domingo, 4 de outubro de 2026

Fintechs da Faria Lima lavaram grana do PCC

Reprodução da internet
Por Altamiro Borges


Mesmo após o escândalo do Banco Master, a mídia rentista segue tentando abafar a ação criminosa dos mafiosos da Faria Lima – a avenida na capital paulista que concentra os abutres financeiros e simboliza o poder dos banqueiros no Brasil. Algumas reportagens até são produzidas, mas não viram manchete e nem destaque nos noticiários da televisão. Na semana passada, por exemplo, o site UOL estampou no título que “PCC usa fintechs da Faria Lima para lavar dinheiro”.

Segundo a matéria, antes de ser assassinado em pleno Aeroporto Internacional de Guarulhos, o empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach confessou parte do que sabia sobre a estrutura de lavagem de dinheiro do PCC. “Durante a delação, a Promotoria indicou que sabia pouco sobre operações financeiras digitais do crime organizado. Gritzbach detalhou aos promotores os mecanismos usados pelo PCC para lavar dinheiro e ‘bancarizar’ recursos ilícitos através do sistema financeiro”.

Jovem Pan promove nova onda de demissões

Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha
Por Altamiro Borges


O Canal D, a coluna de entretenimento do jornal O Dia, divulgou na semana passada que a TV Jovem Pan, do bolsonarista Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, vulgo Tutinha, iniciou uma nova onda de cortes na empresa. “Cada vez mais distante da vice-liderança dos canais de notícias da TV por assinatura, solidamente ocupada pela CNN-Brasil, a Jovem Pan enfrenta um dos momentos mais conturbados da sua história”. O passaralho, como é conhecido o processo de demissões em massa, atinge todos os setores:

Fim da desumana escala 6x1: agora vai?

Foto: Letycia Bond/Agência Brasil
Por Altamiro Borges


Já sem o fator pressão das urnas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), agendou para a próxima terça-feira (6) o início da tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a desumana escala de 6x1, com a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem corte salarial. A medida civilizatória é uma importante bandeira do governo Lula, mas sofreu forte rejeição do lobby patronal, da mídia hegemônica e da bancada bolsonarista.

A princípio, a PEC deve ser analisada pelo rito tradicional, que prevê cinco sessões de discussão antes de o texto ser levado à votação final. Mas esse intervalo pode ser encurtado por acordo entre os senadores. Por enquanto, a proposta aparece na pauta do Senado nos dias 6, 7 e 8 de outubro. Se as outras duas sessões de debate forem marcadas para a semana seguinte, os senadores poderão votar a PEC antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.