sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O ajuste fiscal e o nosso papel na eleição

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Este é provavelmente o último artigo que escreverei antes do segundo turno da eleição presidencial. É, repito, a eleição mais arriscada das nossas vidas. Já tentei explicar por que em artigos e entrevistas anteriores.

Hoje, queria fazer algo diferente – falar do papel de cada um de nós na eleição. Quem somos “nós”? Acredito que a maioria esmagadora dos que estão lendo este artigo seja de esquerda ou centro-esquerda. E que a maioria vote em Lula. É com vocês que quero conversar hoje.

Um parêntese: se houver, por um acaso, um bolsonarista arraigado perdido por esta página, peço gentilmente que se retire. Trata-se de uma conversa estritamente particular.

Escala 6x1 e pequenos e médios empresários

Por Jair de Souza

Com a histórica aprovação no Congresso do projeto que pôs fim à jornada de trabalho 6 por 1, teve início uma campanha de distorção da realidade por parte dos eternos exploradores.

Vem de longa data a estratégia dos grandes capitalistas de procurar confrontar os pequenos e médios empresários com as maiorias populares e, neste momento, estão tentando causar o mesmo pânico em função da redução da carga horária dos trabalhadores assalariados. Estão jogando pesado com vista a atemorizar, inclusive, aqueles aos quais denominam empreendedores.

Sem dúvidas, é bastante compreensível que os magnatas do capital procedam assim, visto que constituem um grupo numericamente ínfimo de pessoas que, em nenhuma hipótese, ultrapassa dois porcento de nossa população.

A vitalidade do sindicalismo brasileiro

Por João Guilherme Vargas Netto

Absorvidos nas tarefas prioritárias de mobilizar as pessoas para votarem certo nas eleições, não registramos a divulgação pelo IBGE na taxa de sindicalização em 2025 (8,8%) mantida estável em relação à de 2024 (8,9%).

Recapitulemos: a taxa de sindicalização, que é a porcentagem de trabalhadores sindicalizados em toda a mão de obra empregada, apresentou neste século, no Brasil, uma tendência quase constante à queda (começando com 16% - 18% e caindo sempre, mais aceleradamente após 2016, chegando a 8%) até que, para surpresa de muitos, em 2024 a queda transformou-se em subida, interrompendo o ciclo descendente.