domingo, 5 de agosto de 2018

Interpol põe em xeque conduta de Moro

Por Patrícia Faermann, no Jornal GGN:

A Interpol eliminou o nome de Rodrigo Tacla Duran da lista de procurados internacionais. Para justificar a retirada do alerta vermelho contra o advogado que trabalhou para a Odebrecht, a agência de investigação internacional apontou que a conduta do juiz Sérgio Moro viola a legislação da Interpol.

Ao decidir, a Comissão da Interpol colocou em dúvidas a confiabilidade do julgamento de Moro sobre Durán. "A Comissão considerou toda a informação relevante para determinar se a defesa demonstrou de maneira confiável a probabilidade de que ocorreu a negação flagrante de um julgamento justo", publicou.

"A Comissão considerou que as alegações apresentadas pela defesa que, diante da conduta do juiz responsável por presidir o processo no Brasil, seja suficiente para levantar dúvidas sobre o fato de que pode existir uma violação ao Artigo 2 da Constituição da Interpol", informou na decisão.

O artigo 2 da legislação da agência refere-se à necessidade de que a instituição que busca trazer a cooperação entre as polícias de diferentes países deve trazer como prioridade, sempre, a Declaração Universal de Direitos Humanos.

E seguiu sobre os indícios de parcialidade do juiz da Lava Jato no Paraná, Sergio Moro:

"A defesa trouxe evidências, que podem ser facilmente verificadas em serviços de buscas abertos, para sustentar a controvérsia de que o juiz [Sergio Moro] falou sobre ele [Duran] publicamente em uma entrevista, quando ao negar movimentos para ele se apresentar como testemunha em outros casos, emitiu uma opnião sobre a veracidade de qualquer informação que ele [Duran] pudesse apresentar."

A entrevista referida foi a participação de Moro no programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 27 de março, em que enquanto Duran estava foragido na Espanha, acusou o magistrado de participar de esquema ilegal com delatores da Lava Jato, recebendo valores indevidos. E durante o programa, o juiz opinou sobre o caso, tentando desmerecer as acusações do advogado.

Leia a íntegra da decisão [aqui].

2 comentários:

Roberto Machado Cassucci Cassucci disse...

Muito Mais, e ainda, Muito PIOR, que "simplesmente(?) "Colocar em Dúvida" a inexistente IMPARCIALIDADE de "53RG10 M0R0", a INTERPOL "CHAPOU-LHE" (termo muito em voga atualmente), sua Tendenciosidade, sua Parcialidade, sua Desonestidade, sua Traição, sua Covardia, seu Partidarismo, seu Mal-Caratismo, seu CRIME DE PERSEGUIÇÃO JUDICIAL (LAWFERE)...
Agora, nos Cabe Exigirmos ás autoridades judiciárias superiores, o Imediato RECONHECIMENTO da Fragorosa NULIDADE dos "Processos Porcamente Arbitrados" pelo Rábula Jui$x...

Anônimo disse...

Os brasileiros pedem LulaLivre, mas a Interpol exigirá.Sendo brasileiro, Tacla Durán não pode escolher ficar no Brasil!