sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Eu acuso Aécio Neves

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Eu acuso Aécio.

Um homem que:

- Constroi um aeroporto privado com dinheiro público;

- Coloca recursos do contribuinte mineiro, como governador, em rádios da própria família;

- Não se envergonha de, sendo político, ter rádios, num brutal conflito de interesses;

"Maior herança é a ascensão dos excluídos"

Por Miguel Martins, na revista CartaCapital:


Atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o sociólogo Jessé de Souza é conhecido pelo pensamento agudo e a argumentação desassombrada. Seu novo livro, A Tolice da Inteligência Brasileira, confirma essas características. Ao analisar o desenvolvimento do pensamento no e sobre o País, Souza não poupa ninguém, nem mesmo Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda. Segundo ele, o pensamento culturalista brasileiro tornou-se um instrumento das elites para influenciar a classe média na demonização das instituições e da classe política, o que esconderia a verdadeira intenção da parcela mais rica do País: apropriar-se novamente do Estado brasileiro.

Globo encerra 2015 contra o Brasil

Do site Vermelho:

O sistema globo de comunicação encerra 2015 na incessante campanha contra a Petrobras e o Pré-sal e nesta quinta (31) os irmãos Marinho atacam, através de editorial, as razões que fizeram o governo federal aumentar o salário mínimo. A medida vai injetar 57 bilhões na economia do país em 2016 e melhorar a renda de 48 milhões de brasileiros.

De acordo com os Marinho, o argumento usado pelo governo federal para aumentar o salário mínimo é “tosco”. O que não surpreende no histórico do grupo de comunicação que, em 1962, também se posicionou contra a adoção do 13º salário.


O derradeiro 'golpe moral' no golpismo

Obra de Romero Britto
Por Francisco Fonseca, no site Carta Maior:

2015 está terminando e, com ele, aparentemente o golpismo da direita contra a Democracia e o Estado de Bem-Estar Social brasileiro. Embora toda e qualquer análise peremptória sobre a crise política, social e institucional brasileira seja, em larga medida, precária, em razão da fluidez da conjuntura e de potenciais movimentos provindos da controversa “Operação Lava Jato”, do Congresso Nacional, do STF, do TSE e do jogo político como um todo, alguns fatos políticos são essenciais nesse complexo tabuleiro da vida política nacional. Procurei analisar essa precariedade analítica nos artigos “A fluidez da conjuntura política e os próximos lances” e “A virada de Dilma”, publicados neste site respectivamente em 21 outubro e 20 de dezembro deste ano.

Os ‘coxinhas’ e o casório no Jockey Club

Por Altamiro Borges

Os falsos moralistas da elite paulista, já batizados de “coxinhas”, perderam excelente oportunidade para extravasar seu amor à ética, à tradição, à família e à propriedade. Em pleno Jockey Club, local de ricaços exibicionistas e de estrelas globais, ocorreu na quarta-feira (30) o casamento da filha de Julio Camargo, um dos principais delatores da Operação Lava-Jato. A festança, segundo anteciparam Thais Arbex e Bela Megale na Folha, seria agitada. Mas os tais “coxinhas” não fizeram nenhum protesto contra a corrupção. Talvez alguns até estivessem na lista de convidados especiais do ex-consultor da empreiteira Toyo Setal e ex-representante de várias megacorporações empresariais, como a Samsung.

Janot abrirá inquérito contra Aécio? Duvido!

Por Altamiro Borges

Sem muito alarde, a mídia privada noticiou na quinta-feira (31) que a Procuradoria-Geral da República analisará, após o recesso do Judiciário, se vai pedir a abertura de inquérito contra os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Em sua delação premiada, Carlos Alexandre de Souza Rocha, o "entregador de dinheiro" do doleiro Alberto Youssef, garantiu que repassou diretamente R$ 300 mil ao grão-tucano e R$ 1 milhão ao presidente do Senado. Quanto ao senador do Amapá, que trocou o PSOL pela Rede de Marina, ele disse "ter ouvido" do seu chefe mafioso que o parlamentar recebeu R$ 200 mil, mas que não efetuou a entrega do dinheiro.

Macri presenteia a Globo da Argentina

Por Altamiro Borges

O presidente argentino Mauricio Macri, que governa por decretos como um velho ditador, retribuiu o enorme apoio dado à sua eleição pelo Grupo Clarín – um império midiático similar ao da Globo no Brasil. Na véspera da virada do ano, ele extinguiu os dois órgãos responsáveis pela democratização da mídia no país vizinho: a Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (AFSCA) e a Autoridade Federal de Tecnologias de Informação e Comunicação (AFTIC). Em êxtase, O Globo desta quinta-feira (31) festejou: “Dando sequência à revisão e extinção de uma série de políticas e condutas adotadas durante os 12 anos de kirchnerismo na Argentina, o presidente Mauricio Macri eliminou, por decreto, os dois órgãos que regulavam os monopólios nos meios de comunicação”.

As 'pedaladas' e o 'mico' na comunicação

Por Mauro Santayana, em seu blog:

O pagamento das famosas “pedaladas”, pelo governo, no penúltimo dia do ano, gerou desconfiança e ironia por parte da fascistada nos comentários das redes sociais e dos portais de sempre.

Em vez de entender que o governo retirou dinheiro de reservas do tesouro economizadas depois do governo FHC, a turma que ladra de ouvido ficou com a impressão - e está disseminando isso - que o governo teria emitido dívida nova para pagar a si mesmo, ou melhor, ao patrimônio público - considerando-se que é o maior acionista do Banco do Brasil, do BNDES e da Caixa Econômica Federal.

Manipulação prejudica Petrobras e Brasil

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Não é preciso acreditar em conspirações internacionais para entender as mudanças recentes no mercado do petróleo e as dificuldades enfrentadas pela Petrobras para consolidar a posição do Brasil como um grande produtor mundial, possibilidade aberta pela exploração do pré-sal.

Graças a um editorial publicado pela Folha de S. Paulo em 28/12/2015, é possível constatar que os fatos ocorrem à luz do dia, sem disfarce nem pudor. Diz o jornal:

A primavera das mulheres que floresceu

Por Norma Odara, no jornal Brasil de Fato:

O ano de 2015 foi, definitivamente, um ano de lutas para as mulheres, sobretudo no Brasil. Já em 9 de março de 2015 a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei do Feminicídio, que torna crime hediondo o assassinato de mulheres apenas por serem mulheres.

Além disso as principais capitais do Brasil protagonizaram atos em defesa do direito das mulheres e contra o retrocesso. Brasília recebeu em agosto a Quinta Marcha das Margaridas, que reuniu agricultoras, sindicalistas, indígenas e quilombolas; a Primeira Marcha das Mulheres Negras – Contra o Racismo, a violência e pelo bem viver, que reuniu 10 mil mulheres em Brasília buscando dar voz às mulheres negras, que lutam contra o machismo, o racismo, possuem os menores salários e ocupam os piores cargos; as Mulheres Contra Cunha, que protestaram no Rio de Janeiro e São Paulo contra o PL 5.069/2013,de autoria do presidente da câmara Eduardo Cunha (PMDB -RJ), que dificulta o atendimento às mulheres que sofreram violência sexual, principalmente no que tange à profilaxia adequada.

Festa de fim de ano nas escolas ocupadas

Por Sarah Fernandes, na Rede Brasil Atual:



Se é comum passar o natal ou o ano novo em família, nas escolas ocupadas de São Paulo o costume não seria diferente: os jovens reuniram doações, arrecadaram dinheiro e colocaram a mão na massa para preparar a ceia de natal na noite do último dia 25. Hoje (31) é a vez da festa de fim de ano, que novamente reunirá "uma nova família", formada após quase dois meses de luta iniciada contra a reorganização escolar – que seria implantada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e que fecharia pelo menos 93 escolas estaduais.

O que virá depois do ano da autoflagelação?

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Tenho lido definições diversas para este ano atípico que se acaba daqui a pouco, inclusive a de que ele não é (foi) um ano em si mas, na política e no poder, a continuação de 2014. Sendo ou não sendo, todos querem que ele acabe, na vida pública e na vida pessoal também. Na primeira, foi tormentoso. Na vida de cada um, foi um ano de vacas magras depois do tempo das espigas gordas. E gordas não só para os pobres mas também para os ricos.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sheherazade, Joice e as “musas da direita”

Por Altamiro Borges

Foi mais um baita fiasco o protesto do “Fora Dilma” convocado pelo grupelho “Musas da Direita” durante a corrida de São Silvestre nesta quinta-feira (31) na Avenida Paulista (SP). As tais musas sequer apareceram e a atividade contou apenas com meia dúzia de marmanjos fascistoides. O outro objetivo almejado, o de aparecer na mídia, também deu xabu. A patética manifestação foi menosprezada até pelas emissoras de tevê e pelos sites de notícias. As apresentadoras Rachel Sheherazade (SBT), e Joice Hasselmann (demitida da TV Veja), inspiradoras da confraria golpista, devem ter ficado frustradas com a baixa adesão.

Extrema pobreza cai 63%. Mídia abafa!

Por Altamiro Borges

Em qualquer parte do mundo, a notícia de que a taxa de pobreza extrema caiu 63% na última década seria manchete nos jornalões e destaque nas emissoras de rádio e tevê. Especialistas sérios, e não moleques de recado dos abutres financeiros, seriam chamados a explicar os motivos desta histórica redução. No Brasil, porém, a mídia partidarizada e descaradamente oposicionista – como já confessou a própria ex-presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Judith Brito – prefere abafar o resultado para não reconhecer os avanços sociais ocorridos nos governos Lula e Dilma. E ainda tem gente que acredita na neutralidade da chamada grande imprensa. Midiota ou inocente?

Vereador cassado por estupro é do... PSDB

Por Altamiro Borges

Nesta segunda-feira (28), a Câmara Municipal de Itapetininga, interior paulista, cassou o mandato do vereador Douglas Monari. Foram 13 votos a favor e quatro abstenções – dois parlamentares se ausentaram da sessão extraordinária. A denúncia que gerou a cassação é de que Douglas Monari participou de um estupro coletivo a uma adolescente de 15 anos, ocorrido há dois anos. A notícia do estupro coletivo e, agora, da cassação não teve qualquer repercussão na mídia paulista nem nacional. Adivinhe a que partido o vereador era filiado? Se você desconfia da seletividade da imprensa e disse PSDB, acertou! Agora, se você é um midiota, continuará pensando que todo tucano é santo. Na página do ex-vereador no Facebook, que logo poderá ser apagada, há inclusive fotos com o governador Geraldo Alckmin, o chefão tucano em São Paulo.

'Economia será decepcionante'... no mundo!

Por Altamiro Borges

Os urubólogos da mídia nativa adoram difundir que a economia capitalista mundial está em plena recuperação, rumo ao paraíso, enquanto o Brasil caminha para o desastre. A culpa seria do governo Dilma, que não adota todas as medidas amargas exigidas pelo “deus-mercado”. Porém, quando este diagnóstico é desmentido, os tais analistas do mercado – nome fictício dos porta-vozes dos rentistas – se fingem de mortos. Nesta quarta-feira (30), em artigo publicado no jornal alemão “Handelsblatt”, a própria diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a paparicada Christine Lagarde escreveu que o crescimento global em 2016 será “decepcionante”. Ou seja: o problema não é unicamente brasileiro, mas mundial. A mídia nativa não deu manchete para esta conclusão.

Dez coisas que ajudariam o Brasil em 2016

Por Flavio Aguiar, de Berlim, para o site Sul-21:

1. Um certo ex-presidente fazer um curso de História do Brasil, e chegar à conclusão que quem nasceu pra fazer ponta em filme alheio jamais chegará a Pedro II, Getulio Vargas, muito menos a Luis Inacio Lula da Silva. Poderia dizer depois, “como é para a felicidade de todos e o bem estar geral da nação, digam ao povo que fico onde estou, na galeria dos personagens à espera de um Oscar de coadjuvante. Ah sim, e que desisto do golpe”.

Se a Lava Jato fosse para valer…

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:


A imagem que encima este texto vale por um tratado sobre política, mas, para os que têm dificuldade em enxergar realidade como ela é e não como a mídia mafiosa pinta, vamos desenhar a situação.

Todos deveríamos estar exultantes com a Operação Lava Jato e com as condenações de políticos importantes pelo Supremo Tribunal Federal, Corte que, até que o PT chegasse ao poder, jamais condenara político algum à prisão.

O que desejo para o Brasil em 2016

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Que Dilma Rousseff FIQUE e Eduardo Cunha SAIA.

Que o governo MELHORE para o lado que tem de melhorar, não para o lado que a direita quer que “melhore”.

Que NÃO FALTE coragem a Dilma e que ela seja mais capaz de OUVIR.

Que Aécio CRESÇA e aprenda a digerir derrotas.

As 20 furadas épicas da mídia em 2015

Por Pedro Zambarda, no blog Diário do Centro do Mundo:

Crise política, abertura de impeachment, pauta reacionária de Eduardo Cunha no Congresso, retração do PIB, voos de Aécio Neves com celebridades e figurões da imprensa, corrupção na Sabesp, Lava Jato, assunto não faltou em 2015. Mesmo assim, o jornalismo conseguiu furos que se provaram enormes furadas, além de teses catastróficas que não se provaram verdadeiras.

No dever de informar, a mídia brasileira dominou a arte de prever acontecimentos sem embasamento, prestando um desserviço aos seus leitores. Selecionamos as maiores furadas e profecias erradas publicadas neste ano.

1. As capas da Veja tentando colocar Lula na cadeia



2015, o ano que não aconteceu

Por Vinicius Wu, na revista Fórum:

Se os brasileiros se habituaram a chamar os anos oitenta de “a década perdida”, nada mais justo do que, doravante, lembrarmos de 2015 como “o ano perdido”. Seria a melhor síntese do que vivemos nos últimos doze meses. Afinal, pelo menos do ponto de vista político, o ano que se encerra não passou de uma caricata extensão de 2014.

A polarização política e o resultado apertado nas últimas eleições presidenciais foram o ponto de partida para que a oposição assumisse, deliberadamente, uma postura de relativização, ou mesmo questionamento, do resultado das urnas. Não houve a tradicional trégua dos meses iniciais de governo e os principais partidos políticos seguiram em clima de campanha, bloqueando acordos e mediações indispensáveis ao enfrentamento da atual crise econômica.

Aumentar o salário mínimo é ruim?

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

O salário mínimo nacional passa a ser de R$ 880,00 a partir desta sexta (1). São 92 jujubas a mais do que os R$ 788,00 válidos até agora, ou seja, um aumento de 11,7%.

A política de valorização do mínimo, um cálculo que considera a inflação e a variação do PIB, levou a um aumento no seu poder de compra. Em 1995, adquiria-se uma cesta básica com o mínimo. Hoje, 2,14 cestas de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese). Esse valor representa um aumento real de 77,53% (descontada a inflação) desde 2002.

O Brasil enfrentou a direita elitista

Editorial do site Vermelho:

A direita e a oposição neoliberal – ultraliberal, melhor dizendo – fizeram de 2015 uma extensão de 2014. O consórcio direitista, nele incluído grande parte dos meios de comunicação, não aceita a derrota sofrida na eleição presidencial e buscou, ao longo do ano, um atalho para o poder.

A tentativa insana de romper a legalidade constitucional foi o roteiro seguido pela direita em 2015.

A ilegalidade de suas pretensões incluiu o golpismo do impeachment embora não haja crime de responsabilidade cometido pela presidenta Dilma Rousseff. Ou a proposta desesperada de anulação da eleição pelo TSE, mesmo depois deste tribunal já haver aprovado as contas de campanha de Dilma, e convocação de novo pleito.

Salário mínimo e a melhora da economia

Por Renato Rovai, em seu blog:

O aumento do salário mínimo de 788 para 880 reais tem um potencial de estimulo à economia que parece ainda não estar sendo devidamente considerado por analistas econômicos. Mas para que isso aconteça o governo vai precisar jogar duro com a inflação para preservar esses 11,6% que virão agora para 45 milhões de brasileiros, que na prática apenas recuperam o que foi perdido, e buscar agir rapidamente para impedir o crescimento do desemprego.

A tentativa de golpe nas manchetes de 2015

Por Tatiana Carlotti, no site Carta Maior:


Em tempos de midiatização da vida pública e de domínio dos meios de comunicação, não apenas o conteúdo divulgado, mas, sobretudo, o modo de apresentação das notícias desempenha um papel crucial na formação da opinião do leitor. Neste 2015, ano em que a onda conservadora subiu a crista e ameaçou direitos e conquistas sociais, obtidas a duras penas, é imperativa uma análise da narrativa disseminada no país pelo oligopólio midiático.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Aécio Neves nega propina... e bafômetro

Por Altamiro Borges

O cambaleante Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, ficou colérico com a reportagem da Folha desta quarta-feira (30) que aponta que ele teria garfado R$ 300 mil em propina de um diretor da UTC, uma das empreiteiras envolvidas nas denúncias de corrupção na Petrobras pela Operação Lava-Jato. O tucano sequer agradeceu à famiglia Frias, que evitou dar manchete à suspeita e dedicou somente uma nota de rodapé na capa do jornal - o que já indica que o caso logo será abafado. Em sua página no Facebook, o falso moralista, que vive rosnando contra a "organização criminosa do PT", condena "essa absurda e irresponsável citação do nome do senador, sem nenhum tipo de comprovação".

O "rolezinho" em apoio a Chico Buarque

Por Altamiro Borges

Num ato irreverente e animado, convocado por seus admiradores pelo Facebook, centenas de pessoas se reuniram na noite desta terça-feira (29) em um bar do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, para manifestar solidariedade ao cantor, compositor e escritor Chico Buarque. Foi a resposta aos playboys fascistoites - herdeiros de empresários e ruralistas sem moral -, que na semana passada hostilizaram o artista quando ele saia de um restaurante no mesmo bairro, xingando-o de "seu merda", "PT bandido" e outros adjetivos próprios dos midiotas. Segundo relato bem acanhado do G1, o portal de notícias da Globo, "o happy hour foi embalado pelo tom político e por músicas do cantor".

Como barrar o conservadorismo no Congresso

Por Bruno Pavan e José Coutinho Júnior, no jornal Brasil de Fato:

O cenário político brasileiro e os fatos diários do Congresso Nacional têm superado qualquer trama de novela. Impeachment, manobras políticas, aliados que se tornam inimigos, e vice-versa, estão no cotidiano do noticiário.

Para analisar a conjuntura atual, o Brasil de Fato entrevistou três deputados que fazem oposição aos retrocessos no Congresso: Ivan Valente (PSOL), Jandira Feghali (PCdoB) e Wadih Damous (PT).

Dilma comete erro suicida na Previdência

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A experiência política ensina que todo governo comete erros graves, que representam algo mais que o trivial tiro no pé. Mas há erros ainda piores, de caráter suicida.

Este é o caso da tentativa do Planalto de trazer de volta o debate da reforma da Previdência.

Não vamos entrar na discussão sobre a necessidade ou não de se modificar as regras da previdência pública, sobre as contas, a demografia e todo um blá-blá-blá que tem a idade do Consenso de Washington.

Economia e o eterno retorno do mesmo

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

Os países ditos emergentes sofrem, ainda uma vez, as angústias que antecedem a elevação da taxa de juros básica nos Estados Unidos e padecem os temores das mudanças de humor dos fluxos de capitais. No início da década dos 1990, o Fundo Monetário e o Banco Mundial garantiam que a abertura e a desregulamentação financeiras promoveriam a suavização das flutuações da renda e do consumo nos países da periferia.

Propina de R$ 300 mil para Aécio? E agora?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A Folha fez o possível.

Colocou a chamada lá no cantinho de baixo, bem pequenina.

Mas não adianta.

A reportagem de Rubens Valente é avassaladora.

Zelotes se vendeu para a Globo?

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

É muito revoltante o que aconteceu com a operação Zelotes.

O Cafezinho deu o furo: publicou a documentação completa da operação da Polícia Federal, quase 500 páginas de escutas telefônicas, documentos comprometedores.

É incrível! A imprensa comercial fingiu que esse documento não existia!

E daí se iniciou uma operação alquímica para transformar a Zelotes numa coisa completamente diferente!

Golpe e ajuste econômico pautaram 2015

Por Emir Sader, na Rede Brasil Atual:

Não poderia haver agendas mais negativas, na economia e na política. Uma imposta pelo governo, outra pela oposição. Na sua conjunção, esse ano de retrocessos só não foi pior porque o impeachment não se impôs.

Os dois protagonistas do ajuste e do impeachment – Joaquim Levy e Eduardo Cunha – saem baleados do ano, mas deixam herança pesada. Deixam um país em recessão, com inflação – isto é, estagflação – e aumento do desemprego, além da projeção de que esse cenário seguirá até pelo menos a metade do segundo mandado da Dilma, se não houver uma virada forte na economia, que já se anunciou que não virá. O governo cede às pressões do mercado na saída do Levy e só anunciou mais medidas restritivas – agora incluindo reforma da previdência –, sem nada que aponte para uma retomada do crescimento econômico.

Petistas denunciam injúria do STJ a Dirceu

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

“Como o recesso do Judiciário só termina em fevereiro, José Dirceu vai passar o ano novo atrás das grades”. Acredite se quiser, esta postagem na rede social Twitter não é assinada por nenhum coxinha mas pelo STJ - Superior Tribunal de Justiça. Pelo menos é a logomarca do tribunal que aparece no texto apócrifo, postado nesta terça-feira, 29, às 14hs03min. Veja a imagem:



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Socialite deserda fascistas mirins

Por Altamiro Borges

O final deste ano foi deprimente para os grupelhos fascistas que iniciaram 2015 achando que dariam um golpe no Brasil – seja através do impeachment de Dilma ou até mesmo via intervenção militar. Em dezembro, eles viram suas marchas golpistas refluírem drasticamente. Até o Datafolha calculou uma queda de 70% no número de fanáticos. Para piorar, as manifestações em defesa da democracia ocorridas na mesma semana foram bem maiores e emocionaram os que gritaram “Não vai ter golpe”. Alguns dias depois, uma horda de playboys insultou Chico Buarque, ícone da cultura brasileira, o que serviu para desgastar ainda mais a imagem destes falsos moralistas. Agora, fechando o ano, uma paparicada socialite – antes entusiasta do impeachment de Dilma – deserda os fascistas mirins.

FHC, Aécio e as organizações criminosas


Por Altamiro Borges

Em sua mensagem de final do ano, o ex-presidente FHC postou um vídeo na internet em que afirma que "os meus votos são o de termos a coragem de fazer o necessário na política. Mudar para valer... Precisamos acabar com a corrupção organizada como ela se organizou no Brasil". Já seu dependente na carreira golpista, o cambaleante Aécio Neves, tem insistido que o país é hoje controlado por uma "organização criminosa". Será que os dois capos do PSDB andaram lendo a recente sentença da juíza Mellissa Pinheiro Costa Lage, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, sobre o "mensalão tucano"?

A força da lei contra os fascistas

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Reza claramente o Artigo 5º da Constituição Federal brasileira que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes”.

A partir daí, uma série de incisos protege os cidadãos brasileiros dos ataques verbais e até físicos que vem sendo praticados contra quem é suspeito ou notoriamente conhecido por ser petista ou simpatizar com o Partido dos Trabalhadores.

Merval Pereira: O pior jornalista do ano

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O pior jornalista de 2015 foi Merval Pereira. Merval bateu concorrentes fortes, a maior parte dos quais na sua própria empresa, a Globo.

Ali Kamel, diretor de telejornalismo da Globo, foi um dos derrotados por Merval. Kamel, num ano marcado por tantas manifestações de racismo, tem sido lembrado por um livro que lançou em 2008. O título é: “Não somos Racistas.”

Nem tudo é tragédia no Brasil

Por Tarso Genro

A agressividade da direita fascista e as tentativas de golpe paraguaio no país não são propriamengte originais nem se originam, principalmente, das dificuldades econômicas que atravessamos ou das dificuldades políticas graves da coalizão governista. Nem se origina - embora seja estimulada - basicamente pelas manipulações da grande mídia ou pela exorbitância da taxa de juros. Não tem suas bases na insegurança pública do país, cuja responsabilidade primária é dos Estados, ou mesmo nas "pedaladas fiscais", de uso histórico na nossa administraçao pública. Tudo isso pode colaborar, mas as razões de fundo, da tentativa de golpe ao modo paraguaio, e da agressividade dos setores radicais da direita são bem mais complexas. Dizem respeito à própria maturidade democrática, que vamos processualmente conquistando.

Sociedade rejeita mudanças na Previdência

Por Marize Muniz, no site da CUT:

As mudanças nas regras da Previdência Social que, segundo a mídia, serão propostas pelo governo, são rejeitadas pela grande maioria da população brasileira de todas as faixas de renda, etárias e níveis de escolaridade de todas Regiões do País, segundo pesquisa Vox do Brasil encomendada pela CUT.

A rejeição aos cortes nos programas sociais atingiu índices ainda maiores, especialmente na Região Nordeste, onde 90,5% dos pesquisados são contra. Os índices contrários aos cortes são maiores nas mais baixas faixas de renda e escolaridade.

A novela da educação paulista

Por Luís Antonio Nunes da Horta, no Jornal Contratempo:

O ano que se finda, 2015, estará marcado na história do nosso Estado de São Paulo como o ano em que os trabalhadores da educação, alunos, pais e sociedade civil organizada se levantaram contra o descaso com que os sucessivos governos tucanos têm tratado nossa educação pública.

A grande adesão à greve dos professores, que durou 92 dias e que fora iniciada em março, e as mais de duas centenas de ocupações de escolas, realizadas pelos alunos e pais, após o anuncio do fechamento de escolas e períodos, escancararam para a sociedade alguns dos males contidos nos projetos educacionais de Geraldo Alckmin que, até parecem serem retirados do mitológico “jarro de Pandora”, ocultado na Secretaria de Educação.

A nova marcha da Frente Brasil Popular

Do site Vermelho:

Dando sequência à onda que toma conta do Brasil em defesa da democracia e denunciando um golpe que já se encontra em curso no país, com as tentativas da direita em promover a ingovernabilidade e o processo de impeachment, a Frente Brasil Popular, que reúne dezenas de movimentos sociais, lideranças políticas e a sociedade civil organizada, planeja realizar uma nova marcha, em Brasília, no início do ano.

Mídia exagera sobre a crise no Brasil

O que resta para Dilma é a quarta-feira

Por Renato Rovai, em seu blog:

A última grande batalha do impeachment de 2015 foi a das manifestações de rua ocorridas no domingo, dia 13 de dezembro, e na quarta-feira, 16. A expectativa era a de que novamente os defensores da saída da presidenta mobilizassem um número maior de pessoas. E fechassem o ano dando um sinal claro de que ele não acabaria no dia 31.

Mas depois de um domingo que decepcionou veio uma quarta-feira que surpreendeu. Os movimentos sociais ligados à CUT, ao MST, ao MTST, à UNE e a outras tantas entidades de cunho popular colocaram uma quantidade de gente inesperada nas ruas e mostraram uma capacidade de defender não o governo de Dilma, mas o que denominaram de resistência ao golpe que reposicionou as peças da disputa do impeachment.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Uma ditadura mafiosa na Argentina?

Por Jorge Beinstein, no site Carta Maior:

Já se destacou até o cansaço que, pela primeira vez em um século, no dia 10 de dezembro de 2015, a direita chegou ao governo sem ocultar seu rosto, sem fraude, sem golpe militar, através de eleições supostamente limpas, se trata de um grande novidade.

Mas é necessário esclarecer três coisas:

Em primeiro lugar, é evidente que não se tratou de “eleições limpas”, mas sim de um processo assimétrico, completamente distorcido por uma manipulação midiática sem precedentes na Argentina, ativada há vários anos e que finalmente derivou num operativo sofisticado e avassalador. Consumada a operação eleitoral, a presidenta que saía foi destituída poucas horas antes de entregar a faixa presidencial através de um golpe de Estado “judiciário”, demonstração de força do poder real que estabelecia, desse modo, um precedente importante, na verdade o primeiro passo do novo regime.

Quer mudar para Miami? Pergunte-me como...

Do Jornal GGN:

Após as redes sociais estamparem que os brasileiros foram os responsáveis pela compra de 60% dos imóveis de um condomínio de luxo na Flórida, Estados Unidos, neste ano, uma advogada com experiência em visto americano, Ingrid Baracchini, escreveu um artigo com orientações sobre o que a classe alta deve fazer para "deixar o Brasil".

Na última semana, o blog Plantão Brasil divulgou que mais da metade dos proprietários de um condomínio privado em Miami, que deve inaugurar a primeira torre em julho de 2016, são brasileiros. O jornal Miami Herald também destacou em reportagem a representatividade da elite brasileira no setor imobiliário dos Estados Unidos.

Por que atacar o Chico Buarque?

Por Rogerio Dultra dos Santos, no blog Democracia e Conjuntura:

Por que parar o Chico Buarque de madrugada, no meio da rua, para um esculacho?

A resposta é até simples.

O Chico representa a sofisticação e a genialidade singela, a beleza e o som que as elites imaginam ser de sua exclusividade.

Chico, filho da mais fina flor da aristocracia intelectual paulista, não se aliou – e nem se aliaria – aos gritos raivosos balbuciados contra o PT, contra as classes populares, contra o processo de igualização das condições sociais no país (o que Tocqueville chamaria, inclusive, democracia).

Onda conservadora e impasses da esquerda

Por Antônio David, no blog Viomundo:

Em seu mais recente artigo na Folha de S. Paulo (25/12/2015), Vladimir Safatle procura desconstruir a imagem de uma “onda conservadora” na política brasileira.

Reconhecendo que “o Brasil sempre foi um país com uma grande parcela de sua população claramente identificada ao pensamento conservador”, Safatle enumera episódios da história recente do Brasil nos quais o conservadorismo aflorou, para então concluir: “nada disto mudou muito, só perdeu seu contraponto”.

Uma cartada a favor dos bancos

Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

O escândalo internacional do cartel do câmbio ressuscitou uma velha disputa brasileira. Desde julho na mira das autoridades antitruste locais, 15 instituições financeiras contam até aqui com um aliado no governo. Em debates a portas fechadas e com recados públicos sutis, o Banco Central às vezes parece atuar como advogado dos investigados.

Contesta o direito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica de investigar a banca e afirma ser “praticamente impossível” manipular o dólar oficial. E tentou arrancar do Palácio do Planalto uma lei capaz de liquidar as apurações em curso no Cade.

Psicólogos ocupam o Ministério da Saúde

Por Monique Oliveira e Mônica Tarantin, na revista Caros Amigos:

Cerca de 100 ativistas da luta antimanicomial vão continuar acampados no Ministério da Saúde nas festas de fim de ano. Usuários, psicólogos e outros profissionais da saúde de vários Estados do Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Pará e Minas Gerais) se revezam na ocupação em sala do prédio do ministério. A ocupação, que teve início no dia 15 de dezembro, é um protesto contra a nomeação do psiquiatra Valencius Wurch para a Coordenação Nacional de Saúde Mental.