segunda-feira, 4 de maio de 2026

Lula lança campanha pelo fim da escala 6x1

Foto: Letycia Bond/Agência Brasil
Por Altamiro Borges


O governo Lula finalmente lançou, neste domingo (3), uma massiva campanha na televisão pelo fim da desumana escala de trabalho 6 x 1. A luta pela redução da jornada, sem redução salarial, é antiga e já contava com vários projetos de lei no Congresso Nacional. No mês passado, o executivo federal enviou seu projeto com pedido de urgência na votação. A reação da cloaca burguesa – amplificada pela mídia patronal e apoiada pelos deputados e senadores da extrema-direita – foi violenta. Agora, para se contrapor a essa onda de mentiras, Lula adota uma postura mais corajosa e faz a defesa da bandeira na TV e outros meios – como rádio, jornais e mídia digital.

A vida boa do fascismo com o jornalismo

Charge: Mau
Por Moisés Mendes, em seu blog:


Os ditadores da América Latina temiam o jornalismo das corporações. Temiam até alguns donos de organizações de mídia que começavam apoiando seus golpes, o que era a regra, e depois se dedicavam ao que viria a ser mais atraente: a defesa da democracia como arma para conter a intromissão dos militares em seus negócios e como oportunidade de mercado.

Ser democrata, mesmo que genericamente, era charmoso e lucrativo no final do século 20. Eram os tempos dos direitos humanos, do abaixo a ditadura e a tortura e de todas as ações antitotalitárias. Em algum momento, até os jornalões se consideravam transgressores como desafiadores dos poderosos.

A captura de Alexandre de Moraes

Foto: Gustavo Moreno/STF
Por João Feres Júnior, no site Brasil-247:


A derrota dupla do governo no Senado, esta semana, só se entende como um único arranjo, costurado em torno de um ministro do STF que o escândalo do Banco Master converteu em refém

1. Em vinte e quatro horas, o Senado infligiu ao governo Lula duas derrotas. Na quarta-feira (29), rejeitou por 42 votos a 34 a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal – a primeira recusa de um nome do Executivo à Corte em 132 anos, desde a sequência de bloqueios contra Floriano Peixoto, em 1894. Na quinta (30), com 49 senadores e 318 deputados, o Congresso derrubou o veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, que reduz penas dos condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 – Jair Bolsonaro entre eles.

Os dois tempos da Lava-Jato e o jornalismo

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

São curiosos os movimentos da imprensa brasileira diante das duas Lava Jatos.

Na primeira, muitos jornalistas experientes mergulharam de cabeça - contaminados pelo moralismo da campanha, mas sobretudo pela visibilidade que o tema proporcionava. Afinal, “limpar o Brasil” era uma bandeira sedutora, mesmo para profissionais que, pela idade e pela experiência, deveriam conhecer de cor a saga dos inúmeros Catões que periodicamente invadem a política brasileira. A unanimidade construída em torno da Lava Jato sufocou todas as vozes dissonantes. Sei, por experiência própria, o preço que se pagou por defender a democracia e o devido processo legal naquele ambiente.

IA eleva os riscos na campanha eleitoral

As mentiras contra o fim da escala 6x1

Fascismo para exportação

Escala 6x1: Disputa pelo tempo do trabalhador

 

domingo, 3 de maio de 2026

Gustavo Gayer vira réu por injúria contra Lula

 

O sindicalismo na disputa eleitoral de 2026

Ilustração: Gilberto Maringoni
Do site do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé:


Estão abertas as inscrições para o ciclo de oficinas “O movimento sindical na disputa eleitoral de 2026 – Como atuar em defesa da democracia e dos direitos sociais e na disputa de ideias e valores”, organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. A atividade será realizada entre os dias 5 e 21 de maio, com duas aulas semanais em formato online.

A iniciativa propõe um espaço de formação voltado a dirigentes, comunicadores sindicais e militantes que atuam com instrumentos de comunicação, especialmente nas redes sociais. O objetivo é qualificar a intervenção no cenário eleitoral, marcado pela contraposição entre um projeto comprometido com a soberania nacional, o desenvolvimento e a ampliação de direitos e outro orientado pelo desmonte do Estado, pela fragilização das políticas públicas e pela retomada de um processo de regressão social e civilizatória.

A política de juros do BC é um desastre

Charge: Cícero
Por Paulo Nogueira Batista Jr

Os juros altos se encarregam de manter intactas e até reforçar a bolsa-banqueiro e a bolsa-rentista, varrendo do mapa os efeitos distributivos da bolsa-família e de outros programas sociais.

“Gabriel Galípolo é um traidor”, disparou Bresser-Pereira há poucos dias.

Não iria tão longe, ainda tenho uma esperança (minguante) de que Galípolo possa reorientar a política monetária. Mas não há dúvida de que é imensa a frustração com o presidente e os diretores do Banco Central – tanto mais que todos eles foram nomeadas pelo presidente Lula.

Que diferença fez a nova diretoria do Banco Central até agora?

Pode ser que estejam preparando coisas importantíssimas nos bastidores, mas não se nota por enquanto nenhuma mudança expressiva em comparação com a gestão Roberto Campos Neto. Os juros continuam na lua, produzindo estragos consideráveis no país.

Antes de entrar no assunto, faço duas ressalvas rápidas.

Raimundo, o jornalista da contracorrente

Raimundo Pereira
Por André Cintra, no site Vermelho:

O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, um dos principais nomes da imprensa alternativa no Brasil, faleceu na manhã deste sábado (2/5), aos 85 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado desde quinta-feira (30/4) e não resistiu às complicações de uma pneumonia. O corpo será cremado ainda nesta tarde.

Com sua morte, encerra-se uma trajetória que atravessa seis décadas de jornalismo, sempre em tensão com o poder e invariavelmente fora dos trilhos da grande mídia. Não por acaso, sua biografia, escrita em 2013 por Júlia Rabahie e Rafael Faustino, recebeu o título Contracorrente – A História de Raimundo Rodrigues Pereira.

“Das figuras que conheci e com quem convivi, nenhuma reunia simultaneamente doses tão imensas de inteligência, espírito empreendedor e resiliência quanto Raimundo Pereira”, afirma Walter Sorrentino, presidente da Fundação Maurício Grabois, ligada ao PCdoB. “Raimundo pôs tudo isso a serviço do pensamento da esquerda progressista, nacional e democrática, de modo militante.”

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Alcolumbre e a ingovernabilidade radical

Charge: Aroeira/247
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Davi Alcolumbre, achacador e extorsionário-mor da República, militou pesadamente para o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF.

Ele pretendia impor uma derrota humilhante ao presidente Lula com um revés de enorme gravidade.

Eleito senador pelo Amapá com 196.087 votos, Alcolumbre concretizou seu plano sequestrando prerrogativas constitucionais da Presidência da República e interditando o exercício do poder pelo governante escolhido pela soberania popular com 60.345.999 votos.

O episódio enterra o exótico modelo de governabilidade institucional baseado na aliança do Executivo com o STF e a presidência do Senado. Modelo esse engendrado no início do governo Lula3 diante dos impasses criados por Arthur Lira, então presidente da Câmara dos Deputados.