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| Imagem gerada por Pippit |
Tratado como “pixuleco eleitoral” na tensa sessão do Supremo Tribunal Federal desta semana, André Mendonça não esconde mais que está em plena campanha para eleger o filhote de Jair Bolsonaro, a quem serviu como ministro da Justiça e foi indicado para o STF. Como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele determinou agora a exclusão de um vídeo feito com Inteligência Artificial (IA) que ligava o candidato Flávio Bolsonaro (PL) ao mafioso Daniel Vorcaro.
O conteúdo foi postado nas redes sociais e mostra o senador dançando diante da fachada do Banco Master banhado por cédulas de dinheiro. Na sequência, Flávio Rachadinha, como também é conhecido, é exibido sendo algemado por agentes da Polícia Federal em uma encenação de prisão em flagrante. Ao censurar o vídeo, o “terrivelmente evangélico” argumentou que a peça reproduzia as fisionomias do presidenciável “com aparência fotorrealista e as insere em cenário visualmente plausível, mantendo características próprias de registro audiovisual real”.
Cheio de compaixão pelo fascista, o “ungido por Deus”, segundo visão da charlatã Michelle Bolsonaro, o ministro censurou o vídeo – que já foi retirado do ar – e ainda intimou o dono do perfil responsável pela postagem. Como lembra matéria do site Brasil-247, o TSE já retirou várias outras montagens sobre a “relação amorosa” e milionária entre o candidato do PL e o mafioso do Banco Master.
A parcialidade do "terrivelmente bolsonarista"
“Em agosto, André Mendonça já havia determinado a retirada de outro vídeo que associava Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro. Na ocasião, a decisão apontou que representações digitais colocavam os dois em situações inexistentes e que o material não informava de maneira adequada sua natureza artificial. Em junho, o ministro também havia determinado a remoção de uma imagem falsa que mostrava Flávio ao lado de Vorcaro”.
Ao mesmo tempo em que censura materiais sobre o presidenciável fascista, o ministro do STF e do TSE não toma qualquer providência para investigar as evidentes relações entre ambos. André Mendonça é responsável por três casos explosivos – Banco Master, fraude do INSS e financiamento do filme Dark Horse. Até agora, porém, o “terrivelmente bolsonarista” nada fez para apurar o envolvimento de Flávio Bolsonaro e de outros milicianos fascistas.

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