sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Trump é rejeitado por 64% dos estadunidenses

Por Altamiro Borges

O “imperador” Donald Trump está desesperado, o que explica as suas ações terroristas contra o Irã, as ameaças contra o Brasil e outras provocações pelo mundo afora. Sua popularidade está em queda vertiginosa e o presidente-pedófilo corre o sério risco de perder as eleições legislativas de meio de mandato em novembro, o que pode impulsionar o seu processo de impeachment. Pesquisa divulgada nesta semana pela Reuters/Ipsos mostra que 64% dos estadunidenses desaprovam seu desempenho à frente da Casa Branca – um recorde de rejeição.

O levantamento mostra que a aprovação de Donald Trump caiu de 35% no início de agosto para 33%, o menor patamar de seu atual mandato. Uma das principais causas da queda de popularidade é a guerra contra o Irã. O presidente chegou ao poder prometendo evitar conflitos militares prolongados, mas a decisão de atacar o país persa colocou os EUA em um confronto cujos efeitos militares, econômicos e políticos passaram a preocupar grande parte da população.

Segundo a pesquisa, 80% dos estadunidenses acreditam que o envolvimento dos Estados Unidos no conflito será prolongado. Apenas 16% acham que terminará em poucas semanas. A percepção atravessa as divisões partidárias. Entre os democratas, 87% avaliam que o conflito será longo. Mesmo entre os republicanos, base política de fascista, 71% têm essa mesma expectativa. Outro dado negativo: somente 20% dos entrevistados acreditam que a guerra contra o Irã valeu a pena. O custo do conflito também passou a afetar uma questão bastante sensível para os eleitores ianques: o custo de vida.

Gasolina mais cara e alta da inflação

Com esses resultados negativos, o desgaste passou a alterar uma das vantagens históricas dos republicanos no debate político norte-americano. “Pela primeira vez em cerca de uma década, mais eleitores dizem confiar nos democratas do que nos republicanos para administrar a economia. De acordo com o levantamento, 38% preferem os democratas nessa área, contra 35% que apontam os republicanos”, descreve artigo do site Brasil-247.

“Os democratas também passaram a ser vistos de maneira mais favorável na questão do custo de vida, justamente quando os efeitos econômicos da guerra, a inflação e os preços dos combustíveis ganham espaço entre as preocupações dos eleitores. A mudança representa um sinal de alerta para Donald Trump porque a economia foi um dos pilares de sua campanha e tradicionalmente constitui um dos principais ativos eleitorais do Partido Republicano”.

Esses números elevam os temores do Partido Republicano a menos de três meses das eleições legislativas de novembro. “O controle da Câmara dos Deputados tornou-se uma das principais preocupações da legenda, enquanto os democratas também passaram a enxergar possibilidades de ampliar sua competitividade no Senado. A combinação entre guerra prolongada, gasolina mais cara, inflação, custo de vida e queda da popularidade presidencial tende a colocar Trump no centro da disputa eleitoral”, conclui o artigo.

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