "seu fogo e ataques ao governo em temas como reforma tributária, proteção ambiental, jornada de trabalho, segurança e liberdade de comunicação". Essa crítica a fizera "conquistar parte do eleitorado de esquerda" e havia "carreado apoios a candidatos de outros partidos desse espectro político". Mesmo sem ter bola de cristal, afirmamos que, "somados", eles representavam "mais de 15% das intenções de voto". Assim, "se a campanha Dilma desprezar o trato de tais temas, pode ser por aí que ela seja surpreendida".
E foi por aí que ela foi surpreendida. Se quisermos resumir os pecados da campanha presidencial petista, podemos dizer que: (1) faltou uma estratégia clara de mobilização massiva; (2) absolutizou a defensiva estratégia, evitando ofensivas táticas indispensáveis, como no caso Erenice e nos ataques da grande imprensa, levando inclusive Lula a fazer um recuo; (3) deixou prevalecer o "já ganhou"; (4) faltou programa de governo, a ser defendido por todos os candidatos da base aliada, em especial os do PT, cujas campanhas na TV mal se diferenciavam das propostas despolitizadas dos candidatos do PSDB e do DEM; e (5) ocorreu uma fuga geral da discussão política.
Se a candidatura Dilma não quiser ser atropelada por uma derrota impensável e desastrosa para o país, seu segundo turno terá que ir muito além da defesa da "continuidade e avanço" do governo Lula. Terá que detalhar que avanço será esse em termos de medidas concretas. E tratar com firmeza as questões referentes a emprego, assentamento agrícola, estímulo à pequena produção agrícola e urbana, redução de juros e tributos, combate à corrupção, segurança pública, proteção e recuperação do meio ambiente, intensificação da educação, ampliação profunda do atendimento à saúde, políticas de promoção das mulheres e jovens etc. etc.
Só explicitando claramente respostas a essas questões será possível diferenciar o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico democrático e popular do "desenvolvimento" proposto por Serra. Só dessa forma será possível fazer com que o povão entenda tal diferença e conseguir que parte considerável do eleitorado que migrou para Marina volte a ser atraído para a candidatura Dilma.
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No texto de 26/07, apontamos que parecia "predominar em diferentes áreas da campanha da candidatura Dilma, inclusive no PT, a suposição de que a disputa está ganha e a vitória eleitoral é certa". Na ocasião, consideramos que a candidatura Dilma continuava "empacada num inconfortável empate técnico" pelo que pareciam ser fraquezas de sua campanha. Os "lobbies do já ganhou" tendiam a paralisar as atividades fundamentais de qualquer campanha eleitoral: "o contato direto, diário, incansável, com as principais camadas populares do eleitorado".
Além disso, achávamos que a candidatura Dilma parecia "presa a uma agenda positiva inflexível" que poderia ter "reflexos negativos" se não tivesse "flexibilidade para enfrentar positivamente os problemas existentes, principalmente aqueles relacionados com a vida do povo, deixando-os sem proposta, sem firmeza positiva diante dos ataques dos adversários, deixando-os sem resposta".
Serra e Marina estavam com "o mesmo discurso" de Dilma, "acrescentando a ele a crítica a problemas não resolvidos". Portanto, era preciso "algo mais para conquistar corações e mentes", como "propostas concretas para corrigir a política de juros altos, reduzir os tributos das pequenas e micro-empresas, melhorar a segurança pública, só para citar alguns exemplos".
No texto de 23/08, sustentamos que as pesquisas, que apresentavam Dilma em condições de obter a vitória no primeiro turno, poderiam "ser fatais" para sua campanha. Embora Serra apontasse queda, Marina estava "em situação estável", demonstrando que Dilma não a havia abalado. Assim, a possibilidade de vencer no primeiro turno apontava, naquele momento, "o aspecto negativo" de levar os partidos aliados de Dilma a suporem ganha a parada e se voltarem totalmente para suas próprias campanhas a governador e proporcionais, como era fácil de notar no horário eleitoral.
Nessas condições, o ritmo da campanha tendia a baixar, "abrindo a possibilidade de subida da Marina e recuperação ou estabilidade de Serra". No dia 30/08, reiteramos a necessidade de a campanha Dilma manter o ritmo de crescimento e fazer ajustes, no sentido de realizar "uma ofensiva complementar, tratando com mais propriedade alguns temas que se tornaram cavalos de batalha na campanha Marina".
Marina passara a concentrar "seu fogo e ataques ao governo em temas como reforma tributária, proteção ambiental, jornada de trabalho, segurança e liberdade de comunicação". Essa crítica a fizera "conquistar parte do eleitorado de esquerda" e havia "carreado apoios a candidatos de outros partidos desse espectro político". Mesmo sem ter bola de cristal, afirmamos que, "somados", eles representavam "mais de 15% das intenções de voto". Assim, "se a campanha Dilma desprezar o trato de tais temas, pode ser por aí que ela seja surpreendida".
E foi por aí que ela foi surpreendida. Se quisermos resumir os pecados da campanha presidencial petista, podemos dizer que: (1) faltou uma estratégia clara de mobilização massiva; (2) absolutizou a defensiva estratégia, evitando ofensivas táticas indispensáveis, como no caso Erenice e nos ataques da grande imprensa, levando inclusive Lula a fazer um recuo; (3) deixou prevalecer o "já ganhou"; (4) faltou programa de governo, a ser defendido por todos os candidatos da base aliada, em especial os do PT, cujas campanhas na TV mal se diferenciavam das propostas despolitizadas dos candidatos do PSDB e do DEM; e (5) ocorreu uma fuga geral da discussão política.
Se a candidatura Dilma não quiser ser atropelada por uma derrota impensável e desastrosa para o país, seu segundo turno terá que ir muito além da defesa da "continuidade e avanço" do governo Lula. Terá que detalhar que avanço será esse em termos de medidas concretas. E tratar com firmeza as questões referentes a emprego, assentamento agrícola, estímulo à pequena produção agrícola e urbana, redução de juros e tributos, combate à corrupção, segurança pública, proteção e recuperação do meio ambiente, intensificação da educação, ampliação profunda do atendimento à saúde, políticas de promoção das mulheres e jovens etc. etc.
Só explicitando claramente respostas a essas questões será possível diferenciar o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico democrático e popular do "desenvolvimento" proposto por Serra. Só dessa forma será possível fazer com que o povão entenda tal diferença e conseguir que parte considerável do eleitorado que migrou para Marina volte a ser atraído para a candidatura Dilma.
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