Por Altamiro Borges
Mais um misógino bolsonarista é derrotado pela primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. O site UOL informa que o conselheiro vitalício do Corinthians, o empresário Manoel Ramos Evangelista, vulgo Mané da Carne, terá de pagar uma indenização de R$ 5 mil por seus ataques de ódio às mulheres. É uma merreca, quase nada, mas serve de alerta aos machões e machistas nativos.
Segundo relembra a matéria, a proposta de acordo judicial foi feita pelo próprio conselheiro corintiano para encerrar o processo que se arrasta desde a eleição presidencial de 2022. Logo após a vitória de Lula no pleito, o raivoso bolsonarista frustrado postou em suas redes socias: “Vamos aguardar esses anos com o sapo barbudo e a putana da Janja e os quarenta ladrões”.
Criticado por vários internautas, o troglodita não recuou nas suas provocações e voltou a atacar Janja: “Por acaso eu menti. Futura primeira-dama só se for sua, seu esgoto, lixo”, retrucou em uma das postagens. Diante das agressões, o processo foi aberto. Janja argumentou que, por meio de um tom ultrajante e com ofensas machistas e misóginas, o conselheiro buscou “diminuir o papel da mulher perante a sociedade brasileira”. A ação pediu uma indenização de R$ 50 mil. Pelo acordo firmado, o Mané da Carne terá de pagar R$ 5 mil a uma instituição de caridade e publicar uma retratação pública.
A desculpa da "alteração do estado mental"
Ainda de acordo com o site UOL, “os advogados Valeska Zanin Martins e Maria de Lourdes Lopes, que representam Janja, disseram na ação que o conselheiro tentou aviltar todos os fundamentais papéis que a primeira-dama desempenha na sociedade, a taxando como a ‘puta do presidente’. Ao propor o acordo para extinguir o processo, Mané da Carne disse ser um cidadão de 80 anos que, à época dos fatos, passava por um momento de saúde delicado, ‘sob efeito de fortes medicamentos que podem causar alteração do estado mental’”.
“Ela ainda disse à Justiça que, ‘nesse estado de vulnerabilidade’, foi induzido a erro por inúmeras fake news. Mané afirmou estar ‘profundamente arrependido’ e que deseja ‘reparar o erro na medida do justo e do possível’. ‘Reconheço que errei, minha publicação foi infeliz e inadequada’, declarou no processo”. Essa é sempre a postura dos covardões bolsonaristas. Eles amplificam seu ódio misógino nas redes sociais, depois pedem desculpas e alegam problemas de saúde mental.
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