domingo, 18 de outubro de 2026

O ritual satânico de Zé Trovão e Bilynskyj

Por Altamiro Borges

Os bolsonaristas mais tapados e trogloditas estão atordoados com o risco de uma virada de jogo no segundo turno das eleições presidenciais. Eles partiram para o desespero desembestado. Nem o Tribunal Superior Eleitoral, hoje presidido pelo ministro Kassio Nunes, já apelidado de "Kassio do Vorcaro", consegue conviver com tantas baixarias. Nesta quarta-feira (14), o TSE determinou a retirada de postagens com fake news que associavam o presidente Lula a um ritual satânico.

O vídeo criminoso, que mostra um “ritual de invocação de Satanás” durante o ato em apoio ao líder petista que lotou a Avenida Paulista no domingo passado (11), foi postado pelos deputados Zé Trovão (PL-SC) e Paulo Bilynskyj (PL-SP), entre outros fascistas aloprados. O conteúdo é falso. As imagens são da 4ª Marcha para Exu, realizada em 16 de agosto, dois meses antes do ato pró-Lula em São Paulo.

Famosos difusores de fake news

Em decisão liminar, a ministra Estela Aranha fixou prazo de três horas para que os responsáveis pelas postagens e a Meta – dona de Instagram, Facebook, WhatsApp e Threads - removessem o conteúdo. Além dos deputados já famosos por seus cultos satânicos de fake news, a sentença incluiu também os vereadores Fernando Emílio (PL-RS) e Dárcio Bracarense (PL-ES). Sete publicações foram atingidas: cinco no Instagram, uma no Facebook e uma no Threads.

A ministra atendeu parcialmente a um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais. Estela Aranha citou checagem da Agência Lupa, que apontou a manipulação das imagens. Para ela, as postagens exibiram conteúdo “manifestamente inverídico e descontextualizado”, com potencial para induzir o eleitor ao erro e comprometer o debate eleitoral. A urgência da retirada foi justificada pela proximidade do segundo turno e pelo risco de ampliação da desinformação.

Desculpa esfarrada e baixarias

Os criminosos também foram proibidos de replicar conteúdos similares. No caso da Meta, a sentença determinou que ela adote providências contra reproduções idênticas ou equivalentes. A big tech terá ainda de preservar registros de acesso às contas, dados e metadados de divulgação, compartilhamentos e métricas de engajamento desde 12 de outubro.

Em resposta ao site Metrópoles, o deputado Zé Trovão, que difusor contumaz de fake news, “afirmou que retirou o vídeo de suas redes sociais após ordem judicial e justificou que recebeu as imagens, junto com ‘várias pessoas’, como se fossem atuais. Também em resposta à reportagem, Paulo Bilynskyj afirmou que ‘Lula mentiu a campanha inteira’. ‘Errei e corrigi. Pra deixar registrado, quero que o Lula vá tomar no meio do cu dele’, declarou”.

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