sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Datafolha, Ibope e golpismo midiático

Por Renato Rovai, em seu blog:

Não há mais a menor sombra de dúvida de que esta eleição presidencial de 2014 é a mais emocionante e cheia de alternativas desde 1989. Isso se deve não só à queda do avião que levava Eduardo Campos em Santos, como também a erros do governo e a fragilidade da oposição. O eleitorado tem muitas dúvidas sobre que caminho seguir porque seu nível de exigências hoje é maior do que lhe é oferecido. Tanto por um lado, quanto pelo outro.

A agenda oculta pela mídia

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Encerra-se a primeira das três semanas cruciais para a imprensa brasileira. Nesta sexta-feira (10/10), as manchetes dos diários de papel são uma reprodução fiel do Jornal Nacional apresentado pela TV Globo na véspera: ali está aberta a agenda que a mídia oposicionista quer ver cumprida até o dia 26. Depois disso, seja qual for o resultado das urnas, será preciso fazer a meia volta e procurar o reencontro com o jornalismo.

Dilma fala aos blogueiros

Como enfrentar a onda conservadora?

Por Valter Pomar, em seu blog:

A "onda conservadora" é um tema presente em muitas análise das eleições 2014.

Presente, especialmente, naqueles analistas que superestimaram os aspectos progressistas das manifestações de junho de 2013, minimizando o fato delas não serem homogêneas nem organizadas e, principalmente, terem produzido uma reação por parte da direita política e midiática, seja para "interpretar" seu significado, seja para neutralizar eventuais desdobramentos positivos.

A chave da vitória de Dilma

Editorial do site Vermelho:

A campanha do segundo turno da eleição presidencial, de curtíssima duração, começou com intensidade e elevado grau de conflitualidade política. Nela, dois aspectos se destacam: a mobilização total da militância, dos aliados e do povo e a nitidez da mensagem política. Em ambos, as forças progressistas levam vantagem.

Segundo turno: o voto útil

Por Pedro A. Ribeiro de Oliveira, no site da Adital:

O 1º turno é o momento político por excelência, porque nele se explicitam as propostas dos candidatos e candidatas, independentemente de sua probabilidade de vitória. A proposta de Lula e Dilma foi apoiada por muitos companheiros e companheiras de fé e luta política, como Leonardo Boff, Frei Betto e Luiz Alberto G. Souza, mas não por mim. Não me entusiasma a inclusão das classes e setores marginalizados no mercado de consumo sem taxar as grandes fortunas de ruralistas, empresário/as, banqueiro/as e rentistas.

Contra o retrocesso, "tô com Dilma"

Por Iago Montalvão, no site União da Juventude Socialista (UJS):

O resultado do 1° turno das eleições de 2014 foram, em geral, um retrocesso para as forças progressistas a nível nacional. Ainda que tenhamos conquistado vitórias regionais, como a derrota do tradicionalismo e conservadorismo do PSDB em Minas Gerais com uma frente popular, que agora sob o comando de Pimentel (PT) governará esse estado; na Bahia com Rui Costa (PT) caminham também as forças populares para a superação do Carlismo; e a grande vitória dos comunistas no Maranhão com Flávio Dino (PCdoB), um primeiro passo importante e fundamental para enfraquecer e extinguir o domínio da oligarquia dos Sarney nesse estado.

Mídia não garantiu vantagem a Aécio

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Ibope e Datafolha fecham um resultado em comum na primeira pesquisa: 51% para Aécio, 49% para Dilma.

Estes números, que seriam os votos válidos, correspondem a 46 a 44%, com 4% de nulos e 6% de indecisos, em ambas as pesquisas.

Romper o cerco conservador

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

O PT não é um partido de santos. Há gente boa e ruim ali – como em toda parte.

Mas você já reparou que, em toda eleição, há sempre uma onda de denúncias contra o PT? E só contra o PT?

Onde estão as investigações sobre os trens de São Paulo? Sobre a privatizações tucanas? Jamais prosperaram. Agora, a 15 dias da eleição, surge a delação premiada de um réu desesperado – jogando lama sobre Dilma, Lula e o PT como um todo. Não há chance de responder. Não. O rolo compressor midiático está acionado.

Aécio é SP contra o nordeste

Por Antonio de Azevedo, no blog Viomundo:

O PSDB é um partido paulista: controlado por líderes paulistas, defende os interesses da elite de São Paulo e depende fortemente do voto paulista.

Foi no Estado de São Paulo que Aécio Neves colheu sua maior vitória no primeiro turno em 5 de outubro (de São Paulo saíram 10 milhões dos cerca de 30 milhões obtidos pelo PSDB).

Dilma x Aécio; Lula x FHC

Por Nicolas Chernavsky, no blog culturapolitica.info:

Finalmente chegou a hora. Depois de uma abrupta guinada para o conservadorismo em 1964, gradualmente o Brasil conseguiu sair das trevas para chegar à predominância do progressismo a partir da eleição de Lula em 2002. Nestes 12 anos, o Brasil conseguiu avanços extraordinários, como retirar 36 milhões de pessoas da miséria e ascender 40 milhões de seres humanos para a classe média. Saímos do mapa da fome no mundo. Reduzimos o desemprego à metade com aumentos consideráveis de salários. Estamos conseguindo realizar o sonho de muitas gerações de brasileiros. Estamos deixando de ser um país pobre e virando um país de classe média! Não era isso o que queríamos?

Malafaias e bolsonaros estão com Aécio

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O amor, a amizade e o respeito não unem as pessoas tanto quanto o ódio a alguma coisa, dizia Tcheckhov.

Aécio Neves recebeu o apoio da hidrofobia ostensiva de Silas Malafaia e Jair Bolsonaro. Previsível?

São Paulo: A vanguarda do atraso

Por Izaías Almada, no Blog da Boitempo:

A reeleição do governador Geraldo Alckmin, a eleição do senador José Serra, a expressiva votação de Aécio Neves e Marina Silva no último domingo, o número de votos obtidos pelos deputados Russomano e Feliciano (a lista desse apagão anti-humanista é extensa e enfadonha), embora confirmem o ‘exercício da democracia’, confirmam também que o estado de São Paulo se torna de fato o representante legítimo da vanguarda do atraso brasileiro.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PSOL reforça campanha contra Aécio

Por Altamiro Borges

Em reunião realizada nesta quarta-feira (8), a executiva nacional do PSOL decidiu liberar os seus filiados e não formalizar apoio no segundo turno da eleição presidencial. Ao mesmo tempo, porém, a sigla recomendou explicitamente que não se vote no cambaleante tucano e algumas de suas principais lideranças já externaram que votarão em Dilma Rousseff. Segundo o documento aprovado, “Aécio Neves, o seu PSDB e aliados são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina. O jeito tucano de governar, baseado na defesa das elites econômicas e nas privatizações, com a corrupção daí decorrente, significa um verdadeiro retrocesso”.

PSDB é inimigo dos trabalhadores

Por Altamiro Borges

A onda conservadora que eclodiu no primeiro turno atraiu setores que desconhecem a história do PSDB e do seu candidato, o cambaleante Aécio Neves. Inclusive em áreas operárias de São Paulo, por exemplo, muitos trabalhadores, principalmente jovens, votaram no presidenciável tucano. É preciso que estes eleitores conheçam as práticas – e não os falsos discursos – destes verdadeiros inimigos dos assalariados. Com este objetivo, apresento alguns dados concretos sobre o triste reinado de FHC. Os trabalhadores foram as maiores vítimas do veneno neoliberal do desmonte do trabalho. Quem conhece esta história não vota em Aécio Neves.

Das ruas e das redes brota a resistência


Campanha do PT faz bem à democracia

Por Breno Altman

Não faltam vozes a denunciar inserções de campanha da presidente Dilma Rousseff como “baixaria” ou até “terrorismo eleitoral”. A candidata Marina Silva teria sido triturada por uma “máquina de mentiras”, a mesma variável que, supostamente inspirada pelo nazista Goebbels, estaria prestes a se abater sobre Aécio Neves.

Como será o segundo turno?

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Um dos principais intelectuais brasileiros, o professor Wanderley Guilherme dos Santos é o pensador de momentos importantes da historia do Brasil. Seu artigo “Quem vai dar o golpe” permanece como uma obra indispensável para entender o movimento que derrubou o governo João Goulart. Nos textos reunidos em “Décadas de Espanto e uma Apologia Democrática,” Wanderley permite compreender as privatizações e as tentativas de mudar o papel do Estado no governo Fernando Henrique Cardoso.

O PSDB e a república dos bananas

Por Flávio Aguiar, no site Carta Maior:

O Brasil é diversificado demais para poder ser enquadrado na expressão “banana republic”. Tecnicamente, a expressão descreve "um país politicamente instável, cuja economia depende largamente de um produto de exportação de fonte limitada, com classes sociais estratificadas, incluindo uma grande classe trabalhadora empobrecida, e uma plutocracia governante de elites empresariais, políticas e militares". Estou citando a Wikipédia a respeito.

Os perigos que nos rondam

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Latifundiários, banqueiros, racistas, homofóbicos, defensores da ditadura, sociopatas e ultrarreacionários em geral, estão se alinhando em apoio a Aécio Neves.

Ronaldo Caiado, Malafaia, Pastor Everaldo, Bolsonaro, para citar apenas alguns nomes.

Época divulga pesquisa fajuta

Por Renato Rovai, em seu blog:

Alguém já tinha ouvido falar do Instituto Paraná Pesquisas? Pois é, hoje a revista Época divulgou aquela que seria a primeira sondagem do segundo turno dando Aécio Neves oito pontos à frente de Dilma, mas o que subiu nos trending topics do Twitter não foi o resultado, e sim de onde surgiu o instituto.

O volume morto da imprensa

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Começa na quinta-feira (9/10) um teste definitivo para a mídia tradicional do Brasil. Agora que a alternativa Marina Silva foi descartada, os principais grupos empresariais de comunicação estarão em confronto aberto com o Partido dos Trabalhadores, que controla há doze anos o poder central. O cenário é o da eleição presidencial em segundo turno, no qual o grupo apoiado explicitamente pela imprensa majoritária enfrenta a presidente que busca a reeleição.

O “vodu econômico” do tucanato

Por Osvaldo Bertolino, no site da Fundação Mauricio Grabois:

A expressão “filho feio não tem pai”, dita quando alguém pratica um ato negativo e não se responsabiliza por ele, pode ser uma espécie de resumo do debate sobre os efeitos da crise econômica global no Brasil. Segundo as manchetes garrafais dos jornais na terça-feira (8), o Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou “fatores domésticos” para justificar o baixo crescimento da economia brasileira, sem explicar devidamente que as causas indicadas são generalidades, como “reformas”, baixa competitividade, gargalos na educação e no treinamento de mão de obra, falhas na infraestrutura (principalmente em estradas e portos), baixo índice de investimento e poupança, efeito do aumento dos juros sobre a demanda e a “incerteza política”.

Concentrar forças na reeleição de Dilma

Por José Reinaldo Carvalho, no site Vermelho:

O momento nacional chama vivamente a esquerda, as forças progressistas e patrióticas a uma reflexão detida e a uma atitude firme, corajosa e consequente.

Em grande medida, os resultados eleitorais de cinco de outubro revelaram a existência de uma onda de direita, nada obstante a presidenta Dilma ter obtido um resultado que lhe dá a liderança e uma vantagem de oito milhões de votos sobre seu principal contendor, a eleição de governadores de esquerda e do centro democrático e o posicionamento em condições de competitividade nas disputas do segundo turno em 14 estados.

O oportunismo da oposição na Bolívia

Felipe Bianchi
Por Felipe Bianchi e Leonardo Severo, de La Paz, no blog ComunicaSul:

César Navarro quer aprofundar desenvolvimento e lamenta que opositores tentem ‘usurpar’ as vitórias populares; país vais às urnas no domingo (12). “A nacionalização, como diz Evo Morales, é a refundação econômica do Estado, e a Constituinte, a refundação política”, afirmou o ministro de Minas e Metalurgia, em entrevista ao ComunicaSul, nesta terça-feira (7).

A proposta de Aécio para a economia

Por Renata Mielli, no blog Janela sobre a palavra:

Neste 2º turno, a polarização eleitoral vai aumentar. O país tem 20 dias para escolher que caminho vai seguir nos próximos anos. Acho que é preciso qualificar a discussão, o que significa sair da simples retórica do ser contra por ser contra e ponto final.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Roberto Amaral detona Noblat

Por Altamiro Borges

A mídia tucana está em plena ofensiva para garantir o apoio de Marina Silva e do PSB ao cambaleante Aécio Neves. A Folha até deu chamada de capa antecipando a decisão “favorável” da sigla, antes mesmo da reunião da sua direção. Neste jogo bruto, a velha imprensa tenta bombardear os dirigentes do PSB que resistem a esta guinada à direita. Um dos alvos principais é o presidente da legenda, Roberto Amaral, vitima de intrigas desde que assumiu o posto com a morte de Eduardo Campos. Para detoná-lo, o blogueiro oficial da famiglia Marinho, Ricardo Noblat, publicou mais uma de suas calúnias no site de O Globo nesta semana. Mas recebeu o devido troco em nota divulgada nesta quarta-feira (8):

FHC, um presidente bom de bico

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Nas redes sociais popularizou-se a figura do troll. São perfis do Twitter, Facebook e comentaristas de sites jornalísticos e blogs que entram para provocar. Ninguém está a salvo deles, de Dilma a Aécio, do PT ao PSDB, todos são vítimas dos trolls do outro lado.

A implosão de Marina Silva


Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Marina Silva já havia implodido nas urnas. Agora, implode também sua imagem, e o capital que poderia carregar para 2018.

O PPS apoiar Aécio é parte do jogo. O partido sempre foi próximo dos tucanos. Mas e a “Nova” Política de Marina? O eleitor vai engolir mais esse vai-e-vem da ex-ministra?

"Se for investigado, Aécio acaba preso"

Por Conceição Lemes, no blog Viomundo:

Antes do último domingo 5, Aécio Neves (PSDB) alardeava que, em Minas Gerais, teria 4 milhões de votos a mais que Dilma Rousseff (PT) na disputa presidência da República.

Os mineiros lhe deram uma baita cortada nas asas, assim como de outros tucanos.

Em Minas, terceiro colégio eleitoral brasileiro, Dilma teve mais votos: 4.829.513 — 43,48%. Aécio, 4.4414.452 – 39,75%.

Mídia não tolera críticas a Aécio

Do blog de Zé Dirceu:

Recomeça a campanha da mídia para caracterizar como ataque toda crítica ao candidato tucano ao Planalto, senador Aécio Neves (coligação PSDB-DEM). Antes a vítima era Marina, agora vão pintá-lo como tal. Tudo que se fala ou faz é taxado como desconstrução do candidato Aécio. Já as críticas à presidenta Dilma, a demolição de seu governo e do legado de Lula e a tentativa de liquidar com o PT são tratadas pela mídia como verdades, fatos objetivos, números e dados dentro das regras da democracia. Uma clara adoção da tática dos dois pesos e duas medidas, mal disfarçando o papel político desempenhado por boa parte da imprensa.

FHC e o ódio à democracia

Do site Brasil Debate:

O filósofo Jaques Rancière em seu livro “O ódio à democracia”, recém-lançado no Brasil, lança luz sobre a resistência das elites às aspirações de poder da população. Segundo ele, as oligarquias, seus ideólogos e especialistas julgam conhecer os mecanismos adequados para a condução de um governo democrático. Quando a legitimidade popular colide com o consenso oligárquico, trata-se da ignorância. “Se a ciência não consegue impor sua legitimidade é por causa da ignorância. Se o progresso não progride é por causa dos retardatários.”

Derrotar a direita sem vacilações

Editorial do jornal Brasil de Fato:

Concluímos o primeiro turno das eleições gerais com um Congres­so Nacional mais conservador. A on­da reacionária fortaleceu as bancadas ligadas a grupos evangélicos funda­mentalistas, lideranças contra a am­pliação de direitos e a chamada “ban­cada da bala”, defensora da intensi­ficação de medidas repressivas. Mas fortaleceu principalmente as ban­cadas patronais ligadas aos grandes grupos econômicos.

Dilma e a esperança

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

A mídia nativa encontra à última hora o novo salvador da pátria. Aécio Neves atropela Marina Silva na reta final do primeiro turno da eleição presidencial e consegue o segundo lugar com uma porcentagem de votos que supera as expectativas. O tucanato está em festa, e tem boas razões para tanto, a se considerar a rápida ascensão do seu candidato. Agora na aposta da continuidade do desempenho em elevação.

Marina e “não votos” na margem de erro

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Quem será que Marina vai tirar para dançar no segundo turno? Alguém tinha ou ainda tem alguma dúvida?

Faz três dias, desde a abertura das urnas no domingo, só se fala disso. A protagonista do segundo turno até agora é Marina Silva, a terceira colocada, que ficou fora dele. Apesar de estar sendo "intimada" pela velha mídia familiar e partidária a declarar logo seu apoio ao tucano Aécio Neves, ela está se fazendo de difícil e alimentando o suspense para valorizar o passe.

PT e a fábrica de alienação

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Um fato foi, essencialmente, o responsável pela condução do governo de orientação popular e inclusiva a uma situação de risco eleitoral.

O produto da inclusão, sem política e politização, é uma classe média sem valores senão os imediatos, como são os próprios do consumo e com uma moralidade que tudo tolera na apropriação privada da riqueza e vê no Estado – mudo ou com um discurso pasteurizado – apenas um serviçal (ou um estorvo) e não o indutor de sua própria ascensão.

Eleição se ganha é na campanha

http://www.dilma.com.br/
Por Bepe Damasco, em seu blog:

Essa afirmação parece um tanto óbvia e redundante, mas não é. A supervalorização das pesquisas, que se disseminou entre marqueteiros, dirigentes e militantes de base dos partidos, ativistas e coordenadores das campanhas, acaba prejudicando as próprias táticas e estratégias eleitorais. É que os resultados dos levantamentos, em geral, provocam sensações que oscilam entre o entusiasmo exagerado e o pessimismo paralisante.

Marina entre Aécio e Chico Mendes

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Caso venha a confirmar os sinais de que procura um atalho para se engajar na campanha de Aécio Neves, a candidata Marina Silva estará dando razão aos adversários que sempre disseram que sua “nova política” nada mais foi do que um rótulo de ocasião para praticar a “velha política” com outro nome.

Um segundo turno de disputa

Por Emir Sader, no site Carta Maior:

Pela quarta vez consecutiva o PT disputa o segundo turno com os tucanos. Foi assim com o Lula em 2002 e em 2006, com a Dilma em 2010 e volta a ser com ela em 2014.

A diferença esta vez é que a reserva de votos está à direita, com a Marina, e não à esquerda, como em outras vezes (como a própria Marina, ainda com parte do eleitorado progressista em 2010).

As lições do primeiro turno

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Enumero abaixo, o que considero as lições mais importantes deste primeiro turno.

1) Não acreditar em pesquisa, mesmo as favoráveis para nosso campo. É impossível ignorá-las, mas não se deve considerá-las excessivamente. Não entro no mérito de sua honestidade; mas é óbvio que não estão dando conta de captar a dinâmica da opinião dos eleitores. O Brasil ficou grande e complexo demais. Erraram para todos os lados.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O que diz o eleitor de Aécio

Por Geraldo Galindo

O eleitor de Aécio diz ser um defensor da democracia, das liberdades democráticas e acusa a esquerda de defender ditaduras. Esse é o mesmo eleitor que deposita nas urnas 700 mil votos para Bolsonaro, um parlamentar defensor de exílios, torturas e assassinatos cometidos pelos militares no longo período de autoritarismo no Brasil.

Saudosos da ditadura amam Aécio

Do blog: http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

No primeiro turno, o caricato Clube Militar – que reúne os “milicos de pijama” saudosos da ditadura – quase entrou em crise existencial. Diante do “furacão” Marina Silva, um curioso texto foi publicado no site da entidade em apoio à ex-verde, encarada como única capaz de derrotar o “lulopetismo”. De imediato, o presidente da confraria se rebelou e garantiu que os generais da reserva apoiavam Aécio Neves, mesmo prevendo sua derrota. Agora, no segundo turno, a divisão foi superada: os saudosos da ditadura marcharão unidos pela vitória do tucano. Em texto divulgado nesta terça-feira (7), o Clube Militar afirma que o candidato do PSDB finalmente poderá “interromper a sovietização do Brasil”.

Mídia explica indigestão de Alckmin

Por Altamiro Borges

Vários fatores explicam a folgada reeleição de Geraldo Alckmin em São Paulo, apesar da falta de água, do caos no transporte público, da violenta crise na segurança e de outras mazelas do “choque de indigestão” tucano. O livro “Os ricos no Brasil”, organizado por Marcio Pochmann, mostra que o Estado concentra os ricaços e a velha classe média e que estes setores se tornaram cada vez mais elitistas e reacionários. É preciso também analisar a ação das forças de esquerda, que partem do diagnóstico de que o eleitorado é conservador e adotam políticas conservadoras. Mas não dá para entender a vitória do “picolé de chuchu” sem analisar o papel nefasto da mídia hegemônica.

Roberto Freire foi para... Punta!

Por Altamiro Borges

Oposicionista hidrófobo, Roberto Freire nem esperou o enterro de Marina Silva para já declarar seu apoio a Aécio Neves. Mais do que nunca, ele agora depende dos tucanos para salvar a sua própria carreira política. Presidente eterno do PPS, ele foi derrotado nas urnas em São Paulo e não conseguiu se reeleger. O seu partido, apêndice da direita, elegeu 10 deputados federais – dois a menos que em 2010. E o pernambucano ficou na quarta suplência em São Paulo. O PSDB é a sua única salvação. Do contrário, só lhe restará curtir as magoas nos cassinos de Punta del Este.

O círculo vicioso das manipulações

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Na expectativa das alianças que irão recompor as forças partidárias para o segundo turno da eleição presidencial, os jornais apresentam aos leitores um jogo de adivinhações que tenta dissimular suas preferências políticas. Daqui para a frente, seja qual for o movimento das peças, tudo será levado ao propósito maior da mídia tradicional, que é recompor sua influência sobre o poder Executivo federal.

Apoio a Aécio vai desmascarar Marina

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Os jornais de terça-feira, 7 de outubro, anunciam o que todos os que sempre souberam do que se tratava a candidatura Marina Silva já intuíam: a autoproclamada representante da “nova política” irá apoiar Aécio Neves e o PSDB no 2º turno contra Dilma Rousseff.

A disputa decisiva em São Paulo

Por Renato Rovai, em seu blog:

Aécio teve 4 milhões de votos de frente em relação a Dilma no primeiro turno paulista. Isso significa que sua vantagem vai se manter ou aumentar no segundo turno? Evidente que não, apesar de boa parte dos analistas estarem tratando isso como fato consumado.

Em 2006, Lula perdeu por exatos 4 milhões de votos para Alckmin no primeiro turno. E no segundo diminuiu essa diferença para apenas 1 milhão. O que se viesse a acontecer de novo, significaria a derrota do tucano mineiro.

Fantasma do passado: PSDB nunca mais

Dilma x Aécio: a maturidade do voto

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Dilma vai enfrentar Aécio Neves no segundo turno. É o tradicional confronto PT x PSDB que se repete. Isso significa que a “velha” Política ganhou da “nova”?

Não. Significa que a Democracia brasileira mostrou maturidade. Marina tem uma biografia respeitável, mas tentou ganhar a eleição tratando o eleitor feito criança. “Eu sou o novo” (sei…), “vou governar com os “bons” de cada partido” (só faltava escolher os maus), “quero menos Estado e mais política social” (mágica?), “no meu governo não haverá toma lá dá cá no Congresso, contaremos com a pressão das ruas” (seria um governo bolchevique, com o Congresso cercado pelas massas, enquanto o Gianetti e a Neca acertam o resto com os bancos?).

Algumas precisões sobre as eleições

Por Valter Pomar, em seu blog:

A Rede Brasil Atual publicou, no dia 5 de outubro, um texto a partir de uma entrevista feita comigo.

O texto está aqui: http://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2014/dirigente-do-pt-diz-que-falta-de-reformas-politica-e-da-comunicacao-explicam-eleicoes-7238.html

Quem editou o texto, optou por não apresentar as perguntas e por reestruturar as respostas. Nada excepcional, mas sendo assim faço algumas precisões.