domingo, 19 de julho de 2015

A crise política e a reação de Cunha

Editorial do site Vermelho:

Os recentes desdobramentos da “Lava Jato”, operação conduzida politicamente por parcelas da máquina policial e judiciária, levou o país às portas de uma grave crise institucional.

Sob o pretexto do justo e necessário combate à corrupção, promovem-se vazamentos de delações para as quais a lei prevê sigilo. Tais vazamentos obedecem a um determinado tempo político e têm sempre como objetivo alimentar a chama da crise.

O ferro malhado ainda quente com Cunha

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:



A situação de Eduardo Cunha vai ficando patética.

Depois de ressuscitar um pedido de impeachment de Dilma feito por Jair Bolsonaro, agora recebe a manifestação de “solidariedade” de Marco Feliciano, que pede ao Pastor Everaldo, presidente do PSC, a expulsão do também deputado Sílvio Costa (PE), por este ter feito um pronunciamento onde pede o afastamento temporario do presidente da Câmara (veja aqui), enquanto está sendo investigado.

O dono da Globo e o jantar com Odebrecht

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Esse é o tipo de notícia para nos fazer rir, de nervoso, da hipocrisia da mídia brasileira.

É uma hipocrisia que beira a insanidade, como se os barões da mídia achassem que fôssemos todos otários.

Na guerra sem quartel para destruir Lula, a mídia tenta transformar em prova de crime um jantar do qual participaram Lula e Marcelo Odebrecht.

TV Globo destrói o futebol brasileiro

Brasil precisa de uma agenda positiva

Por Adilson Araújo, no site da CTB:

O melhor remédio para a crise econômica e política que vivemos é a aposta na geração de emprego e renda. O país precisa de uma agenda positiva orientada para a retomada do crescimento econômico e o desenvolvimento com democracia, soberania e valorização do trabalho. Não podemos ficar presos à lógica do ajuste fiscal. O governo deve estimular a ampliação dos investimentos para a concretização das grandes obras de infraestrutura e incremento dos programas sociais.

O ajuste fiscal de Levy em queda livre

Por Fabrício Augusto de Oliveira, no site Brasil Debate:

Sem enfrentar e sem condições para resolver os problemas estruturais da economia brasileira, o ajuste fiscal, do ministro Joaquim Levy, caminha, a passos céleres, para virar pó, poucos meses depois de anunciado como indispensável para resgatar a confiança dos investidores – internos e externos – na política econômica e recolocar o país na trajetória do crescimento econômico mais sustentado.

Cunha já vai tarde. E agora Dilma?

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o maior inimigo do Estado laico e de um futuro progressista e tolerante para o Brasil, anunciou seu “rompimento” com o governo Dilma Rousseff. Já vai tarde. Muitos dos que votaram todos estes anos no PT como alternativa à esquerda nunca entenderam como o partido precisou se aproximar de gente como ele, de extrema-direita, para governar o País. Cunha sempre foi inimigo de Dilma. Precisou, no entanto, que fosse denunciado por um delator do esquema de corrupção na Petrobras, acusado de pedir propina de 5 milhões de dólares, para que se dignasse a cair fora e procurar se unir a seus semelhantes, bem longe de nós.

Acabou a esquerda. Lula também janta…

Por Renato Rovai, em seu blog:

Acabo de descobrir no UOL, numa matéria de O Estado de S. Paulo, que o Lula também janta. Inclusive que o faz com empresários e sindicalistas.

Estou horrorizado. Onde já se viu, um ex-operário jantar.

Fiquei mais atordoado porque a matéria revela em tom de furo jornalístico que a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Juvândia Moreira Leite,​ confirmou a presença. Ela disse: “Confirmo a minha presença no jantar com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Saudações sindicais”.

Cunha está morto e aqui estão as razões

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Sabe aquele lutador que cisca, cisca, cisca até que leva um golpe na pera e desaba?

É Eduardo Cunha.

O golpe foi o depoimento de Júlio Camargo.

A luta acabou para Eduardo Cunha. Ele está tão zonzo que não percebeu. É como se ele, ainda na lona, dissesse ao juiz: “Tá tudo bem. A que horas começa a luta?”

Auge da crise pode ser início do fim

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Toda crise, diz o senso comum na política, precisa piorar antes de melhorar. O rompimento de Eduardo Cunha com o governo, depois de atingido por uma denúncia explosiva, está sendo apontado, com quase unanimidade, como a abertura das portas do inferno para o governo Dilma. No curto prazo, tudo tende mesmo a piorar mas este pode ser o episódio delimitador do início do fim da crise.

Nenhum silêncio é inocente nessa hora

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

A insólita abertura de um inquérito contra Lula por suspeita de ‘usar sua influência no exterior para promover empresas brasileiras’ - leia-se, para promover encomendas, empregos, serviços e renda no Brasil - coloca um Rubicão para o campo progressista brasileiro.

O silêncio equivale ao suicídio.

Nem o Papa se salva da guerra midiática

Por Stella Calloni, no site da Adital:

Em março de 2014 o Papa Francisco advertiu em Roma que a desinformação "é o pior pecado dos meios", durante um encontro com representantes das redes de televisores, rádios e meios católicos de Itália, e em sua viagem recente por três países latino-americanos, Equador, Bolívia e Paraguai, foi vítima daqueles que considerou "pecadores" midiáticos. O manejo dos jornalistas dos meios do poder monopólico em Argentina foi um modelo do "pecado da desinformação".

sábado, 18 de julho de 2015

O desespero do achacador Eduardo Cunha

Por Altamiro Borges

Eduardo Cunha – o “achacador”, segundo o apelido carinhoso dado por alguns dos seus pares – não dormirá tranquilo nos próximos dias. Ele que se achava o novo “imperador” da Câmara Federal viu seu império sofrer rachaduras. A “delação premiada” do executivo Júlio Camargo, que garantiu ter repassado US$ 5 milhões ao lobista –, acabou estragando sua performance no programa exibido em cadeia de rádio e tevê nessa sexta-feira (17). Para complicar ainda mais as suas ambições, em várias capitais ocorreram buzinaços e protestos durante sua exibição midiática. Ele até tentou usar a velha tática de que a melhor defesa é o ataque. Afirmou, no seu estilo de valentão, que vai “explodir o governo Dilma” e autorizou duas CPIs para infernizar a presidenta. Mas o desespero não é bom conselheiro. Nem o PMDB, seu partido-ônibus, apoiou o gesto tresloucado. E até o juiz-carrasco Sérgio Moro, seu antigo aliado, deu-lhe umas caneladas.

Reposição de aula sem merenda em SP

Por Altamiro Borges

Depois de tratar os professores com total intransigência durante a mais longa greve da categoria, que durou 89 dias, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) agora maltrata os alunos da rede estadual de ensino. A reposição das aulas está sendo feita sem que os estudantes recebam a merenda. Como as cozinhas são terceirizadas e os funcionários estão em recesso, as escolas não fornecem as refeições e os jovens ficam sem se alimentar durante todo o período escolar. Segundo a Constituição Federal, a merenda é um "direito dos alunos da educação básica pública e dever do Estado". O grão-tucano, que sonha com a presidência da República, parece desconhecer esta norma constitucional.

Desemprego é a maior ameaça à Dilma

Por Altamiro Borges

O Ministério do Trabalho divulgou na sexta-feira (17) os dados sobre o desemprego no país. Eles são bem preocupantes para a presidenta Dilma Rousseff, que enfrenta violento tiroteio político em várias frentes – mas que pode ser alvejada exatamente pela piora das expectativas entre os trabalhadores. O levantamento aponta que o emprego formal perdeu 345,4 mil vagas no primeiro semestre deste ano. Somente em junho, foram fechados 111,2 mil postos com carteira assinada, o pior resultado para o mês em 23 anos. A agricultura foi o único setor da economia que gerou empregos no mês passado.

Falta ao Brasil um projeto nacional

Por Roberto Amaral, em seu blog:

Leitor muito dileto reclama-me a constância da palavra ‘crise’ em meus artigos recentes. Explico-me dizendo-lhe que a escolha não é minha, pois simplesmente reflito sobre a realidade na qual nos encontramos no mundo e no País, aqui vivenciando os reflexos dos maus ventos soprados do Norte.

Como sabemos, a recuperação econômica dos EUA dá sinais de estar ‘marcando passo’ e a economia da Europa – e mais precisamente da área do euro – permanece estagnada, na perigosa companhia do Japão.

Cunha está mais perto de cair que Dilma

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

A iniciativa tomada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na última sexta-feira, de despachar 11 “atualizações” de pedidos de impeachment apresentados à Secretaria Geral da Mesa Diretora daquela Casa contra a presidente Dilma Rousseff, revela mais o desespero de quem o fez do que a concretização da ameaça de “explodir” o governo dela.

A Grécia sofre e a UE exulta

http://rebelion.org/
Por Gianni Carta, na revista CartaCapital:

Os partidários do neoliberalismo têm motivos de sobra para festejar. Aqueles insolentes radicais do Syriza, a legenda de extrema-esquerda grega liderada pelo jovem premier Alexis Tsipras, ousaram desafiar a fórmula alemã enraizada em reformas de austeridade para lidar com a crise econômica europeia. Em miúdos, a chanceler Angela Merkel e seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, defendem a redução deficitária através de medidas de profunda contenção, e em seguida pensarão no crescimento. O oposto da estratégia keynesiana, através da qual o Estado gerou crescimento, e assim tirou os Estados Unidos da Depressão, nos anos 30 do século passado.

A perseguição a Lula e o retrocesso

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Respondendo a um processo administrativo pela acusação de ter sido "negligente" no andamento de "245 feitos que estavam sob sua responsabilidade," o procurador Valtan Timbó Martins Mendes Furtado é o mais novo candidato ao panteão de personagens desses tempos inglórios em que a justiça tornou-se acima de tudo um grande espetáculo.

A reação aos ataques da direita

Por Jandira Feghali, no site Vermelho:

O PSDB chega ao poder na década de 90 e viabiliza um projeto de venda das principais estatais do Brasil jamais imaginado pelos corações patriotas. A Era FHC promoveu o maior ataque privatista ao patrimônio nacional. Puseram despudoradamente à venda gigantes como a Vale do Rio Doce, a Companhia Siderúrgica Nacional e a Telebrás. Ao todo foram “incineradas” 125 empresas em todo país.

O poder de Eduardo Cunha está ruindo

Da revista Fórum:

O homem mais poderoso da Câmara dos Deputados começa a dar sinais de enfraquecimento após denúncia de cobrança de propina investigada pela Operação Lava-Jato; os antigos parceiros já evitam ser associados ao seu nome, o próprio partido se opôs ao rompimento com o governo e a sociedade civil se mobiliza para pedir a derrubada do parlamentar

Os sete sinais de que o poder de Cunha está ruindo:


Veja vira metralhadora de Cunha

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A capa da Veja assume – não se pode deixar de reconhecer, com certa ironia – o sensacionalismo da revista, agora a serviço da desesperada defesa de Eduardo Cunha, que consiste, claro, em espalhar lama a granel, para que sua própria imundície desapareça.

É essa a saída possível de Cunha: criar um clima assemelhado ao bordão do antigo personagem de Chico Anysio, “sou, mas quem não é?”.

O fim da vergonhosa era Eduardo Cunha

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O fim da saga de Eduardo Cunha coloca um ponto final em um dos mais constrangedores episódios políticos da história da República, desde a redemocratização.

O vácuo político produzido pelos erros da presidente Dilma Rousseff promoveram uma abertura inédita da porteira e abriram espaço para oportunistas da pior espécie.

A crise colocou Cunha no papel de touro conduzindo o estouro da boiada. E, atrás dele, a malta do congresso, o universo dos pequenos políticos sem expressão, o chamado baixo clero, cuja atuação, em outros tempos, era moderada por lideranças de maior fôlego.

Mídia blindou o "picolé de chuchu"

Por Elineudo Meira e Cláudio Motta Jr., no site Linha Direta:

Comunista, fã de Chico Buarque e João Bosco, escritor, jornalista e blogueiro. Esse é Altamiro Borges, o Miro, ativista que atualmente é presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Em entrevista ao Portal e Rádio Linha Direta, o blogueiro falou da sua trajetória, dos livros escritos e sobre o debate em torno da democratização da mídia.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Cunha na TV: Balanço ou ficha corrida?

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

Eduardo Cunha será o astro da tevê na noite desta sexta-feira (17). Em seu exótico pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o lobista fará um balanço dos seus seis meses no comando da Câmara dos Deputados. Será que ele mostrará as cenas de violência da Polícia Legislativa contra os sindicalistas que protestaram contra a aprovação do projeto de terceirização? Será que mostrará os lucrativos bastidores das “pedaladas regimentais” que anularam duas votações na Casa – o do fim do financiamento privado das campanhas eleitorais e o da redução da maioridade penal? Ele explicará como serão as festas do seu “Dia do Orgulho Hétero”? De fato, Eduardo Cunha não tem um balanço para apresentar, mas sim uma enorme ficha corrida.

#QuemTemCunhaTemMedo


Por Altamiro Borges

No dia do seu inusitado pronunciamento em rede nacional de rádio e tevê, o lobista Eduardo Cunha conseguiu agitar as redes sociais. Ele bombou em várias hashtags. Uma das mais criativas, #QuemTemCunhaTemMedo, expressa um temor bem verdadeiro. O atual presidente da Câmara Federal é famoso pelos seus métodos truculentos e vingativos. Na “delação premiada” em que afirmou ter repassado US$ 5 milhões ao deputado carioca, o empresário Júlio Camargo não escondeu o seu medo diante das retaliações: “Eduardo Cunha é conhecido como uma pessoa agressiva... O maior receio é a família, porque quem age dessa maneira perfeitamente pode agir não contra você, mas contra terceiros. Às vezes, machucar um ente querido é muito pior do que machucar você mesmo”.

Eduardo Cunha na cadeia... de rádio e TV

Por Altamiro Borges

Num fato inusitado na história do Poder Legislativo, o presidente da Câmara Federal, o lobista Eduardo Cunha, fará nesta sexta-feira (17) um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. Segundo a revista Época, “o programa foi produzido pelo marqueteiro Paulo de Tarso, que trabalhou na campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para presidente... Eduardo Cunha deve fazer um balanço das votações na Câmara neste semestre e destacar que a casa ganhou um forte ritmo de trabalho a partir do início de sua gestão”. Mas a iniciativa midiática, que visava fortalecer o poder de barganha do “achacador” – como é chamado por alguns dos seus pares –, foi ofuscada pelas graves denúncias de corrupção que detonaram o “imperador” da Câmara dos Deputados.

Tucanos demitem na TV Cultura

Por Altamiro Borges

O tucanato paulista está destruindo a TV Cultura, que já foi considerada a melhor emissora educativa do Brasil. Nesta semana, a Fundação Padre Anchieta, que administra a Rádio e TV Cultura, anunciou a demissão de mais 53 profissionais. Os sindicatos dos jornalistas e dos radialistas, que representam os trabalhadores da empresa pública estadual, realizaram assembleia conjunta nesta quarta-feira (15) para repudiar mais este facão e exigir a abertura de negociações. Com sua já conhecida truculência, o serviçais do PSDB se recusam a discutir um plano de recuperação das emissoras.

Chega ao fim a presidência de Cunha

Por Renato Rovai, em seu blog:

A delação de Júlio Camargo, da Toyo Setal, de que Eduardo Cunha teria sido responsável pela cobrança de 10 milhões de dólares de propinas referentes a dois contratos de US$ 1,2 bilhão de navios-sonda, assinados pela Petrobras entre 2006 e 2007, é a tampa do caixão político do presidente da Câmara Federal que já vinha perdendo força no Congresso, apesar de todo seu comportamento de dono da Casa. Quem tiver dúvidas do que estou dizendo deve procurar o que Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) andou dizendo dele.

O jabá e o 'jornalismo' da Jovem Pan

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A Piauí conta que a Jovem Pan veicula propaganda do governo Alckmin disfarçada de reportagem. O ouvinte é premiado com “publieditoriais” sem qualquer aviso. O Metrô, lê-se na revista, investiu 235 mil reais na Pan neste ano. Em 2014, esse valor chegou a um milhão de reais.

O valor pago pela Sabesp não é revelado. Mas a emissora cobre a crise de falta d’água em São Paulo de uma maneira original: só boas notícias, como se pode verificar no site oficial da rádio.

Eduardo Cunha mais perto do fogo

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Eduardo Cunha termina o semestre legislativo de metralhadora em punho, mirando claramente o governo e o mandato de Dilma Rousseff. Mas ele também chega ao final deste período deslocado para o centro das investigações que envolvem políticos com o esquema de propinas na Petrobrás. O endurecimento do presidente da Câmara nas últimas horas pode representar seus estertores diante da aproximação do fogo.

Grécia, Brasil e o pescoço no garrote

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

O acordo assinado entre a Grécia e a comissão do euro influenciará a luta pelo desenvolvimento em nosso tempo, inclusive no Brasil.

Assim deve ser analisado.

Não como um ponto fora da curva, mas como a expressão da tirania financeira levada às últimas consequências contra um povo em busca de sua redenção.

Governo financia mídia cartelizada

Por Antonio Lassance, no Observatório da Imprensa:

Gasta-se muito e gasta-se mal em comunicação de governo, em todos os governos. Nos estaduais e municipais costuma ser pior do que no governo federal. Ainda assim, é inadmissível que um governo eleito e reeleito com a pauta da democratização dos meios de comunicação e com um discurso de que faz “mídia técnica” não tenha feito, até hoje, nem uma coisa, nem outra.

A expressão “mídia técnica” supostamente significa que o gasto em publicidade tem como critério a audiência de cada mídia e seus respectivos veículos. Assim sendo, as mídias e veículos de maior audiência são mais bem pagos que outros.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Babilônia fracassa e atores choram

Por Altamiro Borges

Os três filhos de Roberto Marinho – que não têm nomes próprios, segundo o afiado blogueiro Paulo Henrique Amorim – continuam no topo da lista dos maiores bilionários brasileiros da revista Forbes. Mas a situação do seu império midiático não é nada tranquila. Os índices de audiência dos seus principais programas seguem em declínio – seja no Jornal Nacional, que acumula os piores Ibopes da sua história, ou nos enfadonhos "Fantástico" e "Domingão do Faustão". O que mais atormenta a famiglia, porém, é a decadência das suas telenovelas, que sempre foram o carro-chefe da emissora. O fracasso de "Babilônia" é emblemático deste martírio. Nesta segunda-feira (13), o jornalista Daniel Castro, do site especializado Notícias da TV, registrou o desespero dos seus protagonistas.

Mantega processa agressores fascistas

Por Altamiro Borges

O ex-ministro Guido Mantega, um dos responsáveis pelas menores taxas de desemprego da história do Brasil, já foi alvo de três provocações fascistas em São Paulo. A primeira ocorreu em fevereiro, no Hospital Albert Einstein, quando levava a sua companheira para uma sessão de tratamento de câncer. Educado, ele se retirou do local para evitar maiores transtornos e ainda aliviou a barra da direção da instituição privada, presidida por um notório sionista. A segunda se deu num restaurante, quando um empresário falido, ligado à seita direitista “Revoltados Online”, rosnou algumas grosserias e também foi poupado. Já em maio, dois representantes da elite recalcada voltaram a provocá-lo num restaurante italiano. Desta vez, porém, eles não deverão ficar impunes.

Folha não gostou do “Chupa Folha”

Por Altamiro Borges

Como sempre dizia o jornalista Cláudio Abramo, a liberdade de imprensa nas redações só existe para o dono. Na segunda-feira (13), o jornalista Pedro Ivo Tomé, que pediu demissão na Folha, publicou seu último artigo no jornal com uma mensagem “escondida”. Responsável pela sessão de obituários do diário, ele fez com que a inicial de cada parágrafo formasse a frase “Chupa Folha”. A truculenta famiglia Frias, que adora sacanear os seus inimigos políticos, mas não tolera qualquer tipo de crítica – que o digam os editores do site satírico “Falha de S.Paulo” –, ficou irritadinha com a brincadeira e já anunciou que processará o seu ex-repórter. Na época mais sombria da ditadura militar, a mesma famiglia dedurava e transportava os presos políticos para a tortura. Agora, ela processa!

Jornais fecham e demitem. Crise é braba!

Por Altamiro Borges

A violenta crise que atinge o modelo de negócios da mídia impressa não dá trégua. Nos últimos dias, mais três jornais investiram contra os profissionais do setor – alguns deles que ainda chamam patrão de companheiro. O diário Brasil Econômico simplesmente fechou as portas e demitiu todos os funcionários. Já a Tribuna de Santos dispensou até dirigentes sindicais, numa afronta à legislação. Os jornais O Dia e Meia Hora também enfrentam dificuldades, com atrasos no pagamento dos salários e dos benefícios. A crise decorre de vários fatores – como a explosão da internet, que afasta a juventude dos impressos; a perda de credibilidade destes veículos, cada vez mais partidarizados e com menos qualidade; e aos erros de administração destas empresas privadas.

Veríssimo critica "pregação golpista"

Por Altamiro Borges

O escritor Luis Fernando Verissimo, autor de mais de 60 livros de sucesso no país, nunca se omitiu diante dos graves momentos da política – bem diferente de outros intelectuais que preferem o silêncio cúmplice. Em artigo publicado no jornal O Globo nesta quinta-feira (16), ele agora adverte para a onda golpista e fascista que se alastra no Brasil. Vale conferir:

Provas da escuta ilegal na Lava Jato

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

O 247 teve acesso a um conjunto de documentos que apontam fatos graves e inaceitáveis sobre as escutas telefônicas realizadas na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Chamado para prestar depoimento sobre o assunto na CPI da Petrobras, o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem a Polícia Federal está subordinada, ao menos formalmente, disse que é muito cedo para tomar qualquer medida contra os envolvidos. Apesar do reconhecido talento para fazer pronunciamentos, Cardozo não convenceu. A bancada do PT sorria amarelo durante suas explicações. Integrantes da base aliada bateram duro.

Outra agenda econômica é possível

Por Marcio Pochmann, na Revista do Brasil:

O diagnóstico de que a economia brasileira não cresceria mais sem antes haver a recuperação do grau de confiança dos empresários levou a equipe econômica do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff a defender um conjunto de medidas definidas como ajuste fiscal. Isso porque a queda nas expectativas dos empresários foi entendida pelo governo federal como decorrente de piora na situação das contas públicas.

Não adianta mentir: golpe é golpe

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Setores da mídia vem flertando, há meses, com o que poderíamos chamar de "mentira suprema".

É a sua "ultimate lie": a última grande mentira.

A mentira de que o golpe não é golpe.

O julgamento de contas pelo TCU, um dos pretextos que os golpistas, na política e na mídia, querem usar para derrubar uma presidenta eleita com 54 milhões de votos, é estrondosamente patético.

Dilma queima o seu capital político

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Por Bepe Damasco, em seu blog:

Está lançado um grande desafio, no presente e no futuro, para historiadores, cientistas políticos, sociólogos, jornalistas e estudiosos de política : como se queimar um enorme capital político em apenas seis meses.

Os pesquisadores certamente terão de ouvir a presidenta Dilma, seu marqueteiro, ministros, parlamentares, dirigentes do PT e assessores do Planalto. Claro que terão que sair em campo também para entrevistar as representações da sociedade.

"Pedalada" de Alckmin não dá mídia

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Curioso o escândalo seletivo praticado por nossa mídia.

Pouco destaque teve o fato de o governador Geraldo Alckmin ter “pedalado” a devolução de créditos do programa Nota Fiscal Paulista.

No início do mês, baixou normas para que que a devolução dos valores do programa, que serviam para pagar impostos estaduais seja adiada em seis meses, caindo apenas no exercício de 2016.

A falta de coragem do ministro Cardozo

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Os jornais destacaram a parte mais irrelevante e óbvia do depoimento do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo à CPI da Petrobras: a de que doações legais a campanhas políticas podem ser criminalizadas se forem fruto de propina e o beneficiário tiver ciência disso. Cardozo limitou-se a dizer o óbvio.

No seu depoimento, o que espantou foi a total alienação do chefe da Polícia Federal, ele próprio, em relação às atividades da sua tropa.

Aécio Neves: A Imagem não é tudo

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

Aécio Neves é um personagem ambivalente. Sua indignação não convence nunca e soa como inveja; sua juventude estendida além do limite natural gerou uma máscara que, quando quer ser irônica, acaba figurando sarcástica – parece que vai envelhecer sem passar pela fase de maturidade. Sua dedicação às questões públicas destoa de sua trajetória personalista e é sempre uma derivação de seu desejo incontido de poder.

Eduardo Cunha na TV: Vai ter panelaço?

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Os endinheirados que toda vez que a presidente Dilma Rousseff se pronuncia na TV correm para suas “varandas gourmet” para fazer soarem suas panelas douradas justificam a palhaçada com o “argumento” de que agem assim em “combate à corrupção”.

Apesar de a presidente da República, aos 67 anos, não carregar uma única mancha em sua vida e de não existir sequer uma mísera acusação concreta contra ela, gente cujo dinheiro substituiu a civilidade a associa a pessoas que estão sendo acusadas de crimes graças à sua postura republicana de nomear procurador-geral da República e delegado-geral da Polícia Federal absolutamente isentos.

A guerra das drogas e o Estado-prisão

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Relatório divulgado há alguns dias pelo Ministério da Justiça mostra que a população prisional brasileira no primeiro semestre de 2015 chegou a 607.731 indivíduos, o que representa um aumento de 575% com relação a 1990, ou seja, 6,7 vezes maior, o que transforma o Brasil no quarto país do mundo em número de prisioneiros, depois dos EUA, da China e da Rússia.

Ódio ao PT: O curto e o longo prazo

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Quando se usa o termo opinião pública, é preciso entender que ele possui duas dimensões. E que entre eles pode coexistir uma contradição. A primeira dimensão diz respeito às atitudes e comportamentos conjunturais. São emoções e opiniões, modos de pensar e agir em relação ao presente. É volátil e desestruturada, e não estabelece compromissos com o conteúdo. Em um dia, pode-se estar furioso com alguma coisa. No outro, contente.

Não há consenso para o impeachment

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

A permanência de Dilma na presidência da República hoje depende menos da capacidade de reação do governo e do lulismo, e muito mais das contradições existentes no campo da oposição.

Claro, os atos públicos que o PT e outras forças começam a organizar são um sinal de que um eventual impeachment deixará marcas, provocará caos, não será obtido sem resistência – nas ruas e nas instituições.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

"Mais Médicos" fura o cerco da mídia

Por Leandro Fortes, no blog Diário do Centro de Mundo:

À frente, há três anos, da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) no Brasil, o dentista cubano Joaquin Molina não se surpreendeu quando, há dois anos, o Conselho Federal de Medicina encabeçou uma violenta reação ao programa Mais Médicos, do governo Federal. “É um tipo de reação corporativista comum em todo o mundo”, explica, diplomático. “Não houve surpresa, é como uma demarcação de território, por causa da chegada de estrangeiros”.