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| Charge: Toni D´Agostinho |
"O papa Leão XIV, em sua encíclica Magnifica Humanitas, diz: 'Há situações em que, para permanecermos humanos, temos de abandonar as hesitações e tomar posição. Há conflitos nos quais não é justo permanecer neutros nem é suficiente pensar 'não ser cúmplice'".
Com esta citação, mais de 60 bispos católicos divulgaram nessa quinta-feira (22) uma carta aberta em que afirmam que um candidato à sucessão presidencial “ameaça frontalmente a existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum”. O manifesto não cita o nome de Flávio Bolsonaro, mas fica implícito que se refere ao fascista. Ao final, o texto convoca os fiéis a votarem no segundo turno “em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres e dos ensinamentos de nossa Igreja”.
Os graves riscos de retrocessos
A carta lista os graves riscos do candidato que “sempre foi contra o fim da escala 6x1”, “que promete a submissão do Brasil aos Estados Unidos (EUA)”, que “promete liberar o acesso amplo às armas” e que “não reconhece a crise climática e nega os problemas ecológicos”. Lembra ainda que “um dos candidatos é filho do presidente que foi condenado e preso por atentar contra a democracia e segue suas ideias. Fez várias declarações de ameaça à ordem constitucional e, se eleito, governará com maioria absoluta no Congresso Nacional, criando as condições para uma usurpação do poder e submissão do país à sua ideologia”.
Em outro trecho, o texto afirma, em citar Lula, que a outra candidatura, “embora sujeita a críticas, sempre manifestou responsabilidade com os pobres e atuou dentro dos limites da ordem democrática, respeitando a Constituição... Gostar ou não do atual governo não pode ser razão para entregar o país nas mãos de quem manifesta tamanha contradição com os ensinamentos de nossa igreja”, alerta o documento.
Uma conclamação aos fiéis
Ao final, a conclamação aos fiéis: “Diante desses e inúmeros outros elementos, não podemos nos manter neutros, a fim de que nossa consciência ou a história não nos condenem no futuro. Quem se calou diante das ameaças totalitárias que se concretizaram na Europa do século XX deixou uma herança vergonhosa para as gerações seguintes. Conclamamos a todos os católicos para que não deixem de exercer seu direito e votem no dia 25 de outubro, em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres e dos ensinamentos de nossa Igreja. Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, ilumine a mente de cada um e cada uma de nós”.
Conforme lembra Mônica Bergamo em postagem no site UOL, “a articulação para a elaboração e divulgação da carta teve a participação do movimento intitulado Bispos do Diálogo pelo Reino. Em agosto, eles já tinham divulgado outra carta em que denunciavam o ‘conservadorismo autoritário’ que, em sua visão, espalha discursos agressivos e superficiais contra quem pratica a fé ajudando os pobres, defendendo a democracia e cuidando do meio ambiente”.
Em outro trecho, o texto afirma, em citar Lula, que a outra candidatura, “embora sujeita a críticas, sempre manifestou responsabilidade com os pobres e atuou dentro dos limites da ordem democrática, respeitando a Constituição... Gostar ou não do atual governo não pode ser razão para entregar o país nas mãos de quem manifesta tamanha contradição com os ensinamentos de nossa igreja”, alerta o documento.
Uma conclamação aos fiéis
Ao final, a conclamação aos fiéis: “Diante desses e inúmeros outros elementos, não podemos nos manter neutros, a fim de que nossa consciência ou a história não nos condenem no futuro. Quem se calou diante das ameaças totalitárias que se concretizaram na Europa do século XX deixou uma herança vergonhosa para as gerações seguintes. Conclamamos a todos os católicos para que não deixem de exercer seu direito e votem no dia 25 de outubro, em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres e dos ensinamentos de nossa Igreja. Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, ilumine a mente de cada um e cada uma de nós”.
Conforme lembra Mônica Bergamo em postagem no site UOL, “a articulação para a elaboração e divulgação da carta teve a participação do movimento intitulado Bispos do Diálogo pelo Reino. Em agosto, eles já tinham divulgado outra carta em que denunciavam o ‘conservadorismo autoritário’ que, em sua visão, espalha discursos agressivos e superficiais contra quem pratica a fé ajudando os pobres, defendendo a democracia e cuidando do meio ambiente”.

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