quarta-feira, 11 de maio de 2016

O golpe, a resistência e as esquerdas

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Está claro que o governo golpista de Michel Temer começa frágil. Primeiro, porque os personagens que o cercam têm imagem péssima e capivaras gigantes na Justiça. E, em segundo lugar, porque o vice golpista colocará em ação um plano ultra-liberal, na linha do adotado por Macri na Argentina; só que fará isso sem ter recebido o aval das urnas.

Esse plano provocará desarranjo social, instabilidade, fragilizará os trabalhadores e os mais pobres. Já sabemos disso. Mas o povo que assiste a tudo, desconfiado, ainda não se deu conta.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Protestos contra golpe agitam o país

Barricada em Nova Santa Rita (RS) / Comunicação MST
Do jornal Brasil de Fato:

Organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, ações e mobilizações foram realizadas em, ao menos, 15 estados brasileiros na manhã desta terça-feira (10), “Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Democracia e dos Direitos Trabalhistas". Os atos incluíram manifestações de rua, bloqueio de vias e paralisações em escolas, faculdades e empresas. As organizações que articulam as atividades afirmam que os protestos indicam a disposição de resistência da classe trabalhadora contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a um possível governo do então vice-presidente Michel Temer.

As duras lições da mídia e do golpe

Foto: Felipe Bianchi/Barão de Itararé
Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

A hora é de resistência, mas é inevitável a crítica a Dilma Roussef e ao governo pela falta de diálogo com as classes populares e, principalmente, por não ter enfrentado a discussão sobre a regulação e a democratização da comunicação. A avaliação é do jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim, que participou de debate sobre mídia e subjetividade, na noite desta segunda-feira (9), em São Paulo.

A atividade, parte do Ciclo de Debates Que Brasil é Este?, promovido por parceria entre Barão de Itararé e Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP), também contou com a presença da jornalista Renata Mielli. “Os grandes grupos de comunicação tem muita influência na formação da consciência da população brasileira”, afirma Mielli, “ e por isso é fundamental que haja democracia e diversidade no setor”.

Senado é verdugo a mando de Cunha

Por Marcelo Zero

O presidente Waldir Maranhão, o Consistente, deu ao Senado uma breve oportunidade de ouro: jogar na lata de lixo a vexaminosa sessão da Câmara do dia 17 de abril.

Teria sido o lugar apropriado para o circo de horrores. Afinal, aquela foi uma sessão que envergonhou o Brasil perante o mundo. A sessão que Miguel Souza Tavares definiu bem como a “assembleia geral de bandidos presidida por um bandido”.

O Senado, no entanto, resolveu simplesmente desconhecer a decisão da outra Casa Legislativa. Não concordou ou discordou. Desconheceu. Ignorou. Fez de conta de que nada tinha acontecido. Poderia, ao menos, ter esperado por uma decisão definitiva da Câmara Baixa, quer por pronunciamento de sua CCJ ou de seu plenário. Ou ainda ter esperado pela insopitável e ágil incoerência daquele presidente. Não. Preferiu manter, por decisão monocrática de seu presidente, criticando a decisão monocrática do outro presidente, a “assembleia geral de bandidos”.

Não é só pela merenda escolar

Por Marsílea Gombata, na revista CartaCapital:

Um kit com bebida láctea, um pacote com cinco biscoitos, barra de cereal ou bolinho. A chamada merenda seca oferece 300 calorias que o governo de São Paulo acreditava ser suficiente para resolver um problema de alunos de 75 escolas técnicas do estado de São Paulo sem refeições nas instituições de ensino. Antes da segunda-feira, 2, a situação era ainda pior: alunos de 15 unidades recebiam absolutamente nada. Relutantes em aceitar migalhas, os secundaristas pressionam o governo de Geraldo Alckmin e exigem almoço de qualidade.

Renan se ajoelhou diante da plutocracia

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Disse uma vez que a única diferença entre o circo da Câmara e o circo do Senado é que o circo da Câmara tem mais palhaços.

Isso ficou claro mais uma vez hoje na sessão do Senado em que Renan Calheiros atropelou o presidente interino da Câmara Waldir Maranhão. Maranhão decidira anular a sessão esdrúxula em que, sob o comando de Cunha, os deputados federais aprovaram o impeachment.

Na prática, Renan se ajoelhou diante da plutocracia. A Globo pressionou e intimidou, como sempre faz quando seus interesses podem ser contrariados.

Detenção de Guido Mantega é só "aperitivo"

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Numa ação despropositada, tomada contra alguém que não se recusa a depor, que não foi sequer intimado a isso e que não tem poder de interferir em nada nas investigações, a Polícia Federal levou, esta manhã, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para prestar depoimento forçado.

É a nova fase do que agora se chama “Justiça” no Brasil: primeiro humilha-se a pessoa, depois se arranja alguma suposição ou um delator bem encrencado e…pronto: salta aí uma condenação para um petista.

"Panama Papers" e a família Marinho

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

A acreditar na versão oficial da família Marinho - de João Roberto Marinho e da filha Paula, neta de Roberto Marinho - as três empresas offshore para as quais Paula pagou taxas de manutenção pertencem ao ex-marido dela, Alexandre Chiappetta de Azevedo.

O casamento de Alexandre e Paula terminou formalmente em outubro do ano passado.

As offshore são a Vaincre LLC, a A Plus Holdings e a Juste International.

Arquibancadas resistem: Não vai ter golpe!


Por Thiago Cassis, no site da UJS:

Primeiro apareceram protestos contra o horário do jogo. Dez da noite, é de fato, um horário completamente absurdo, que todos que gostam de futebol sempre rejeitaram, pelo simples fato de muitas vezes não ser ´possível voltar para casa a hora que o jogo termina. Mas o importante era o horário da novela, então “Jogo 10 da noite, NÃO!”.

Diversas torcidas e movimentos se uniram a campanha do coletivo “Futebol, Mídia e Democracia”, e o logotipo da campanha invadiu os estádios.

Combater a corrupção e preservar empregos

Por Paulo Teixeira, na revista Fórum:

O Brasil está entre os países com as melhores legislações e instituições de combate à corrupção. Em razão disso, enfrenta com competência um grandioso processo de depuração, que envolve diversos agentes, dando sinais claros de que os métodos espúrios na relação público-privado não vão subsistir.

Diante do envolvimento de empresas em práticas de corrupção, a experiência internacional indica dois procedimentos. Um deles é criar estímulos para que as próprias empresas denunciem tais práticas. O outro é dotar o poder público para investigar e, constatado o malfeito, celebrar acordos para exigir o afastamento das pessoas físicas envolvidas, a prestação de informações que ajudem a esclarecer os fatos, a restauração dos danos aos cofres públicos e o compromisso de aprimorar instrumentos de controle.

Movimentos vão às ruas contra o golpe

Da Rede Brasil Atual:

Manifestações e travamentos de rodovias e avenidas organizados pela Frente Brasil Popular, em protesto contra a proposta de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, são realizados em 11 estados na manhã de hoje (10). São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Piauí, Paraíba, Natal, Rio Grande do Sul, Bahia, Espírito Santo e Pernambuco amanheceram com movimentos sociais e sindicatos nas ruas, denunciando o que consideram um golpe contra a democracia brasileira, cujo objetivo seria a cassação de direitos dos trabalhadores e de programas sociais.

"Governo" Temer não se sustenta

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

Quando o carro sai da estrada, ele sai capotando morro abaixo e quando se choca com uma reentrância do morro, bate, sobe e adquire mais velocidade.

No próximo choque com a encosta, o choque é mais violento e a velocidade se acelera ainda mais.

Até se esborrachar lá embaixo.

Foi o que aconteceu com as instituições.

O que provocou a capotagem foi retirar o pilar que sustenta o carro da Democracia.

Waldir Maranhão e os assaltantes do poder

Por Osvaldo Bertolino, em seu blog:

A pancadaria violenta da mídia no atual presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), mesmo depois da revogação da sua decisão de anular a sessão de admissibilidade do processo de impeachment golpista contra a presidenta Dilma Rousseff, é uma prova de que possivelmente o Brasil nunca tenha visto um debate tão raso e tão farisaico quanto este que se estabeleceu em torno desta crise política. Abandonaram a essência da questão - a legalidade ou a ilegalidade do ato de Maranhão - para atacá-lo pessoalmente. Foram revirar até a sua vida famíliar para desmoralizá-los e jogá-lo à matilha adestrada com as mais requintadas técnicas do exercício da raiva e do ódio.

Dilma se agiganta e Temer se desnuda

Por Renato Rabelo, em seu blog:

O aterrador 17 de abril deu a arrancada para um golpe de Estado em pleno século 21, na pátria amada Brasil. Não há mais como diversionar. É já de conhecimento interno e externo que a justificativa invocada para o impeachment expõe espalhafatosamente uma pantomima de mau gosto. Na sua origem este processo de impedimento da presidenta Dilma é uma farsa não só pela causa invocada, mas, ainda, pelo desvio de poder e de finalidade exercida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Mídia e a subjetividade dos brasileiros

Cunha atuou na anulação do impeachment?

Por Renato Rovai, em seu blog:

A decisão de anular a votação do impeachment na Câmara tomada pelo presidente interino da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), não parece ser exatamente um ato de patriotismo ou algo relacionado a uma jogada casada com o governo. Pelo que este blogue apurou quem estaria por trás dessa decisão é Eduardo Cunha.

Em nota divulgada à imprensa, Maranhão diz que a petição da AGU que pedia o cancelamento da votação ainda não havia sido analisada pela Casa e que, ao tomar conhecimento dela, resolveu acolher. Na decisão, ele argumenta “ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão”.

E o Estado de exceção avança...

Por Jorge Luiz Souto Maior, no site Carta Maior:

Os debates emocionados sobre a crise política têm ofuscado as mentes e, claro, também sou vítima disso.

Mas um aspecto pelo menos me parece claro: estamos verificando um avanço muito perigoso do Estado de exceção e, o pior, sob o aplauso dos “dois lados” que tomaram de assalto a vida social para fazer parecer que tudo no mundo gira ao seu redor.

A questão é que esses lados, por uma questão que já se tornou pessoal, entraram em uma espécie de jogo do vale tudo, pretendendo, inclusive, que todos participem dele, para que no clima da balburdia total não se consiga mais chegar a um raciocínio minimante voltado a uma crítica radical da realidade, que ponha em questão o modo de vida, o modo de produção, a forma de distribuição da riqueza produzida etc.

Onze teses sobre o pós-golpe

Por Tarso Genro, no site Sul-21:

Trata-se de uma contribuição ao debate, que certamente a esquerda deverá enfrentar no próximo período.

1. A corrupção no Estado e a corrupção – na concorrência entre os capitalistas – para ampliar os seus negócios no mercado, antes de ser um problema ético-moral, é, não só uma forma de organizar as relações de poder, dentro e fora do Estado, como é, principalmente, um elemento importante do processo de acumulação. Tanto de dinheiro ou recursos conversíveis em dinheiro, como de poder político e burocrático, dentro e fora do Estado. O processo de acumulação, com maior ou menor taxa de “ilegalidades”, organiza o Estado e vai construindo – pela ação consciente dos sujeitos – as formas jurídicas que pretendem, tanto bloquear e punir as ilegalidade, como criar condições formais de igualdade. A forma de combatera corrupção é, provavelmente, o elemento mais definidor da maturidade ou precariedade do Estado de Direito na modernidade, pois nela está, no capitalismo organizado, o espaço no qual direito e política se comunicam e se interpenetram na esfera pública.

As pendências judiciais de Romero Jucá

Do site Vermelho:

Tido como um dos principais articuladores de um possível governo de Michel Temer, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse recentemente que a presidenta Dilma Rousseff estava prejudicando a imagem do Brasil no exterior ao se dizer vítima de um golpe.

Mas o que é de causar constrangimento mesmo é a longa ficha de acusações que pesam contra ele. De compra de votos a desvio de verbas públicas, passando por irregularidades em empréstimos tomados junto a bancos públicos, o senador tem um farto histórico de pendências judiciais.

MST ocupa fazenda ligada a Temer

Do site do MST:

Na manhã desta segunda-feira (9), mil famílias organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocuparam a fazenda Esmeralda, com sede em Duartina, interior de São Paulo, a fazenda é ligada ao vice-presidente Michel Temer (PMDB).

O objetivo da ocupação é denunciar as conspirações golpistas de Temer, muitas vezes articuladas de dentro da propriedade. Coma a ação, os Sem Terra também recolocam a pauta da Reforma Agrária em todo país.

Michel Temer, candidato a Berlusconi

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

O tratamento generoso que Michel Temer tem recebido da maioria dos analistas políticos explica-se por uma razão ululante. Num país onde uma parcela crescente da população se recusa a aceitar um golpe de Estado de braços cruzados, todo cuidado é pouco para esconder fraquezas incuráveis de um governo construído sem legitimidade popular, em torno de uma liderança política fraca, condenada a ser tutelado pelas mesmas forças responsáveis pelo estrangulamento de Dilma Rousseff.

Se a experiência ensina que nenhum presidente capaz de herdar o cargo no final de um processo de impeachment está livre de ter seu mandato questionado desde o primeiro dia, pois lhe falta a legitimidade do voto popular, o caso de Michel Temer é bem mais grave.

Lava-Jato dá as pinceladas finais do golpe

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Eu nem me irrito mais.

Agora eu fico com pena dos caciques do PT quando, em discursos contra o golpe, dizem que a oposição quer "fechar a Lava Jato".

Certamente, o fazem porque viram pesquisas mostrando o forte apoio da população à operação.

E agindo assim, enfiam a corda no próprio pescoço, porque a Lava Jato se desvirtuou há tempos. Seu objetivo agora é prender Lula, destruir o PT, derrubar o governo e chantagear o setor nacionalista do empresariado: obedeçam às orientações da Globo, fiquem contra o PT e contra a esquerda, porque o país pertence à elite financeira, não a um punhado de sindicalistas ou militantes de movimentos sociais!

A condução coercitiva de Guido Mantega

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Não morro de amores pelo ex-Ministro Guido Mantega. Fui um dos seus críticos mais acerbos. E ele me tratou de maneira como não fui tratado antes por nenhum outro Ministro da Fazenda, mesmo Pedro Malan, de quem sempre fui crítico: colocou-me na chamada lista negra vetando qualquer informação da Fazenda.

Ele é um dos grandes responsáveis pelos erros de política econômica, ao não se interpor ao voluntarismo de Dilma Rousseff.

E se os governos do PT...

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                              
É comum ouvir entre os amantes do futebol a expressão "o se não entra em campo", para rebater lamentações como : "se o atacante não tivesse perdido aquele gol feito...", "se o juiz tivesse marcado o pênalti escandaloso que só ele não viu..." ou "se não fosse a falha do goleiro..."

Mas neste grave momento que vive o Brasil, no qual a democracia está por um triz, é impossível não pensar no que poderia ter sido diferente caso os governos do PT ouvissem as críticas dos seus apoiadores de primeira hora, tais como movimentos sociais, centrais sindicais, blogueiros, ativistas digitais e militantes dos partidos da esquerda democrática.

Guido Mantega é o novo alvo da Zelotes

Da revista CartaCapital:

O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi alvo de um mandado de condução coercitiva nesta segunda-feira 9, concedido pela Justiça para a força-tarefa da Operação Zelotes. Mantega foi levado para depor e em seguida será liberado, em meio a mais uma fase da operação, que desta vez foi às ruas em São Paulo, Pernambuco e no Distrito Federal.

De acordo com as primeiras informações, o foco desta fase da Zelotes é a empresa Cimento Penha, uma das várias investigadas.

O golpista ficha suja do MBL

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Uma coisa chama a atenção na matéria do Uol sobre os problemas na Justiça do líder do MBL Renan Santos: o timing. Mais uma vez, é o pós golpe.

Depois que Dilma caiu, pode-se mostrar a verdadeira face de quem ajudou a executar o serviço.

Agora: qualquer um que não seja bobo ou oportunista sabe que Renan e Kataguiri, bem como o dono do Revoltados Online, Marcello Reis, entre outros - nenhum deles estava falando sério sobre “roubalheira”.

Duas frentes de combate ao golpe

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Os leitores devem ter notado que dou pouca atenção ao que se passa na comissão de impeachment do Senado e, agora, nos poucos dias que restam até o afastamento de Dilma, ao que se passa no plenário daquela Casa.

Também não partilho de ilusões – embora torça muito pelos que as têm – de reviravoltas judiciais. Nossa Suprema Corte, se lhe faltava algo para o descrédito total, supriu qualquer lacuna ao julgar apenas ontem o que tinha em sua decisão para reequilibrar o processo político conduzido por Cunha, sem falar na inominável procrastinação da decisão de Gilmar Mendes que impediu Dilma de contar com Lula no Ministério.

domingo, 8 de maio de 2016

Líder do MBL ludibriou os ‘midiotas’

Por Altamiro Borges

Na sua cavalgada golpista, a Folha tucana garantiu um emprego bem remunerado ao fascista mirim Kim Kataguiri – já apelidado de “Kimta Katiguria” –, líder do Movimento Brasil Livre (MBL). Aos poucos, porém, os próprios jornalistas da famiglia Frias têm revelado os podres do sinistro grupelho e de seus suspeitos integrantes. Neste domingo (8), o portal UOL – que pertence ao mesmo grupo midiático – postou longa reportagem que deve ter ruborizado os “midiotas” que confiaram nestes “jovens rebeldes e idealistas” – como a Folha e outros veículos apresentaram estes bravateiros ultraliberais e fascistoides. “Líder do MBL responde a mais de 60 processos e sofre cobrança de R$ 4,9 milhões”, estampa o título da matéria demolidora.

Petroleiros marcam greve contra o golpe

Por Altamiro Borges

Na semana em que o Senado vota o afastamento temporário da presidenta Dilma Rousseff, os movimentos sociais brasileiros prometem “incendiar” o Brasil. Estão previstas várias paralisações parciais, bloqueios de estradas, ocupações de escolas e protestos nas principais capitais e cidades do interior. Reunidas nas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, centenas de entidades sindicais, comunitárias, estudantis e de defesa dos direitos humanos estão engajadas na luta contra o golpe e já anunciaram que não darão paz ao governo ilegítimo do Judas Michel Temer. Os protestos desta semana servirão para criar as condições para deflagração de uma poderosa greve geral em defesa da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas.

Congresso comprado e STF acovardado

A onda conservadora de Trump e de Moro

Por Emir Sader, na Revista do Brasil:

Não há dúvida de que há uma nova onda conservadora no mundo. A profunda e prolongada crise econômica europeia, produto do fracasso das políticas neoliberais de austeridade, não tem tido como regra respostas por parte da esquerda – dos seus partidos, dos sindicatos –, mas tem fortalecido a extrema-direita. Um fenômeno que afeta a França há décadas e que agora chega com força também à Alemanha, depois de percorrer já grande parte dos países da Europa.

As desinformações do jornalista Sardenberg

Por Cláudio da Costa Oliveira, no site Brasil Debate:

O jornalista Carlos Alberto Sardenberg publicou artigo no último dia 28/04 no qual mostra total inconsequência e falta de conhecimento para falar sobre a Petrobras. Na sua tentativa de buscar justificativas, por interesses sombrios, para o atual plano de venda de ativos por que passa a empresa, busca denegrir o nome da companhia com informações descabidas e inverídicas.

Não sabemos quais são as fontes de informação do sr. Sardenberg, mas certamente não vem dos balanços publicados e nem dos fatos relatados no site da empresa.

FHC, o 'pomposo' presidente-exportação

O golpe e o funil da imbecilidade

Por Osvaldo Bertolino, em seu blog:

Ser imbecil é uma característica que a turba mobilizada pela mídia contra a presidenta Dilma Rousseff nunca fez questão de esconder. Nem tem como. Seria a famosa contradição em si, como diria o líder revolucionário chinês Mao Tse-tung - não é possível ser uma coisa sem ser outra. São pessoas que abraçaram delinquentes como Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro simplesmente por estarem inoculadas com o vírus da raiva “anti-petista”, com a desfaçatez de dizer que estavam lutando contra a “corrupção”. Essa limitação cognitiva é perfeitamente compreensiva para quem engoliu a tese do “mensalão”, outra contradição em si, e do “petrolão”, uma gigantesca operação para ocultar a verdadeira corrupção do “caso Petrobras” no covil de farsantes comandado pelo juiz Sérgio Moro com sua “Operação Lava Jato”.

Para grande maioria, Temer não é a solução

Por Vilma Bokany, na revista Teoria e Debate:

A Fundação Perseu Abramo realizou pesquisas nas manifestações a favor e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Avenida Paulista, em São Paulo, respectivamente nos dias 13 e 18 de março de 2016, com o objetivo de mapear o perfil e as opiniões dos participantes, assim como fizera em março do ano anterior (no dia 13 o ato foi em defesa do governo e no dia 15, contra), o que possibilita uma análise comparativa.

O tardio e revelador veredito do STF

Por Adalberto Monteiro, no Blog do Renato:

Em 2 de dezembro de 2015, o PT anunciou o voto de seus parlamentares contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética. Nesse dia, mesmo a grande mídia estampou manchetes, segundo as quais, “por vingança”, Cunha havia aceitado o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma. Em seguida, no dia 16, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação cautelar requerendo que o presidente da Câmara fosse afastado da presidência da Câmara e também do mandato.

Mais estudantes, menos Cunha

Por Clóvis Gruner, na revista Fórum:

Na mesma semana, dois eventos aparentemente distintos permitem perceber o alcance de uma crise que já não é mais apenas de um governo ou partido, o PT, mas do pacto democrático que nas últimas três décadas fez o parto e sustentou a chamada “Nova República”. Na quinta (5), liminar do ministro do STF Teori Zavascki, suspendeu o mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB), agora ex-presidente da Câmara. Um dia antes, na quarta (4), estudantes paulistas ocuparam a Assembleia Legislativa de São Paulo, de onde dizem só sair depois de instalada a “CPI da merenda”.

Brasil acorda para as ameaças reais

Por Ladislau Dowbor, no site Opera Mundi:

O que apareceu no início como positivo, o combate à corrupção, se transformou gradualmente num pesadelo que ameaça a democracia e a legalidade institucional. Não é a primeira vez que uma boa bandeira se transforma em cavalo de Tróia, abrigando o que há de mais podre, e gerando mais problemas que soluções. Não foi muito diferente com a tão legítima operação “Mãos Limpas” na Itália que gerou 20 anos de retrocessos e populismo conservador com Berlusconi.

Cresce a rejeição a Temer e ao golpe

Do site Vermelho:

Nova pesquisa Vox Populi divulgada no último sábado (30) avaliou o sentimento dos brasileiros depois que a Câmara dos Deputados aprovou, no dia 17 de abril, a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. A pesquisa foi encomendada pela CUT.

O processo foi encaminhado para análise do Senado. Para 32%, o Brasil vai piorar se o vice-presidente Michel Temer assumir no lugar de Dilma; 29% acreditam que o desemprego vai aumentar; 34% preveem piora em relação aos programas sociais; e 32% acreditam que perderão direitos trabalhistas.

sábado, 7 de maio de 2016

Temer e as brigas no bloco do golpe

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Michel Temer ainda nem tomou posse e já enfrenta brigas entre os aliados por espaços em seu virtual futuro governo. O tão criticado loteamento é fundamental para a formação de uma base, especialmente na Câmara, que aprove suas propostas. Mas frustrará a parte da opinião pública que apoiou o impeachment acreditando em mudança e as forças de mercado que cobram redução do Estado. Além disso, Temer enfrenta o problema da sucessão na presidência da Câmara. Para ganhar tempo e contornar a dor do parto, ele agora mudou o discurso. Já não fala como presidente de fato e definitivo mas lembra aos aliados que é interino e que o governo a ser montado agora será provisório.

Herdeira da Globo pagou à Mossack

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Publicação do blog de Fernando Rodrigues confirma o que o Viomundo denunciou com exclusividade em 22 de março último: a neta favorita de Roberto Marinho, Paula, filha de João Roberto Marinho, fez pagamentos à Mossack & Fonseca relativos à manutenção de três empresas offshore ligadas aos negócios do marido dela, Alexandre Chiappeta de Azevedo.

Além disso, em outubro de 2009 a filha de João Roberto Marinho participou da regularização da offshore Vaincre LLC em Las Vegas, Nevada, de acordo com e-mail publicado por Fernando Rodrigues.

Quem produz opinião na grande imprensa?

Por Marcia Rangel Candido e João Feres Júnior, no blog O Cafezinho:

A ausência de diversidade no jornalismo brasileiro tradicional não é novidade. Tampouco se refere apenas à existência dos oligopólios midiáticos. Produção de conteúdo e quem o produz são duas faces dos meios de comunicação que têm sido paulatinamente contestadas pelos movimentos sociais e pelos intelectuais acadêmicos. Desde 2014 o Manchetômetro, iniciativa do Laboratório de Mídia e Esfera Pública do Iesp-Uerj, desenvolve o acompanhamento dos principais jornais impressos e do Jornal Nacional deixando em evidência o viés desigual da cobertura concedida pelos grandes meios aos distintos segmentos da política brasileira.

O governo Temer e o fator militar

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Peça 1 – o contexto civil

Tem-se de um lado a completa desarticulação das instituições civis, uma irresponsabilidade ampla e generalizada em relação ao cargo de presidente. Enfraquecida, a presidência passa a ser atacada por enxames de aves predadoras até estar prestes a ser apeada do poder, em favor de um vice-presidente de escassa legitimidade, com a falência dos sistemas de mediação, a começar do STF (Supremo Tribunal Federal).

Esse vácuo de poder cria uma corrida das corporações públicas para ampliar seu espaço no Estado. Ministério Público e Tribunais de Conta ampliam em cima da missão do combate à corrupção. O Poder Judiciário amplia porque é poder.

O golpe nazista e o golpe no Brasil

Por Flávio Aguiar, no site Carta Maior:

“Nem sempre o que é, parece. Mas o que parece, seguramente é”. Ditado brasileiro.

Muito se tem escrito, contra e a favor, sobre semelhanças e diferenças entre o golpe nazista de 1933 e o que hoje está em curso no Brasil.

Bom, vamos começar por alguns personagens principais. Ninguém de bom senso vai comparar o tacanho e tragicômico Michel Temer com o trágico e sinistro Adolf Hitler. Nem um nem outro merecem tanto. Aquele, “do lar”, este, bem, também era “do lar”, abstêmio, vegetariano, fiel pelo que se sabe, mas, de qualquer modo e por exemplo, os penteados eram completamente diferentes.

O Supremo suspenderá o impeachment?

Por Marcelo Auler, em seu blog:

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde de quinta-feira (05/05) suspendendo o exercício do mandato parlamentar de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e, consequentemente, afastando-o da presidência da Câmara, ainda que atendendo uma vontade quase unanime da sociedade brasileira, guarda mistérios e contradições, que só o tempo mostrará a que serviram e porque foram adotado.

Aparentemente, a primeira e, provavelmente a maior das possíveis contradições estaria no fato de o ministro Teori Zavascki esperar cinco meses para conceder uma liminar. Para a demora, há muitas explicações sendo uma delas a de que ele temia levar ao plenário o afastamento de Cunha, antes de a admissibilidade do processo do impeachment passar pela Câmara, sob o risco de ver seus colegas do STF não o apoiarem na decisão. Já a opção por uma liminar, pode esconder um jogo de bastidores.

Lula, o “xis” da questão

Por Maurício Dias, na revista CartaCapital:

Impossível imaginar que a presidenta escape da decisão premeditada da maioria oposicionista no Senado para impedi-la e, por ora, afastá-la da Presidência por até 180 dias.

É um engano pensar, porém, nessa ausência como o princípio do fim de toda a manobra golpista. Para o ingresso de alterações do percurso, há portas além daquelas do Congresso.

Outras se abrem para recursos legais ou, quem sabe, para a reação da voz das ruas. De todo modo, Dilma Rousseff promete continuar. Tem dito e repetido: “Vou lutar para voltar ao governo”.

Globo tenta tirar Cunha do álbum de família


Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A Globo está lidando com Eduardo Cunha como se nunca o tivesse conhecido biblicamente. É o mesmo tratamento dispensado a ex-sócios caídos em desgraça, como Ricardo Teixeira, da CBF, poupado pela emissora até a situação ficar insustentável.

No começo de 2015, sua eleição para a presidência da Câmara foi festejada. “Aborto e regulação da mídia, só pode cima do meu cadáver”, declarou ele, deixando claro que estava ali pelos amigos.

Manter Cunha sob controle custará caro

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Relata a Folha que “aliados de Eduardo Cunha vão pedir na próxima reunião do Conselho de Ética, na terça-feira (10), o ‘trancamento’ do processo de cassação do peemedebista sob o argumento de que ele está afastado do mandato”, sob o argumento de que estando com seu mandato de deputado suspenso por decisão do STF não pode ser julgado como deputado.

Seria bom argumento, não houvesse a decisão anterior de que, uma vez instaurado o processo, nem mesmo a renúncia livra o parlamentar do julgamento ético. Ora, se nem como ex-deputado estaria livre, que dirá como deputado apenas provisoriamente suspenso.

Golpe e a recolonização da América Latina

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Por Marco Weissheimer, no site Sul-21:

Adolfo Pérez Esquivel, Nobel da Paz em 1980, precisou falar apenas um minuto no Senado brasileiro para sentir de perto a fúria da oposição que busca derrubar a presidenta Dilma Rousseff. O arquiteto e ativista argentino utilizou a palavra “golpe” para definir o que está acontecendo hoje no Brasil, o que levou a oposição a exigir do senador Paulo Paim (PT-RS), que presidia a sessão, a retirada da palavra dos anais da sessão, demanda que acabou atendida. “Não falei mais de um minuto. Eles me pediram para que eu fizesse uma saudação e eu expliquei por que estava aqui no Brasil, para apoiar a democracia, a continuidade constitucional e evitar a consumação de um golpe de Estado”, relata Esquivel em entrevista ao Sul21.

Taxar herança: decisão certa, mas tardia

Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual:

O governo encaminhou ao Congresso projeto de lei em que propõe, entre outros itens, reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física em 2017, conforme mensagem publicada na edição de sexta-feira (6) do Diário Oficial da União. E também cria medidas compensatórias, como a tributação de heranças e doações, com expectativa de arrecadação de R$ 1,5 bilhão por ano. O economista Amir Khair considera a iniciativa correta, porém tardia.