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| Charge: J.Bosco |
No início de julho, o Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro (Sated-RJ) encaminhou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) uma série de denúncias sobre maus-tratos nas gravações da TV Record. Segundo o presidente da entidade, Hugo Gross, as irregularidades foram relatadas por prestadores de serviços da emissora e incluiriam desrespeito aos direitos trabalhistas e previdenciários. O site Metrópoles teve acesso, com exclusividade, às queixas encaminhadas ao MPT.
“O Sated-RJ tem recebido várias denúncias dos prestadores de serviços da Record sobre: maus-tratos em gravações, como grosserias, xingamentos; refeitório insalubre, onde pombos se misturam com comida; atores sem registros; figuração atuando como dublê (se lesionando sem acompanhamento médico); retenção dolosa da contribuição previdenciária dos figurantes sem repasse para o INSS”, detalhou Hugo Gross ao site.
O presidente do sindicato também relatou que há denúncias relacionadas ao uso de profissionais sem registro e à contratação de pessoas sem qualificação para determinadas funções, como dublês e outros figurantes. “Fui informado que eram fiéis da igreja atuando como profissionais”, afirmou. Ele ainda acrescentou outros absurdos nas gravações. “Alimentação racionada no SET, constante alterações nas rotinas de gravação sem aviso prévio estabelecido em convenção coletiva. Não levando o artista em casa na madrugada após gravações”.
Para Hugo Gross, as denúncias são graves e devem ser apuradas pelas autoridades competentes. “É inadmissível maus-tratos de produtores com figurantes nessa atual conjuntura”, destacou ele. Até agora, porém, nada foi feito para resolver os problemas apontados e nem a emissora ligada à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), chefiada pelo bispo Edir Macedo, se pronunciou.

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