segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

República dos canalhas unida pelo golpe

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                      

Sem medo de errar, ao longo de toda a história da República brasileira, nunca se viu entre os conservadores e direitistas brasileiros uma concentração tão grande de políticos da pior espécie. Essa escória, para a desgraça da nação, ainda conta com o decidido e militante apoio do império midiático, que aplaude e amplifica as ações e manobras políticas mais torpes e calhordas.

A oposição tucana sabota a democracia do país desde que perdeu pela quarta vez consecutiva a eleição para presidente da República. Do questionamento sobre a lisura da urna eletrônica à sólida aliança com um notório corrupto como Eduardo Cunha, passando pelas tentativas de reprovar as contas de Dilma no TSE e pela pressão pela rejeição das contas do governo no valhacouto de políticos fracassados que atende pelo nome de TCU, o PSDB se esmera em esculhambar o regime democrático e agravar as dificuldades econômicas do país.

Nem o currículo de Eduardo Cunha fez com que ele fosse alvo de quaisquer restrições por parte do monopólio midiático, desde que se lançou candidato e venceu as eleições para a presidência da Câmara dos Deputados. Ao contrário, foi festejado por ser inimigo do governo e capaz de lhe criar todo tipo de problema. Logo, Cunha acabou glorificado quando passou a impor derrotas ao governo e a tocar uma pauta das trevas na Câmara, atacando direitos civis e conquistas republicanas.

Até aí nenhuma surpresa, já que estamos falando de gente que se merece. É preciso ser analfabeto político ou um rematado idiota para acreditar na sinceridade do moralismo da mídia corporativa ou no seu zelo patriótico pelo erário público. O discurso contra a corrupção, isto sim, sempre serviu como arma para tentar destruir governos com compromissos populares, como no passado com Vargas, Jango e Brizola, e hoje com Lula e Dilma.

Parte do PIG se viu forçado a mudar de tom em relação a Cunha depois que vieram à tona suas contas na Suiça e mais uma penca de denúncias de recebimento de propina. Mas sempre com a preocupação de não queimar as pontes com ele, de olho na sua prerrogativa de aceitar ou rejeitar os pedidos de impeachment da presidenta. Mas a revista Veja, por exemplo, fiel a sua condição de esgoto do jornalismo brasileiro, nem essa pequena inflexão fez. Para blindar Cunha, seguiu explorando da forma mais sórdida a Lava Jato contra Dilma e o PT, ao mesmo tempo em que perseguia Lula e sua família.

No dia em que Cunha aceitou o pedido de impeachment como vingança pelo fato de o PT ter decidido que seus três deputados votariam contra ele no processo ao qual responde no Conselho de Ética por quebra de decoro, a imprensa retomou sua lua de mel com o presidente da Câmara. Nenhuma matéria de Globo, Folha, Veja e Estadão tocou na brutal injustiça, na canalhice elevada à enésima potência que envolve essa decisão. Como pode um desqualificado como Cunha, prestes a ser preso, aceitar um pedido de impedimento de uma governante honrada, que nunca respondeu a processo e contra quem não pesa nenhuma acusação ?

Se não tivesse enveredado por um caminho sem volta rumo ao cinismo mais escrachado com fins políticos e partidários, esses veículos de comunicação teriam que apontar a falta do mínimo de condições morais e políticas de Cunha para liderar um processo de impeachment. Na sua obsessão golpista, a mídia não hesita em se associar a alguém cuja ficha corrida lhe impede de julgar a conduta de quem quer que seja, especialmente de uma presidenta da República. E, apenas para purgar suas culpas e fingir indignação com as manobras desavergonhadas de Cunha no Conselho de Ética, Globo e Folha escrevem editoriais pedindo a saída do presidente da Câmara. Pura encenação.

Também a aliança golpista a céu aberto entre Cunha e o PSDB é vista com naturalidade, como um fato corriqueiro da cobertura política, e não como um acordo espúrio visando a destruição da democracia em nome da ganância pelo poder. Mesmo sem voto. Mesmo sem legitimidade. Mesmo que o preço seja rasgar a Constituição.

Da mesma indulgência desfruta o vice-presidente Michel Temer. Conspirando no submundo da política, Temer apunhalou pelas costas sua companheira de chapa, revelando deploráveis falhas de caráter. Mas a mídia ignora solenemente essa traição repugnante dispensando-lhe o tratamento de futuro chefe de Estado e de governo e abrindo-lhe generosos espaços para que exponha seus planos antinacionais e antipopulares de governo.

Diante de tanta nojeira, resta o consolo de que todos esses personagens têm lugar assegurado no lixo da história.

2 comentários:

Anônimo disse...

Síntese precisa do momento que vivemos,porém a dúvida me consome. Até quando isso?

mensagensnanett disse...

PAROLIZADORES DE OTÁRIOS


Os parolizadores de otários falam em povos mais ricos e em povos mais pobres... em povos em ascensão e em povos em declínio... (situações um tanto ou quanto secundárias)... procurando desviar as atenções daquilo que é essencial - leia-se, importante é CRIAR CONDIÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA: todos diferentes, todos iguais... isto é: todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o seu espaço no planeta [Inclusive as de 'baixo rendimento demográfico'! Inclusive as 'economicamente pouco rentáveis'!]
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Os separatistas-50-50 não são ANTI isto ou aquilo... são é PRÓ Direito à Sobrevivência!
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-» Quando se fala no (legítimo) Direito à Sobrevivência de Identidades Autóctones... Nazis-Económicos (nazis-made-in-USA) desde há séculos com a bênção de responsáveis da Igreja Católica - proclamam logo: «a sobrevivência de Identidades Autóctones provoca danos à economia...»
[nota: os Nazis-Económicos provocaram holocaustos massivos em Identidades Autóctones]
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P.S.
-» Nazismo não é o ser 'alto e louro', bla bla bla,... mas sim... a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros.
-» Os 'globalization-lovers' que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa!
-» Existem 'globalization-lovers'... e existem 'globalization-lovers' nazis (estes buscam pretextos para negar o Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones).
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P.S.2.
Direitos que já há alguns anos (comecei nos fóruns clix e sapo) aqui o je vem divulgando:
1- O Direito à Sobrevivência de Identidades Autóctones : ver blog "http://separatismo--50--50.blogspot.com/".
2- O Direito à Monoparentalidade em Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas: ver blog "http://tabusexo.blogspot.com/".
3- O Direito ao Veto de quem Paga: ver blog "http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/".
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Anexo:
Um caso de bandalheira: pessoal que não se preocupa com a construção duma sociedade sustentável (média de 2.1 filhos por mulher)... critica a repressão dos Direitos das mulheres... todavia, em simultâneo, para cúmulo, defende que... se deve aproveitar a 'boa produção' demográfica proveniente de determinados países {nota: 'boa produção' essa... que foi proporcionada precisamente pela repressão dos Direitos das mulheres - ex: islâmicos}... para resolver o deficit demográfico na Europa!?!?!!!