domingo, 19 de julho de 2026

Marco Rubio e a ofensiva da extrema-direita

Foto: J.Scott Applewhite/AP
Por Pedro Carrano

Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, é certamente uma das figuras mais influentes no avanço do governo contra os países da América Latina e Oriente Médio.

No caso do nosso continente, Rubio, um rancoroso filho de cubanos, que optaram por Miami, e que propagandeia o anticomunismo a todo momento, agora aponta uma nova frente de combate: “O terrorismo político de extrema esquerda”, como mostra reportagem do La Jornada mexicano.

“Por tempo demais nossa doutrina contra o terrorismo teve um ponto cego: a violência extremista da esquerda política”, declarou Rubio, em encontro com representantes de 60 países.

Depois de ter usado o suposto combate ao narcotráfico como pretexto para invadir a Venezuela e avançar na influência sobre outros países; após denúncias de interferência em eleições recentes na América Latina, a mensagem do secretário estadunidense é nítida: combater as organizações populares e políticas sob pretexto de combater o “terrorismo” de esquerda – tanto no plano mundial, como para criminalizar os protestos no interior dos EUA.

Nesse contexto, a atual ofensiva da extrema direita se coloca sobretudo contra Cuba, nas políticas impostas contra a Venezuela após o sequestro do presidente Nicolás Maduro e Cilia Flores, nas eleições de governos de extrema-direita na Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai, Equador, e, recentemente, no Peru e na Colômbia.

A eleição no Brasil em outubro e a necessária vitória de Lula ganha contorno estratégico nesse cenário.

Bem como a esquerda no continente precisa reconectar-se com as pautas populares, oferecer alternativas concretas ao tema da segurança pública, retomar o tema da unidade dos povos e do fortalecimento de ferramentas alternativas ao imperialismo – caso dos BRICS. Além disso, o tema da soberania nacional e de necessários projetos de desenvolvimento devem estar na agitação mais imediata.

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