quarta-feira, 8 de julho de 2015

A lição dos atos falhos de Aécio

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O teatro que o PSDB está fazendo em torno do impeachment, dizendo que não trabalha para isso enquanto conspira abertamente, é talvez a página mais abjeta da história do partido.

Na convenção, no último domingo, Fernando Henrique Cardoso, triunfal, afirmou que o PSDB “está pronto para assumir”. Mais: “Nunca como antes se roubou tanto neste país”.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Os arquivos do terror na Guatemala

Por Leonardo Wexell Severo, no jornal Brasil de Fato:

Uma denúncia sobre “explosivos mal armazenados” fez com que, no dia 5 de julho de 2005, funcionários da Procuradoria de Direitos Humanos (PDH) entrassem em um velho paiol abandonado, infestado de ratos, no centro da capital guatemalteca. Então, o que era para ser uma investigação de rotina se transformou na maior descoberta sobre a política de terrorismo de Estado praticada pela oligarquia, com apoio da CIA, contra “subversivos”, “esquerdistas” e “comunistas” no continente. A verdade documentada em 80 milhões de páginas continha os pormenores de décadas de perseguições, torturas, desaparecimentos e assassinatos de oposicionistas.

A Grécia, o mercado e a urna

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

Às vésperas da admissão da Grécia no clube da moeda única, o poderoso Goldman Sachs assessorou o governo grego na manipulação de dados fiscais, aproximando a dívida e o déficit dos critérios de Maastricht. As instituições europeias compraram como boa a mercadoria estragada recomendada pelo Goldman.

Diante da chancela das instituições de Bruxelas e de Frankfurt, os bancos alemães, franceses e holandeses desandaram a financiar gregos, troianos, espanhóis, portugueses, irlandeses e tutti quanti. A introdução do euro concedeu aos periféricos as vantagens da emissão de dívidas na moeda comum. Com o desaparecimento do risco cambial, essa prerrogativa garantiu aos países mais frágeis spreads bastante razoáveis sobre as taxas de juro pagas pelos títulos do governo alemão.

Dilma reage e avisa: governo não acabou

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Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Ponham-se no meu lugar: por onde começar este texto, depois dos acontecimentos dos últimos dias e horas que, numa velocidade cada vez maior, levaram a guerra política à beira de uma crise institucional sem precedentes, trinta anos após a redemocratização do país?

Tinha ido dormir com a sensação de que o governo estava no chão e as oposições só contavam as horas para saber quando e como assumiriam o poder.

PT e o cheiro de morte iminente

Por Jeferson Miola, no site Carta Maior:

Recentes pesquisas de opinião ajudam a entender a encruzilhada do PT e do governo Dilma nesta conjuntura crítica e perigosa para ambos.

A Vox Populi revela, em síntese, que o tamanho do ódio ao PT é menor que a sensação midiática criada; e, além disso, que os limites do antipetismo são maiores que aqueles que a mídia oposicionista desejaria que fossem: “apenas” 12% odeia o PT, 21% não vota no PT, 33% vota no PT e outros 33% podem - ou não - votar no PT. O povo humilde, a maioria absoluta da população brasileira, ainda acredita no PT.

Vídeo: Mídia, golpe a ditadura

A negação dos partidos e o fascismo

Por Altamiro Borges

O jornal O Globo divulgou na semana passada uma compilação de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que confirma o descrédito dos jovens com os partidos políticos. Segundo a pesquisa, o número de filiados entre 16 e 24 anos em cinco siglas (PT, PMDB, PSDB, PDT e PP) caiu 56% nos últimos sete anos. Os jovens nessa faixa etária somam hoje 132.292 filiados. Em 2009, eram cerca de 300 mil. "Dos governistas à oposição, os principais partidos brasileiros estão envelhecendo", conclui a matéria. Para o jornal da famiglia Marinho, que diariamente promove a escandalização da política e a negação da ação coletiva, o PT é a principal vítima deste crescente descrédito dos partidos.

O que a Grécia ensina ao Brasil?

Por Breno Altman, em seu blog:

Qualquer comparação entre distintas realidades nacionais nasce morta se omitidas ou negligenciadas as realidades concretas, mas a pátria do Syriza também traz lições universais.

Estratégias de mudanças sem conflito são eficazes apenas em períodos de bonança, quando a interseção entre transformação e paz se amplia porque o Estado tem mais recursos para investir na melhoria da vida dos pobres sem afetar a fortuna e os interesses dos ricos.

O Facebook, muito além do arco-íris

Por Rafael Evangelista, no site Outras Palavras:

Na última sexta-feira (26), as redes sociais foram invadidas pelas cores do arco-íris, em comemoração à decisão da Suprema Corte dos EUA de legalizar o casamento igualitário. As mais variadas imagens das sete cores foram usadas por milhões de pessoas no mundo todo, significando apoio e celebração à decisão dos EUA, mas também uma afirmação global contra o preconceito e a discriminação ligados à orientação sexual e de gênero.

A crise na Grécia, segundo Sardenberg

Da coluna "Notas Vermelhas", no site Vermelho:

Carlos Alberto Sardenberg é comentarista de economia em diversos veículos das organizações Globo e defensor intimorato das políticas de austeridade.

Age como um disciplinado autômato a serviço do mercado financeiro. Se amanhã os banqueiros decidirem que todos devem pagar taxas para respirar dentro de uma agência bancária (é só o que falta) não tenham dúvidas de que Sardenberg (em companhia de outros da mesma escola) fará ilustrados comentários provando por A + B que os banqueiros estão certos e que é um absurdo um cliente inspirar oxigênio e expirar gás carbônico, dentro das agências, impunemente. 

Golpe não é apenas derrubar Dilma

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Alguns amigos têm me criticado pelo que interpretam ser um “pessimismo” de minha parte ao descrever o que se passa com o governo Dilma.

Bem, confesso que otimismo não é, mas estou a anos-luz de achar que é inevitável sua derrubada formal e a consumação de um golpe no Brasil.

Dilma-PT: mirem-se no exemplo de Atenas

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

A “Folha” abriu de forma curiosa o texto em que noticia a vitória do NÃO na Grécia: “em um resultado surpreendente…” De fato, o rechaço ao programa liberal imposto aos gregos foi surpresa – mas apenas para quem se baseia nas agências de notícias internacionais e nos comentaristas da GloboNews.

Acontece que o mundo real não aboliu a política.

"A classe jornalística" e o oportunismo

Da Rede Brasil Atual:

A jornalista Hildegard Angel afirma que colunistas da imprensa, que tiveram passado de esquerda, hoje não se constrangem em aderir ao pensamento conservador que domina a imprensa brasileira. Em debate na última sexta-feira (3), no Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, Hilde, como é conhecida, foi categórica: “Essa é a história do oportunismo da imprensa brasileira. Do oportunismo dos intelectuais brasileiros, daqueles que se situam e formam suas panelinhas para manter seus cachês valorizados. Agora, não valoriza cachê ser de esquerda, o cachê fica baixo. Valoriza o cachê falar mal das causas sociais, dos progressos sociais, das conquistas sociais”.

Parlamentarismo branco está em marcha?

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Por Renato Rovai, em seu blog:

O gato do parlamentarismo subiu no telhado do Palácio do Planalto nos últimos dias. A provocação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que trouxe, como quem não quer nada, o tema à baila numa entrevista e notinhas aqui e acolá insinuando que isso poderia ser um caminho para a atual crise política, suscitaram preocupação e conversas acerca do tema em Brasília.

O dia seguinte ao impeachment

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Montando os Atos Institucionais e a lista de cassações, Costa e Silva chamou o Ministro da Fazenda Delfim Netto e indagou o que ocorreria se incluísse na lista o banqueiro Walther Moreira Salles.

Delfim disse que nada de mais. Haveria problemas com os bancos nova-iorquinos e europeus, sem dúvida. Também com a mídia norte-americana, já que Moreira Salles era amigo pessoal dos donos da CBS, do New York Times e do Washington Post. Fora isso, nada de mais.

Grécia derrota abutres e mídia rentista

Foto: Marco Djurica/Reuters
Por Altamiro Borges

A decisão histórica da Grécia, que rejeitou neste domingo (5) o terrorismo da “troika” – Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia –, ainda terá inesperados e tensos desdobramentos. Mas já dá para identificar os grandes derrotados nas urnas: os abutres do capital financeiro, o governo imperial de Angela Merkel e a mídia rentista. Como afirmou o primeiro-ministro Alexis Tsipras, logo após o fim da apuração – 61,3% votaram “não” e 38,7% pelo “sim” –, o resultado “demonstra que a democracia não pode ser chantageada”. A partir de agora as negociações com os banqueiros se darão em outro patamar, o que influenciará todo o velho e saqueado continente.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Maioria rejeita doação empresarial

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

As pesquisas de opinião pública, realizadas por lucrativos institutos privados, não são neutras. Elas servem a interesses políticos e econômicos. Antes da votação da redução da maioridade penal, várias sondagens foram publicadas reforçando a ideia de que a maioria da sociedade é a favor desta medida. Este foi um dos argumentos usados por Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal, para dar a sua segunda "pedalada regimental" e para garantir sua aprovação. Já nesta segunda-feira (6), o Datafolha divulgou uma pesquisa que comprova que a maioria dos brasileiros é contra as doações empresariais para as campanhas eleitorais. Por que ela não foi feita antes da primeira "pedalada" do lobista do Congresso, que garantiu a manutenção deste expediente que corrompe a democracia brasileira?

Equador enfrenta 'golpe de Estado suave'

Por Altamiro Borges

De laboratório das políticas neoliberais de desmonte do Estado, da nação e do trabalho, a América Latina se transformou na vanguarda mundial da luta contra este receituário destrutivo e regressivo. A vitória do militar rebelde Hugo Chávez, nas eleições da Venezuela em dezembro de 1998, abriu um novo ciclo político no continente, com a chegada aos governos de vários presidentes progressistas. Este ciclo, porém, enfrenta enormes desafios na atualidade. Conspirações orquestradas pelos EUA, sabotagens empresariais e cercos midiáticos tentam estancar estas experiências. Na semana passada, o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou que o seu país enfrenta um "golpe de Estado suave".

Justiça livra McDonald's de multa

Por Altamiro Borges

A rede estadunidense McDonald's é poderosa. Ela ludibria os consumidores com falsas propagandas, envenena as crianças e ainda explora brutalmente seus trabalhadores. Mesmo assim, ela conta com o apoio de setores do Judiciário – o poder mais hermético e corruptível do país – e goza de prestígio na mídia privada – que garfa milhões em anúncios publicitários. Na semana passada, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu anular a multa de R$ 3,2 milhões aplicada pelo Procon, órgão de defesa do consumidor, à multinacional. O órgão havia considerado abusiva a publicidade infantil da venda de lanche associada a brinquedos, mas o McDonald's recorreu à Justiça e venceu a parada.

Grécia pode mudar o curso da história

Ilustração do site Rebelión
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Vamos combinar que a espetacular vitória do Não, com 61% votos a favor, margem que não permite dúvidas sobre a vontade da população da Grécia, é acima de tudo uma vitória da dignidade humana. A fé na humanidade só pode ficar um pouquinho maior - apesar de todas as ressalvas - após o resultado de ontem.

A investida contra sites independentes

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Fernando Rodrigues tem dupla personalidade como colunista.

Contra poderosos, fala baixo. Ele teve acesso à lista de brasileiros do HSBC e protagonizou um dos maiores vexames do jornalismo brasileiro.

Não fez nada.

Stedile e os desafios da conjuntura

Do jornal Brasil de Fato:

Liderança do MST, maior movimento popular do campo no Brasil, João Pedro Stedile vê um cenário difícil e complexo para a classe trabalhadora, “um período de confusões que não se resolverá a curto prazo”.

Para ele, as dificuldades de cenário fazem com que, “de um lado, o povo vê todos os dias a burguesia tomando iniciativas contra ele, e um governo inerte e incapaz. E de nossa parte, não conseguimos chegar até a “massona” com nossas propostas, até porque a mídia é controlada pela burguesia”.

As agruras do jornalismo honesto

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Até o mundo mineral não nutre maior apreço pela figura do delator. A personagem não é simpática, nem mesmo quando sua delação é legalmente premiada. A mídia nativa, somente ela, e quem acredita nela, foge à regra, ao sentimento comum não somente do Oiapoque ao Chuí, mas também de um polo a outro do planeta Terra.

Mídia peculiar, empenhada em enganar seus leitores, a precipitá-los no equívoco a respeito da verdadeira essência e dos alcances da delação. Sem falar do insondável mistério de tantos vazamentos, o que o delator delata terá de ser provado. Exponho o óbvio. Parece-me, porém, que os crentes na mídia, ao lerem as manchetes ou ao ouvirem âncoras, locutores e comentaristas, supõem ler e ouvir a sacrossanta verdade factual.

Mídia: oportunismo e vocação para o golpe

Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos da Barão de Itararé:

Imprensa alternativa, censura, tortura... Foram muitos os temas abordados no debate sobre mídia, golpe e ditadura, realizado no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, na sexta-feira (3). O depoimento comovente de Hildegard Angel, porém, roubou a cena. Filha de Zuzu Angel e irmã de Stuart Angel, ambos assassinados pelos militares nos anos de chumbo, ela se emocionou e foi aplaudida de pé ao relatar sua experiência e criticar, de forma veemente, a imprensa brasileira.

Eduardo Cunha e o contrato insuficiente

Por Murilo Cleto, no site Carta Maior:

Neste momento, não há quem não esteja intrigado com a desfaçatez de Eduardo Cunha ao driblar a Constituição pra conseguir aprovar a emenda que reduz a idade penal no Brasil de 18 para 16 anos. Quer dizer, há: mas somente aqueles que são radicalmente favoráveis a ela. Por outro lado, OAB e a parte derrotada do Congresso já anunciaram que vão recorrer ao Supremo para denunciar a reapresentação do texto, com apenas algumas pequenas alterações, menos de 24 horas após o primeiro resultado, que não havia atingido o número necessário de votos para sua aprovação.

Povo grego diz não à agiotagem

Ilustração: Robert García/Rebelión
Por Bepe Damasco, em seu blog:

Contrariando os institutos de pesquisa, que até nas sondagens de boca de urna indicavam uma disputa acirrada entre o sim ao mercado financeiro internacional e o não em defesa da soberania grega, o plebiscito realizado neste domingo, 5 de julho, terminou com uma consagradora vitória do não, com mais de 60% dos votos.

Movimentos sociais contra o golpismo

Do site do UJS:

Confira o manifesto, na íntegra, com assinaturas atualizadas, clicando no título. Para incluir sua assinatura no manifesto, mande email para assinaturamanifesto@gmail.com.

Manifesto Brasil

Nós, militantes de movimentos populares, sindicais, pastorais e partidos políticos, manifestamos o que segue:

Hildegard no Barão: vamos à luta!

Foto: Felipe Bianchi/Barão de Itararé
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Bom assistir esse vídeo da Hildegard Angel, a nossa "madame" revolucionária, em depoimento feito na sede do Barão de Itararé, dia 4 de julho, durante lançamento do livro Golpe de Estado, do amigo Palmério Dória.

Angel é irmã do militante político assassinado pela ditadura, Stuart Jones, e filha da estilista Zuzu Angel, famosa pela luta que empreendeu contra o regime militar para denunciar o crime contra seu filho.

Iniciativa e unidade contra o golpismo

Editorial do site Vermelho:

O Brasil está vivendo grave e aguda crise política que a qualquer momento pode transformar-se em crise institucional. São variadas as iniciativas políticas e jurídicas visando a derrocar o governo da presidenta Dilma Rousseff.

A convenção nacional do PSDB, realizada no último fim de semana foi mais um elo na escalada golpista. Os principais dirigentes desse partido, que funciona como centro aglutinador das oposições conservadoras e golpistas, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fizeram ataques agressivos à presidenta Dilma Rousseff, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores.

A guerra dos urubus, agora na 'Folha'

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Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Ontem, escrevi aqui sobre algo que está se tornando tão evidente que até consegue sair nos jornais, neste paradoxo em que vivemos no qual a verdade raramente está ali: a guerra de urubus que se formou na oposição, para saber quem lidera a posse dos despojos do governo que, pequeno detalhe, foi eleito pela população.

O jogo decisivo marcado no Senado

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Uma partida importante para a dinâmica da crise, na política e na economia, será jogada esta semana no Senado: a votação da última peça que falta para a conclusão da parte legislativa do ajuste fiscal, a MP que reduz a desoneração da folha de pagamento das empresas. Nesta segunda-feira em São Paulo, na Fiesp, líderes empresariais se reúnem para acertar o lobby que farão junto aos senadores, havendo dúvida se tentarão apenas suavizar a medida, o que tem custos, ou derrubá-la inteiramente, o que seria um desastre.

O problema é o Eduardo Cunha?

Por Ronaldo Pagotto, no blog Escrevinhador:

Um raio num céu azul. Com essa expressão, Marx ironizava o ataque dos bonapartistas à Assembleia Nacional francesa, criticando a leitura de muitos de que era uma surpresa tamanha, como algo inexplicável caindo do céu.

Os setores progressistas amanheceram nesta quinta-feira com o sabor da derrota. Em mais uma manobra regimental, a Câmara aprovou a redução da maioridade penal, com a reapreciação de uma matéria vencida na noite anterior.

Hildegard Angel e o oportunismo da mídia

domingo, 5 de julho de 2015

Gregos comemoram a vitória do 'não'

Guido Mantega responde aos fascistas

Por Altamiro Borges

Após ser alvo de três provocações fascistas - uma num hospital quando levava sua companheira para uma sessão de tratamento de câncer e outras duas em restaurantes da capital paulista -, o ex-ministro Guido Mantega decidiu se manifestar, sempre de forma civilizada e cordial, "sobre as intolerâncias". O artigo, publicado neste domingo (5) na Folha, serve de alerta contra a onda de ódio que cresce no país de maneira impune - e com o silêncio cúmplice da mídia tucana. Vale conferir:

Maju Coutinho: Não há racismo no Brasil

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Como todos sabemos, não há racismo no Brasil.

Ou exploração sexual de crianças e adolescentes.

O machismo? Uma mentira.

E a homofobia, uma invenção.

Não há genocídio de jovens pobres e negros das periferias.

Lava-Jato e a espionagem dos EUA

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Em suas críticas ao tamanho do Estado e na defesa da privatização a qualquer preço, os neoliberais tupiniquins se esforçam por defender a tese de que o poder de algumas das maiores nações do mundo “ocidental”, os EUA à frente, teria como únicos, principais esteios, o capitalismo, a livre iniciativa e o livre mercado, e defendem, sempre que podem, alegando a existência de “cabides de emprego”, e o grande número de ministérios, a diminuição do setor público no Brasil.

O que o Serra quer com a Petrobras?

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Por Marcelino Rocha, no site da CTB:

O cantor e compositor Raul Seixas, em um de seus refrãos mais famosos - na canção "Aluga-se" - propunha, em um satírico discurso de candidato político, uma curiosa bandeira que liquidaria todos os empecilhos ao nosso desenvolvimento: “a solução é alugar o Brasil”. Era uma crítica latente do roqueiro baiano ao que se chama de “entreguismo”, dizendo que já era hora de “dar lugar pros gringo entrar”.

As agressões a Maju e a Dilma

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Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Racismo, homofobia, misoginia e até uma outrora impensável xenofobia (o caso do frentista haitiano, agredido no Rio Grande do Sul, ainda está fresco em nossa memória) – e algo mais que possa ter sido esquecido – são fenômenos que não param de crescer no Brasil no âmbito da onda ultraconservadora que se instalou por aqui de junho de 2013 para cá.

O STF e os direitos fundamentais

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Além de Barack Obama e Marieta Severo, há outras pessoas que enxergam um possibilidade de um futuro melhor para o Brasil e os brasileiros nos próximos meses.

Estou falando de advogados que participam da defesa de empresários e executivos aprisionados pela Lava Jato em Curitiba. A opinião não chega a ser unânime mas uma parcela considerável está convencida de que é possível esperar boas notícias em julho, quando a Justiça entra em recesso.

Em defesa da internet e da democracia

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Caros amigos do Balaio,

faz tempo que não temos uma conversa, digamos mais pessoal, sobre os rumos do nosso blog, que completa sete anos em setembro.

Neste trabalho diário de comentar o que está acontecendo no nosso país e no mundo, tanto eu como vocês já passamos por diferentes fases, vivemos muitos altos e baixos, aos trancos, barrancos e solavancos. De vez em quando, é bom dar uma freada de arrumação no burrico para ajeitar as melancias.

Maju Coutinho e o racismo de Gentili

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Sabe por que fanáticos se atreveram a publicar insultos à luz do dia contra a jornalista Maju Coutinho?

Porque eles viram o que aconteceu com Danilo Gentili – herói deles – quando, numa discussão numa rede social, ele mandou um homem negro comer bananas.

A ilusão de Dilma diante da mídia

Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

Dilma Rousseff tem uma corajosa história de vida que vai muito além da valentia de machões guarnecidos pela imunidade no sinuoso ambiente da política. Muitos deles a discriminam por ser mulher. O que fazer? A presidenta parece capaz de se submeter a sacrifícios pessoais e políticos para atingir os objetivos dela ou para cumprir acordos assumidos.

Assim dissolve-se a democracia no Brasil

Por Guilherme Boulos, no site Outras Palavras:

O declínio da democracia brasileira teve uma noite promissora. Trucidando o regimento, cortando microfones e deixando de lado os ritos mais elementares do Parlamento, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reverteu em menos de 24 horas a votação sobre a redução da maioridade penal.

Não foi a primeira vez. No fim de maio, havia aplicado a mesma manobra para reverter a derrota da PEC (Proposta de Emenda Constitucional), que enxerta o financiamento empresarial de campanha na Constituição. Isso em meio ao escândalo das “doações” das empreiteiras na Lava Jato. Não houve grande alarde. Por que então não tentar de novo?

O silêncio cúmplice diante do fascismo

Por Jorge Furtado, em seu blog:

Fiquei muitos meses sem escrever por aqui, por excesso de trabalho e por achar que o debate político estava tão alterado que a atitude mais sábia era o silêncio. Esperava que os derrotados das eleições fizessem o mesmo, deixassem passar os primeiros meses do novo governo para cobrar resultados. Meu volume de trabalho não diminuiu, na verdade cresceu, e os derrotados não esperaram nem um dia para subir ainda mais o volume e a grosseria das críticas, muitos pregam em voz alta, sem qualquer pudor, a volta da ditadura militar ou qualquer outro golpe que lhes devolva o poder que perderam nas urnas.

Um salve aos "Jornalistas Livres"

Do site da UJS:

A UJS realizou, na noite dessa quinta-feira (3), uma festa em apoio a campanha que os Jornalistas Livres realizam no “Catarse” para viabilizar a estrutura mínima que necessitam para o funcionamento da rede. Recebemos no espaço cultural “Cortiço” o deputado federal Orlando Silva, dirigentes da UNE, da UBES, da ANPG e da UEE-SP, Fora do Eixo, Liga do Funk, Levante Popular da Juventude, jornalistas do Portal Vermelho e da própria rede “Jornalistas Livres”.

sábado, 4 de julho de 2015

Governo Dilma e os golpes da mídia

Do site da Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul:

"A América Latina foi o laboratório do neoliberalismo no mundo, com base no tripé: desmonte do Estado, desmonte da nação e desmonte do trabalho”. Com esta afirmação, o blogueiro e jornalista Altamiro Borges iniciou suas explanações sobre o tema Conjuntura e Mídia, na 17ª Conferência Estadual. Ao longo de duas horas, o palestrante manteve atentos os participantes do evento e fomentou questionamentos importantes sobre a atual situação econômica e política do País, salientando o papel crucial da mídia tradicional na articulação de golpes contra o atual Governo e a democracia brasileira.

Moro pede 'vaquinha' à imprensa

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Na Folha, que cobriu a sessão de bajulação que a imprensa golpista fez para o juiz Sergio Moro em evento da Abraji (Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos, que é controlada pela Globo).

Indagado sobre se tem pretensões políticas após a Lava Jato, disse que após o caso quer apenas tirar longas férias. Não falou para onde pretende ir no período de descanso, mas aproveitou para pedir "uma vaquinha dos jornalistas investigativos" para bancar a viagem.

Lula desmente mais uma calúnia da 'Veja'

Do site Vermelho:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva denunciou neste sábado, 4, mais uma mentira operada contra ele pela revista Veja, do grupo Abril. Em sua conta no Facebook, Lula relata nota do colunista Lauro Jardim que afirma que ele teria ido em 19 de setembro de 2012 para o México em um avião pago pela Odebrecht. Leia abaixo, o comentário do ex-presidente em seu perfil na rede social:

'Folha' inventa notícia pró-PSDB

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

Está difícil ler o jornal Folha de S.Paulo pelo tanto que tem deturpado a realidade para fazer campanha política em vez de jornalismo. A manchete de ontem (3) “PT quis trazer R$ 20 mi para eleição de Dilma, diz doleiro" parece ter sido escrita pela assessoria do senador Aécio Neves (PSDB). Para entender a matéria que tenta induzir o leitor a tirar conclusões diferentes do que dizem os fatos, temos que fazer "engenharia reversa" em cima das frases.