Por Altamiro Borges
Apesar do descarado apoio da mídia lavajatista e da horda bolsonarista, o ministro André Mendonça não está com essa bola toda após a sua tentativa de incendiar o Supremo Tribunal Federal (STF) e as instituições democráticas do país. A reação às suas estrepolias cresce na sociedade. Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino determinou a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal, anulando a decisão autoritária do “terrivelmente evangélico” – o “ungido de Deus”, segundo a charlatã Micheque Bolsonaro.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
O Brasil não quebrou nem vai quebrar
Por Juliane Furno, no site Intercept-Brasil:
No final de agosto, o Banco Central anunciou que a dívida pública do Brasil chegou a R$ 10,9 trilhões – o que equivale a 82,5% de tudo o que o país produz, o famoso Produto Interno Bruto, o PIB. Como de costume, a mídia hegemônica disparou manchetes em tom de pânico, chamando o governo de “gastador irresponsável”.
Mas o que os alarmistas ignoram – ou escondem – é que o Brasil não corre o menor risco de quebrar, pois se endivida na moeda que emite. Mais do que isso: o que realmente faz a dívida subir não são os investimentos em saúde, educação ou no Bolsa Família, mas a astronômica taxa de juros paga aos credores do mercado financeiro.
O golpe esteve e está aí
Por Roberto Amaral
“Antes, era salvar a democracia; hoje é salvar a democracia e a soberania.” - Marina Silva
O golpe de 1964, a que devemos uma ditadura de 21 anos (nefasta como toda ditadura), foi gestado lá atrás e só não teve êxito completo em 1954 porque foi frustrado pelo suicídio de Getúlio Vargas. Na sequência, os militares assumiram o poder, mas mantiveram as aparências do legalismo formal, dando posse ao vice-presidente Café Filho, credenciado por haver traído o presidente que o elegera. Seria um presidente pro forma, algo como essa senhora que os norte-americanos designaram para assumir a presidência em uma Venezuela reduzida a protetorado.
O golpe de 1964, a que devemos uma ditadura de 21 anos (nefasta como toda ditadura), foi gestado lá atrás e só não teve êxito completo em 1954 porque foi frustrado pelo suicídio de Getúlio Vargas. Na sequência, os militares assumiram o poder, mas mantiveram as aparências do legalismo formal, dando posse ao vice-presidente Café Filho, credenciado por haver traído o presidente que o elegera. Seria um presidente pro forma, algo como essa senhora que os norte-americanos designaram para assumir a presidência em uma Venezuela reduzida a protetorado.
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Nem Mendonça encheu ato de Flávio na Paulista
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| Montagem: Gladson Targa |
Após o “terrivelmente evangélico” André Mendonça incendiar o Supremo Tribunal Federal (STF), desviando o foco das denúncias sobre o “Dark Horse” (Azarão das Trevas) de Flávio Bolsonaro para o ministro Alexandre de Moraes, os bolsonaristas esperavam lotar a Avenida Paulista nessa segunda-feira, 7 de Setembro. O “ungido por Deus”, segunda a charlatã Michelle Bolsonaro, ajudaria a bombar o ato do Dia da Independência. Nas redes antissociais, alguns mais aloprados até previram que a manifestação eleitoral juntaria mais de uma milhão de pessoas. Mas deu chabu!
Trump perderá as eleições em 3 de novembro?
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| Charge: Sherif Arafa/Cartoon Movement |
Caso se confirme a derrota dos candidatos e candidatas do Partido Republicano à Câmara, ao Senado, e a 36 governos estaduais dos Estados Unidos (EUA), nas eleições de 3 de novembro, Trump deverá ser impedido pelo novo Congresso de continuar: a) atacando a população imigrante; b) impondo tarifas e sanções contra parceiros comerciais históricos, como o Canadá e o Brasil; c) a guerra contra o Irã; d) financiando os crimes de Israel – o genocídio em Gaza e a destruição no Líbano; e) o assalto ao petróleo da Venezuela; e f) o estrangulamento de Cuba.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Brasil ainda não exerce plena soberania
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| Brasília, 7/9/26. Foto: Ricardo Stuckert |
Com a Independência, em 7 de setembro de 1822, iniciava-se um novo período na vida do país. Superamos politicamente a situação de colônia e passamos a nos constituir como Nação Independente. E a independência colocou na ordem do dia a organização política e econômica do novo país que surgia como um Estado Nacional soberano. Com essas palavras, inicio o parágrafo no qual trato sobre o tema da Independência do Brasil, em O Estado Brasileiro e seus desafios no século XXI, livro que escrevi em 2024.
domingo, 6 de setembro de 2026
Neonazistas alemães vencem eleição na Saxônia
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| Charge: Kamensky/Cartoon Movement |
O site Actualidad RT confirmou no final da tarde deste domingo (6) que o partido neonazista AfD (Alternativa para Alemanha) venceu as eleições parlamentares no estado da Saxônia-Anhalt. Aproximadamente 1,7 milhão de eleitores votaram em um dos 15 partidos representados na cédula. Pelas sondagens preliminares, a AfD obteve 44,5% votos – um crescimento de 23,2% em relação ao pleito anterior. Dependendo das alianças no parlamento estadual, o xenófobo Ulrich Siegmund poderá se tornar o primeiro neonazista no poder após o fim da II Guerra Mundial.
Entre as outras siglas que disputaram a eleição, a tradicional União Democrata-Cristã (CDU) do atual primeiro-ministro Friedrich Merz, obteve apenas 18,5% – uma queda de 18,6%. A coligação de esquerda Die Linke ficou com 9% dos votos – menos 2%. Outra força tradicional, o social-democrata SDP, também obteve 9% – crescimento de 0,6% – e os Verdes ficaram com 8,5% – mais 2,6%. Como aponta a reportagem, “as eleições podem causar um terremoto político na Alemanha”:
Nikolas será punido por laudo falso da PF?
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| Charge: Bruno Struzani/DesenhoLadino |
A Polícia Federal confirmou que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um laudo falso atribuído à corporação sobre suas conversas com o mafioso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O relatório fraudulento afirmava que as mensagens trocadas entre o parlamentar e o banqueiro – tratado carinhosamente de “Dani” e “Lindão”, segundo revelação do ICL – eram apenas de “natureza pessoal e profissional entre os interlocutores”, concluindo que não haveria elementos para fundamentar a abertura de uma investigação específica sobre o “caso amoroso”.
A imagem do falso relatório começou a circular nas redes digitais na quinta-feira (3), logo após o vazamento das mensagens e áudios das conversas mantidas entre o fascistinha e o criminoso do Master. Rapidamente, ela alcançou 500 mil visualizações. A imagem reproduz a página de um documento ligado à Operação Compliance Zero e apresenta referências à Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF, além de datas de extração de dados e supostas conclusões da investigação.
Cury omite negócios nos EUA à Justiça Eleitoral
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| Desenho feito por Chatgpt |
Com sua conversa mansa e suas platitudes, o coach de autoajuda Augusto Cury tem conseguido seduzir muita gente, conforme atestam recentes pesquisas. Mas o seu telhado é de vidro e pode se estilhaçar em breve. Aos poucos, seus podres vão aparecendo. Nesse sábado (5), até a Folha de S.Paulo – um dos jornais mais obcecados na busca de uma “terceira via” para a disputa presidencial – acabou revelando um possível crime eleitoral do postulante do minúsculo partido Avante.
Segundo a matéria, “candidato que subiu para a terceira posição nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, o escritor Augusto Cury deixou uma série de negócios na Flórida de fora da declaração de bens que apresentou à Justiça Eleitoral brasileira. Cury é o presidenciável que declarou o maior patrimônio, R$ 242,3 milhões, mas ao menos três empresas nos Estados Unidos – além de duas no Brasil – ficaram de fora da relação”.
Juristas e mídia tentam hipnotizar o país
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| Charge: Miguel Paiva/247 |
A guerra dentro do Supremo é o começo do plano para inviabilizar o ministro que prendeu Bolsonaro e os generais
Não é apenas inútil, é enganoso querer saber quem está certo ou errado a partir do que os juristas chamam de tecnicidades nos casos de André Mendonça e Alexandre de Moraes. É diversionista o debate hermenêutico sobre os desvios jurídicos por eles cometidos.
É quase uma aula de imitadores de Rolandos Leros o confronto de juristas em guerra para tentar convencer que essa é uma batalha do mundo do Direito. Não é. O Direito ofereceu as armas e a arena para o enfrentamento.
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