Assanhadas com a possibilidade de vitória do seu candidato no segundo turno das eleições presidenciais, as milícias bolsonaristas voltam a sair do esgoto e a promover atos de violência. Na semana passada, alguns trogloditas invadiram o campus de Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a 130 km de Maceió. Diante da agressão, a reitoria já solicitou que a Polícia Federal investigue o ato criminoso e pediu reforço na segurança das unidades da Ufal.
“Segundo apurou o site UOL, duas camionetes com imagens de Flávio Bolsonaro chegaram até o local e entre 8 a 10 homens desceram alegando que iriam arrancar cartazes colados por alunos nos muros da instituição contra o candidato do PL e seu vice, Alfredo Gaspar. Ao entrarem no campus, eles teriam procurado algum responsável, informando que haveria um vereador e um grupo citando a ‘existência de crime’ pelos cartazes”, relata o jornalista Carlos Madeiro.
Fascistas temem os atos estudantis pró-Lula
Os fascistas chegaram a ameaçar uma docente. “Testemunhas alegam que os homens teriam se exaltado e intimidado uma professora após serem impedidos de arrancar os cartazes. Alunos, funcionários e outros professores ficaram assustados e procuraram a reitoria para pedir apuração e proteção”, afirma o site.
Em nota, a reitoria da Ufal informou que enviou pedidos à Secretaria de Segurança Pública, à Superintendência da Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, ao Tribunal Regional Eleitoral, à Prefeitura de Arapiraca e à Câmara de Vereadores da cidade. “O intuito é o de solicitar apoio institucional imediato, apuração rigorosa dos fatos e a identificação dos responsáveis pelas ameaças”.
A nota acrescenta que pediu “reforço no monitoramento e nas ações ostensivas de segurança nos perímetros dos campi, em Maceió e Arapiraca, com o objetivo de prevenir confrontos, conter atos de violência e garantir o funcionamento seguro e democrático da vida universitária. A Ufal não tolera qualquer forma de violência, intimidação ou coerção dentro de seus espaços acadêmicos e reafirma o papel da universidade pública como um ambiente livre, democrático, pautado pelo diálogo, pelo respeito à diversidade e pelo livre direito de pensar e de manifestação”.
Ameaças de agresão e bombas em vários estados
O ataque bolsonarista à Universidade Federal de Alagoas não é um caso isolado. Segundo matéria publicada pela Folha, “ameaças a alunos levaram instituições de ensino superior a reforçar a segurança em meio a atos pela reeleição de Lula. O temor também chegou ao Ministério da Educação, que pediu atenção à Polícia Federal. Leonardo Barchini, titular da pasta, afirmou na última quinta-feira (8) que acionaria a área de crimes cibernéticos da PF para investigar ameaças divulgadas nas redes sociais contra universidades. Segundo ele, o governo recebeu relatos de estudantes, professores e reitores e teme que a violência aumente”.
No Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense (UFF) encaminhou à Polícia Federal mensagens sobre um possível ataque com agressões a participantes de um ato político. Em Niterói, a UFF enviou à PF capturas de mensagens trocadas em um grupo chamado “Juntos com Bolsonaro”. Numa delas, um bolsonarista propôs uma lista para incendiar a universidade durante a madrugada. Outras postagens defendem agredir manifestantes e esfaquear uma liderança estudantil.
Também no Rio de Janeiro, ameaças a estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense foram protocoladas na Polícia Civil. Um boletim de ocorrência foi registrado em Campos dos Goytacazes após a circulação de mensagens em um grupo de WhatsApp chamado “Campistas com Bolsonaro”. Segundo a denúncia, elas mencionavam agressões a estudantes e o uso de explosivos nas dependências da UENF, especialmente no restaurante universitário.
"Caça aos Comunistas" ressurge no Mackenzie
Já na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alunos da direito relataram ter recebido mensagens e um áudio com ameaças de agressões, furtos e roubos durante um ato de apoio a Lula. O deputado Rogério Correia (PT-MG) registrou um boletim de ocorrência sobre o episódio. Ainda em Minas Gerais, estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto) convocaram uma assembleia pró-Lula. Na sequência, um aluno relatou ter recebido uma ameaça de morte após divulgar um vídeo sobre a eleição presidencial e afirmou ter registrado boletim de ocorrência.
Como registra a matéria da Folha, “as ameaças não se restringem a universidades públicas. No Mackenzie, em São Paulo, um grupo intitulado Caça aos Comunistas se mobilizou contra uma manifestação realizada na rua Maria Antônia, onde fica a instituição, na noite de quinta-feira (8). Vestidos com camisas da seleção brasileira, o grupo se envolveu em discussões com alunos pró-Lula. Houve tentativas de agressão física. A polícia interveio”.
O jornal ainda observa que “nem todos os casos ficaram apenas na ameaça. Em Sergipe, um ato de estudantes em apoio a Lula, em frente à universidade federal (UFS), foi interrompido após um policial militar de folga aparecer armado, segundo relatos de participantes. A Secretaria da Segurança Pública do estado identificou o agente, recolheu sua arma e disse que ele seria afastado das atividades de rua. Há relatos de disparos, cuja ocorrência ainda é apurada. Ninguém ficou ferido”.
Em nota, a reitoria da Ufal informou que enviou pedidos à Secretaria de Segurança Pública, à Superintendência da Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, ao Tribunal Regional Eleitoral, à Prefeitura de Arapiraca e à Câmara de Vereadores da cidade. “O intuito é o de solicitar apoio institucional imediato, apuração rigorosa dos fatos e a identificação dos responsáveis pelas ameaças”.
A nota acrescenta que pediu “reforço no monitoramento e nas ações ostensivas de segurança nos perímetros dos campi, em Maceió e Arapiraca, com o objetivo de prevenir confrontos, conter atos de violência e garantir o funcionamento seguro e democrático da vida universitária. A Ufal não tolera qualquer forma de violência, intimidação ou coerção dentro de seus espaços acadêmicos e reafirma o papel da universidade pública como um ambiente livre, democrático, pautado pelo diálogo, pelo respeito à diversidade e pelo livre direito de pensar e de manifestação”.
Ameaças de agresão e bombas em vários estados
O ataque bolsonarista à Universidade Federal de Alagoas não é um caso isolado. Segundo matéria publicada pela Folha, “ameaças a alunos levaram instituições de ensino superior a reforçar a segurança em meio a atos pela reeleição de Lula. O temor também chegou ao Ministério da Educação, que pediu atenção à Polícia Federal. Leonardo Barchini, titular da pasta, afirmou na última quinta-feira (8) que acionaria a área de crimes cibernéticos da PF para investigar ameaças divulgadas nas redes sociais contra universidades. Segundo ele, o governo recebeu relatos de estudantes, professores e reitores e teme que a violência aumente”.
No Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense (UFF) encaminhou à Polícia Federal mensagens sobre um possível ataque com agressões a participantes de um ato político. Em Niterói, a UFF enviou à PF capturas de mensagens trocadas em um grupo chamado “Juntos com Bolsonaro”. Numa delas, um bolsonarista propôs uma lista para incendiar a universidade durante a madrugada. Outras postagens defendem agredir manifestantes e esfaquear uma liderança estudantil.
Também no Rio de Janeiro, ameaças a estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense foram protocoladas na Polícia Civil. Um boletim de ocorrência foi registrado em Campos dos Goytacazes após a circulação de mensagens em um grupo de WhatsApp chamado “Campistas com Bolsonaro”. Segundo a denúncia, elas mencionavam agressões a estudantes e o uso de explosivos nas dependências da UENF, especialmente no restaurante universitário.
"Caça aos Comunistas" ressurge no Mackenzie
Já na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alunos da direito relataram ter recebido mensagens e um áudio com ameaças de agressões, furtos e roubos durante um ato de apoio a Lula. O deputado Rogério Correia (PT-MG) registrou um boletim de ocorrência sobre o episódio. Ainda em Minas Gerais, estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto) convocaram uma assembleia pró-Lula. Na sequência, um aluno relatou ter recebido uma ameaça de morte após divulgar um vídeo sobre a eleição presidencial e afirmou ter registrado boletim de ocorrência.
Como registra a matéria da Folha, “as ameaças não se restringem a universidades públicas. No Mackenzie, em São Paulo, um grupo intitulado Caça aos Comunistas se mobilizou contra uma manifestação realizada na rua Maria Antônia, onde fica a instituição, na noite de quinta-feira (8). Vestidos com camisas da seleção brasileira, o grupo se envolveu em discussões com alunos pró-Lula. Houve tentativas de agressão física. A polícia interveio”.
O jornal ainda observa que “nem todos os casos ficaram apenas na ameaça. Em Sergipe, um ato de estudantes em apoio a Lula, em frente à universidade federal (UFS), foi interrompido após um policial militar de folga aparecer armado, segundo relatos de participantes. A Secretaria da Segurança Pública do estado identificou o agente, recolheu sua arma e disse que ele seria afastado das atividades de rua. Há relatos de disparos, cuja ocorrência ainda é apurada. Ninguém ficou ferido”.
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