sábado, 28 de novembro de 2015

Em cena, a covardia política

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Faz duas semanas, em carta publicada na seção competente, um leitor elogiou CartaCapital ao defini-la como revista de esquerda. Que significa ser de esquerda? Bom ou mau? As opiniões, como se sabe, divergem, e em um país maniqueísta como o Brasil divergem absolutamente, embora o significado exato da palavra tenha perdido a clareza de antanho.

Há mesmo quem diga que o tempo das ideologias acabou de vez como se fosse possível admitir a inexistência de ideias capazes de mover as ações humanas. De todo modo, em terra nativa, basta pouco para ser classificado de esquerda, ou mesmo comunista. Vários requisitos exigem-se para chegar a tanto, mas dois são determinantes.

"A prisão de Delcídio é inconstitucional"

Judiciário amplia poderes na República

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

A prisão do senador Delcídio Amaral, líder do governo na Casa, tem implicações políticas e jurídicas gravíssimas.

A principal implicação política é reacender a instabilidade parlamentar que o governo havia conseguido resolver.

A situação na Câmara caminhava para a normalidade. No Senado, nunca fora tão tranquila. Até o Direito de Resposta passou, para desespero da mídia, que passou a usar seus fantoches, incluindo o próprio juiz Sergio Moro, para atacá-la.

A foto de Lula na capa da 'Folha'

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A Folha reinventou o conceito de jornalismo em sua primeira página de hoje.

Sobre a manchete que tratava da prisão de Delcídio, o jornal publicou uma enorme foto de Lula, de autoria de Jorge Araújo.

Não um Lula qualquer, naturalmente. Um Lula abatido, sombrio, com ar de derrotado. Dando, diria um poeta parnasiano, adeus às ilusões.

Cunha amarra impeachment à sua cassação

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, declarou ontem, quinta-feira, 26, que pode decidir na segunda-feira sobre todos os sete pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff ainda pendentes de decisão. O jogo com o tempo é claro: na terça-feira o Conselho de Ética decidirá pelo prosseguimento ou não do processo de sua cassação e, para escapar, Cunha depende do voto dos três deputados do PT que integram o Conselho.

“Quem sabe segunda-feira. Não estou ainda inadimplente. Vocês podem cobrar a partir de segunda. É possível... pois todos nesta altura já têm parecer da área técnica”, disse Cunha ontem.

Na mídia, eleitor de Aécio é "amigo de Lula"

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

O Brasil foi subjugado por uma ditadura de idiotas amnésicos. Qualquer cidadão que tenha nascido e crescido neste país sabe muito bem o que todo mundo sempre soube: empreiteiros e banqueiros fazem negociatas, corrompem políticos. E quando é que passaram a ser incomodados pela lei? Só após o PT chegar ao poder. Ponto.

A lição da juventude paulista

Por Elaine Tavares, no blog Palavras Insurgentes:

Paulo Freire já dizia: o mestre é aquele que, de repente, aprende. E é esse homem lindo que me vem à mente ao acompanhar as notícias das escolas ocupadas em São Paulo. Quando a máquina de ideologia – que são os meios de comunicação – transmitem, à exaustão, informações sobre o colapso da educação, sobre a violência nas escolas, alardeando que os jovens não querem nada com nada, vem essa gurizada a mostrar que isso não é verdade.

O mito interesseiro da "autorregulação"

Por George Monbiot, no site Outras Palavras:

O que os governos aprenderam com a crise financeira? Eu poderia escrever uma coluna falando sobre isso. Ou poderia explicar com uma única palavra: nada.

Na verdade, nada é muito generoso. As lições aprendidas são contra-lições, anticonhecimento, novas políticas que dificilmente poderiam ser melhor concebidas para assegurar a recorrência da crise, dessa vez com acréscimo de impulso e menos remédios. E a crise financeira é apenas uma das múltiplas crises – de arrecadação, gasto público, saúde pública e, acima de todas, ecológica – que as mesmas contra-lições fazem acelerar.

Enfim, um tucano preso no Brasil

Por Najla Passos, no site Carta Maior:

Mal a imprensa anunciara, na quarta (25), a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, na 20ª fase da Operação Lava Jato, a piada pronta já se espalhava pelas redes sociais:

- Hoje é um dia histórico para o país... finalmente um tucano foi preso!

- Verdade? Não acredito... o que ele fez?

- Um monte de coisas que não devia... mas, principalmente, se filiou ao PT!

Argentina: fim do ciclo progressista?

Por Mateus Fiorentini, no site da UJS:

A direita latino-americana está em festa. A vitória de Macri na Argentina deu folego à contraofensiva que os setores conservadores e aliados dos EUA buscam impor aos governos progressistas e as conquistas obtidas pelo povo nesses últimos anos. Não à toa a mídia monopolista já fala em fim do ciclo de governos de esquerda na região. Estão em êxtase!

Com a vitória na Argentina a direita obtém a sua primeira vitória eleitoral desde a eleição de Piñera, no Chile. E não foi qualquer vitória. Ela ocorre na segunda economia da América do Sul, um país de larga extensão territorial e forte peso político na região. Foi neste país onde, há 10 anos, decretamos o enterro da Alca (projeto integracionista dos EUA) na Cúpula das Américas, em Mar del Plata.

A dignidade ronda as escolas ocupadas

Por Milena Perdomo, no jornal Brasil de Fato:

Desde 9 de novembro, diversas escolas do estado de São Paulo vêm sendo ocupadas, e já são mais de 170 as que se encontram tomadas por crianças, jovens e professores. Em seus semblantes está o desejo de lutar por aquilo que lhes pertence, tal como diz o muro que recebe a eles e aos jornalistas estrangeiros, como nós, em sua barricada de dignidade: "defendemos o que é nosso". Assim, acompanhamos um grupo de alunos em uma das escolas ocupadas na zona leste da cidade.

O que faz odiarem Lula

Por Nilson Lage, no blog Tijolaço:

A propósito dessa fotografia (*) do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quero formular um comentário dirigido particularmente aos velhinhos do Clube Militar e congêneres, alguns dos quais, os mais antigos, podem ou devem ter sido meus colegas de Colégio Militar.

A perseguição que movem a esse homem, à sua esposa, a seus filhos e amigos não se deve ao fato e ele ser incompetente como político ou como gestor; se tal acontecera, o julgariam irrelevante. É porque importa que se importam com ele.

O legado da Aliança Nacional Libertadora


Do site da Fundação Maurício Grabois:

Em novembro de 1935 ocorriam os levantes da Aliança Nacional Libertadora, que compõem a lista de feitos heroicos do povo brasileiro na sua luta incansável pela liberdade e contra a opressão. Como ocorreu no passado mais remoto com movimentos liderados por Zumbi e Tiradentes, as classes dominantes procuram condenar e difamar tais levantes. Elas buscaram encobrir o fato de que a criação da ANL e aquelas sublevações foram respostas ao avanço do fascismo no Brasil e no mundo.

Violência contra mulher, não!

Por Jandira Feghali

Em um episódio lamentável vemos, na semana em que comemoramos o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, a impunidade prevalecer na Câmara dos Deputados. Foi proposto o arquivamento, sob a relatoria do deputado federal Washington Reis (PMDB/RJ), no Conselho de Ética da Câmara, o processo que investiga a agressão do deputado Alberto Fraga (DEM/DF) dirigida a mim e a todas as mulheres em Plenário. O parecer do relator banaliza a violência praticada contra a mulher e, particularmente, a atuação política delas. Essa decisão também coloca uma questão que só tomou relevo pela luta de mulheres corajosas, como uma coisa menor.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A crise política não é só do PT

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

É inaceitável, sob qualquer justificativa, que um líder do governo no Senado Federal trame estratégias de fuga junto à família de um réu. E que se proponha a interferir nas ações do Supremo Tribunal Federal. É de uma arrogância e desfaçatez, a indicar o grau de deterioração da política no Brasil.

Quando um líder do governo ataca a Justiça e a República, estamos às portas de uma crise institucional.

O porrete e o vira-lata

Por Mauro Santayana, em seu blog:

No momento em que se levantam, novamente, as vozes do neoliberalismo tupiniquim, exigindo uma rápida abertura comercial do Brasil para o exterior, e o PMDB inclui, em seu documento Uma Ponte para o Futuro, a necessidade do Brasil estabelecer acordos comerciais com a Europa e os EUA, lembrando a iminência e a imposição “histórica” do Acordo Transpacífico, e em que mídia tradicional segue com sua insistência em defender como modelo a ridícula Aliança do Pacífico, a União Européia - depois de enrolar, durante anos, nas negociações com o Mercosul - parece que vai simplesmente “congelar” as negociações entre os dois blocos nesta sexta-feira.

Delação de Delcídio é questão de tempo

Por Renato Rovai, em seu blog:

O senador Delcídio Amaral está longe de ser um dirigente ou um quadro partidário.

Sempre foi um outsider da política que se movia por interesses próprios. E agora, descobriu-se, também privados.

Uma pessoa com essa característica não tem compromisso com projetos e nem com coletivos, mas com sua pele.

A banalização da prisão preventiva

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A banalização da prisão preventiva e a insensibilidade em relação aos impactos das investigações sobre a economia estão levando o país a uma situação de risco.

Não tenho a menor razão para ter simpatia pelo banqueiro André Esteves, muito pelo contrário. E espero que as investigações sobre o CARF revelem seus métodos.

Mas a autorização para sua prisão pelo Ministro Teori Zavaski a pedido do Procurador Geral da República Rodrigo Janot por conta de um mera gravação de conversa de Delcídio do Amaral comprova a perda de rumo de duas pessoas centrais para manter o equilíbrio no aparato repressivo. Ainda mais em uma quadra de profundo vácuo de poder no Executivo.

Brasil já vive estado de exceção

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Bepe Damasco, em seu blog:                                      

É claro que o modelo de estado de exceção em vigor hoje no Brasil não tem nada a ver com o tradicional. Não é preciso intervenção militar, nem fechamento de Congresso Nacional nem censura prévia à imprensa. Tampouco é necessário se recorrer à tortura, ao sequestro e ao assassinato de adversários do regime. A desmoralização do estado democrático de direito versão 2015 não requer também cerceamentos formais do direito à livre manifestação e à ampla liberdade de organização partidária.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Mídia esconde 'relações perigosas' de Bumlai

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

Em mais uma fase da Operação Lava Jato foi preso preventivamente o pecuarista José Carlos Bumlai, na manhã de ontem (24). O Ministério Público afirma que as delações premiadas justificam a prisão. A defesa de Bumlai afirma que o empresário tem como provar com documentos que os delatores mentiram no caso dele.

As manchetes da imprensa tradicional usaram e abusaram da expressão "amigo de Lula" para se referir ao empresário preso, numa tentativa de mais uma vez associar o ex-presidente a denúncias de corrupção. Se depender da leitura das manchetes o pecuarista está preso por ser "amigo de Lula", tamanha a ênfase dada. Apesar disso, os próprios procuradores da força-tarefa que prenderam o pecuarista afirmaram claramente, em entrevista coletiva, que não há nenhuma prova contra o ex-presidente.

Lava-Jato investigará o ex-sócio de Serra?

Da revista CartaCapital:

Um desdobramento das gravações que colocaram na cadeia o senador petista Delcídio do Amaral (MS) e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, pode abrir uma nova frente de ação para a força-tarefa da Operação Lava Jato.

Na semana passada, foi tornado público depoimento do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, no qual ele cita a empresa Iberbras como receptora de parte da propina de 15 milhões de dólares que viabilizou a venda da refinaria de Pasadena, nos EUA, da belga Astra Oil para a Petrobras.

Como mostrou CartaCapital, a Iberbras leva ao nome de Gregório Marin Preciado, um espanhol radicado no Brasil e investigado na CPI do Banespa.

Argentina: no caminho do inferno

Por Guadi Calvo, no site Vermelho:

Por fim a dúvida que pairava sobre os argentinos se esclareceu: o próximo presidente do país será o ultraliberal Mauricio Macri. À luz dos resultados do último domingo (25), deixa-se claro uma coisa: nada, mas nada pode ser dado por certo.

A mínima diferença entre as duas forças – um com 51,40% e o outro com 48,60% – deixa bem claro que o famoso boato que anunciava que o kirchnerismo estava acabando não está certo, ele segue muito vivo e é muito difícil que comece a ruir, principalmente se o novo presidente insistir com suas políticas de arrasar com tudo que foi construído nos 12 anos.

#MinhaAmigaSecreta e os atos machistas

Ilustração extraída do site: Geledés
Por Lia Bianchini, no blog O Cafezinho:

Desde terça-feira (24), as redes sociais têm sido inundadas de textos e mensagens da campanha #MeuAmigoSecreto, uma onda criada por mulheres para denunciar atos machistas cotidianos que são cobertos com o véu da normalidade.

A campanha surgiu na véspera do Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher e vem dando voz, principalmente, a um aspecto quase esquecido da realidade feminina: a violência psicológica. Grande parte dos depoimentos denunciam relacionamentos abusivos, gaslighting, silenciamento em espaços políticos, racismo e lesbofobia.

Para a mídia, Aécio Neves não tem amigos

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O senador Aécio Neves é um homem sem amigos, para a imprensa.

Ele não é amigo de Perrela, o homem em cujo helicóptero foi encontrada meia tonelada de pasta de cocaína.

Ele também não é amigo de Andre Esteves, o banqueiro preso hoje na Lava Jato.

Em contraste, Lula, segundo a mídia, é um homem cheio de amigos. Você é informado ubiquamente em jornais e revistas, por exemplo, que ele é amigo de um pecuarista preso na Lava Jato como o banqueiro Esteves.

Delcídio: morte súbita e velório no Senado

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Em 33 anos de cobertura e acompanhamento das atividades do Congresso eu pensava já ter visto acontecer tudo o que é possível na política. Na manhã desta quarta-feira, entretanto, o espanto me pegou no trânsito pelas ondas do rádio. A notícia de que o senador Delcídio Amaral fora preso pouco antes pela Operação Lava Jato foi como o aviso da morte súbita de alguém conhecido. Esta morte política repentina, singular e inesperada seria muito lamentada à noite na sessão do Senado que lembrava um velório.

'Vale' comete crime e quem protesta é preso

Do site do MST:

O MST vem a público denunciar e repudiar veementemente a prisão de quatro jovens do movimento após uma intervenção na Câmara dos Deputados Federais em solidariedade às vítimas de Mariana e contra o novo Código da Mineração, nesta quarta-feira (25), em Brasília, ao denunciarem o crime ambiental causado pela mineradora Samarco e a Vale.

Delcídio Amaral, o mais tucano dos petistas

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Delcídio do Amaral Gómez, que acaba de ser preso pela Operação Lava Jato sob razões incontestáveis, trabalhou para a Shell quando morou na Europa – nos últimos meses, vinha defendendo projeto de José Serra que, na prática, entrega o pré-sal.

Em março de 1994 (governo FHC), ocupou a secretaria executiva do Ministério das Minas e Energia. No final do governo Itamar Franco, foi ministro de Minas e Energia.

Delcídio foi filiado ao PSDB de 1998 a 2001. Fez parte da diretoria de Gás e Energia da Petrobrás durante o Escândalo do apagão, a crise de energia de 2000/2001, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

O lado invisível do terrorismo

Por Marcelo Zero, no site Brasil Debate:

I. Os recentes e trágicos atentados terroristas cometidos na França voltaram a colocar em debate, no chamado Ocidente e no Brasil, a questão do terrorismo.

II. Entretanto, é fácil constatar que tal debate está muito centrado no terrorismo que afeta eventualmente países ocidentais. Também é visível que se desenvolveu um senso comum em torno do tema, o qual impede ou distorce análises mais abrangentes, equilibradas e realistas sobre o fenômeno.

A aula de cidadania nas escolas ocupadas

Por Isabela Cristina Coev Hornos, no site Carta Maior:

Há alguns dias, várias escolas públicas estaduais de São Paulo estão sendo ocupadas por estudantes que são contra a política de “Reorganização Escolar” realizada pelo governador Geraldo Alckmin.

A chamada “reorganização”, sob o pretexto de organizar alunos e alunas em ciclos de estudos e faixas etárias, está fechando mais de 94 escolas da rede estadual, além de transferir vários estudantes de suas escolas atuais. Na realidade, não passa de uma estratégia descarada de corte de gastos públicos onde mais deveria existir investimento: educação. Tanto é assim, que a maior parte das escolas fechadas na região metropolitana de São Paulo seguem o modelo defendido pelo governo e estão sendo fechadas da mesma forma.

O avião russo e o mundo próximo à guerra

Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

O fantasma de uma guerra global voltou a se manifestar esta manhã, quando dois aviões de caça turcos dispararam contra um bombardeiro russo, que atacava instalações militares do Califado Islâmico na Síria. O avião, que voava próximo à fronteira sírio-turca (há controvérsias sobre a localização exata) foi derrubado e destruído. Os dois pilotos ejetaram-se da cabine, mas foram capturados e mortos por terroristas. A Turquia integra a OTAN, aliança militar dirigida pelos EUA. É a primeira vez, desde os anos 1950, que ocorre uma escaramuça de tal natureza entre duas potências nucleares. Ainda não se sabe como reagirá Moscou (Vladimir Putin considerou-se “apunhalado pelas costas”), mas num mundo à beira de um ataque de nervos as consequências podem ser dramáticas. Por que a Turquia agiu deste modo? Quais podem ser os desdobramentos?

O roteiro do suicídio político do PT

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Como escrevemos anteriormente, aqui e no Facebook, o mar de lama da Samarco teve também uma dimensão simbólica.

Explicitou que a captura das instituições públicas brasileiras pelo poder econômico é absoluta.

A Samarco disse que a lama não era tóxica, que estava “monitorando” a enxurrada, etc. etc.

A empresa e uma de suas controladoras, a Vale, assumiram papeis que cabiam ao Estado, dentre os quais distribuir água.

André Esteves doou R$ 500 mil a Cunha

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Sobre as simpatias do banqueiro preso, André Esteves, na coluna de meu bom companheiro Fernando Molica, em O Dia, no dia 12 de outubro passado, que só a memória implacável dos 79 anos do professor Nílson Lage recordaria:

Dono do BSI, banco suíço em que Eduardo Cunha também teria conta, o banco brasileiro BTG Pactual doou, em 2014, R$ 500 mil para a campanha do hoje presidente da Câmara dos Deputados. A existência da conta foi revelada pelo Ministério Público suíço. Segundo relatório de Cunha apresentado ao TSE, a doação ocorreu no dia 11 de agosto. O dinheiro foi entregue pelo BTG ao PMDB, que o repassou para a campanha do deputado. Em 14 de julho, 28 dias antes, o banco brasileiro anunciara a assinatura de acordo para a compra do BSI.

Prisão do senador Delcídio é um erro

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Ao decidir por 59 votos a 13 que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) deve permanecer em prisão preventiva, conforme resolução aprovada por unanimidade pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, o Senado brasileiro preferiu jogar para a plateia da justiça do espetáculo em vez de defender páginas mais honradas de sua história. Só para você ter uma ideia. Ao escrever a petição ao STF onde pedia a prisão do senador, o Procurador Geral da República admite que o pedido poderia ser recusado e até ser considerado uma medida descabida "em razão da vedação constitucional." Está lá, na página 44 da petição.

SC realiza encontro de ativistas digitais

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Está programado para a próxima sexta-feira (27), no Auditório Elke Hering, da Biblioteca Universitária da UFSC - Campus da Trindade, em Florianópolis, o 1º Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais de Santa Catarina. A proposta é discutir o processo de democratização da mídia no contexto das novas tecnologias e o aparecimento de novos atores no campo da comunicação.

"Somos a geração da esperança"

Foto: Jornalistas Livres
Enviado por Ana Flávia Marx

Caros e Caras,

Esse texto é fruto de uma oficina de comunicação que o Barão de Itararé realizou em uma escola. Me comprometi com os estudantes que divulgaria para o máximo de pessoas, blogs e sites. Peço que me ajudem nesta tarefa, por favor.

*****

Somos a geração da esperança

Decidimos escrever esse texto para esclarecer alguns pontos sobre as ocupações das escolas públicas que não são mostrados pela mídia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

"Trensalão tucano" está parado há um ano

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

Já virou motivo de galhofa nas redes sociais. Basta se filiar ao PSDB para nunca ser investigado por denúncias de corrupção e, muito menos, ser preso! Nesta semana, o escândalo do "trensalão tucano" - que a mídia chapa-branca batizou carinhosamente de "cartel dos trens" - completa um ano sem que qualquer investigação tenha avançado. O principal inquérito criminal sobre o caso está parado - ou encalhado - no Ministério Público Federal. Até hoje, nenhum tucano de alta plumagem foi acionado. Alguns deles, que ocuparam importantes postos nos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, seguem fazendo discursos hipócritas contra a corrupção e posando de vestais da ética. 

O Brasil não precisa da lei antiterror

Por Altamiro Borges

Já aprovada e piorada no Senado, a chamada lei antiterrorismo deve ser votada na Câmara Federal na próxima semana. Ela representa uma grave ameaça aos movimentos sociais, podendo servir como instrumento legal para criminalizar as lutas dos trabalhadores. O projeto foi concedido pelo governo Dilma, a partir dos ministérios da Justiça e da Fazenda, sob o argumento de que era uma exigência de agências internacionais. Num típico terrorismo, os ministros argumentaram que sua rejeição poderia resultar em sanções contra a economia nacional. Após a primeira votação na Câmara Federal, ele foi remetido ao Senado e passou por mudanças que pioraram ainda mais seu conteúdo repressivo. Agora, ele ruma para o seu desfecho e pousara no colo da presidenta Dilma para a sua sanção.

Ação contra Demóstenes, amigo dos Civita

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

Na semana passada, por quatro votos a um, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido feito pelo ex-senador Demóstenes Torres para trancar a ação penal que responde na Justiça de Goiás por suas íntimas ligações com o mafioso Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Pela sentença da sexta turma do STJ, o ex-chefão do DEM - que chegou a ser cogitado como candidato à presidente da República pela sigla - continuará respondendo por corrupção e advocacia administrativa em favor do contraventor, podendo ser condenando ao final do processo pelo Tribunal de Justiça de Goiás.

PF prende André Esteves, o amigo de Aécio

Por Altamiro Borges

Nos últimos dias, a mídia tucana fez alarde com a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai. De forma articulada, jornalões, sites das revistonas e emissoras de rádio e tevê fizeram questão de destacar que o detido na Operação Lava-Jato é "amigo do Lula". William Bonner, no Jornal Nacional, bateu nesta tecla várias vezes. A insistência rendeu mais uma ácida piada de José Simão: "Ainda bem que eu não conheço o Lula. Senão já estava preso". Já na manhã desta quarta-feira (25), a Polícia Federal deteve o senador Delcídio Amaral (PT-MS), "o mais tucano dos petistas", e o banqueiro André Esteves. Até agora nenhum veículo de comunicação destacou que o agiota preso "é amigo de Aécio Neves".  

A outra história da Lava-Jato

Por Willian Novaes

Numa narrativa que concilia espírito crítico e elegância, Paulo Moreira Leite desnuda as contradições da Operação Lava-Jato. A Outra História da Lava-Jato: uma investigação necessária que se transformou numa operação contra a democracia (R$ 39,90, impresso e R$ 19,90, e-book) é um livro que explicita tanto as fragilidades jurídicas quanto a estratégia de, via campanha midiática, a obtenção de apoio popular.

A obra é o 13º volume da coleção História Agora, a mais polêmica do mercado literário brasileiro, conta com 416 páginas, sendo uma abertura de 60 páginas e mais 45 artigos analisando os principais fatos da operação, conduzida pelo juiz federal Sergio Moro, no período de maio de 2014 a setembro de 2015. O prefácio é assinado pelo professor e cientista social Wanderley Guilherme dos Santos, além de textos na contracapa do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello e do advogado Marcelo Lavanère, e orelha assinada pelo jurista Luiz Moreira.

As escolas e o plano privatista de Alckmin

Foto: Jornalistas Livres
Por Cida de Oliveira, na Rede Brasil Atual:

Com o argumento de melhorar a qualidade da educação, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) vai fechar mais de 90 escolas, reorganizar em ciclos metade da rede e implementar escolas de tempo integral na outra metade. Tais objetivos, que constam do Plano Estadual de Educação, nada têm de pedagógico, segundo o professor Luiz Carlos de Freitas, diretor da Faculdade de Educação da Unicamp.

De acordo com ele, a estratégia 6.7, que trata do Ensino em Tempo Integral, indica as intenções privatistas do governo: estimular, em regime de colaboração, a apropriação dos espaços e equipamentos públicos e privados, articulando ações entre esses e as escolas, de forma a viabilizar a extensão do tempo de permanência do aluno em atividades correlacionadas ao currículo – daí a necessidade de escolas de ciclo único.

Quem é Delcídio Amaral, o senador preso

Da revista CartaCapital:

O senador Delcídio Amaral (PT-MS), preso na manhã desta quarta-feira 25 pela Polícia Federal, é uma figura política controversa e conhecida por seu bom trânsito em diversos partidos. Exemplo disso é o fato de ser conhecido nos bastidores do Senado, como contou recentemente o jornal O Globo, como "o mais tucano dos petistas".

Engenheiro elétrico, Delcídio tem uma carreira ligada ao setor de energia. Foi engenheiro-chefe da construção da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará; trabalhou como diretor da Shell na Holanda; e comandou a Eletrosul, braço da Eletrobrás. No governo de Itamar Franco (1992-1994), foi secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, ministro da pasta e presidente do Conselho de Administração da Vale do Rio Doce.

As bandeirinhas francesas no Facebook

Da coluna "Notas Vermelhas", no site Vermelho:

Há poucos dias, 18 de novembro para ser mais preciso, o presidente da República Árabe da Síria, Bashar al-Assad, concedeu uma entrevista à TV estatal italiana RAI, acrônimo de “Radio Audizioni Itália”. Entrevistar longamente, como fez a RAI, um dos personagens centrais de uma grave crise humanitária que afeta dramaticamente milhões de pessoas no Oriente Médio e na Europa, sem qualquer censura às perguntas, algumas, aliás, beirando a provocação, é sem dúvida, um relevante fato jornalístico.

Lava Jato e Mãos Limpas: comparações

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Muitos tem comparado a operação Lava Jato à operação Mãos Limpas, a Mani Polite, da Itália, que levou, como aqui, à prisão de inúmeros políticos e empresários proeminentes.

As primeiras comparações vieram do próprio juiz responsável pela Lava Jato, Sergio Moro, que já escreveu mais de um artigo laudatório da Operação Mãos Limpas.

Justamente por guardarem semelhanças, alguns também procuram salientar suas diferenças, e estas nem sempre são simpáticas à Lava Jato.

A revolta no jornal argentino. E no Brasil?

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro Mundo:

Viralizou nas redes sociais uma foto em que jornalistas do diário argentino La Nación manifestam sua rejeição a um editorial.

Nele, os donos do jornal sustentam que é hora de perdoar, ou coisa parecida, os militares que cometeram atrocidades durante a ditadura.

Prisões agitam a cena política

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Quando tudo parecia indicar uma trégua para o país respirar um pouco no final deste assustador ano de 2015, deixando todas as pendências políticas e econômicas para 2016, eis que irrompeu em cena o temido "fato novo": as prisões desencadeadas na terça-feira, que ainda estão em curso, e ninguém sabe onde vão parar.

Do amigo do ex-presidente Lula, José Carlos Bumlai, ao líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), chegando até o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, o rapa da Polícia Federal veio com tudo esta semana, e não está livrando a cara de ninguém.

Discurso de ódio e a regulação da mídia

Do site do FNDC:


O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) promove, nesta sexta-feira (27/11), às 19hs, o debate “Discurso de ódio, regulação e democracia na mídia: como enfrentar o conservadorismo e as violações de direitos humanos nos meios de comunicação”. A atividade abrirá a reunião ampliada do Conselho Deliberativo da entidade, que se reúne no sábado (28/11), e será realizada na sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo.

O momento é de guinada na política!

Por Luciana Santos, no blog de Renato Rabelo:

O cenário mundial das últimas semanas é marcado por acontecimentos de grande repercussão para a dinâmica internacional, e com impactos para povos e nações ao redor do mundo.

Os atentados terroristas ocorridos nos últimos dias em três capitais de distintas regiões do mundo – Beirute, Paris e Bamako –, bem como o atentado ao avião da companhia russa, no Sinai, nos quais morreram centenas de pessoas inocentes, são um verdadeiro crime de lesa humanidade e a expressão do pior tipo de banditismo político. Expressamos nossa solidariedade às vítimas e a seus familiares.

'Efeito Orloff' ou ressaca conservadora?

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

O ‘efeito Orloff’ borbulha no imaginário do conservadorismo brasileiro após a vitória da direita na Argentina.

O raciocínio linear afirma que como as condições, sobretudo as condições políticas, são semelhantes, o desfecho eleitoral no Brasil, em 2018, será equivalente ao de domingo na Argentina.

Goza-se, algo precocemente, o ‘Macri’ tropical que venceria então o ‘Scioli’ brasileiro.

Argentinos se reorganizam contra retrocesso

Por Vanessa Martina Silva, de Buenos Aires, no site Opera Mundi:

Após a vitória da oposição que encerrou os 12 anos de governos kirchneristas, os movimentos sociais e correntes políticas que apoiaram a Frente para a Vitória, do candidato derrotado Daniel Scioli, começam a planejar a reorganização e as estratégias futuras para “impedir um retrocesso” nas políticas sociais e de direitos humanos no país.

“Temos que trabalhar muito para ver como reunificamos o movimento popular e nos tornamos uma única força para enfrentar o governo” do presidente recém-eleito Mauricio Macri, resume ao Opera Mundi o legislador da Cidade de Buenos Aires Quito Aragón.