domingo, 10 de janeiro de 2016

A inflação e as mulas-sem-cabeça

Por Osvaldo Bertolino, em seu blog:

Na toada implacável para apresentar o Brasil aos brasileiros e aos estrangeiros como a porta do inferno, a mídia vem fazendo um estardalhaço com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou 2015 com alta acumulada de 10,67% — a maior dos últimos 13 anos desde os 12,53% de dezembro de 2002, coincidentemente o último da nefasta era Fernando Henrique Cardoso (FHC). O grande problema, segundo os “analistas” da mídia, são os 4,16 pontos percentuais superiores ao teto da meta fixada pelo Banco Central para 2015, que foi de 6,5% e 6,17 pontos percentuais acima do centro da meta, de 4,5%.

O mundo estranho de Geraldo Alckmin

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Pior do que o incompetente só o incompetente que se finge de gênio.

Os líderes do PSDB são mestres nisso.

Serra, por exemplo, não conseguiu lidar sequer com os pernilongos de São Paulo quando foi prefeito e se apresenta como um grande gestor.

Não salvou nem as árvores da cidade, apodrecidas e incapazes de enfrentar chuvas mais fortes sem cair. Também não viu, em sua miopia ululante, a importância da bicicleta para o futuro de São Paulo.

Torquemada e nosso futuro

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Personagem da principal entrevista da revista Brasil 247 que pode ser lida aqui, o depoimento do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo merece alguns minutos de reflexão.

Cardozo é um dos responsáveis pela arquitetura legal dos acordos de leniência em debate no Brasil de 2016. Mecanismo inspirado pela melhor jurisprudência internacional para permitir uma travessia delicada na história de qualquer país, os acordos de leniência permitem a punição de executivos e dirigentes envolvidos em atos de corrupção e a cobrança de multas pesadas contra empresas envolvidas em abusos e desvios. Ao mesmo tempo, permitem a preservação de empresas e empregos que concentram uma riqueza acumulada pela nação inteira ao longo de sua história, evitando sacrifícios e retrocessos desnecessários, capazes de comprometer os principais avanços obtidos em décadas.

A trágica gestão de Sartori no RS

Por Sandro Ari Andrade de Miranda, no site Sul-21:

O Rio Grande do Sul iniciou o ano de 2016 com a elevação em 5% em vários produtos e serviços, como combustível, energia elétrica, telefonia fixa e móvel, TV por assinatura, dentre outros. Apesar de todo o bloqueio midiático de informações, especialmente pela Rede Brasil Sul de Telecomunicações – RBS, parceira da Rede Globo no Estado, a grande responsabilidade por esse aumento generalizado dos preços é do ajuste fiscal aprovado em 2015 pelo Governador José Ivo Sartori com a sua base parlamentar na Assembleia Legislativa.

Dilma, coelhos e cartolas

Dilma Rousseff durante café da manhã com jornalistas. Foto: Ichiro Guerra/PR
Editorial do site Vermelho:

No café da manhã com jornalistas na quinta feira (7), a presidenta Dilma Rousseff disse que não tem coelho na cartola, sinalizando que não haverá pacotões para sair da crise econômica. A saída resultará de uma construção paciente, que já começou em dezembro com a troca no ministério da Fazenda e a iminência do fim da política econômica recessiva de Joaquim Levy.

A gravidade da crise econômica não autoriza qualquer solução mágica. No Brasil ela tem componentes externos e internos, refletindo a doença que ataca o capitalismo a nível mundial e agora manifesta-se nas dificuldades como as vividas pelas bolsas chinesas. A situação é grave e impõe para o Brasil a adoção de medidas econômicas e sociais de forte impacto que ajudem a recompor a capacidade fiscal para que o Estado possa atender às demandas sociais que o país exige.

Cunha: dez anos de cumplicidade da mídia

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A Folha, hoje, dá manchete para o relatório da Comissão de Valores Mobiliários – vinculada ao Poder Executivo – onde se afirma que os ganhos de Eduardo Cunha no mercado financeiro, à custa de prejuízos para o fundo de pensão dos funcionários da companhia de água e esgotos (que metáfora!) do Rio de Janeiro superam cosmicamente qualquer obra do acaso.

O esquema era simples: Cunha e a Prece aplicavam recursos em fundo de uma corretora, que aplicava o “bolo”. Onde ganhava, 98% era de Cunha; onde perdia, dos da entidade de previdência:

sábado, 9 de janeiro de 2016

Marina Silva volta aos braços de Aécio

Por Altamiro Borges

A egocêntrica Marina Silva não aguentou ficar muito tempo distante dos holofotes da mídia. Nos últimos meses, no processo de legalização do seu partido, ela até controlou os seus ímpetos. A Rede conseguiu garantir o seu registro e fisgar cinco deputados federais. Diante da conspiração orquestrada pelo correntista suíço Eduardo Cunha e os líderes do PSDB, DEM, PPS e SD, a nova sigla procurou se diferenciar, rejeitando a proposta golpista do impeachment de Dilma. Agora, porém, ela sofre uma nova recaída e retorna aos braços do cambaleante Aécio Neves, a quem apoiou no segundo turno das eleições presidenciais. Com isso, lógico, Marina Silva garante generosos espaços na imprensa tucana.

Estupro, a gente vê na tela da Globo!

Do site da União da Juventude Socialista (UJS):

Durante a minissérie da Rede Globo, “Ligações Perigosas”, que foi ao ar na noite dessa quinta (07), os personagens Augusto e Cecília protagonizaram uma cena de estupro.

Em tempos de grandes mobilizações feministas na luta contra a cultura machista em nossa sociedade, a emissora (que, sempre é bom lembrar, apoiou a ditadura) nada contra a maré e apresenta uma cena que reforça justamente o tipo de comportamento que vem sendo combatido nas ruas e nas redes sociais.

Governo entrega o ouro ao bandido

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Pergunto aos meus botões qual seria o propósito de quem entrega o ouro ao bandido. Ao que tudo indica, comover o bandido, respondem prontamente. Insisto: com quais chances de êxito? Concluem: com bandido de 18 quilates, nenhuma. Moral da história: quem entrega o ouro ao bandido, ou é ingênuo ou néscio.

Tenho reunido há tempo farta documentação da incapacidade do governo de perceber em toda a sua extensão o papel da mídia nativa. Vem de tão longe a colheita que, a esta altura, é do conhecimento até do mundo mineral a exata dimensão da quadrilha midiática. Mas nem todos entre os humanos têm a sensibilidade do quartzo e do feldspato.

Ação do TCU contra os acordos de leniência

Por J. Carlos de Assis, no site Carta Maior:

Em artigo anterior cometi o erro de atribuir à Procuradoria Geral da República a iniciativa de contestação da medida provisória editada em dezembro pela Presidenta para regular os acordos de leniência – isto é, o marco jurídico pelo qual empresas envolvidas na Lava Jato, por exemplo, podem estabelecer acordos com o poder público para continuar trabalhando com órgãos do Governo mediante colaboração com a Justiça na admissão de irregularidades. A iniciativa não foi do Ministério Público. Foi da infame Procuradoria do TCU.

RR Soares, Cunha e a dívida "demoníaca"

Direita incita o ódio na Venezuela

Por Max Altman, no site Opera Mundi:

Quem incita ódio e intolerância? Quem viola a Constituição e o “mais absoluto respeito à democracia e ao Estado de Direito” de que falava a mensagem do Itamaraty a propósito da situação na Venezuela?

O presidente da nova Assembleia Nacional da Venezuela, Henry Ramos Allup, ordenou na quarta-feira, no seu primeiro dia de gestão, a expulsão de todas as imagens de Chávez e de Bolívar das dependências do Parlamento. E o fez com rasgos de ódio, intolerância e menosprezo. A ação foi registrada em vídeo divulgado amplamente nas redes sociais e percorreu o mundo. Nele se vê Ramos Allup ordenando retirar as imagens e placas de Bolívar e Chávez com gestos e palavras infames e depreciativas: “Levem tudo. Mandem para Miraflores [palácio presidencial] ou para Sabaneta [lugar onde nasceu Hugo Chávez e onde ainda vive sua família]. Se não quiserem pode jogar tudo no lixo”.. No dia seguinte, Allup reiterou que seriam retiradas todas as imagens restantes de Chávez e todas as imagens conhecidas da reconstrução científica do rosto do Libertador.

Assim se desfaz a herança do Lulismo

Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

O Banco Central divulgou ontem dados que deveriam ser examinados com atenção, por quem pensa que a crise econômica brasileira é uma ladainha construída pela oposição à presidente Dilma. A chamada “demanda interna” (que corresponde ao consumo dos brasileiros mais os investimentos feitos no país) despencou 6,2% em 2015. O recuo é muito superior à queda do PIB (-3,6%), que considera também o resultado das compras e vendas ao exterior. Prevê-se, além disso, que o fenômeno prossiga em 2016, quando, segundo os dados do próprio governo, haverá uma retração de 3,7%. No período de dois anos, a demanda interna terá caído 10%. O retrocesso será inédito, superando tanto a recessão que antecedeu o fim da ditadura militar quanto a que levou o presidente Collor de Mello ao impeachment.

Protesto, violência e os responsáveis

Foto: Jornalistas Livres
Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

O protesto contra o aumento nas tarifas de ônibus, metrô e trens, organizada pelo Movimento Passe Livre, nesta sexta (8), terminou – novamente – com a polícia tentando queimar o estoque de bombas de gás e de estilhaços e balas de borracha no centro de São Paulo.

A justificativa policial replicada em reportagens que tratam do assunto é a mesma de uma criança de seis anos que reclama do amiguinho após uma briga: foi ele quem começou.

Imagens que estão circulando na rede, contudo, mostram que os primeiros atos de violência contra pessoas partiram – novamente – dos próprios policiais.

A violência policial e a sombra de 2013

Por Igor Carvalho, na revista Caros Amigos:

O enredo nos é muito familiar. Começo de ano, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), aumentam o valor da passagem de ônibus, Metrô e CPTM. O Movimento Passe Livre (MPL) reage e convoca manifestações. Nas ruas, um aparato militar de guerra que, com carta branca, ataca os manifestantes e encerra o protesto antes de seu ponto de chegada.

O seu "reinado" está no fim, sr. Cunha!

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:


Prezado senhor,

Quem lhe escreve é apenas e tão-somente uma das cerca de duas mil pessoas que, no dia 9 de dezembro do ano passado, tiveram a honra de, no Blog que edito, tornarem-se signatárias de pedido à Procuradoria Geral da República, via representação popular, para que o senhor seja retirado da Presidência da Câmara dos Deputados.

A pistolagem política contra Jaques Wagner

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

A Lava Jato tornou-se um covil de bandidos políticos. E não estou falando dos réus, e sim das autoridades.

Tem bandido do lado dos réus, mas tem bandido também do lado das autoridades. E, francamente, não sei quais são os piores.

Ninguém tira a importância da Lava Jato, mas quem poderá também negar que ela está sendo usada com finalidade político-partidária, vazando seletivamente, sempre com objetivo de produzir instabilidade e crise?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Massacre de Curuguaty e golpe no Paraguai


Por Leonardo Wexell Severo e Nicolás Honigesz, de Assunção:

Dirigente da Coordenadora de Produtos Agropecuários de São Pedro Norte e destacada liderança do movimento camponês do Paraguai, Ernesto Benítez carrega consigo as marcas de quem nunca se rendeu aos poderosos de plantão. Em 7 de setembro de 1995, foi um dos 21 feridos à bala durante ataque da Polícia Nacional contra manifestantes em Santa Rosa del Aguaray. Na oportunidade foi assassinado Pedro Giménez, de apenas 20 anos. “Os policiais me dispararam com uma escopeta e quase perdi a vida. Tiveram que extirpar uma parte do pulmão”, conta. Em 2003, durante protesto com 16 feridos à bala, em que foi assassinado Eulalio Blanco, Benítez foi levado à Delegacia de Santa Rosa, onde foi torturado por militares e policiais.

A mídia e a judicialização da política


Deputado noveleiro e antipetista se dá mal

Aécio Neves e Jorge Pozzobom
Do blog Viomundo:

O deputado estadual gaúcho Jorge Pozzobom, do PSDB, ganhou uma certa notoriedade nas redes sociais ao escrever, num debate no twitter, a seguinte frase:

“Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Foi a admissão de algo que todos sabemos: Privataria, trensalão, mensalão tucano, lista de Furnas, Lava Jato… nenhum tucano preso.

A receita midiática de Marina Silva


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Fui ao Twitter ver o que se estava falando de duas mulheres que foram notícia estes dias: Lu Alckmin e Marina Silva.

A primeira pela orgia aérea, os copiosos voos em aeronaves patrocinadas pelo contribuinte paulista. A segunda pelas declarações golpistas.

Batata.

PT perde deputados e cresce em filiados

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

Entre os três maiores partidos da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional, PMDB, PT e PSDB, a legenda da presidenta Dilma Rousseff foi a que sofreu maior desfalque na legislatura iniciada há um ano, após as eleições de 2014. O PT perdeu em 2015 nove deputados, ou 13,2%, de sua bancada. Mas, na realidade, o índice é menos preocupante para o partido quando se sabe que apenas quatro desses nove de fato deixaram o PT rumo a outras legendas. Outros cinco se licenciaram do mandato na Câmara para assumir postos no governo federal ou secretarias de governos municipais ou estaduais e foram substituídos por parlamentares de outras agremiações.

STF autoriza quebra de sigilos de Cunha

Da revista Fórum:

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sua esposa, Cláudia Cruz, e sua filha, Danielle Dytz da Cunha, além de pelo menos três empresas ligadas à família. Zavascki é relator da Operação Lava-Jato no STF e atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

'Folha' omite propina de tucano

Do site Vermelho:

O depoimento do novo delator da Operação Lava Jato, Carlos Alexandre de Souza Rocha – que confirmou à Procuradoria-Geral da República o pagamento de R$ 10 milhões ao agora falecido ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra – explicita a maneira desigual com que a mídia tradicional trata as denúncias relativas ao PT e ao PSDB.

O apetite incontrolável de poder de Marina

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:


Magrinha daquele jeito, Marina Silva é dona de um apetite incontrolável, daqueles que se manifestam fora de hora.

Parecia - só parecia - que Marina tinha adotado uma posição discreta, opondo-se ao golpe do impeachment - mesmo com a ressalva de que impeachment não é golpe, pois está previsto na Constituição.

Lutar para retomar o desenvolvimento

Do site da União da Juventude Socialista (UJS):

O ano de 2016 nasce e com ele muita expectativa de virar o cenário da luta política no país. No entanto, as veias abertas no ano passado ainda não foram estancadas. Mais povo na rua, sob a condução dos movimentos sociais, e melhor condução política por parte do governo é o que se aguarda.

Os últimos dias de 2015 apresentaram uma importante guinada no jogo político da forma como se apresenta no país. Após ação movimentada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo PCdoB, o trâmite do impeachment pode ganhar outro rumo, já que a comissão que avaliará o tema será votada novamente e o Senado entrará para definir o assunto. Setores da direita já dão a pauta como perdida. Somada as mobilizações das ruas, em que nas maiores cidades as passeatas em defesa da democracia foram maiores que as micaretas golpistas, a instabilidade política pode arrefecer.

As provas contra Eduardo Cunha

Por Henrique Beirangê, na revista CartaCapital:

Quando a polícia Federal batizou a mais recente fase da Operação Lava Jato de Catilinária, alusão aos discursos do cônsul romano Marco Túlio Cícero em 63 antes de Cristo, contra o senador Lúcio Sérgio Catilina, acusado de tramar um golpe contra a República para chegar ao poder, foi o sinal de que a paciência da força-tarefa com os desmandos do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, havia chegado ao fim.

Alarme na Venezuela: desfecho imprevisível

Por Jeferson Miola, no site Carta Maior:

A Nota Oficial das Forças Armadas da Venezuela, que adiante publicamos traduzida para o português, pode assumir uma dimensão histórico -jornalística de grande alcance. Não se pode desprezar que a evolução dos acontecimentos na nação bolivariana poderá trazer desfechos indesejáveis.

A Nota tem a linguagem e o tom que são próprios do apaixonado debate político-ideológico na Venezuela, com chavistas e oposição [da moderada à fascista] duelando em elevados decibéis.

Os embates serão difíceis e prolongados

Por Renato Rabelo, em seu blog:

A investida da oposição foi contida. Começou o ano novo com certo equilíbrio de forças, com um viés desfavorável às forças de direita, sobretudo aquelas comprometidas com o golpe reiterado através de um pedido de impeachment de jogo político, sem base jurídica, não podendo ser acolhido nos marcos da Constituição.

Mas, acabamos de entrar em 2016, no qual Fernando Henrique Cardoso - o principal ideólogo da oposição - afirma com pose de pavão que, Dilma vai “cair” de qualquer jeito e a cúpula dirigente do PSDB, com Aécio Neves à frente, continua na mesma cantilena golpista. E nesse desiderato, na prática, eles nunca deixaram de se aliar com Eduardo Cunha, ainda presidente da Câmara dos Deputados. Agora mesmo eles se juntam para impetrar os embargos de declaração a fim de tentar mudar (ninguém suporta mais!) o rito do processo de impeachment estabelecido pelo STF, que cumprindo sua elevada função, pôs ordem na casa


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

EUA são o melhor país do mundo? Será?

A política de vazamentos da Lava Jato

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Ontem, a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) soltou uma nota curiosa. O mote da nota é o vazamento de informações visando comprometer o senador Randolfo Rodrigues (Rede-AP).

“No que se refere a denúncias sobre senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e um suposto recebimento de dinheiro ilícito, já foi esclarecido pela Procuradoria Geral da República que as informações colhidas não são suficientes para indicar a autoria de crimes”.

O telejornalismo ainda é jornalismo?

Por Débora Cristine Rocha, no Observatório da Imprensa:

Ligo a televisão e ouço o apresentador do telejornal matutino, da maior rede de televisão brasileira, dizer: “Vocês vão me ajudando aí nos nomes, que eu vou falando errado.” Ele estava se referindo a nomes de times de futebol. Como assim, vão ajudando em nomes errados? Não era para ele trazer a informação correta? Não era para ter treinado antes a locução destes nomes? Em uma hora e meia de jornal televisivo, há muitos momentos como este. Uma coisa é informalidade, tirar a sisudez da bancada clássica. Outra é trazer informação incompleta, mal apurada, justificar a falta de profissionalismo como leveza na linguagem jornalística.

Sonho presidencial de Alckmin perde força

Por Renato Rovai, em seu blog:

Em política há um ditado que costuma ser muito repetido quando a oportunidade bate à porta, que cavalo arreado só passa uma vez. Isso pode estar acontecendo com Geraldo Alckmin. E ele pode estar perdendo sua grande chance de ser eleito presidente da República em 2018.

Alckmin não é um político carismático e muito menos alguém com grande habilidade política para construir movimentos a seu favor. Por isso, seu poder costuma estar atrelado a ter a máquina .

Estado de Direito e o estado de direita

Por Mauro Santayana, em seu blog:

É curiosa a situação que vive hoje o Brasil.

Estamos em plena vigência de um Estado de Direito?

Ou de um “estado” de direita, que está nos levando, na prática, a um estado de exceção?

Afinal, no Estado de Direito, você tem o direito de ir e vir, de freqüentar um bar ou um restaurante, ou desembarcar sem ser incomodado em um aeroporto, independente de sua opinião.

No estado de direita, você pode ser reconhecido, insultado e eventualmente agredido, por um bando de imbecis, na saída do estabelecimento ou do avião.

A gritaria contra o Brasil

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                              

Reacionários de todos os matizes estão em pé de guerra diante da edição da Medida Provisória nº 703, que facilita os acordos de leniência ? Dos pseudos-paladinos da moralidade do MP a colunistas do PIG, de parlamentares da oposição a ministros do TCU, órgão que só é levado a sério quando age contra o governo Dilma, a turma que aposta na terra arrasada mostra as garras.

Só para lembrar, os acordos de leniência são mecanismos usados em todo o mundo civilizado para punir os corruptos, mas preservar as empresas e, consequentemente, manter empregos e fazer girar a roda da economia. Os que buscam a desinformação para obter dividendos políticos omitem um aspecto crucial relacionado a esses acordos.

Torcedores do Nordeste criticam a Globo

Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

O monopólio da Rede Globo sobre os direitos de transmissão do futebol brasileiro tem gerado revolta nos torcedores de clubes do Nordeste. Após o lançamento da campanha Jogo 10 da Noite Não, levada a cabo pelo coletivo Futebol Mídia e Democracia e que denuncia a arbitrariedade da emissora ao determinar o horário das partidas de acordo com seus interesses comerciais, as torcidas expressam indignação pelo fato de a emissora 'esquecer' determinadas regiões do país, obrigando-as a assistir o Campeonato Carioca.



MST e as fraudes na reforma agrária

Do site do MST:

Domingo, 3 de janeiro, o programa Fantástico, da Rede Globo, denunciou a posse e a venda irregular de lotes da Reforma Agrária.

A reportagem utilizou como base a investigação e o relatório finalizado pela Controladoria Geral da União (CGU), envolvendo casos a partir do ano 2000.

Para a CGU, existem no Brasil 76 mil lotes ocupados irregularmente nos processos de assentamentos da Reforma Agrária - cerca de 8% do total.

PSDB é a versão brasileira do Tea Party

Por Carlos Eduardo, no blog O Cafezinho:

Quando comecei a escrever aqui no Cafezinho pensei comigo mesmo. Com tantos jornalistas bons por aí e mais experientes, tais como Mino Carta, Luís Nassif, Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha, Rodrigo Vianna, Paulo Nogueira, Altamiro BorgesFernando Britto, e o próprio Miguel do Rosário, editor-executivo deste blog, publicando diariamente excelentes análises sobre a política brasileira, de que modo um jovem jornalista como eu seria capaz de apresentar algo novo na blogosfera progressista?

Foi daí que surgiu a ideia de escrever sobre a política norte-americana aqui no Cafezinho, sempre fazendo um paralelo com questões de interesse nacional.

Bolsa Família e a hipocrisia da oposição

Por Kátia Gerab Baggio, no blog Viomundo:

Manchetes na “grande” mídia, dos dias 01 e 02 de janeiro, anunciam que a presidente Dilma vetou, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016, o artigo que previa um reajuste de todos os benefícios do Bolsa Família pela inflação acumulada desde maio de 2014, data do último reajuste. A medida representaria uma elevação nos benefícios de cerca de 16%.

Esta é a mesma mídia que, de um modo geral, criticou a decisão do governo federal de reajustar o salário mínimo pouco acima da inflação, mantendo a política de valorização implementada nos governos Lula e Dilma.

Mídia abafa orgia aérea de Lu Alckmin

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Acabo de dar uma vasculhada nos tuítes dos últimos dois dias de Ricardo Noblat.

Era um teste cujo resultado, a rigor, eu já conhecia.

Queria ver se ele tinha feito alguma menção aos vôos de Lu Alckmin patrocinados pelo contribuinte paulista.

Nada.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Não haverá 'divórcio' entre PMDB e governo

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

O sonho do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-RJ), de ver um “divórcio” entre seu partido e o governo Dilma Rousseff não deve se concretizar, pelo menos segundo avaliação de deputados da base governista e da cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, da Universidade Federal de São Carlos.

A história do cada vez mais segmentado PMDB não autoriza prever, a não ser como hipótese, que a maior legenda do Congresso Nacional decida abandonar em bloco o barco do governo no período até 2018. O partido, considerado fundamental para a chamada governabilidade, é hoje o maior do Congresso Nacional, com 68 deputados e 18 senadores. O PT vem em segundo lugar, com 59 deputados e 13 senadores, seguido do PSDB (53 e 11, respectivamente).

A estupidez que a mídia dissemina


Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Quase escrevi, ontem, sobre a onda de comentários na rede sobre a sujeira em Copacabana e as bobagens que, por isso, se dizia sobre a inferioridade do povo brasileiro por isso. Claro que vi também as outras, com que se respondeu a este “viralatismo”, mostrando que é imundície pós reveillon é universal e ri muito com o twitter do Guga Chacra, ótimo comentarista internacional do Estadão sobre o fato de pessoas irem para a virada do Ano Novo de fraldas pela falta de banheiros na Times Square, em Nova York.

Argentina: ódio e revanche de Macri

Por Raul Fitipaldi, no site Desacato:

Os primeiros 30 dias do governo de Maurício Macri estão por concluir. Como me comentou a colega argentina Nora Veiras, do programa 6,7,8, não há como desconhecê-lo. Macri conduz o Executivo argentino pela via democrática do voto representativo. Não há como negar sua procedência para estar onde está. A pequena margem da sua vitória não é tema que discuta a legalidade do lugar que ocupa. O que sim não é recomendável é reconhecer suas medidas e as do seu governo como democráticas, muito menos como populares, já que a maioria estão tingidas por uma pátina de ilegalidade, ou de legalidade discutível.

Amigo de Aécio enterra mídia mineira

Por Ângela Carrato, na página Estação Liberdade:

Álvaro Teixeira da Costa, o principal dirigente dos Diários e Emissoras Associados em Minas Gerais, tinha razão. Se Aécio Neves e os tucanos não vencessem as eleições de 2014, as coisas iriam ficar feias para a empresa. Certo disso fez sua parte. Além da linha editorial chapa branca dos veículos do grupo - jornais Estado de Minas e Aqui, TV Alterosa e portal Uai - ter exaltado o PSDB e combatido sem trégua o PT e seus apoiadores, valendo-se de tudo quanto é esquema sujo, ele próprio se superou. Transformou uma das dependências da TV Alterosa em Comitê Tucano, usou a intranet para convocar funcionários a participar de atos de campanha pró-Aécio na Praça da Liberdade, pressionou e coagiu quem não rezasse por sua cartilha, além dele próprio ter estado presente ao ato.

Lei de Meios argentina sofre desmonte

Por André Pasti, na revista CartaCapital:

Logo após assumir o mandato, em 10 de dezembro passado, o novo presidente argentino Mauricio Macri investiu esforços na desconstrução da regulação democrática da comunicação no país.

Por meio de decretos de urgência, sem qualquer debate com o Parlamento e a sociedade civil, o presidente modificou toda a estrutura prevista na chamada Lei de Meios, em vigor desde 2009, para garantir pluralidade e diversidade na mídia argentina.

Nos primeiros dias de governo, Macri nomeou um interventor para a AFSCA (Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual), agência reguladora do país, que fiscaliza a aplicação da lei, e destituiu autoridades que possuíam mandato até 2017.

Tensão política cresce na Venezuela

Por Vanessa Martina Silva, no site Opera Mundi:

Os deputados eleitos em dezembro do ano passado para a nova formação da Assembleia Nacional da Venezuela tomaram posse nesta terça-feira (05/01), em sessão marcada por confrontos e controvérsias. Isso porque uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça do país impediu a posse de quatro dos assembleístas eleitos, sendo três opositores e um do governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela).

Uma conversa interditada no Brasil

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

O hiato da passagem de ano, quando a sociedade se recolhe e o Estado Midiático opera a meia fase, produz um ensaio de desintoxicação que desnuda a asfixia da norma.

A norma é o agendamento diuturno da sociedade por interesses unilaterais que se apresentam como os de toda a nação.

O objetivo da parte que se avoca em expressão do todo é claro: interditar a conversa urgente da população brasileira com ela mesma.

A pressa do PSDB ameaça a democracia

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Depois que a Central Única dos Trabalhadores divulgou uma pesquisa demonstrando o apoio absoluto da maioria dos brasileiros às regras da aposentadoria e a defesa da Previdência Social, num patamar que seria mais adequado definir como unanimidade, cabe registrar um ponto essencial do momento político.

Para o governo Dilma Rousseff, que está diante da difícil tarefa de reconstruir um governo após o desastre consumado no primeiro ano de mandato, a pesquisa recorda a importância de preservar seus compromissos com valores que marcaram sua história e suas campanhas eleitorais, o que inclui a defesa da Previdência.

"Conselhão" e o desenvolvimento brasileiro

Editorial do site Vermelho:

“Convocarei o Conselho de Desenvolvimento Social, formado por trabalhadores, empresários e ministros, para discutir propostas de reformas para o nosso sistema produtivo, especialmente no aspecto tributário, a fim de construirmos um Brasil mais eficiente e competitivo no mercado internacional” – esta talvez seja a afirmação mais promissora feita pela presidenta Dilma Rousseff no artigo que publicou em 1º de janeiro (“Um feliz 2016 para o povo brasileiro”).

A Fazenda, entre o manual e a solução

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A decisão do Ministro da Fazenda Nelson Barbosa de quitar de vez as chamadas “pedaladas” de 2015, valendo-se de recursos da Conta Única do Tesouro Nacional, é uma demonstração evidente do pragmatismo necessário contra a visão ideológica do ex-Ministro Joaquim Levy.

A Conta Única do Tesouro Nacional é uma reserva depositada no Banco Central, recebendo as disponibilidades financeiras da União. É uma maneira de não ficar dependente do caixa do Tesouro.