terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O perde-ganha com Temer e Dilma

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

As manifestações desse domingo trazem conclusões curiosas:

1- O número de manifestantes frustrou os organizadores, mostrando que o populacho não reage mais ao simples apertar de botões.

2- Em São Paulo a equipe da Globo foi atacada por furiosos com a falta de empenho da emissora em mobilizar as massas.

A velha mídia entrou em uma sinuca de bico.

A ação da PF na casa de Cunha

Por Renato Rovai, em seu blog:

O PMDB e o vice-presidente da República, Michel Temer, tiveram todas as oportunidades para se distanciar do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. No dia 20 de agosto, Rodrigo Janot apresentou denúncia ao STF e decretava ali o fim da linha para Cunha.

Naquele momento, o PMDB e o vice-presidente da República tinham como sugerir ao aliado que se afastasse da presidência da Casa e aguardasse a investigação. Se agissem dessa forma, não permitiriam que ele passasse a usar seu cargo apenas com o objetivo de se defender. E que ao fazer isso colocasse o país refém de uma questão pessoal, que passava por buscar derrubar Dilma para tentar segurar a Operação Lava Jato.

O impeachment e “as ruas”

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Em meio à vasta quantidade de bobagens suscitadas pela abertura do processo deimpeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, uma se destaca: o recurso à ideia de que “as ruas” estão na origem de tudo e vão determinar seu desfecho.

Volta e meia, a ideia aparece, ora em termos pretensamente elevados e filosóficos, ora em sentido comezinho. “As ruas” são usadas pelos próceres oposicionistas e seus intelectuais tanto para justificar o impeachment, e dar ao processo fundamento e legitimidade, quanto para auxiliá-los na definição de uma estratégia de tramitação da matéria no Congresso.

Pelo golpe, jornalões descartam Cunha!

Por Altamiro Borges

Há ainda quem discorde da tese de que a mídia hegemônica funciona como um partido político. Na verdade, o principal partido da direita na atualidade. A situação do correntista suíço Eduardo Cunha, que ainda preside a Câmara Federal, serve perfeitamente para convencer os mais reticentes. Num primeiro momento, toda a imprensa privada apoiou o achacador. O objetivo maior era desgastar e – se possível – derrubar a presidenta Dilma. De forma articulada, a mídia seletiva simplesmente omitiu o seu passado mais sujo do que pau de galinheiro. Agora, quando não dá mais para esconder as suas sujeiras –, ela simplesmente decide descartá-lo como bagaço. Os editoriais do Estadão, Globo e Folha deste final de semana confirmam que a mídia – apesar da concorrência no mercado – age como uma direção central nos seus intentos políticos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Faustão despenca do palanque da Globo

Por Altamiro Borges

Talvez insatisfeito com o seu mísero salário de R$ 5 milhões por mês, o apresentador Fausto Silva anda muito pessimista e rabugento. Ele transformou o seu “Domingão” num palanque oposicionista, com duras críticas aos rumos políticos e econômicos. O criticismo seletivo, somado aos enfadonhos quadros de entretenimento, talvez ajudem a explicar a constante perda de audiência do seu programa na TV Globo. No último domingo (13), na entrega do troféu “Melhores do Ano”, Faustão voltou a destilar seu veneno. Diante do ator Alexandre Nero, visivelmente constrangido, ele discursou: “Esse país não pode ficar do jeito que está. O país da corrupção, o país que não tem nada de educação, não tem nada de infraestrutura, não tem assistência médica, tem uma violência absurda. Não pode ficar o país ao Deus dará, nessa bagunça que está”.

Kim Kataguiri prestará contas da grana?

Por Altamiro Borges

Um curioso registro feito pela revista Fórum deixou uma baita dúvida no ar. Diz a matéria: “Um post divulgado hoje (11) no Facebook do Movimento Brasil Livre (MBL) pede dinheiro, supostamente para manifestações a serem realizadas no país pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Só que as contribuições são direcionadas para a conta pessoal de Kim Kataguiri, um dos líderes do grupo. ‘Essa é uma luta de todos os brasileiros e precisamos de união’, diz a publicação. A falta de transparência em relação aos recursos recebidos incomodou os internautas. ‘Ué, o MBL não tem CNPJ?’, questionou um. ‘Quer um Playstation? Peça para o seu papai', ironizou outro”.

República dos canalhas unida pelo golpe

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                      

Sem medo de errar, ao longo de toda a história da República brasileira, nunca se viu entre os conservadores e direitistas brasileiros uma concentração tão grande de políticos da pior espécie. Essa escória, para a desgraça da nação, ainda conta com o decidido e militante apoio do império midiático, que aplaude e amplifica as ações e manobras políticas mais torpes e calhordas.

Por que o impeachment desandou nas ruas?

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

As manifestações de ontem a favor do impeachment foram um anticlímax. Estão aí os dados do Datafolha mostrando a curva descendente de participação e uma retração superior a 70% em relação a março. É claro que isso pode mudar, tudo pode mudar no processo social. Mas por que, justamente agora, com o processo aberto, a ideia do impeachment desandou nas ruas?

Por vários motivos, quase todos representados por erros da oposição.

O ódio no ato pró-golpe em Brasília

Por Najla Passos, no site Carta Maior:



Cerca de seis mil pessoas participaram da manifestação pró-impeachment na capital federal, neste domingo (13), conforme levantamento da Polícia Militar. Os organizadores estimaram em 30 mil. O protesto, marcado para às 10h, demorou para pegar porque, com a organização descentralizada, parte dos manifestantes acabou indo direto para o Congresso Nacional e outra parte se concentrou em frente ao Museu da República. Os dois grupos se encontraram em frente ao Congresso por volta das 11h30, mas, logo em seguida, uma chuva rápida dissipou os presentes. Às 13h, o protesto já havia terminado.

Tinha mais "pato" que gente em Curitiba

Por Esmael Morais, em seu blog:

O leitor Maurício Pina, comentarista deste blog, contou mais “patos” do que gente no protesto contra a democracia neste domingo, 13, em Curitiba.

A manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff reuniu apenas 300 pessoas na capital de todos os paranaenses.

A passeata de hoje foi a primeira após o anúncio do apoio do governador Beto Richa (PSDB) ao golpe contra Dilma. Portanto, foi um verdadeiro fiasco nacional que o tucano até passou ser chamado de Mick Jagger na Boca Maldita, local onde foi encerrado o ato.

O chororô dos golpistas gaúchos

Por Marco Weissheimer, no site Sul-21:



O ato “Esquenta para o Impeachment”, promovido pelo Movimento Brasil Livre na tarde deste domingo (13), no Parque de Redenção, reuniu entre 300 e 500 pessoas, segundo estimativas da Brigada Militar. Segundo os organizadores, mais de 5 mil pessoas teriam participado da manifestação em defesa da derrubada da presidenta Dilma Rousseff. No entanto, os próprios promotores do ato admitiram que a presença de público ficou abaixo do esperado e colocaram a culpa no “boicote da mídia comprada e no Facebook, que, segundo eles, teriam “boicotado” a manifestação. Além dos integrantes do Movimento Brasil Livre e da banda loka liberal, três parlamentares participaram do ato: o deputado estadual Marcel van Hattem (PP) e os deputados federais Darcisio Perondi (PMDB) e Marchezan Junior (PSDB).

A escaramuça pós-eleitoral na Venezuela

Ilustração: http://www.aporrea.org/
Por Max Altman, no site Opera Mundi:

Poucos dias se passaram após a severa derrota de Maduro e da revolução bolivariana e as primeiras escaramuças já se configuram.

A batalha não será fácil para nenhum dos lados. A oposição conquistou importante bastião. Embora em seu conjunto, sob uma única bandeira a da MUD, tenha alcançado maioria qualificada com seus 112 deputados, aí incluídos os três indígenas, de um total de 167 cadeiras, esses deputados estão fragmentados em 14 distintas organizações partidárias que vão da extrema-direita com o Voluntad Popular, passando pela direta como Primera Justicia, pela ‘soi-disant’ social-democracia, a Ação Democrática até siglas outrora consideradas de esquerda como Causa R e a ultra-esquerdista Bandera Roja. Do outro lado, mais de 97% dos votos dados ao Gran Polo Patriotico destinaram-se ao PSUV.

A matemática (imperfeita) do impeachment

Por Theófilo Rodrigues, no blog O Cafezinho:

A votação realizada na Câmara dos Deputados na última terça-feira em torno da conformação da Comissão Especial foi seguramente o primeiro round da batalha do impeachment. A tensa votação terminou com os defensores da presidenta Dilma Rousseff tendo 199 votos e os opositores 272.

Um olhar superficial para esse resultado poderia indicar que a oposição foi vitoriosa e que o governo foi derrotado. E é verdade em parte. Mas não é toda a verdade...

O que fazer com o fracasso dos coxinhas?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Com todo o “banho” de mídia que recebem – a Globonews chegou a deixar de lado o grave acidente com um ônibus, com cinco mortes, no Rio de Janeiro para ficar totalmente dedicada a mostrar as manifestações – a direita mostrou, hoje, que já não arrasta multidões.

E como isso, infelizmente, não se deu por que o Governo tem melhorado seu desempenho ou mesmo sua popularidade, o mais provável é ter se evidenciado quem são os promotores da ideia do impeachment – dos quais Eduardo Cunha tornou-se o principal símbolo – são praticantes, com muito mais “currículo”, dos mesmos desvios que usam para justificar sua gritaria.

Oposição agora tenta contrabando

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Em dificuldade para encontrar um crime de responsabilidade que poderia vir a ser usado para acusar Dilma Rousseff, a oposição tenta mudar os termos do debate.

Num país onde a Constituição define nos artigos 85 e 86 que o impeachment só pode ocorrer a partir de um crime de responsabilidade, procura-se dizer que a decisão de afastar um presidente não passa de um conflito político – naquela visão simplória e rebaixada da palavra, segundo a qual é um vale-tudo parlamentar a ser vencido no corpo-a-corpo de quem tem mais votos.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Frota e outros patos na Avenida Paulista

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:


Kim Kataguiri estava com sono, mas ficou firme

Os organizadores do protesto anti Dilma na Avenida Paulista estão escondendo o fiasco atrás de uma estranha tese de que se trata de um “esquenta” e não da coisa para valer.

Foram apenas oito dias de organização, alegou um dos líderes (é impressionante como essas milícias têm apenas líderes). Foi frustrante, especialmente, quando se sabe que agora existe, em tese, uma cenoura à frente deles - ou uma mandioca atrás, dependendo do ângulo -, que é o acolhimento do pedido de impeachment por Eduardo Cunha.

Apesar da mídia, protesto é um fracasso

Do blog Viomundo:






As manifestações em defesa do impeachment da presidenta Dilma Rousseff foram um fracasso neste domingo 13, dia em que se “comemora” a implantação do AI5 na ditadura militar.

Um fracasso numérico relativamente aos protestos anteriores, especialmente agora que Eduardo Cunha abriu o processo de impeachment na Câmara e elegeu uma chapa majoritariamente da oposição para conduzí-lo.

Mini-festação vira piada no twitter

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

O novo AI-5, puxado pelo PSDB e a turma de Eduardo Cunha, não deu certo. Se FHC queria multidões nas ruas pelo golpe, vai ter que mandar buscar na Ucrânia…

Mas as marchas dos gatos pingados geraram um festival de respostas bem-humoradas.

13 de dezembro de 2015 foi o dia em que o pato dos tucanos virou mico. O zoológico do golpe vai fechar por falta de povo.



Um pato a favor do impeachment: coxinhas desmoralizam até o golpismo

O impeachment será derrotado nas ruas

Editorial do site Vermelho:

Na reunião golpista ocorrida na quinta-feira (10), com lideranças e os seis governadores do PSDB, o cardeal tucano Fernando Henrique Cardoso fez uma declaração de inusitada sinceridade que exprime bem o significado da ação da direita contra a presidenta Dilma Rousseff. Insistindo na tecla, contestada por grande número de juristas, da existência de alegadas “razões jurídicas” para o impeachment, FHC reconheceu: “é preciso se formar o clima político. Se esse clima político não se formar não há nada que derrube um presidente, que foi eleito”.

Porque não se deve levar Serra a sério

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Tempos atrás encontrei um alto quadro do governo Alckmin em um evento em Santos. Nele, teceu críticas a José Serra. No almoço, voltamos a conversar sobre Serra, ele sempre muito crítico. Na despedida, pediu: "Pelo amor de Deus, não coloque nada disso no Blog, senão Serra vai me retaliar através dos jornais".

O mesmo me disse um alter ego de Aécio Neves durante a campanha de 2014. Serra não desperta nem respeito nem paixão política, mas ódio e medo.

O golpe está em marcha no Brasil

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Ganhou velocidade e vida própria esta semana a marcha batida para o golpe civil contra o governo de Dilma Rousseff, reeleita pouco mais de um ano atrás. A senha para desencadear o movimento, que ganhou força nas últimas horas, foi a "carta-desabafo" do vice Michel Temer .

Num primeiro momento, não entendi o sentido e o objetivo daquela esdrúxula correspondência sentimental vazada em termos carregados de rancor, no melhor estilo Lupicínio Rodrigues, mas agora ficou claro: a indicação oficial do rompimento de Temer com Dilma era só o que estavam esperando os lideres da oposição para desencadear o processo iniciado no dia mesmo da derrota que sofreu nas eleições presidenciais de 2014.

PSDB oficializa sua ação golpista

Por Renato Rabelo, em seu blog:

Os tucanos entram céleres na contramão da historia da luta democrática em nosso país. A base do pedido de impedimento da presidenta da República é do PSDB. Agora, em termos oficiais, o PSDB carimba com todos os seus lideres e grão lideres a defesa do impeachment, sem base legal, sem base jurídica.

Estão na linha de que o impeachment é mais um processo politico que jurídico. Justificativa rala, disparatada, para fazer valer um golpe “institucional”, à moda do atual pensamento antidemocrático e autoritário no Continente. Sim, o substantivo é o golpe com todas as letras. Querem antecipar a tomada do poder central de qualquer modo. Se pudessem instigariam hoje os militares como as vivandeiras de quarteis faziam no passado.

Michel Temer é cúmplice do golpismo

Por Maurício Dias, na revista CartaCapital:

Durou tempo demais o silêncio adotado pelo vice Michel Temer a respeito do golpe tramado, e desfechado agora, contra a presidenta Dilma Rousseff.

Silêncio suspeito e também, até prova em contrário, silêncio cúmplice de um impeachment inconstitucional.

O vice-presidente é contra ou a favor? Ele não se definiu de forma clara. Foi, no entanto, informado antecipadamente por Eduardo Cunha da decisão de acolher o pedido de impeachment com a assinatura indelével do ex-petista Hélio Bicudo. Ao saber disso, calou-se e traiu o princípio de fidelidade a Dilma.

A saída de Levy já é tratada no Planalto

Por Renato Rovai, em seu blog:

A declaração do ministro Joaquim Levy dizendo que “está fora” se o Congresso cortar a zero a meta fiscal de 2016 foi recebida no Palácio do Planalto como uma chantagem. E também como uma traição.

Sua saída do governo que nunca foi tratada de forma concreta, porque não autorizada pela presidenta Dilma, agora entrou na pauta.

A presidenta ainda não autorizou seus ministros mais próximos a procurar um nome para operar a mudança, mas já estaria convencida que de a posição assumida por seu pupilo não lhe dá tranquilidade para fazer o caminho da superação do impeachment. E que precisará de um novo rumo na economia e de mais unidade do governo se quiser ultrapassar esse momento.

Janot recebe representação contra Cunha

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Demorou de quarta-feira da semana passada até o último sábado para que vários e importantes juristas escrevessem pedido ao procurador-geral da República, doutor Rodrigo Janot, para que promova medidas judiciais e/ou administrativas cabíveis ao afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Ao longo dos últimos dias, o Blog da Cidadania dedicou-se exclusivamente a colher “assinaturas” virtuais de leitores ao documento reproduzido abaixo. Até o momento em que este post está sendo publicado, quase 1,7 mil cidadãos brasileiros manifestaram intenção de figurarem como signatários.

As tempestades que rondam a América Latina

Por Raúl Zibechi, no site Outras Palavras:

O fim do ciclo progressista implica na dissolução de hegemonias e no início de um período de dominação, de maior repressão aos setores populares organizados. Até agora, temos comentado as causas do fim desse ciclo; agora é preciso começar a compreender as consequências – tremendas, pouco atraentes, demolidoras em muitos casos.

A recente eleição de Mauricio Macri na Argentina é uma guinada à direita que reacende a chama do conflito social. A resposta dos editores do conservador jornal La Nación, na forma de um editorial que defende abertamente o terrorismo de Estado é uma amostra do que está por vir, mas também das resistências que o projeto da direita tradicional terá de enfrentar.

Impunidade alimenta crimes cibernéticos

Por Helder Lima, na Rede Brasil Atual:

“Grava mais vídeos, Emerson. Rio muito quando assisto, finalmente você começou a meter a real de verdade. Grava sobre a Lola e mostra o quanto você tá bem aí nas Filipinas, comendo prostitutas a preço de banana e sendo cobiçada (sic) por várias”, afirma um post colocado na quinta-feira (10) no site anônimo Dogolachan, no endereço dogolachan.org.

A Lola em questão é Dolores Aronovich Aguero, ou Lola Aronovich, professora de Literatura e Língua Inglesa na Universidade Federal do Ceará (UFC), e que há oito anos escreve um dos blogs de maior audiência na rede, o Escreva Lola Escreva, comprometido com o feminismo e causas sociais.

Meta fiscal reabre conflito PT-Levy

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

A votação da LDO, marcada para terça-feira próxima na Comissão Mista de Orçamento, e a do Orçamento, prevista para quarta, deve esquentar ainda mais o clima político. Para evitar que o relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR) cumpra a ameaça de cortar R$ 10 bilhões do programa Bolsa-Família para viabilizar o superavit primário de 0,7% do PIB, defendida pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o líder do governo na comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), apresentará emenda zerando a meta fiscal.

A vingança contra a mídia independente

Por Darío Pignotti, no site Carta Maior:

Restaurar o latifúndio midiático: essa parece ser uma das prioridades da política de choque que a nova administração conservadora aplicará na Argentina nos próximos 100 dias, junto com outras medidas regressivas em termos políticos, econômicos e judiciários.

Um dos primeiros anúncios do governo, inclusive antes da posse de Mauricio Macri – ocorrida nesta quinta-feira, 10 de dezembro – foi acabar com o programa 678, transmitido pelo canal de televisão estatal TV Pública no horário principal da noite competindo com os principais noticiários privados.

Não foi tragédia em Mariana. Foi crime!

Por Altamiro Borges

No final de novembro, a ombudsman da Folha, Vera Guimarães Martins, escreveu uma dura crítica à cobertura do jornal dos crimes praticados pelas mineradoras em Minas Gerais. Intitulado “Quanto vale a lama de Mariana?”, ela insinuou que o diário da famiglia Frias protegeu os seus milionários anunciantes. “Dos três grandes diários nacionais, a Folha foi o que deu menos espaço ao desastre e o menor destaque na ‘Primeira Página’ – em quatro edições, a capa simplesmente ignorou o assunto, embora a jornada da lama avançasse dia a dia... No primeiro dia, só a Folha deixou de mencionar que a empresa Samarco é controlada pela brasileira Vale e a inglesa BPH Billiton. A omissão mais a cobertura criticada foram o mote para que alguns leitores especulassem se o jornal não estava tentando poupar a Vale, um dos maiores anunciantes do país”.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Luciana Genro desagrada até o PSOL

Por Altamiro Borges

Nesta sexta-feira (11), milhares de gaúchos foram às ruas contra o golpismo. No período da manhã, cerca de 700 lideranças sociais participaram do lançamento da Frente Brasil Popular, no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura. Na sequência, um ato em frente à estátua do ex-governador Leonel Brizola, ao lado do Palácio Piratini, reuniu dirigentes do PT, PDT, PCdoB, PSOL e Rede e lutadores sociais para fundar o “Movimento pela Legalidade e a Democracia”. Houve ainda a 20ª Marcha dos Sem, movimento já tradicional no Rio Grande do Sul, organizado por entidades sindicais e populares. Foi um dia histórico para os gaúchos, que relembra a heroica resistência ao golpe militar de 1964. Luciana Genro, candidata do PSOL nas eleições do ano passado, esteve presente aos eventos da tarde e discursou contra o impeachment, o ajuste fiscal e pelo “Fora Cunha”.

Bolsa Família na mira dos neoliberais

Por Altamiro Borges

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), relator-geral do Orçamento da União para 2016, confirmou na sexta-feira (11) que manterá em seu parecer final a proposta de corte de R$ 10 bilhões dos recursos que serão destinados ao Bolsa Família no próximo ano. O drástico arrocho, que visa garantir as metas do superávit primário – nome fictício da reserva de caixa para pagar juros aos banqueiros – representa uma redução de 35% nos R$ 28,2 bilhões que já estavam previstos pelo governo. O relatório final, que penaliza milhões de famílias que necessitam do auxílio e beneficia uma minoria de rentistas, será apresentado na próxima terça-feira (15) e deve ser votado pela comissão já no dia seguinte.

Coxinhas votarão na "musa do impeachment"?

Por Altamiro Borges

A coluna de celebridades do site de fofocaS F5, da Folha, informou nesta sexta-feira (11) que Juliana Isen, "conhecida como 'musa do impeachment' após tirar a roupa em uma manifestação na Avenida Paulista, agora quer usar a sua popularidade para conseguir mais que uma capa de revista masculina. A empresária se prepara para lançar a sua candidatura a vereadora de São Paulo em 2016, pelo PHS. Ela ainda não fala sobre os projetos para o futuro mandato, mas cultiva um sonho: ser eleita com mais votos que Tiririca. 'Quero ter mais votos que o Tiririca. Vou ser uma vereadora séria, mas jamais deixarei de ser sexy', foi a declaração de Juliana ao F5'". Oportunista e modesta a moça!

Nem vem, Globo. Cunha é teu filho!

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

A Globo publica hoje editorial pedindo a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, e falseando os fatos para tentar se livrar dele sem afetar a marcha do golpe.

Nem vem que não tem!

Quem fez reuniãozinha a porta fechada com Eduardo Cunha pra acertar o golpe não foram os editores do Globo, conforme teve que admitir Merval Pereira após ser desmascarado pelo Cafezinho?

Quem escondeu os mal feitos de Cunha durante a sua campanha para presidência da Câmara? Não foi a Globo?

Como seria o dia seguinte ao golpe?

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Um filme de alguns anos atrás tem me ocorrido com frequência nestes últimos dias. Na verdade, é o título que me vem à cabeça, e não de forma agradável.

É uma distopia. The Day After. O Dia Seguinte. É o que aconteceria no planeta depois de uma calamidade.

Pergunto para mim mesmo.

Como seria o país no dia seguinte caso o golpe seja bem sucedido e Temer substitua uma Dilma deposta.

O impeachment e a era do 'vale-tudo'

Por Pedro Rafael Vilela, no jornal Brasil de Fato:

O processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) ainda tem um desfecho imprevisível, mas juristas já calculam enormes prejuízos à democracia brasileira em caso de ruptura institucional. No mais recente capítulo dessa batalha, o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na noite da última terça-feira (8) a instalação da comissão especial formada na Câmara dos Deputados que analisará o processo de afastamento da presidenta. A liminar foi concedida em ação proposta pelo PCdoB.

A operação golpista contra a Nação

Por Sérgio Barroso, no blog de Renato Rabelo:

Em última instância, encontra-se no centro do tabuleiro o projeto de liquidação do Brasil enquanto nação, na atual quadra histórica. É exatamente disto que trata a marcha golpista camuflada na tentativa do impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. Passou-se a exigir-se a derrota de correntes políticas avançadas ou de caráter democrático-popular impulsionadoras da reconstrução desenvolvimentista, soberana e provedora de amplas melhorias sociais às massas populares.

Semiparlamentarismo é o mapa do inferno

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Se a história repete em ciclos, a eventual ascensão de Michel Temer será o desfecho que faltava para a saga da Nova República repetir a da República Velha: a ampliação do quadro de desagregação política, econômica e social, com o Parlamento sem rumo disputando pedaços do orçamento, com a sofreguidão do último baile da República.

Na palestra na inauguração do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), Michel Temer escancarou a moeda de barganha com o Congresso que, aliás, já tinha sido antecipada por Delfim Netto em entrevista concedida ao Brasilianas – e ainda não levada ao ar. Trata-se de acenar com a divisão do bolo orçamentário com os parlamentares, proposta que, se levada ao pé da letra, liquida com o conceito de nação do país. Assim: se você ficar do meu lado, garanto recursos para as emendas que você apresentar.

O banditismo da 'Folha' contra Lula

Do site Vermelho:

Banditismo. Essa é a palavra que sintetiza a conduta da grande imprensa para criminalizar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta quinta-feira (10), o Instituto Lula divulgou nota denunciando que o jornal Folha de S. Paulo, descaradamente, atribui a Lula fala que não existiu em uma entrevista ao jornal espanhol El País.

A marcha da desfaçatez dos golpistas

Por Guilherme Santos Mello, no site Brasil Debate:

Em momentos de profunda crise política, é comum se valer da expressão “marcha da insensatez” para descrever uma sequência de decisões que levam a uma cadeia de eventos nocivos à sociedade. Seria como se o País adentrasse em um estado de histeria coletiva, onde a razão dá lugar à paixão e as decisões são tomadas com o único objetivo de atingir os adversários, não importando os danos colaterais para o conjunto da sociedade.

Neste sentido, diversas guerras e conflitos armados seriam o resultado de “marchas da insensatez”, com momentos como a crise dos mísseis de Cuba podendo ser apontada como o triunfo da política, diplomacia e racionalidade sobre a histeria que se apodera dos líderes políticos.

Destino de Cunha depende de Janot

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Pelos dados disponíveis ao fim de uma semana de tumultos e confrontos acirrados no Conselho de Ética – sete adiamentos, três relatores diferentes, uma ameaça de conflito físico – a maioria dos parlamentares ouvidos pelo 247 em Brasília está convencida de que o país encontra-se diante de um tão fato assombroso que a maioria das pessoas tem dificuldade de admitir o que se passa em função da crueza e horror.

Mesmo liderando com folga a condição de mais incriminado acusado da Lava Jato, em qualquer categoria, o deputado Eduardo Cunha tem grandes chances de livrar-se de um processo na Câmara que poderia levar à perda do mandato, a destituição da presidência da Casa e à prisão por corrupção.

A proposta problemática de Luciana Genro

Por Gilberto Maringoni, em sua página no Facebook:

Luciana Genro, candidata do PSOL à presidência da República em 2014, lançou a seguinte idéia nesta quarta (9):

"A proposta que apresento neste momento crucial para os rumos do país é que a derrota do impeachment seja acompanhada pelo governo Dilma assumindo a responsabilidade de propor que as eleições municipais de 2016 se transformem em eleições gerais para renovar todos os parlamentos e o Poder Executivo. Eleições sem financiamento privado, conforme decidido pelo STF, e com direitos iguais para todos os candidatos".

Casa-grande prega: Chamem o Cunha!

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Em 1964, a casa-grande teve de chamar o Exército para dar o golpe. Hoje, basta chamar o Cunha. Os fatos que se interpõem entre a derrubada de João Goulart e a atual tentativa de derrubar Dilma Rousseff explicam paradoxalmente a diferença entre os executores do passado e do presente. Ao fim da ditadura, o Brasil pretendeu apresentar-se ao mundo como país de democracia reencontrada, e houve quem acreditasse, aqui e lá fora, que era para valer. E é à sombra de um simulacro que se movem as personagens do novo enredo.

Sede do PT-CE é atacada. Acorda Cardozo!

Por Altamiro Borges

Na madrugada desta sexta-feira (11), a sede do diretório estadual do PT do Ceará, em Fortaleza, foi alvo de atos de vandalismo. A fachada do prédio foi manchada com tinta nas cores verde e amarela e pichações com os dizeres "a casa caiu" e "171", número referente ao crime de estelionato no Código Penal Brasileiro. Em nota, o presidente da sigla no Estado, Francisco de Assis Diniz, repudiou a ação fascistoide: "Não podemos aceitar a escalada de promoção e incentivo ao ódio e de intolerância promovida por determinados setores da sociedade".

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Band mata o 'CQC' e demite equipe

Por Altamiro Borges

Pelo jeito, os "programas humorísticos" invasivos e preconceituosos estão em declínio. O reacionário The Noite, do ídolo dos fascistas mirins Danilo Gentili, segue com audiências medíocres no SBT. Já o Pânico na TV, da Band, parece que está para acabar. E o CQC, acabou!. A informação foi dada pela jornalista Keila Jimenez, do portal R7:

Sem futebol, TV Globo despenca!

Por Altamiro Borges

A exclusividade na transmissão do futebol, uma aberração garantida ao monopólio da TV Globo, é o que ajuda a explicar a audiência, o faturamento publicitário e lucros da famiglia Marinho. Prova disto é que nesta quarta-feira (9), a primeira após o término do Campeonato Brasileiro, a emissora viu sua audiência despencar. Segundo o Ibope, ela marcou 11,5 pontos na média do dia na Grande São Paulo. Foi o pior resultado desde 11 de novembro, quando a Globo afundou na travessia do Mar Vermelho da novela Dez Mandamentos, da rival Record.

Ameaças de morte e propinas. Cadê Janot?

Por Altamiro Borges

O portal G1, da insuspeita famiglia Marinho, publicou nesta quarta-feira (9) que o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) foi ameaçado de morte e teve que andar com escolta policial enquanto preparava o relatório para o Conselho de Ética sobre o correntista suíço Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele foi destituído do cargo de relator pelo truculento presidente da Câmara Federal e resolveu dar detalhes das ameaças:

“Cheguei a pensar que poderia morrer, sim. Eu fui abordado em aeroporto. Meu motorista foi abordado por pessoas desconhecidas. O que eu passei eu não desejo a ninguém. Me abordaram pedindo para eu pensar na minha família, dizendo que tenho filho pequeno, que tenho família... Sofri ameaças, sofri pressão. Contratei segurança. Tenho policial militar dormindo na minha casa. Um amigo emprestou carro blindado. Registrei boletim de ocorrência e protocolei pedido para que o Ministério da Justiça apoiasse as investigações”.