domingo, 13 de setembro de 2015

Médicos cubanos: Das vaias à ovação

Por Erikson Walla, no site Vermelho:

Unidade de Saúde da Família de Cajazeiras XI, manhã da última segunda-feira de agosto. Uma escada estreita leva ao pouco iluminado 1º andar, onde está um dos cômodos mais procurados no local: o consultório de número 5. A porta branca da sala, fechada até 2013, é aberta, desde então, muitas vezes ao dia. Observa-se, porém, um intervalo de tempo significativo entre um girar de maçaneta e outro. Neste ínterim de abre-fecha-abre-fecha, com quase nenhuma variação, a cena se repete: após a saída de um paciente, um homem pardo e de meia idade surge, sorridente, de prontuário na mão, para um sonoro anúncio de quem é que será o próximo a entrar. O nome de quem anuncia está em uma placa fixada na frente da porta: “Dr. Rafael – Médico”.

Agressores pedem desculpas a Mantega

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Uma ótima notícia para começarmos esta sexta-feira: "Os dois empresários que gritaram palavrões, em junho, para o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, dizendo que ele era "ladrão", "palhaço" e "sem-vergonha", acabam de se retratar".

A informação foi dada na coluna de Mônica Bergamo:

"Diante de queixa-crime por injúria, calúnia e difamação, eles procuraram o advogado do ex-ministro, José Roberto Batochio, e propuseram acordo. Mantega assinou ontem os dois pedidos de desculpas, concedendo aos empresários seu "perdão", exigência da lei para que a ação judicial seja suspensa.

Com FHC, Standard&Poor's não era problema

Por Daniel Merli, no blog Escrevinhador:

Fico tocado de ver tantas pessoas preocupadas com a perda de conquistas do governo Lula – como o “Grau de Investimento”, concedido pela Standart & Poor´s em 2008.

Mas só lembrando:

1- naquela época, esse grau foi conquistado porque, enquanto os Estados Unidos iam à falência em grande parte por uma fraude cometida pela própria S&P (http://g1.globo.com/…/standard-poors-pagara-multa-de-us-137…), a economia brasileira superou a crise com políticas de estímulo ao consumo, com o #‎BolsaFamília e isenções fiscais, tão duramente criticadas pelas mesmas pessoas que agora criticam o “rebaixamento”;

Youssef financiou Alvaro Dias?

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

Já no final da longa sessão da CPI da Petrobras realizada em fins de agosto, durante acareação entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, o relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) perguntou: "Vossa senhoria teve um jato alugado pela prefeitura de Maringá e em determinado momento esse jato foi utilizado por políticos?".

Youssef respondeu: "Na época eu fiz a campanha do senador Alvaro Dias... e parte destas horas voadas foram pagas pelo Paolicchi, que foi secretário de fazenda da Prefeitura de Maringá. E parte foram doações mesmo que eu fiz das horas voadas".

O papa Francisco e o aborto

Por Frei Betto, no site da Adital:

Em março de 2009, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, excomungou a equipe médica que, em observância à legislação brasileira, ajudou uma menina de 9 anos, cuja saúde corria sério risco, a abortar gêmeos, após meses de gravidez. A mãe da menina também sofreu excomunhão. O padrasto, que violentava sexualmente a menor desde que ela tinha 6 anos, escapou da excomunhão, ou seja, da pena eclesiástica que, desde 1398, impede o acesso aos sacramentos. Só bispos podiam revogar tal penalidade.

Janot resistirá à pressão dos golpistas?

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Três semanas depois de ter sido reconduzido ao cargo de Procurador Geral da República, Rodrigo Janot foi colocado diante de uma ótima oportunidade para mostrar a que veio depois que o delegado Josélio de Souza, da PF, decidiu pedir que Lula seja ouvido sobre denúncias de corrupção na Petrobras.

É mais um pedido para gerar manchetes que pretendem alimentar o ambiente de criminalização do Partido dos Trabalhadores, sempre útil para dar credibilidade aos pedidos de impeachment de Dilma Rousseff, mas é puro absurdo.

sábado, 12 de setembro de 2015

A tropa de choque de Eduardo Cunha

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

Apesar de estar mais sujo do que pau de galinheiro, o lobista Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal, segue com a sua agenda golpista e conservadora em plena atividade. Adepto da tática de que a melhor defesa é o ataque, ele abusa do diversionismo para ofuscar a denúncia de que recebeu US$ 5 milhões em propina no esquema de corrupção da Petrobras, conforme acusação já apresentada pela midiática Operação Lava-Jato. Neste esforço de sobrevivência, ele conta com a cumplicidade de mais de 100 deputados que ajudou a eleger e com a ação de uma ativa e barulhenta tropa de choque.

O que aconteceria em caso de impeachment?

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

É hora de defender vigorosamente a permanência de Dilma até o final de seu mandato.

Sobretudo nas ruas, mas não só nelas: as redes sociais são hoje um importante polo formador de opiniões.

Não se trata de defender Dilma em si e muito menos o PT: é a defesa da democracia, da justiça, da Constituição.

E, mais que tudo, é a defesa da decência.

A massificação da ideologia dominante

Por Róber Iturriet Avila, no site Brasil Debate:

O período vivenciado entre 2004 e 2011 foi de ganhos econômicos e sociais para o Brasil. Houve crescimento econômico superior à média das duas décadas pregressas, redução das desigualdades, elevação das reservas internacionais, aumento do emprego, elevação da renda média etc.

No final de 2011 e ao longo de 2012, frente à popularidade elevada da presidente Dilma e das oscilações na economia internacional, houve uma tentativa de alterar a política econômica, particularmente a política monetária. Nesse período, a sensação de “bem- estar” estava relativamente bem sedimentada.

Os "revoltados online" da sonegação


Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O Estadão dá, agora à noite, manchete sobre a “polêmica” causada (segundo o jornal) entre os advogados tributários pela tardia decisão da receita Federal de apressar a cobrança de impostos devidos por 400 grandes contribuintes e que somariam R$ 20 bilhões.

Pela média, uma dívida de R$ 50 milhões “por cabeça”, com média de três a cinco anos, com recursos já recusados.

Os bancos preparam a próxima crise global

Por Susan George, no site Outras Palavras:

Sempre otimista, não acreditei que os bancos sairiam da crise de 2007 a 2008 mais fortes que antes, sobretudo em termos políticos. É verdade que alguns pagaram multas que os fizeram cambalear - um total de 178 bilhões de dólares para os bancos norte-americanos e europeus - mas consideram que tais desembolsos são “o preço de fazer negócios”. Nenhum líderes do setor que quebrou a economia mundial passou uma só noite na prisão, nem teve que pagar, pessoalmente, uma única multa.

Lançado o “comitê do golpe já”

Por Adalberto Monteiro, no blog de Renato Rabelo:

Como algo trivial, realizou-se na última quinta-feira, dia 10, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, o lançamento do “movimento pró-impeachment”. Diz a grande mídia que dele participou cerca de meia centena de parlamentares liderados por PSDB, DEM, PPS e Solidariedade.

“O comitê do golpe já, o autodenominado “movimento pró-impeachment”, teve seu lançamento turbinado pelo estardalhaço e pela legitimidade que a grande mídia deu à decisão de rebaixamento do grau de investimento do país por parte da agência

Da bancada da bala ao banco dos réus

Da revista CartaCapital:

Complicou-se a tentativa do deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) de posar como um arauto da moralidade que denuncia o fato de o Brasil estar "sendo ridicularizado no mundo pela roubalheira". Fraga se tornou réu no Supremo Tribunal Federal, acusado do crime de concussão (cobrar vantagens indevidas em razão do cargo) quando era secretário de Transportes do Distrito Federal, no governo de José Roberto Arruda.

Para entender a lógica da S&P

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Primeiro passo: entender a grande disputa entre rentistas e economia real.

A disputa dá-se em torno do orçamento público. Os rentistas se apropriam dele através dos juros; a economia real através de subsídios ao crédito e compras públicas; o cidadão através de gastos sociais e com serviços públicos.

Como esses interesses precisam ser legitimados perante a opinião pública, cada grupo tratará de desenvolver argumentos em defesa da política econômica que melhor atenda a seus interesses.


Época 'mutila' notícia para difamar Lula

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

O consórcio do golpe reservou o último dia útil da semana para exercitar uma prática em alta no Brasil, o marketing golpista. A saber, trata-se de um ramo novo – mas nem tanto – e em alta da publicidade, o qual se dedica a produzir material para sustentar propostas de ruptura institucional. Ou seja: de golpe.

E, por óbvio, a mídia eternamente golpista faz parte desse esquema juntamente com setores da Polícia Federal e do Ministério público.

Uma banana para as agências 171

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                  

Não faz muito tempo o ex-ministro Delfim Neto se referiu às agências de classificação de risco como "agências 171". Imaginem o que leva Delfim, um homem que está a anos luz de ser considerado de esquerda, a fazer uma avaliação tão negativa de agências de rating como Standard & Poor's, Moody's e Fitch?

Exatamente o papel delas na economia globalizada, que é o de avaliar a capacidade dos países e empresas de saldarem suas dívidas, e o consequente nível de solvência das nações, sempre a partir do ponto de vista dos interesses do mercado financeiro e do rentismo.

A era do besteirol nas redes sociais

Por Mú Adriano, no site da UJS:

As redes sociais, sem sombra de dúvidas, mudaram o nosso cotidiano. A imensa maioria dos jovens na atualidade passa horas e mais horas degustando desse privilégio do mundo moderno. Isso não é segredo para ninguém, mas junto com elas vieram também o tempo do besteirol descontrolado e sem precedentes.

O gosto de 'Época' por espumas venenosas

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Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Se colocados num espremedor de fatos o despacho do delegado federal Josélio Sousa, pedindo que o ex-presidente Lula seja ouvido no âmbito da operação Lava Jato, e a matéria do repórter Filipe Coutinho, da revista Época, noticiando a iniciativa com estardalhaço, não se obterá uma xícara de xarope da verdade. Os dois ingredientes juntos produzem muita espuma venenosa que, depois da desejada intoxicação política, será levada pelo ralo. Mas o mal já estará feito, como sempre acontece nestes jogos entre procuradores, delegados e jornalistas para garantir manchetes e processos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Direita acelera golpe do impeachment

Por Altamiro Borges

Crescem os boatos em Brasília de que a oposição direitista deve acelerar o golpe do impeachment nos próximos dias. Aproveitando-se do desgaste do governo Dilma, que enfrenta grave crise econômica e dá vários tiros no pé, PSDB, DEM, PPS e SD pretendem ingressar com o pedido formal na Câmara dos Deputados. O movimento já teria o apoio de uma parcela do PMDB e de outras legendas ainda mais fisiológicas. Ele também teria o aval do presidente da Câmara Federal, o lobista Eduardo Cunha, que foi atingido pela midiática Lava-Jato e atua desesperadamente para escapar da sua própria cassação.

Globo deu nota de mau pagador ao Brasil

Por J. Carlos de Assis, no site Carta Maior:

Entre todas as patifarias ideológicas vomitadas pela Velha Mídia, sobretudo pela TV Globo, relativamente às decisões das chamadas agências de risco, a mais sórdida é a que define a nota emitida por elas como um atestado de bom ou mau pagador. Ora, como se pode dar atestado de mau pagador antes que se saiba que a empresa ou país pagaram suas obrigações? Seria um atestado de não pagamento futuro? Se é assim, é melhor para o país que não pague agora; assim, ficará com algum dinheiro em caixa para eventualidades!

Frente Brasil Popular chegou

Por Jandira Feghali, no site Vermelho:

Em 5 de setembro de 2015, milhares de movimentos sociais, entidades da sociedade civil, sindicatos, fundações e partidos políticos fizeram, em Belo Horizonte, grande ato de lançamento da Frente Brasil Popular. Sob o coro vibrante e bandeiras de inúmeras cores, vimos ali o espírito de luta que rondou o cenário político de 1989.

Impeachment para quem?

Por Marco Piva

A oposição lançou oficialmente o movimento pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na foto, parlamentares conhecidíssimos de seus...familiares. Nesse momento de suprema glória, eles são elevados à condição de redentores da nação merecendo toda a atenção da mídia. Nada mais falso.

Do ponto de vista do jogo político, é legítimo esse tipo de ação, em boa medida provocada pelos sucessivos zigue-zagues do governo na política, na economia e na comunicação. Mas, do ponto de vista dos interesses reais da nação, o movimento é uma tentativa de “golpe branco”, como afirmou o cientista político André Singer.

Aécio visitará "cantor" Latino na cadeia?

Por Altamiro Borges

O site de entretenimento F5, da Folha, revelou nesta quarta-feira (9) que o cantor Latino teve a prisão decretada pela Justiça de São Paulo "por não pagar a pensão alimentícia do seu filho caçula". Ainda segundo a matéria, "o caso corre em segredo de Justiça... Latino chegou a quitar três meses da dívida, algo em torno de R$ 30 mil, mas ainda não pagou um valor não divulgado, referente ao período de setembro de 2014 a agosto deste ano, motivo pelo qual teria sido expedido o mandado". O advogado do "artista", Bruno Gomes, até tentou "um acordo para evitar que o cantor seja preso".

"Meninas do Jô" amam os ricaços

Por Altamiro Borges

Desde que adotou um comportamento mais independente, menos servil à famiglia Marinho, Jô Soares talvez não tenha imaginado que as suas maiores oponentes seriam as próprias "Meninas do Jô". Nos últimos meses já ocorreram várias polêmicas entre o apresentador da TV Globo e as jornalistas que compõem a bancada do programa. Nesta quarta-feira (9), o desentendimento se deu por conta do debate sobre os impostos no Brasil. Jô Soares criticou a injustiça tributária existente no país e as "meninas", de imediato, saíram em defesa dos ricaços - inclusive falseando dados sobre o cenário nacional.

S&P serve aos especuladores e aos EUA

Do site PT na Câmara:

O cientista político e historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira advertiu hoje (10) para o papel das agências de risco (rating) na desestabilização econômica de países emergentes , destacando que elas atuam mais a “serviço de especuladores, subordinadas aos interesses econômicos e políticos de Washington e de Wall Street’’. Segundo ele, é preciso analisar o rebaixamento da nota de risco do Brasil pela agência Standard & Poor’s., dos Estados Unidos, dentro de um cenário em que há vários interesses em jogo, contra o Brasil e o próprio governo Dilma.

Globo lança a boia para salvar Levy

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Quarta-feira à noite. No intervalo do futebol, na Globo, o locutor interrompe o “show de gols” para uma chamada jornalística sobre “esse dia difícil na economia brasileira”. Fiquei a esperar a pancada, uma frase de Sardenberg ou do Jabor. Que nada.

No estúdio do Jornal da Globo, a sorridente (e tensa) apresentadora dá destaque para a “entrevista exclusiva” do ministro da Fazenda Joaquim Levy, que seria levada ao ar logo depois.

A fantasiosa "crise militar" no Brasil

Por Leandro Fortes, no blog Diário do Centro Mundo:

Foi o marechal Castelo Branco, primeiro ditador pós-golpe de 1964, que com muita propriedade conceituou a costumeira turba de puxa-sacos e paus mandados que iam buscar nos quartéis o que as urnas não lhes davam.

“Vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bulir com os granadeiros e provocar extravagâncias ao Poder Militar”, bem definiu o marechal, sarcástica analogia com as moças de afazeres que seguiam as tropas de infantaria, em guerras passadas.

No 7 de Setembro, com as tropas em desfile, as vivandeiras novamente se alvoroçaram.

Cenas do despertar do novo fascismo

Por Mauro Santayana, em seu blog:

O reerguimento despudorado da extrema direita em todo o mundo, como reação tardia à descolonização da África e da Ásia, à vitória de regimes nacionalistas e de esquerda na América Latina, à resistência de países como a Rússia contra o cerco ocidental, e ao fortalecimento dos BRICS, que estão criando um banco internacional de fomento que reúne alguns dos principais credores dos EUA e um fundo de reservas no valor de 100 bilhões de dólares, tem sido pródigo em cenas dantescas e episódios emblemáticos, que poucos imaginariam possíveis, em sua sordidez e brutalidade, neste primeiro quarto do século XXI.

Como a oposição governaria o Brasil?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

No Facebook, o sempre arguto professor Nílson Lage pergunta, um tanto quanto desolado, o que seria o Brasil “pós-golpe”, dado os predicados mostrados, na prática, pelos principais protagonistas da tentativa de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

O cenário é, de fato, mais que desolador.

Os governos estaduais dos tucanos Geraldo Alckmin e Beto Richa são exemplos de algo que não seja o descalabro?

Michel Temer e a mosca azul do golpismo

Por Roberto Amaral, em seu blog:

O vice-presidente Michel Temer não pode ser acusado de inexperiente. Sua carreira política já percorreu dezenas de anos, e foi construída nos gabinetes e nas negociações de cúpula que cobram sagacidade, matreirice e astúcia. No PMDB é um antigo pessedista mineiro e está mais para Tancredo Neves do que para Ulisses Guimarães, respeitadas as diferenças de estatura política.

Se nesses ambientes o espírito público é descartável por despiciendo, deles só se salvam os hábeis negociadores, os articuladores, os estrategistas, a saber, os que são capazes de atirar e acertar o alvo ainda invisível aos olhos da maioria.

O neofascismo midiático de Sergio Moro

pigimprensagolpista.blogspot.com.br
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Reproduzo abaixo duas reportagens publicadas há pouco no blog do Nassif, e um vídeo, sobre audiência ocorrida ontem, na Câmara, que discutiu um projeto de lei proposto por setores do Judiciário e defendido por Sergio Moro.

Antes, alguns comentários.

É um projeto autoritário, que apenas amplia uma característica muito forte do sistema penal brasileiro, um punitivismo prisional exacerbado e o desprezo pela presunção da inocência.

Tributos e a redução da desigualdade

Por Paulo Gil Introíni, na revista Teoria e Debate:

A publicação de O Capital no Século XXI, de Thomas Piketty, não deixou dúvidas sobre a importância fundamental das fontes fiscais para o estudo da desigualdade de renda e de riqueza. Em sua pesquisa histórica sobre o tema, o economista francês utilizou dados e comparativos que abrangem três séculos e cerca de vinte países. A questão da desigualdade mereceu estudo profundo, sistemático e metódico, levado adiante por uma numerosa equipe de pesquisadores de todo o mundo.

Ódio no Brasil? Sim, de classe

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

A crise econômica oferece à casa-grande a oportunidade de impor sua vontade, favorecida pela leniência de quem haveria de resistir. E está claro que, antes de econômica, a questão é politica e social, e diz respeito à estrutura medieval da sociedade nativa. Sofre de miopia quem supõe, do ponto de vista político, que tudo se resuma na disputa de poder entre PT e PSDB, acirrada por níveis de ódio nunca dantes navegados, enquanto PMDB ora assiste de camarote, ora joga lenha na fogueira. Que o diga o vice Temer ao vaticinar impávido que Dilma, de tão impopular, não resiste até o fim do mandato.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

PIG quer acabar com a Petrobras

Pena: Uma Justiça isenta e justa

Debate: A mídia e o ovo da serpente


Galeano detona a "Standard & Poor's"

S&P, Levy e os desafios da economia

Por Lindbergh Farias

Na quarta-feira (9), a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota do Brasil de BBB- para BB+. Para a S&P, o Brasil deixou de ter o grau de investimento, passando a ter uma nota que corresponde ao nível especulativo. Contudo, é óbvio que o governo não deixará de honrar seus compromissos com os credores. A S&P é a agência que avaliou com Triplo A, grau máximo de segurança, os títulos subprime que provocaram a grande crise financeira americana de 2008. Não podemos nos esquecer ainda que essa mesma agência atribuiu classificação máxima ao Lehman Brothers no mesmo mês em que o banco americano quebrou. Pois bem, qual nota essas agências merecem? Paul Krugman, em 2011, ao comentar a decisão da S&P de rebaixar a nota dos EUA, disse: "essa agência é a pior instituição a qual alguém deveria recorrer para receber opiniões sobre as perspectivas do nosso país".

Globo: "Jogo 10 da Noite, NÃO"!



Por Thiago Cassis, no site da UJS:

10 da noite! Enquanto a bola começava a rolar na Arena Itaquera, na Vila Belmiro e no Couto Pereira, as redes sociais assistiam ao lançamento da campanha “Jogo 10 da noite, NÃO!”. Idealizada pelo Coletivo Futebol, Mídia e Democracia, do Centro de Estudos Barão de Itararé, a campanha trazia em seu post de apresentação o seguinte texto:

A instalação do Fórum-21 no DF


Por Najla Passos, no site Carta Maior:

Cerca de 40 intelectuais, militantes políticos e representantes de movimentos sociais e de entidades da sociedade civil participaram, na noite desta terça (8), da criação do capítulo Brasília do Fórum 21, definido pelos seus idealizadores como “um espaço de convergência e de debates em rede, horizontal, empenhado na conformação de sínteses programáticas que contribuam para a renovação do pensamento de esquerda no Brasil”.

O que une os pregadores do ódio?

Por Antonio Barbosa Filho

Em junho de 2015, Daniel Barbosa, de 42 anos, publicou nas redes sociais um vídeo no qual ofende e provoca um imigrante haitiano, frentista num posto de gasolina em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. Ele acusa o imigrante de tomar emprego dos brasileiros, a se declara um lutador contra o “Foro de São Paulo e a infiltração de paramilitares cubanos e venezuelanos no Brasil”.

Unidade popular para derrotar a direita

Editorial do site Vermelho:

Numa entrevista publicada no último domingo (6), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou que é preciso restabelecer a harmonia política entre o governo, a Câmara dos Deputados e os partidos para superar a crise política.

A preocupação de Lula é correta. A crise é profunda; ela tem raízes na conturbada situação que o capitalismo enfrenta, sobretudo na Europa e nos EUA, e que afeta agora também os países emergentes. A China, que tem sido a locomotiva do desenvolvimento mundial nestes anos, dá sinais visíveis de contágio e procura soluções para equilibrar sua economia, que continua a crescer a taxas monumentais mesmo tendo apresentado recuos que se espalham por outras nações – o Brasil entre elas.

Downgrade reabre agenda do impeachment

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

O dia será de estresse no mercado e de fervura política no Congresso. O rebaixamento da nota de risco do Brasil pela agência Standard & Poors, afora derrubar ações na bolsa e assoprar o câmbio, levará água para o moinho do impeachment, tese que havia perdido força com a virada de agosto. A oposição lançará na Câmara a primeira iniciativa formal, uma frente orgânica suprapartidária pró-impeachment. O tempo ficou mais curto para Dilma e seu governo. Se antes do rebaixamento falava-se no envio de um pacote fiscal para equilibrar o orçamento até o final do mês, agora será preciso acelerar estas providências, com demonstrações rápidas e convincentes de contenção do gasto e algum inevitável aumento de imposto.

Os barões e a crise da mídia

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

Imprensa e democracia têm tudo em comum. Uma não existe sem a outra. É preciso liberdade para levar informações relevantes a todos os cidadãos. Por outro lado, sem informação de qualidade não se garante um ambiente efetivamente democrático.

É preciso cuidar dos dois lados. Um olho na democracia, outro no jornalismo. A onda de demissões nos grandes jornais brasileiros é, por isso mesmo, motivo de preocupação. Pode ser que, de uma só vez, se esteja atentando contra os dois lados. Abrindo o flanco para uma sociedade de pessoas desinformadas e com menos autonomia na tomada de decisões e vitaminando um jornalismo marcado por interesses particulares.

Cobrar impostos de quem tem mais

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

O desequilíbrio fiscal pode afundar a economia. Trocando em miúdos, se o país continuar a gastar mais do que arrecada em breve o investidor começará a tirar dinheiro daqui e aplicar em outros países que não corram risco de, em algum lugar no futuro, quebrar, pois quem gasta mais do que ganha pode até pagar as contas enquanto tiver reservas, mas, em algum momento, essa pessoa, empresa ou país deixará de cumprir seus compromissos.

Ou é Lula ou é Levy

Por Renato Rovai, em seu blog:

Num momento em que está sob ataque intenso de agentes internos e externos, o governo Dilma acumulou uma série histórica de trapalhadas que permitiu que uma agência de risco que foi condenada em fevereiro último a pagar multa de US$ 1,37 bilhão às autoridades americanas por haver enganado investidores sobre a qualidade dos créditos imobiliários “subprimes”, anunciasse ontem que o Brasil está na roça financeira sem que o governo tivesse qualquer capacidade de reação.

O que é, afinal, a Frente Brasil Popular?

Por Breno Altman, em seu blog:

No último dia 5 de setembro, em Belo Horizonte, 2,5 mil delegados vindos de 21 estados e do Distrito Federal lançaram uma nova coalizão, agrupando movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e personalidades.

Estavam presentes entidades tradicionais, como a CUT, o MST e a UNE, ao lado de PT e PCdoB, entre outras legendas.

Os jornais e os bonecos de Lula e Dilma

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:



Isto é Folha.

E a Folha, em editorial, faz uma declaração de amor aos bonecos produzidos pela ultradireita.

Eles simbolizam, segundo a Folha, a “crescente ojeriza” dos brasileiros pelo PT.

Quer dizer: Dilma teve há seis meses 54 milhões de votos e se reelegeu para mais um mandato, o quarto consecutivo do PT.

Nota de rebaixamento do Brasil é 'cascata'

Por Flávio Aguiar, na Rede Brasil Atual:

O título deste post pode ter dois sentidos. Exploremos ambos.

Primeiro, simplesmente, cascata, no sentido de conversa fiada, sem consistência e vinda de quem não inspira credibilidade. Desde a crise de 2007/2008, que levou o mundo à recessão inacabada que começou em 2008/2009, três agências que pretendem determinar a governança dos investimentos financeiros internacionais, a Standard & Poor's (que deu a nota de rebaixamento para o Brasil), a Moody's e a Fitch Ratings, estão sob suspeita, e tentando recuperar sua credibilidade.

As ameaças de golpe via TCU

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Ando recebendo muitas mensagens de internautas que continuam preocupados com as ameaças de golpe de Estado, no caso um golpe tipo hondurenho, via tribunais altamente politizados, mancomunados, como sempre, à mídia.

Os meios de comunicação acham que podem enganar as pessoas, e talvez possam mesmo, mas não todas e não por muito tempo.

O Globo publicou, há dias, entrevista com um secretário do Tribunal de Contas da União (TCU), Leonardo Rodrigues Albernaz, no qual ele faz uma série de acusações intempestivas ao governo.