Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:
Não se tente tapar o sol com a peneira. Não foi exatamente uma catástrofe, porque a reversão é possível, mas o presidente Lula, o PT e seus aliados sofreram uma derrota notável no primeiro turno eleitoral. A maioria do eleitorado externou sua preferência, por incompreensível que ela nos pareça, pela direita e pela extrema direita, dando maioria de votos a Flavio Bolsonaro para presidente e elegendo a maioria dos 27 dos governadores e dos 54 senadores que conquistaram o mandato. O desafio de Lula agora é descobrir como “ganhar de virada”, algo que ainda não vimos acontecer desde que o sistema de dois turnos foi adotado, mas já aconteceu em eleições para governador.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Lula tem como virar, mas precisa de ousadia
Por Renato Rovai, na Revista Fórum:
Oresultado do primeiro turno precisa ser analisado sem exageros que podem nos levar ou a culpar o povo pelos nossos erros ou a criar um clima de barata voa buscando culpados internos. O fato é que Lula perdeu cerca de três pontos percentuais em relação a 2022, saindo de 48,4% para 45,1%. Os Bolsonaros, por outro lado, avançaram de 43,5% para 47%.
É uma mudança importante. E mostra que não dá para tratar o resultado como se nada tivesse acontecido. Mas não é uma catastrofe. Foi um 3 pra lá e um 3 para cá.
Por isso não dá para concluir que a eleição está decidida. Ela está sendo jogada e ainda bem que Lula no seu discurso de ontem dialogou com esse sentimento.
Oresultado do primeiro turno precisa ser analisado sem exageros que podem nos levar ou a culpar o povo pelos nossos erros ou a criar um clima de barata voa buscando culpados internos. O fato é que Lula perdeu cerca de três pontos percentuais em relação a 2022, saindo de 48,4% para 45,1%. Os Bolsonaros, por outro lado, avançaram de 43,5% para 47%.
É uma mudança importante. E mostra que não dá para tratar o resultado como se nada tivesse acontecido. Mas não é uma catastrofe. Foi um 3 pra lá e um 3 para cá.
Por isso não dá para concluir que a eleição está decidida. Ela está sendo jogada e ainda bem que Lula no seu discurso de ontem dialogou com esse sentimento.
Três semanas para impedir o desastre total
Por Jeferson Miola, em seu blog:
A extrema-direita teve uma vitória acachapante.
Reelegeu e elegeu em primeiro turno governadores de vários estados economicamente e demograficamente relevantes, ampliou a representação nas assembléias legislativas e na Câmara dos Deputados, e conquistou 30 das 54 vagas em disputa no Senado.
Foram 21 vagas conquistadas diretamente pelo PL, e outras nove por partidos satélites do bolsonarismo - Novo, União Brasil, Podemos, Republicanos.
Apesar do desastre eleitoral estrondoso não somente para o governo, mas para a sobrevivência da democracia, o strike não foi total, porque a extrema-direita não conquistou, como pretendia Washington, a cadeira da Presidência da República.
Reelegeu e elegeu em primeiro turno governadores de vários estados economicamente e demograficamente relevantes, ampliou a representação nas assembléias legislativas e na Câmara dos Deputados, e conquistou 30 das 54 vagas em disputa no Senado.
Foram 21 vagas conquistadas diretamente pelo PL, e outras nove por partidos satélites do bolsonarismo - Novo, União Brasil, Podemos, Republicanos.
Apesar do desastre eleitoral estrondoso não somente para o governo, mas para a sobrevivência da democracia, o strike não foi total, porque a extrema-direita não conquistou, como pretendia Washington, a cadeira da Presidência da República.
A luta continua contra o bolsonarismo
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:
Depois de uma derrota, o termo mais utilizado é “eu não disse?”. Por isso, vou evitá-lo.
A onda da direita decorre da incapacidade de enxergar no status quo qualquer perspectiva de auto-mudança. Essa é a praga que acomete governos longevos. O mundo e as pessoas mudam, por mérito ou culpa de seus governos, mas há uma resistência persistente em entender o novo.
Essas eleições marcam o fim da geração das Diretas, aquela que legou lideranças como Fernando Henrique Cardoso, Lula, Mário Covas e Franco Montoro, entre outros. Essa geração aprofundou a democracia e amenizou a selvageria do capitalismo brasileiro, mas foi incapaz de construir o futuro. Foi contaminada pelo pecado capital de FHC e pela chamada teoria do choque na transição de uma economia centralizada para uma economia de mercado.
domingo, 4 de outubro de 2026
Fintechs da Faria Lima lavaram grana do PCC
![]() |
| Reprodução da internet |
Mesmo após o escândalo do Banco Master, a mídia rentista segue tentando abafar a ação criminosa dos mafiosos da Faria Lima – a avenida na capital paulista que concentra os abutres financeiros e simboliza o poder dos banqueiros no Brasil. Algumas reportagens até são produzidas, mas não viram manchete e nem destaque nos noticiários da televisão. Na semana passada, por exemplo, o site UOL estampou no título que “PCC usa fintechs da Faria Lima para lavar dinheiro”.
Segundo a matéria, antes de ser assassinado em pleno Aeroporto Internacional de Guarulhos, o empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach confessou parte do que sabia sobre a estrutura de lavagem de dinheiro do PCC. “Durante a delação, a Promotoria indicou que sabia pouco sobre operações financeiras digitais do crime organizado. Gritzbach detalhou aos promotores os mecanismos usados pelo PCC para lavar dinheiro e ‘bancarizar’ recursos ilícitos através do sistema financeiro”.
Jovem Pan promove nova onda de demissões
![]() |
| Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha |
O Canal D, a coluna de entretenimento do jornal O Dia, divulgou na semana passada que a TV Jovem Pan, do bolsonarista Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, vulgo Tutinha, iniciou uma nova onda de cortes na empresa. “Cada vez mais distante da vice-liderança dos canais de notícias da TV por assinatura, solidamente ocupada pela CNN-Brasil, a Jovem Pan enfrenta um dos momentos mais conturbados da sua história”. O passaralho, como é conhecido o processo de demissões em massa, atinge todos os setores:
Fim da desumana escala 6x1: agora vai?
![]() |
| Foto: Letycia Bond/Agência Brasil |
Já sem o fator pressão das urnas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), agendou para a próxima terça-feira (6) o início da tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a desumana escala de 6x1, com a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem corte salarial. A medida civilizatória é uma importante bandeira do governo Lula, mas sofreu forte rejeição do lobby patronal, da mídia hegemônica e da bancada bolsonarista.
A princípio, a PEC deve ser analisada pelo rito tradicional, que prevê cinco sessões de discussão antes de o texto ser levado à votação final. Mas esse intervalo pode ser encurtado por acordo entre os senadores. Por enquanto, a proposta aparece na pauta do Senado nos dias 6, 7 e 8 de outubro. Se as outras duas sessões de debate forem marcadas para a semana seguinte, os senadores poderão votar a PEC antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
sábado, 3 de outubro de 2026
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
O fracasso da festa da TV Globo
![]() |
| Charge: Brum |
A Globo vai chamar sua turma, juntar os cacos, decidir o que fazer com o cenário do debate e tentar preparar a invertida. Foi um fracasso, não só do debate – que nunca mais existirá com esse formato –, mas de todo o esforço para que o nome da Globo para enfrentar Lula fosse outro, e não o integrante da família miliciana, assim definido em texto de capa do jornal da organização esta semana.
A Globo, suas parceiras na grande mídia, as estruturas que as sustentam, das fintechs do PCC na Faria Lima ao que resta do empresariado da Fiesp, o centrão e a velha direita, todos eles chegam a dois dias da campanha caindo aos pedaços. Perderam o debate e todos os seus significados.
TV Globo: a manipulação que nunca terminou
![]() |
| Charge: Geuvar |
Lula disputou seis eleições presidenciais: perdeu em 1989, 1994 e 1998; venceu em 2002, 2006 e 2022. Questão historicamente relevante: em que medida a cobertura da maior rede de televisão do país favoreceu, prejudicou ou simplesmente enquadrou suas candidaturas?
São mais de 37 anos, mas a manipulação da TV Globo no último debate presidencial de 1989, entre Lula e Collor, nunca terminou. A perseguição nunca cessou. Ela se veste e reveste de novas formas e mecanismos, mas o objetivo é o mesmo: desqualificar Lula.
A nova “edição” da manipulação estava no forno. Se daria nesta quinta-feira, dia 1º de outubro de 2026, pouco mais de dois dias antes do pleito de domingo. Na cena manipulada, colocaram-se quatro ou cinco candidatos da mesma linhagem política versus Lula.
A noite histórica em que Lula goleou a Globo
![]() |
| Charge: Aroeira/247 |
O uso do cachimbo faz mesmo a boca torta. Depois do vexame monumental do autocancelamento do debate, a Globo rapidamente providenciou uma justificativa para a não realização do seu tradicional evento pré-eleitoral: a causa de sua humilhação foi a interferência do Judiciário.
Pausa para a gargalhada!
Quer dizer, então, que a emissora monta uma armadilha para prejudicar Lula e favorecer Flávio Bolsonaro e não admite nenhum questionamento judicial?
Anos a fio de manipulação do debate político e das eleições fizeram com que a Globo acreditasse que está acima das regras eleitorais e da lei.
Vamos aos votos!
Por João Guilherme Vargas Netto
Há um dito espirituoso de Napoleão de que a melhor ocasião de se travar uma batalha é imediatamente após uma vitória.
Mas, as milhares e até milhões de pequenas batalhas travadas pelos ativistas no campo democrático e progressista precedem a vitória almejada no dia 4 de outubro.
Foram batalhas de esclarecimentos, convicção de voto e disputa com os adversários.
No primeiro turno, com certeza, elegeremos os candidatos a cargos legislativos (senadores ou senadoras, deputados ou deputadas).
Há um dito espirituoso de Napoleão de que a melhor ocasião de se travar uma batalha é imediatamente após uma vitória.
Mas, as milhares e até milhões de pequenas batalhas travadas pelos ativistas no campo democrático e progressista precedem a vitória almejada no dia 4 de outubro.
Foram batalhas de esclarecimentos, convicção de voto e disputa com os adversários.
No primeiro turno, com certeza, elegeremos os candidatos a cargos legislativos (senadores ou senadoras, deputados ou deputadas).
Assinar:
Postagens (Atom)






