sábado, 19 de dezembro de 2015

Os desafios do novo ministro da Fazenda?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Confirmado o que todos já intuíam: Nelson Barbosa é o novo ministro da Fazenda.

Além das características que marcaram a escolha , das quais já tratei em post anterior, é preciso fixar alguns significados de sua escolha.

A primeira, óbvia, é que decai o peso do mercado financeiro nas prioridades de formulação de política econômica. Nenhuma virada radical, apenas não mais a total liberdade para o aumento da taxa de juros que, francamente, já há mais de ano se mostra incapaz de deter o avanço da inflação, pela simples razão que a inflação não é, aqui, de demanda por produtos ou crédito, mas um “correr atrás” do ganho financeiro que os altos juros proporcionam, na velhíssima ideia de que as taxas de lucro são, afinal, como vasos comunicantes e, portanto, buscam equilíbrio umas com as outras.

Dilma cresce; Temer, Cunha e PSDB derretem

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

De um dia para outro, mudou tudo de novo. Quinta-feira foi um divisor de águas na crise: as decisões do STF sobre o rito do impeachment e uma sequência de vitórias no Congresso Nacional deram um novo fôlego à presidente Dilma Rousseff nesta reta final de 2015.

Os grandes derrotados do dia foram o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e todos os caciques tucanos que se aliaram a eles para jogar tudo na derrubada do governo com o apoio da velha mídia.

O Brasil rejeita o golpismo!

Editorial do site Vermelho:

A decisão tomada nesta quinta-feira (17) pelo plenário do STF foi uma grande vitória para os democratas e patriotas brasileiros. Ela restabeleceu o primado da lei e da Constituição federal contra a arbitrariedade golpista que ameaçava a normalidade institucional com base, tão somente, na decisão da oligarquia representada pelo PSDB e seus aliados de direita, subordinados ao imperialismo, de interpretar, torcer e retorcer, a ordem constitucional para servir à sua conveniência e criar um atalho para levá-los, contra a vontade popular, de volta ao governo federal.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Paulinho da Força está pendurado no Cunha

Por Altamiro Borges

O deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) deve andar preocupado e deprimido. Por razões ainda obscuras, o ex-dirigente sindical virou o principal defensor do correntista suíço Eduardo Cunha. Ele até parecia um jagunço do achacador. "Estou com ele para o que der e vier", afirmou várias vezes. Só que o mundo dá voltas e o ex-todo poderoso lobista parece que está com os seus dias contados. Nesta semana, a Procuradoria-Geral da República pediu seu afastamento da presidência da Câmara Federal e o Supremo Tribunal Federal abortou a sua "comissão especial do impeachment" de Dilma. Caso ele seja afastado, cassado ou até preso, Paulinho da Força ficará pendurado no Cunha!

A profecia fracassada de Merval Pereira

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Merval viralizou nas redes sociais.

Uma foto na qual ele aparecia prevendo a vitória por ampla margem do voto de Fachin quanto ao roteiro do impeachment se espalhou pelo Facebook e pelo Twitter.

Merval foi merecidamente esculachado. Nunca confunda o papel de jornalista com o do torcedor é um dos pilares do jornalismo, e ele agiu como se estivesse na arquibancada. Por isso se expôs ao justo escárnio dos contrários ao golpe.

O governo enxergará sua única saída?

Por Felipe Amin Filomeno, no site Outras Palavras:

A crise política por que passa o Brasil hoje é complexa demais para ser compreendida pelas formulações maniqueístas que predominam nos debates cotidianos. Tanto a tese da presidenta corrupta quanto a tese do golpe cuidadosamente orquestrado pela oposição são demasiado reducionistas. Há um golpe de Estado em curso, mas ele é difuso, paulatino e contingente. O golpismo atual é como um câncer para o governo Dilma: espalha-se de forma sorrateira de um setor para outro da sociedade, ora se retrai por causa de ações do governo e da mobilização de segmentos da sociedade civil, ora se fortalece pela ação dos partidos de oposição, do judiciário partidarizado, da mídia oligopolista e dos especuladores financeiros. É doença oportunista e difícil de tratar.

O golpe volta a subir no telhado

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

As últimas horas tem sido tão frenéticas que o analista fica desorientado com frequência.

Sinais contrários confundem a cabeça dos mais astutos consultores, quanto mais de um blogueiro sujo imerso há anos nas lutas políticas.

Mensalão, trensalão, petrolão, eleições, golpes, conspirações judiciais, Lava Jato, impeachment, grandes manifestações à direita e à esquerda, a democracia brasileira experimenta crises políticas consecutivas, intermináveis, que nada mais são do que as dores do parto de sua própria história.

A partir do dia 16, ampliar a mobilização

Por Haroldo Lima, no blog de Renato Rabelo:

O dia 16 de dezembro foi um dia de importantes notícias para o movimento democrático brasileiro. Nas assembleias, em tribunais e sobretudo nas ruas, o movimento anti-golpista demonstrou força e tomou fôlego para novas investidas.

Houve a sessão do STF que começou o exame de ação proposta pelo PCdoB. Quando o Ministro Edson Fachin deu sua opinião sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental do PCdoB, a ADPF 378, comentaristas da grande mídia, militantes disfarçados do impeachment, aparecerem saltitantes na telinha e anunciarem que o Fachin mostrou que não tinha golpe, que a versão do impeachment como golpe não resistira à primeira reunião do STF que tratou da matéria. Mas, não era nada disto.

A terceira oportunidade de Dilma

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) de ontem foi histórica. Não assegurou o mandato de Dilma. Sua sobrevivência política dependerá do que fizer daqui para frente. Mas definiu normas mínimas de respeito às instituições e aos procedimentos.

Mais que isso, foi um julgamento primoroso, com a apresentação do relatório do Ministro Luiz Edson Facchin – a favor da votação secreta, da indicação da comissão do impeachment votada pela oposição e do afastamento da presidente assim que a Câmara autorizasse o julgamento.

As diferenças nas manifestações do RJ

Por Hildegard Angel, em seu blog:

Não teve palavrão nem bordão obsceno gritado pelo alto falante, não teve mulher pelada, nem pato, nem boneco inflado, muito menos cidadãos exóticos fantasiados de Tio Sam ou soldado camuflado.

Não teve camiseta customizada, cada um vestiu o que tinha e foi como pôde.

Não teve briga, ninguém tentou linchar menor de rua ou senhoras idosas; não houve confrontos com skatistas, ninguém foi agredido por não vestir vermelho.

O mico do doutor Fachin no STF

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                  

Poucas vezes se viu uma autoridade da corte suprema brasileira metido em situação tão constrangedora como a do ministro Fachin. Horas depois ter validado toda sorte de manobras e atropelos regimentais e constitucionais de Eduardo Cunha à frente do processo de impeachment contra a presidenta Dilma, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, através de ofício enviado ao STF, o imediato afastamento de Cunha da presidência da Câmara dos Deputados e a cassação de seu mandato parlamentar.

Como será o Brasil no pós Fora Cunha

Por Renato Rovai, em seu blog:

Pode-se dizer tudo de Eduardo Cunha. E boa parte do que já se disse a cada dia parece mais justo. Mas não se pode deixar de reconhecer sua extrema habilidade para montar uma rede com tentáculos em quase todos os aparelhos de poder político e econômico do Brasil e que manteve-a pouco visível do grande público e do jornalismo especializado por muito tempo.

Eduardo Cunha já era muito mais poderoso do que se supunha ainda antes de assumir a presidência da Câmara Federal. Sua vitória arrasadora contra as candidaturas do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e da oposição, Júlio Delgado (PSB-MG), em primeiro turno não se deu por acaso. Cada vez fica mais claro que Cunha já controlava boa parte do Congresso porque conseguia operá-lo a partir de acordos heterodoxos.

A matemática militar e os protestos em SP

Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas
Por Antonio Luiz M. C. Costa, na revista CartaCapital:

Estimativas do tamanho de manifestações populares sempre foram controversas e quase sempre enviesadas. Aquelas para as mais recentes manifestações a favor e contra o processo de impeachment de Dilma foram particularmente curiosas.

Na manifestação da direita, do domingo 13, a Polícia Militar estimou uma presença de 30 mil. O Datafolha, com inusual e improvável precisão, assegurou que foram 40,3 mil, com 37,8 mil no “momento de maior concentração” e 3,7 mil presentes “do começo ao fim”.

Supremo virou Fachin e Cunha pelo avesso

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Chamado para debater o voto do ministro Edson Facchin sobre o rito para o Congresso encaminhar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o plenário do Supremo Tribunal Federal realizou um movimento espetacular e virou a proposta pelo avesso, numa decisão que reafirma os fundamentos de uma Constituição que tem em sua essência a defesa da soberania popular.

A partir do voto dissidente do ministro Luiz Roberto Barroso, o primeiro a votar, formou-se uma maioria clara desde o início dos debates, que terminou por derrubar a principal clausula da proposta de Facchin. Alinhado com o projeto de Eduardo Cunha, aprovado uma semana antes em ambiente de rolo compressor e escândalo inconstitucional, Facchin manteve uma proposta que, na prática, facilitava o encaminhamento do impeachment da presidente, ao deixar nas mãos da Câmara as principais decisões do processo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O IDH e as manipulações da mídia

Por Altamiro Borges

No início desta semana foram divulgados os dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A mídia tucana, que está em guerra fratricida contra o governo Dilma – incentivando a onda de ódio que contagia setores da sociedade –, fez questão de destacar apenas o item negativo do estudo. Pelas manchetes dos jornalões e comentários da rádio e tevê os “midiotas” ficaram sabendo que o Brasil caiu uma posição no ranking mundial do IDH. A informação relevante de que o país melhorou em vários quesitos da ONU ficou escondida ou simplesmente foi suprimida. Não também foi contextualizada a razão da perda de uma posição no ranking internacional, como se a única culpada fosse a presidenta Dilma.

Dilma lança site com "fatos e boatos"

Os fascistas perderam nas ruas

Por Altamiro Borges

Pela primeira vez neste ano, o quadro de forças se inverteu nas ruas do Brasil. As manifestações pelo impeachment da presidenta Dilma, organizadas por grupelhos fascistas, apoiadas pelos partidos de direita e estimuladas pela mídia privada, foram menores do que as marchas em defesa da democracia. Em várias capitais, milhares de pessoas ocuparam as ruas centrais nesta quarta-feira (16) para rejeitar o golpe, exigir o "Fora Cunha" e, também, para criticar o ajuste fiscal do governo e propor mudanças nos rumos da economia. Os protestos uniram a maior parte da esquerda social e politica e tiveram o apoio destacado de intelectuais, artistas e juristas comprometidos com a democracia. A sensação dos manifestantes foi a da alma lavada, a de que os golpistas perderam nas ruas do Brasil.

Amigo de Aécio pega 20 anos de prisão

Por Altamiro Borges

Dava uma manchete garrafal na Folha: “Amigo de Aécio Neves pega 20 anos de prisão”. Mas ela dificilmente será estampada na capa do jornal da famiglia Frias – amiga dos generais golpistas, dos torturadores da ditadura e dos neoliberais de plantão. Nesta quarta-feira (16), Eduardo Azeredo – ex-governador de Minas Gerais, ex-senador e ex-presidente nacional do PSDB – foi condenado a 20 anos e 10 meses de cadeia, em regime fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A sentença em primeira instância foi proferida pela juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Melissa Pinheiro Costa Lage, e se refere ao escândalo do “mensalão tucano” – que a mídia privada insiste em chamar carinhosamente de “mensalão mineiro”. Afinal, todo tucano é santo e basta se filiar ao PSDB para não ser investigado, condenado e, muito menos, ser preso.

O voto desconcertante de Fachin

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Quando pensamos que a crise política chegou a atingir seu clímax, ela consegue se agravar mais. Agora, ela vai mesmo testar os limites da democracia brasileira. A quarta-feira foi boa para oposição, que pode ter o processo de impeachment legitimado e ainda se livrar de Eduardo Cunha. Foi ruim para o governo, que perdeu toda as apostas jurídicas no STF. E foi péssima para o Brasil, que sofreu mais um rebaixamento de rating e tem um ministro da Fazenda que parece estar no cargo apenas para não piorar as coisas.

Docentes lançam Manifesto pela Democracia

Por Tatiana Carlotti, no site Carta Maior:



Com o auditório lotado da Faculdade de Direito da USP, renomados intelectuais lançaram, na manhã desta quarta-feira (16), o Manifesto pela Democracia. O documento, que já conta com sete mil assinaturas, repudia o impeachment da presidente Dilma Rousseff e defende a democracia e a legalidade constitucional no país.

O ato público no Largo São Francisco contou com a presença de renomados intelectuais como os professores Dalmo de Abreu Dallari, Fábio Konder Comparato, Alfredo Bosi, Roberto Schwarz, Ermínia Maricato, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Leda Paulani, Luiz Gonzaga Belluzzo, Miguel Nicolelis, Marilena Chauí, Paulo Arantes, Maria Vitória Benevides, Marcos Nobre e André Singer, que coordenou a mesa do evento.

Quem colocou o Brasil no bolso de Cunha?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Os jornais dão conta hoje de que a busca policial encontrou, no bolso de um dos paletós de Eduardo Cunha, uma cópia do registro das ameaças sofridas pelo ex-relator de seu processo ético na Câmara dos Deputados, Fausto Pinatto.

Como na imagem clássica, Cunha – ao pedir a investigação sobre as declarações de Pinatto de que havia sido intimidado daquela forma – revela neste pequeno detalhe o que todos sabem: é um mafioso, cínico ao ponto de ordenar a morte e levar flores ao enterro.

Milhares saem às ruas; Globo se esconde

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

A adolescente deixa um prédio de Higienópolis comentando com a diarista: “Você acredita que teve manifestação para defender a Dilma?”

A acompanhante retruca: “E mandaram prender o Cunha, né? Quem foi?”

A jovem: “Acho que foi o Sergio Moro, o juiz”.

Higienópolis, um bairro central de São Paulo, é um bastião do tucanato paulista.

A desinformação vige. Nos fins-de-semana, as portarias de prédios ficam abarrotadas de pacotes da revista Veja.

PSDB e Paulinho podem salvar Cunha?

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Foi na oitava tentativa. Foi gol chorado, daqueles em que a bola bate na trave, antes de entrar. Mas agora passou: por 11 votos a 9, o Conselho de Ética da Câmara decidiu abrir o processo contra Eduardo Cunha – que pode levar à cassação de seu mandato (ao fim desta postagem, a lista mostra como votaram os deputados: reparem que Paulinho da Força, o ético, tentou salvar Cunha).

Nos últimos meses, Cunha deitou e rolou. Adiou sessões, manobrou, destituiu o antigo relator do processo (deputado Pinato). Mas o poder de Cunha começa a ser reduzir.

O recado das ruas para os golpistas

Por Mauro Donato, no blog Diário do Centro do Mundo:



Se era para fazer frente ao ato do último domingo, fez.

Sem dúvida a manifestação contra o impeachment teve público superior ao ato que pedia o afastamento de Dilma.

Dirão que o ‘mar vermelho’ é ilegítimo, que estão uniformizados. Mas e o que é o povo de amarelo com camisas da CBF? Espontâneo?

Milhares vão às ruas contra o golpe

Do site Vermelho:

Milhares de pessoas participaram de manifestações, nesta quarta (16), em todas as regiões do país, para dizer: “Não vai ter golpe!”. Em cerca de 70 cidades, em 26 estados, o povo tingiu de vermelho as ruas contra o impeachment, pelo Fora Cunha e contra o ajuste fiscal.

Os atos foram promovidos por entidades dos movimentos sociais unidas nas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Mas reuniram não apenas militantes, como artistas, intelectuais e cidadãos comuns, indignados com a tentativa de golpe.

Janot pede a cabeça de Cunha. Demorou!

Por Altamiro Borges

No final da tarde desta quarta-feira (16), finalmente o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento imediato do presidente da Câmara dos Deputados, o correntista suíço Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para justificar a solicitação, o procurador citou 11 fatos que comprovam que o lobista utiliza o seu mandato e o cargo de presidente da Casa para intimidar seus pares, réus que assinaram acordos de delação premiada e advogados. Segundo Rodrigo Janot, as apreensões feitas pela Polícia Federal na residência oficial da Câmara Federal e na casa de Eduardo Cunha no Rio de Janeiro, na terça-feira, reforçam as acusações. “O pedido foi protocolado no gabinete do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no STF, e deve ser analisado em plenário pelos onze ministros do Tribunal”, informa a Agência Brasil.

Fascistas mirins acuam ministros do STF

Por Altamiro Borges

Com o processo de judicialização da política no país, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão na mira – não apenas dos holofotes midiáticos, mas também dos grupelhos golpistas em sua cruzada para derrubar a presidenta Dilma. Segundo relata Nonato Viegas, em postagem no site da revista Época nesta terça-feira (15), “não foi apenas Eduardo Cunha e seus aliados que tiveram de acordar por volta das 6h da manhã. Ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin também. A diferença é que, em vez da Polícia Federal, foram manifestantes de três movimentos pró-impeachment os responsáveis por acordá-lo. Eles fizeram um apitaço na porta do prédio onde mora Fachin, na Asa Sul”.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Imagens das marchas pela democracia

Rio de Janeiro – Fotos: Tomaz Silva/Agência Brasil




Skaf devia sofrer impeachment na Fiesp!

Por Altamiro Borges

Em 1964, a Federação das Indústrias de São Paulo, a outrora poderosa Fiesp, participou ativamente da conspiração para derrubar o presidente João Goulart. No livro “Golpe de Estado”, os jornalistas Palmério Dória e Mylton Severiano descrevem como a entidade financiou os golpistas e apoiou a ditadura militar, que matou e torturou muitos brasileiros. Agora, passados 51 anos, a Fiesp volta a escancarar o seu viés fascista. Na segunda-feira (15), o oportunista Paulo Skaf, que tomou de assalto a associação patronal, anunciou seu apoio formal ao impeachment de Dilma. Já no domingo, durante a deprimente marcha golpista na Avenida Paulista, a entidade que congrega inúmeros sonegadores distribuiu milhares de “Patos”, o símbolo da sua campanha pela redução dos impostos.

Globo fica fora do ar. É a crise?

Por Altamiro Borges

A sempre atenta Keila Jimenez, do site R7 – pertencente à rival Record –, postou uma apimentada notícia nesta terça-feira (15): “Várias regiões do país ficaram sem o sinal da TV Globo na madrugada de domingo para segunda. Em algumas regiões do Nordeste, a emissora chegou a ficar cerca de 5 horas fora do ar. Ao ligar no canal, ao invés da programação da Globo, o espectador via somente o logotipo da emissora estampado na tela, sem mensagem alguma. Em algumas regiões, a emissora ficou completamente sem sinal. Alguns espectadores foram para as redes sociais reclamarem. A turma da ‘teoria da conspiração’ achou que se tratava de uma ‘censura governamental’ ou algum ‘golpe’ que estava sendo armado no país. Procurada, a Globo disse que foi uma parada programada para manutenção mensal, um procedimento que é realizado há muitos anos”.

“Musa do impeachment” é detida em SP

Por Altamiro Borges

Não começou nada bem a campanha da empresária Juliana Isen, a “musa do impeachment”, para uma vaga de vereadora em São Paulo. Na semana passada, ela obteve alguns minutos de fama ao anunciar a sua candidatura pelo PHS em 2016. Já na marcha dos golpistas de domingo (13), ela foi hostilizada e acabou sendo detida pela polícia. O episódio grotesco não teve maior repercussão na mídia, até para não abalar ainda mais a imagem dos grupelhos fascistas que convocaram o fracassado protesto. O site de entretenimento F5, da Folha, registrou o incidente:

A disputa pela condução do golpismo

Por Vinicius Wu, na revista Fórum:

Antes de comemorar, a esquerda deveria tentar compreender as razões para o esvaziamento dos atos em favor do impeachment da presidente Dilma. Parece haver uma série de fatores, dentre os quais, a dispersão natural de final de ano. Mas, há um aspecto que deve ser observado: a ausência de uma liderança legítima e confiável, que dê o mínimo de segurança em relação ao dia seguinte ao impeachment – algo que pode ser decisivo no desfecho da atual crise política.

O deputado que quer cortar o Bolsa Família

Por Esmael Morais, em seu blog:

O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), vice-líder do governo na Câmara, é o relator do Orçamento de 2016. Dentre as maldades do parlamentar está o corte de R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família, invejado no mundo inteiro, para aumentar o fundo dos partidos políticos.

Pelo fato de sempre mamar numa teta de olho na outra, o ex-deputado André Vargas, o apelidou carinhosamente de “Leitão Vesgo”.

Dia 16: Democracia, sim; golpe, não!

Dia 16: #NãoVaiTerGolpe

A grande pedalada do golpe

Por Marcelo Zero, no site Brasil Debate:

Os pretextos alegados para o golpe variam mais que biruta de aeroporto em tempestade.

Tem para todos os gostos e eles oscilam fortemente conforme a conjuntura. Quando um pretexto perde a sua força, imediatamente surge outro, muitas vezes de natureza distinta.

A variedade e a oscilação mostram o desespero dos derrotados nas últimas eleições em encontrar alguma escusa minimamente aceitável para o golpe indesculpável.

Dez Momentos Patéticos da Política

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Perguntei a colegas jornalistas quais teriam sido os piores momentos da política brasileira em 2015 – até agora, claro, porque o ano só acaba quando termina. E o “japonês bonzinho'' da Polícia Federal que, ao contrário do que apontam leitores maldosos não é meu tio, segue à espreita.

Ao todo, 14 boas almas de veículos de comunicação tradicionais ou independentes, de dentro e de fora do país, que acompanham de perto a política nacional responderam. Posto abaixo os trending topics da brincadeira que bem poderiam vir sucedidas de um #VemMeteoroVem.

1) Eduardo Cunha é eleito presidente da Câmara dos Deputados (este item foi o único unânime – teve quem só respondesse isso, aliás).



Golpe de Cunha lembra filme de gangsters

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

Impeachment é coisa séria demais para ser tratado como jogada política, muito menos com esperteza para salvar corruptos e trapaça golpista. Mas é assim que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e as lideranças de oposição comandadas pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) vem operando, o que tem produzido no Congresso Nacional cenas dignas de um cassino em filme de máfia.

Depois do STF, o verão da incerteza

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

O Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição e do pacto democrático de 1988, deve colocar hoje alguma ordem no tortuoso processo de impeachment aberto pela Câmara contra a presidente Dilma. Nem por isso, a decisão trará mais estabilidade. Ainda que conclua hoje o julgamento da ação do PCdoB sobre as normas e ritos (se nenhum ministro pedir vistas) o Supremo entra em recesso na sexta, sem o acórdão publicado, e com isso de nada valeria o Congresso cancelar suas próprias férias. O desfecho ficará para fevereiro e o Brasil embarca no Natal, no Ano Novo e no verão da incerteza.

"A imprensa é pautada por bandidos"

Por Naira Hofmeister, no site Carta Maior:

A memória prodigiosa para “lembrar de nomes esquisitos” somada à curiosidade investigativa permitiu ao cineasta Jorge Furtado criar uma pequena enciclopédia de casos que exemplificam como a imprensa trai seu compromisso de informar o cidadão no Brasil.

Ele deu uma amostra disso ao público que assistiu a sua palestra na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, no último sábado, 12 de dezembro. Disse mais: que a irresponsabilidade da mídia alimenta o espírito golpista da sociedade, na medida em que não oferece uma correta leitura da realidade brasileira.

Os entraves à comunicação pública no país

Do site do FNDC:

Um dos principais problemas enfrentados pela comunicação pública no Brasil é justamente a falta de entendimento do que seja, de fato, comunicação pública. Embora não seja novidade, a questão, mais uma vez, adquiriu relevância durante o Seminário Um Ano do Fórum Brasil de Comunicação Pública, realizado pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (FrenteCom) nesta terça (15/12), na Câmara dos Deputados.

Pato de Tróia da Fiesp começa a atacar

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

A Fiesp, que bancou o pato inflável gigante (o Pato de Troia) na Paulista, decidiu apoiar o impeachment, com argumentos puramente golpistas. Nem menciona crime de responsabilidade nem nada. Menciona a queda no PIB, que também é culpa dos empresários, e o declínio da confiança no governo, um índice subjetivo.

O presidente da entidade, em mensagem publicada em seu Facebook, mergulha de cabeça no golpe.



Só o golpe salva Eduardo Cunha

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Só não está claro para quem não quer ver.

Eduardo Cunha, que só faz aquilo que atende a seus interesses e ambições pessoais, joga a sua sobrevivência em uma única ficha.

Sabe que, no funcionamento normal do regime democrático, está perdido.

As evidências de seus desvios são fortes e evidentes demais.

O que pode salvá-lo é só uma coisa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cunha e seus amigos; algumas imagens

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

No dia em que Catilina, digo, Eduardo Cunha vira alvo da PF, algumas imagens não podem ser esquecidas…



Essa é a turma que quer tirar Dilma do poder, em nome da ética: Kataguri, Bolsonaro e o líder tucano Carlos Sampaio; vão dar as caras hoje para defender Eduardo Cunha, grande líder do impeachment?

Ação da PF joga areia no golpe de Temer

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O ex vice decorativo Michel Temer foi o único grande líder do PMDB a não ser atingido pela operação Catilinárias, da Polícia Federal. Mas seu “projeto de poder”, se é que podemos chamar assim, fica ferido de morte.

Henrique Alves, Celso Pansera e ex-ministros Lobão e Fernando Bezerra estão na mira, além de Fábio Cleto (ex-Caixa) e Sergio Machado (ex-Transpetro).

A estrela é Eduardo Cunha, o psicopata oficial da república, que há meses lançou uma bravata sobre a visita da PF. “Eu não sei o que eles querem comigo, mas a porta da minha casa está aberta”, disse. “Vão a hora que quiser. Eu acordo às 6h. Que não cheguem antes das 6h para não me acordar”.

Fora Cunha: Toda farsa tem limites

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Vários fatores podem explicar o esvaziamento dos protestos a favor do impeachment no último domingo. Minha explicação favorita é o efeito-Eduardo Cunha.

Explico. Mesmo em política, toda farsa tem limites, até no Brasil e apesar do monopólio dos grandes meios de comunicação.

Foi o que lembraram os editoriais da Folha e do Globo, no fim de semana, dizendo que o tempo de Cunha se esgotou e é hora de livrar-se dele. Dirigindo-se a seus leitores, os dois veículos falaram, em particular, a um público mais especial - o Judiciário, a quem cabe a incumbência de providenciar o afastamento de um chefe de poder que contamina o Estado brasileiro com sucessivos atos de delinquência.

O pato da Fiesp não tem nada de inocente

Por Joana Monteleone e Adriano Diogo, no blog Viomundo:

Na Avenida Paulista, alguns poucos paulistanos carregavam um gigantesco pato de borracha. O Pato faz parte de uma campanha da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) contra a volta da CPMF sobre as transações financeiras. Nos últimos meses ele tem frequentado não apenas a avenida Paulista, mas também as praias cariocas, a esplanada dos ministérios e outros cenários turísticos do país. Apesar do apoio massivo de publicidade e assessoria de imprensa, ninguém estava dando a menor bola para o Pato de borracha cego dos olhos.

A batalha da 'Ley de Medios" na Argentina

Por Luciana Lavila, no jornal Brasil de Fato:

No segundo dia do seu governo, o presidente argentino Mauricio Macri questionou a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual e sua regulação.

Através do Decreto 13/2015, o novo governo divulgou a criação do Ministério das Comunicações, que terá nas suas atribuições temas vinculados à tecnologia das comunicações telefônicas, internet, satélites e é responsável pela tomada centralizada de decisões referentes a Lei de Meios, ultrapassando a composição plural da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (AFSCA), que é autárquica e descentralizada, e que conta com a participação de um amplo leque de setores políticos, tanto em seu diretório como no Conselho Federal.

Em defesa da democracia, golpe nunca mais

Editorial do site Vermelho:

Não passarão – este é o sentimento que se consolida entre os democratas e patriotas que rejeitam qualquer golpe contra a democracia e a estabilidade institucional.

Este sentimento legalista move os democratas e patriotas na manifestação popular de verdade que vai acontecer nesta quarta-feira (16), em várias cidades brasileiras.

A inteligência nacional, através de seus intelectuais, artistas, juristas, sindicalistas, professores, se manifestou de pronto contra o golpismo liderado por Eduardo Cunha, Aécio Neves, Fernando Henrique e demais cardeais antidemocratas e antipopulares.

Senado e o golpe do trabalho escravo

Por Lúcia Rodrigues, na revista Caros Amigos:

A Associação Juízes para a Democracia divulgou nota de repúdio, nesta segunda, 14, contra o Projeto de Lei do Senado 432, de 2013, que altera o conceito de trabalho escravo previsto na PEC do Trabalho Escravo, aprovada pelo Congresso em junho do ano passado.

Pela emenda constitucional, as terras onde forem encontrados trabalhadores em condições análogas a escravo serão expropriadas. Mas o projeto do Senado tenta inviabilizar a legislação.