domingo, 27 de março de 2016

Os efeitos da Lava-Jato no desemprego

Por J. Carlos de Assis, no Jornal GGN:

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, é um ignorante em economia. Usou um discurso professoral e arrogante para sustentar que a operação Lava Jato não teve consequência sobre a economia e o emprego. Enquadra-se naquela categoria de ministros do Supremo dos quais um ex-colega deles, o incomparável Sepúlveda Pertence, me disse certa vez que, em matéria econômica, todos eram “ignorantes específicos”.

Fama de Gilmar Mendes cruzou o Atlântico

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Gilmar Mendes está tendo dificuldade para explicar o que deveria ser simples de descrever se simples fosse.

O seminário em Lisboa organizado por seu IDP, Instituto Brasiliense de Direito Público - onde trabalha a advogada que apresentou liminar contra a posse de Lula, acatada por GM -, transformou-se num mico internacional.

Brigada Herzog contra o golpismo

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Prezados e prezadas, algumas palavras sobre a nossa recém-nascida organização.

Quem não sabe do que se trata, leia post anterior sobre o assunto.

A Brigada Herzog é um organização supra-partidária, antifascista, antigolpista, com objetivo de oferecer ao mundo, em todos os idiomas, uma narrativa mais democrática e plural do que vem acontecendo no Brasil.

Surge o corpo de delito do golpe

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                

Atenção Advocacia-Geral da União. Atenção advogados e juristas contrários à ruptura democrática. Atenção bancada de deputados federais e direções do PT e PCdoB. É de leitura obrigatória a matéria divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta sexta-feira, 25 de março, na qual o presidente do diretório do PMDB do Rio, Jorge Picciani, abre o jogo sobre a decisão do seção fluminense do partido de romper com o governo e apoiar o golpe.

A juventude contra o golpe

Por Juliane Furno, no site Brasil Debate:

As manifestações do dia 18 de março de 2016 contrariam duas recorrentes afirmações no cenário político brasileiro. A primeira delas parte dos setores conservadores e sustentado no censo comum brasileiro de que a esquerda, hoje, restringe-se a um contingente envelhecido de sindicalistas notadamente antiquado e burocratizado. A segunda delas parte da esquerda organizada que, não raras vezes, corrobora um argumento de que a juventude dos anos 2000 é excessivamente consumistas, individualista, despolitizada e alienada.

O único caminho para sair da crise

Por Emir Sader, na Rede Brasil Atual:

Os elementos da crise atual foram sendo gestados ao longo do primeiro mandato de Dilma Rousseff, estiveram presentes no processo eleitoral e no seu resultado, mas foram fortalecidos por graves erros do governo tanto na política econômica, como na coordenação política.

Lula tinha conseguido montar uma arquitetura política que permitiu que, mesmo não sendo majoritária, a esquerda conseguisse impor seu programa antineoliberal, com prioridade das políticas sociais, dos projetos de integração regional e de intercâmbio sul-sul, e de resgate do Estado. O governo se apoiou em alianças políticas com setores do centro e do empresariado, em torno de um programa de recuperação do crescimento econômico, com forte peso da expansão do mercado interno de consumo popular, fortalecido pelas políticas de distribuição de renda. Esse projeto se valia também de situação internacional favorável, que possibilitou, como Lula sempre destacou, que “nunca os ricos ganhassem tanto e os pobres melhorassem tanto de vida”.

O impeachment é golpe, é crime

Por Jeferson Miola

O processo de impeachment da Presidente Dilma, cujo pedido foi assinado por dois advogados do PSDB junto com um ex-petista despeitado por não receber o cargo que queria no governo Lula, é uma coleção de paradoxos, absurdos, ilegalidades e arbitrariedades:

1- Baseia-se num parecer de exceção do conselheiro do TCU [Tribunal de Contas da União] João Augusto Nardes, ex-deputado do PP. No parecer, Nardes criminaliza o procedimento de gestão orçamentária do governo Dilma no ano de 2014 que é idêntico ao adotado nos governos FHC e Lula. O conselheiro Nardes, que forja crime inexistente para incriminar Dilma, ele sim é investigado por participar em esquemas criminosos. A Operação Zelotes, que investiga a venda de perdão tributário na Receita Federal, identificou que a empresa dele em sociedade com um sobrinho recebeu R$ 2 milhões para livrar o Grupo RBS do pagamento de impostos. Além disso, o ex-presidente do PP Pedro Correa informa que Nardes recebia “mesadas” de propinas de R$ 10 a R$ 20 mil mensais [a valores de 2003];

O acordo de 13 pontos dos golpistas

Por Renato Rovai, em seu blog:

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) acaba de publicar no seu perfil do Twitter um acordo de 13 pontos que, segundo ele, faria parte do roteiro do golpe. Entre outras coisas, Pimenta diz que os defensores do impeachment teriam acertado a ampliação do STF para 15 cadeiras e a retirada da Lava Jato das mãos de Sérgio Moro. Segue ponto a ponto.

Derrotar o golpe e mudar a economia!

Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

A ofensiva patrocinada pelas forças políticas conservadoras ameaça o conjunto das conquistas econômicas, sociais e políticas que foram obtidas ao longo dos últimos anos. Tendo sido derrotadas nas eleições de outubro de 2014, as elites planejam a derrubada do governo da Presidenta Dilma por meio de uma estratégia claramente golpista.

Contando com o apoio descarado de setores retrógrados do Judiciário, do Ministério Público e da maioria das grandes empresas do conglomerado de comunicações, a oposição direitista e irresponsável se aproveita da fragilidade da equipe governamental para tentar promover a sua substituição ao arrepio da lei e das regras institucionais.

sábado, 26 de março de 2016

Embaixada da Itália desmoraliza a 'Veja'

Por Altamiro Borges

A criminosa 'Veja' não tem mais jeito. Recentemente, ela alterou vários postos de comando, inclusive do seu editor-chefe, e muita gente acreditou que poderia ocorrer uma saudável mudança da sua linha editorial. Bastaram poucos dias, porém, para ela voltar a aprontar. Na edição desta semana, em mais uma capa terrorista, a revista do esgoto "informa" que o ex-presidente Lula teria um "plano secreto" de fuga para a Itália - aproveitando-se da dupla cidadania da ex-primeira-dama Marisa Letícia. O factoide chega ao ponto de confundir a foto do embaixador italiano no Brasil, Raffaele Trombetta. 

“Minha Casa Minha Vida” não dá manchete

Por Altamiro Borges

Um estudo divulgado nesta semana confirma o sucesso do programa "Minha Casa Minha Vida", do governo federal. Ele foi responsável pela redução anual média de 2,8% no déficit habitacional do país entre 2010 e 2014. Neste período, 742 mil famílias brasileiras concretizaram o sonho de conquistar a casa própria. O estudo foi elaborado pela insuspeita Federação das Indústrias de São Paulo, a nefasta Fiesp - um dos bastiões da cavalgada golpista pelo impeachment de Dilma. A mídia tucana, porém, não deu qualquer destaque para este importante avanço. O estudo não foi manchete nos jornalões, nem capa das revistonas e nem motivo de comentários dos urubólogos da rádio e tevê.

PF finalmente vai ouvir a ex-amante de FHC

Por Altamiro Borges

Finalmente, a Polícia Federal - tão ágil contra o governo Dilma e tão lenta com a oposição - marcou o depoimento da ex-amante de FHC. Segundo matéria do Jornal do Brasil, a repórter Mirian Dutra, que trabalhou 35 anos na TV Globo, será ouvida no dia 7 de abril na sede do órgão na capital paulista. Na ocasião, ela terá oportunidade de comprovar as suas graves denúncias contra o ex-presidente. "Mirian Dutra afirmou que FHC pagou parte das despesas dela e do filho, Tomás, no exterior, através de uma empresa que era concessionária do governo [a Brasif SA Exportação e Importação]", lembra o jornal.

Evangélicos promovem ato pela democracia

https://www.facebook.com/evangelicos.participacao/
Por Nilza Valeria

Um grupo de evangélicos está convidando os juristas Pedro Estevam Serrano (PUC-SP) e Magda Barros Biavaschi (desembargadora), a jornalista Magali Cunha (Escola de Comunicação da Universidade Metodista) e o cientista social Anivaldo Padilha (Frente Brasil Popular), para uma conversa sobre a legalidade democrática.O ato público acontecerá na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no centro da capital paulista, na próxima segunda, dia 28, às 19h.

Mundo sente o cheiro do golpismo

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Vejam que interessante a matéria do jornal português Público, sobre o badalado encontro que vai reunir Gilmar Mendes e Michel Temer em Lisboa, num seminário da franquia educacional Instituto de Direito Público, pertencente ao ministro do Supremo:

“Marcelo Rebelo de Sousa, que encerraria o encontro, diz que “será de certeza muito difícil” comparecer. Passos Coelho foi anunciado como orador mas também não participará no encontro.”

A intolerância política chega às escolas

Protesto de alunos a favor da professora. Foto: Maria Eduarda Santos
Por Rene Ruschel, na revista CartaCapital:

Curitiba, sede da Operação Lava Jato, vê-se às voltas com um episódio de macarthismo verde amarelo. Uma professora de História dos Movimentos Sociais do Século XX e História da América Latina, que prefere ter o nome mantido no anonimato por temer pela segurança de sua família, foi vilipendiada nas redes sociais por um grupo fechado de mais de 800 pessoas, liderados por pais de alunos do Colégio Medianeira, da capital paranaense.

Golpe de Estado em curso na Venezuela

Por Tatiana Félix, no site da Adital:

José Vicente Rangel, jornalista e ex-vice-presidente da Venezuela (2002–2007), ao lado de Hugo Chávez, vem denunciando, em seu programa de televisão semanal "José Vicente Hoje”, a existência de planos da oposição para dar um novo golpe de Estado na Venezuela. Segundo ele, um ex-ministro da Defesa, que foi destituído do cargo durante a gestão de Chávez, estaria buscando apoio militar e traçando planos com a oposição para destituir o atual presidente, Nicolás Maduro.

Globo omite a lista da Odebrecht

Do site Vermelho:

O Jornal Nacional - que tem divulgado vazamentos ilegais de processos em andamento, que recusou a Lula direito de resposta e que trata delações de criminosos como verdades se atingem o PT - anunciou, na noite desta quinta (24), que não divulgaria os nomes que constam na lista apreendida pela Polícia Federal, nos escritórios da Odebrecht. No momento em que líderes da oposição aparecem, mais uma vez, nas apurações da Lava Jato, a emissora foge da pauta e decide assassinar o jornalismo.

A alvorada dos canalhas no Brasil

Por Ayrton Centeno, no site Sul-21:

- Coloca fogo na casa.

- Joguem umas bombas na casa desse russo, bandido!

- Coloca fogo.

- Apedrejem a casa desse filho da puta. Detona tudo. Fode o carro dele.

- Guilhotina nesse vagabundo traidor da pátria!

- Toca fogo.

- Pega esse safado!

Marcha a Brasília em defesa da democracia

Por Rafael Tatemoto, no jornal Brasil de Fato:

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo farão um ato em Brasília na próxima quinta-feira (31). As organizações esperam levar 100 mil pessoas às ruas da capital federal em “defesa da democracia” e “contra o ajuste fiscal”.

O ato, que também criticará a reforma da Previdência, ocorre após grandes mobilizações, ocorridas nas últimas semanas, contra o processo de impeachment. Desta vez, o foco será Brasília, que deve reunir o maior número de manifestantes, mas os organizadores também planejam realizar protestos em diversas cidades do país.

A compra de votos para reeleição de FHC

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Da revista Fórum:

Depois de oito meses de negociação, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE), ex-presidente do PP, assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR). Trechos do depoimento de Corrêa, preso em Curitiba, revelam informações sobre a votação que aprovou a emenda constitucional possibilitando a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1997.

'Veja' serve à tentativa de prender Lula

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

O aspecto vexaminoso da reportagem de capa da 'Veja', anunciando um imaginário plano de Luiz Inácio Lula da Silva de fugir para a Itália envolve vários atos vergonhosos para o jornalismo e a democracia.

O primeiro é a leviandade absoluta dedicada a apuração de uma "notícia" do seguinte teor: o mais popular político brasileiro estaria arquitetando um plano para fugir do país e assim escapar de ser recolhido à carceragem de Sérgio Moro. Veja publicou essa "informação" na capa, como fato verdadeiro, sem considerar, sequer, as negativas formais da embaixada. (Numa foto, a revista ainda identificou erradamente o embaixador da Itália, o que dá uma ideia do empenho dedicado para conhecer os personagens que poderiam estar ligados ao caso.)

Boicote a grande mídia!

Por João Feres Jr., no Jornal GGN:

O título acima é assim mesmo, sem crase. A frase é um chamamento! Nela boicote é verbo transitivo direto, e não o substantivo boicote, que seria regido pela preposição a.

Sou professor universitário e coordenador de dois grupos de pesquisa: o GEMAA, dedicado ao estudo de políticas de ação afirmativa, raça e gênero - provavelmente a maior referência no país na produção de análises sobre estas políticas - e o LEMEP, que enfoca a interação entre mídia e esfera pública, e produz o site Manchetômetro e o boletim Congresso em Notas - o primeiro com análises diárias da cobertura de política e economia da grande mídia e o segundo com notícias semanais sobre pautas importantes no Congresso Nacional.

A inclusão de Moro na lista da Fortune

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Um dos traços mais cômicos da imprensa nacional é seu provincianismo.

Basta qualquer publicação americana ou inglesa dar qualquer coisa e é um barulho de colocar tapa-ouvidos.

Agora é a vez de darem triunfalmente uma lista de líderes internacionais da revista americana Fortune segundo a qual Moro, o homem dos grampos criminosos, aparece na 13.a colocação.

Duvido que algum editor saiba o que é a Fortune. Ou o que foi.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Mortes nas enchentes e cinismo de Alckmin

Por Altamiro Borges

A mídia tucana já esqueceu os mortos nas enchentes na região metropolitana de São Paulo e o "picolé de chuchu", governador Geraldo Alckmin, segue impávido fazendo discursos pela "ética na política" e pelo impeachment de Dilma. Logo após a tragédia, que resultou em várias mortes e na devastação de inúmeras cidades, a Folha fez um levantamento que comprovou que o governo paulista teve "gasto zero" em ações para proteger moradores em áreas de risco. De imediato, o Palácio dos Bandeirantes questionou a reportagem e o jornalão simplesmente arquivou a denúncia. O restante da mídia chapa-branca, cevada por anúncios milionários, também silenciou sobre o caso escabroso.

Justiça libera executivos da Samarco

Por Altamiro Borges

Na última terça-feira (22), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o pedido de prisão de sete executivos da Samarco - empresa responsável pelo crime em Mariana (MG) que resultou na morte de 19 pessoas e no maior desastre ambiental da história do país. O órgão atendeu a pedido do Ministério Público Federal, sempre tão célere quando se trata de ações midiáticas de caráter partidarizado. Com esta decisão absurda, os donos da mineradora - a privatizada Vale e a multinacional BHP Billiton - seguem totalmente impunes. O noticiário do desastre, que já havia escasseado na mídia corrompida pelos milionários anúncios da empresa, agora tende a desaparecer completamente.   

Lava Jato: a narrativa sai dos trilhos

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

A Operação Lava Jato desenrolou-se, nos últimos dois anos, seguindo uma narrativa com início, meio e fim. Uma história que devia terminar com Lula preso e responsabilizado pela montagem de um mega-esquema de corrupção para financiar a manutenção do PT no poder. Caracterizado como podre e corrupto, o partido, no final da história, também poderia ter seu registro cassado e desaparecer de cena. De Dilma, cuidaria o Congresso com o impeachment. Alguns fatos recentes, entretanto, estão ameaçando o o curso da narrativa. Por isso a lista da Odebrecht agora foi posta pelo Juiz Moro sob sigilo, depois de ele ter autorizado a divulgação do grampo Dilma-Lula. Por isso o Ministério Público praticamente dispensou a “colaboração definitiva” da empreiteira.

Moro e as farsas para incendiar o país

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/

Por Jeferson Miola

A divulgação, na terça-feira 22 de março, das planilhas com mais de 200 políticos financiados pela Odebrecht, foi uma nova farsa do juiz Sérgio Moro para esconder o fracasso de um plano golpista que teve de ser abortado.

Aos fatos:

1- Estas planilhas estavam em poder do juiz Moro há um mês. Elas foram obtidas no dia 22 de fevereiro, por ocasião da 23ª fase da Lava-Jato, denominada “Acarajé”;

O cerco golpista se desmoraliza

Por Jandira Feghali

As capitais brasileiras pulsaram democracia no último dia 18. Emoção, alegria e, principalmente, respeito ao Estado democrático de Direito, tomaram as ruas de nossas cidades. Foi em paz que milhares de brasileiros mostraram que não aceitarão rupturas institucionais ou se intimidarão frente a onda fascista que pretende derrubar um governo legitimamente eleito pela maioria. A cada dia, cresce no seio do país o sentimento de luta contra o golpe alimentado pela intolerância, a grande mídia e aqueles que pretendem chegar ao poder a qualquer custo.

O ódio chega ao bispo Dom Odilo

Por Renato Rovai, em seu blog:

O cardeal de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, foi atacado na manhã desta quinta (24), na Catedral da Sé, por uma mulher que aos berros o xingava de comunista e que dizia não aceitar que gente como ele destruísse a a igreja dela.

Exatamente o mesmo discurso daqueles que agrediram a Isadora no Masp porque ela pedalava numa bicicleta vermelha. A terra é deles, o dinheiro é deles, o país é deles, a Igreja é deles, porque eles são os cidadãos de bem.

Odebrecht explica superpoderes de Cunha

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

Uma das várias planilhas apreendidas em um escritório no Rio de Janeiro do executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior na 23ª fase da Operação Lava Jato demonstra de forma cristalina o que todo o meio político de Brasília sabia, mas faltavam provas materiais: o poder do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sobre bancadas de parlamentares emanou do dinheiro.

Trata-se de uma planilha de controle sobre doações oficiais nas eleições de 2010. Até aí nada de mais – a aberração do financiamento empresarial de campanha deixou de ser legal só no ano passado.

Por que os patrões querem o golpe?

Por Juarez Guimarães, no site Carta Maior:

Como num cassino macabro, os grandes grupos financeiros estão especulando e apostando abertamente no fim da democracia brasileira. Como se noticiou no UOL, no jargão do mercado, a partir das manifestações pró-impeachment do dia 13 de março e da avaliação de um iminente desmoronamento da coalizão governista no Congresso Nacional, o “cenário-base” que prevê a derrubada do governo Dilma estaria na ordem de possibilidade de 65 % a 75 % entre os analistas de grandes instituições de consultoria financeira. O dólar flutua para baixo e as bolsas para cima, ao sabor das especulações.

Manifesto dos jornalistas pela democracia


Nós, jornalistas brasileiros abaixo-assinados, vimos nos manifestar à Nação em defesa da democracia e do Estado de Direito. Não é a primeira vez, na história republicana do Brasil, que os jornalistas são obrigados a se pronunciar pela salvaguarda das conquistas sociais, das políticas públicas e das garantias democráticas obtidas nas lutas travadas, desde os primórdios da nossa nacionalidade, pelos verdadeiros democratas e pela ampla maioria trabalhadora de nosso povo.


Agressão a Dom Odilo é um alerta

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Por mais que o caso tenha sido minimizado e abafado, a agressão de uma fanática a D. Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, por uma transtornada mental, é gravíssimo.

Os presentes ao ato asseguram, registra o Nassif, que a moça gritava que o arcebispo e a CNBB não iriam servir, com a Igreja, aos “comunistas”.

Direita nativa ocupa a Avenida Paulista

Foto: Mariana Estarque / DW
Por Mariana Estarque, na revista CartaCapital:

Eles não estão em Wall Street, mas em um dos principais centros financeiros de São Paulo. Não lutam contra as desigualdades sociais e econômicas – aqui o que vale é a meritocracia. Protestam, sim, contra o governo. Ao contrário dos movimentos Occupy de esquerda, os manifestantes acampados na Paulista são de direita e, segundo organizadores, não vão arredar pé da avenida até que a presidente faça o mesmo do Planalto.

O modelo de golpe é o paraguaio

Por Guilherme Boulos, no site Outras Palavras:

A discussão se há ou não um golpe em curso no Brasil deixou de ser uma controvérsia acadêmica. Invadiu ruas e praças. Está nas mesas de botequim.

Muitos fazem analogia com 1964, quando os militares derrubaram o presidente João Goulart e estabeleceram uma ditadura que durou 20 anos. Há paralelos, é verdade: o engajamento de entidades empresariais, a atuação partidária da maioria da imprensa e o uso abusivo do mote da corrupção – empunhado inclusive por corruptos notórios– para insuflar manifestações de rua.

A verdade sobre o patrimônio de Lula

Do site do Instituto Lula:

Resposta às acusações sem fundamento contra o ex-presidente Lula .

A verdade:

Lula entrou e saiu do governo com o mesmo patrimônio imobiliário que tinha antes de ser presidente da República:

- O apartamento onde ele mora em São Bernardo, na avenida Prestes Maia, o mesmo que ele morava antes de ser presidente, e conhecido por toda a imprensa

Contra o golpe, em defesa da Constituição

Editorial do site Vermelho:

O juiz ou procurador da República que quiser fazer passeata deve antes pedir demissão; a toga não pode ser usada para fazer política – palavras como estas foram ditas pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), durante o Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia, que aconteceu nesta terça-feira (22) no Palácio do Planalto.

Apesar de relativamente jovem (ele completa 48 anos em abril), Flávio Dino acumulou experiência e autoridade para falar nesse tom. Tem um currículo respeitável. Foi juiz federal entre 1994 (aprovado, em primeiro lugar, no mesmo concurso em que Sérgio Moro concorreu) e 2006, quando se afastou para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, pelo PCdoB.

"A democracia é uma fina camada de gelo"

Por Marco Weissheimer, no site Sul-21:

A recente agressão ao estudante indígena na frente da Casa de Estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o ataque a clientes e funcionários do bar Odeon por, supostamente, ser um “bar de petistas” e pessoas sendo hostilizadas nas ruas em função da cor da roupa que estão vestindo devem acender o sinal vermelho de alerta para todo o país para o clima de ódio que está ganhando espaço na sociedade brasileira. A advertência foi feita pelo professor Marcelo Kunrath, do Departamento de Sociologia da UFRGS, durante a aula pública realizada na tarde desta quarta-feira, em frente ao prédio da Faculdade de Educação (Faced). Iniciativa de um grupo de professores do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFRGS, o encontro reuniu centenas de estudantes, professores e funcionários da universidade que debateram o atual momento político vivido no país e as ameaças que pairam sobre a democracia brasileira.

Milhares protestam na sede da Globo

Marcha organizada pela Frente Povo sem Medo seguiu por ruas de bairros
nobres de SP Foto: José Eduardo Bernardes
Por José Eduardo Bernardes, no jornal Brasil de Fato:

Mais de 30 mil pessoas saíram do Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, em direção à sede da Rede Globo, no bairro do Brooklin, na noite desta quinta-feira (24), em uma marcha para defender a democracia e denunciar o apoio midiático da emissora à desestabilização política do país.

Participaram do ato movimentos sociais, políticos do PT, PSOL, PCdoB, além de artistas e cineastas, que leram um manifesto contrário ao pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A estimativa de público é da organização da atividade.

"A grande imprensa foi para o lixo"

Por Ivan Longo, na revista Fórum:

Rafael Marquese, historiador da Universidade de São Paulo (USP), não dá mais entrevistas para a mídia tradicional, mas falou com a Fórum. Depois ganhar fama nas redes sociais porse recusar falar com a Folha de S. Paulo para uma matéria da editoria de turismo, Marquese contou os motivos que o levaram a tomar a decisão.

As engrenagens do telejornalismo da Globo

Por Marco Aurélio Mello, no blog Viomundo:

Muita gente tem a sensação de que, sim, a Globo mostra tudo, doa a quem doer. Mas, na prática, não é bem assim. A engenharia de produção de noticiário da emissora permite um controle quase que absoluto do conteúdo jornalístico.

Com base na minha experiência de mais de uma década, tendo passado por todos seus telejornais e conhecendo cada etapa do processo, quero dar aqui uma contribuição, principalmente para os jovens que se veem perdidos, sem saber mais onde encontrar notícias confiáveis e muito interessados em entender como se dão a omissão, a distorção e a manipulação.

O fascismo vencerá no Brasil?

Por Lauro Mattei, no site Brasil Debate:

O clima político conturbado vivido pelo país nos últimos meses, particularmente no mês de março de 2016, fez com que na sexta-feira, 18 de março, centenas de milhares de pessoas fossem às ruas se manifestar em defesa de um governo legítimo – porque eleito democraticamente – e em defesa do regime democrático, que na atual conjuntura política se encontra seriamente ameaçado.

Neste cenário, talvez não se tenha dado maior atenção a um chamamento das “células eletrônicas golpistas” (1) que será analisado neste documento, dado a sua gravidade para a convivência pacífica em um regime democrático. O teor do referido documento será transcrito ao final deste artigo.

O que apavora os jornalistas da Globo?

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O que leva jornalistas graduados da Globo a se engajarem tão ferozmente na tentativa de golpe comandada por sua empresa?

É uma pergunta fascinante, e de resposta complexa.

Existem as razões miseráveis de sempre, mas há mais que isso. Bajulação, vassalagem e coisas do gênero contam apenas parte da história.

Há um fator provavelmente mais importante que tudo isso: medo. Pavor.

quinta-feira, 24 de março de 2016

"Não vai ter golpe. Vai ter luta"!

Na sede da Globo, o recado de Anna Muylaert

Banda satiriza o "deus" Sergio Moro

"Os três dias que abalaram a mídia"

O risco de uma justiça messiânica

Por Celso Vicenzi, em seu blog:

O juiz Sergio Moro ameaça o respeito que a opinião pública sempre devotou ao Judiciário e às garantias constitucionais que dão suporte à democracia. A forma partidarizada e seletiva com que tem conduzido as investigações da Lava-Jato, já romperam até mesmo as barreiras da legalidade institucional, como se viu no episódio do grampo da presidenta da República. Há um enorme risco quando um juiz é dominado pelo pensamento messiânico de querer “limpar a corrupção”, como já revelou em entrevistas.

O fim do glamour do "Fora Dilma"

Por Renato Rovai, em seu blog:

O tempo, senhor da razão, cuidou de ir mostrando cada vez com mais nitidez quais as reais intenções daqueles que lideram a campanha pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. E quanto mais eles foram revelando os dentes caninos, mais gente foi se posicionando do outro lado.

A resistência a favor da democracia e contra o golpe hoje já permite dizer que é possível virar o jogo e impedir que o Brasil volte a se tornar uma republiqueta de bananas.

O golpe é contra os trabalhadores

Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual:



Não foi um ato de centrais, mas de sindicatos e sindicalistas, como enfatizou o presidente da CUT, Vagner Freitas, sobre o evento de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra o impeachment de Dilma Rousseff, na tarde de hoje (23), em São Paulo. Estavam lá representantes de sete centrais, com o diagnóstico comum de que o movimento para derrubar o governo embute a intenção de acabar ou "flexibilizar" direitos sociais e trabalhistas. "O golpe é contra os trabalhadores", afirmou Freitas, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.