quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Pressionada, Globo fará checagem em debate

Charge: Aroeira/247
Por Altamiro Borges


Após intensa pressão da sociedade, com uma petição popular que ultrapassou 1 milhão de assinaturas em apenas três dias, o Grupo Globo anunciou nesta quinta-feira (22) que fará a checagem das respostas de Lula e Flávio Bolsonaro no debate que será transmitido nesta sexta-feira. A checagem, porém, não se dará em tempo real, durante a transmissão ao vivo da emissora, o que prejudica a verificação das mentiras obradas pelo fascista Flávio Bolsonaro (PL), o candidato das mentiras.

Em nota oficial, o império global informou que o portal g1, que pertence ao grupo, fará, “ainda durante o encontro, a checagem das declarações dos candidatos”. A divulgação das verificações, porém, não ocorrerá na TV, e sim na página “Fato ou Fake” do portal. O canal acrescentou que “o trabalho seguirá pela madrugada, em conjunto com os sites dos jornais O Globo, Extra e Valor Econômico e Rádio CBN”.

TRE-AM nega transporte a indígenas no 2º turno

Terra Indígena Vale do Javari. Foto: Adam Mol/Funai/BdF
Por Altamiro Borges


A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari apresentou nesta semana uma denúncia gravíssima que exige rápida apuração e correção. Segundo a Univaja, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) negou suporte logístico para que a comunidade possa votar no segundo turno. A entidade solicitou o transporte em 9 de outubro, cinco dias após o primeiro turno. Mas a juíza Dálethe Borges, da 42ª Zona Eleitoral, negou o pedido alegando que ele ocorreu fora do prazo.

Segundo postagem do site UOL, a Univaja pediu a inclusão de 43 aldeias no planejamento de transporte e fornecimento de alimentação e água. As aldeias estão distribuídas em sete polos-base do Vale do Javari: São Luís, São Sebastião, Maronal, Rio Branco, Vida Nova, Jaquirana 31 e Massapé. Mas a juíza disse que “o plano para transportar indígenas depende de procedimento legal e regulamentar, com prazos para manifestações”. Ela também alegou que não dispõe de “dotação orçamentária específica” para a operação.

Mídia abafa suruba de Flávio na pandemia

Charge: Alexandre Beck
Por Altamiro Borges


Nessa quarta-feira (21), a revista piauí postou uma reportagem bombástica com o título: “Uma tarde no lago – um churrasco na lancha com Flávio Bolsonaro, lobistas e garotas de programa durante a pandemia”. A gravíssima denúncia, porém, não foi destaque na midiazona falsamente moralista no dia seguinte.

A Folha deu na manchete: “Campanhas de Lula e Flávio travam guerra de sigilos na reta final do segundo turno”. Já o Estadão estampou na capa: “Pesquisa mostra cenário mais indefinido: indecisos crescem”. E o jornal O Globo cravou: “Flávio e Lula têm distância mínima em meio a alta de indecisos”. A mesma operação abafa foi patrocinada pelos principais telejornais, como o Jornal Nacional da TV Globo.

Flávio Bolsonaro já sofre deserções e traições

Charge: Lute
Por Altamiro Borges


A pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (21) deve ter elevado ainda mais a tensão no comando de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que teme uma virada de Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Além de confirmar o empate técnico entre os dois (45 a 44%), o que já havia sido apontado em todas as sondagens recentes, ela trouxe outros dados preocupantes para o fascistoide.

Entre outros, ela mostrou uma forte queda da rejeição de Lula – de 53% para 47% em apenas uma semana –, um crescimento do número de indecisos – de 7% para 14%, o que torna a votação ainda mais aberta – e um aumento do temor do eleitor com a possibilidade do retorno do clã Bolsonaro ao poder. Segundo a sondagem, o medo da volta ao governo da familícia é de 44% dos entrevistados, acima dos que temem a continuidade do atual governo (42%). Com base nesses índices, o comando de campanha de Lula avalia que “a virada está acontecendo”.

Quem fiscaliza o poder da própria Globo?

Imagem gerada por Chatgpt
Por Rosângela Ribeiro Gil, no site do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé:


Neste momento, escrevo este texto envolvida numa das cenas mais canalhas no Brasil. Uma TV privada – mas ela é uma concessão pública – omissa, manipuladora e sem-vergonha, mesmo diante dos fatos. Ao contrário do que pergunta a peça institucional de autopromoção do seu “jornalismo profissional”, na voz decantada de Renata Lo Prete: “quer se informar para entender o mundo?”; mesmo assistindo, ouvindo e lendo, não podemos confiar no jornalismo profissional da TV Globo.

Com qual moral a TV Globo acha que coloca a “capa” de heroína e nos exige confiar nela? Como assim? O que significa confiar em você, TV Globo?

Globo, Metrópoles e o jornalismo de joelhos

Imagem gerada por Chatgpt
Por João Filho, no site Intercept:

Novas mensagens encontradas no celular do ex-dono do Banco Master colocam a grande imprensa brasileira no olho do furacão do escândalo. CEOs da Globo e do Metrópoles comiam na mão de Daniel Vorcaro e tentavam agradá-lo de todas as maneiras.

Não é novidade que boa parte do jornalismo brasileiro funciona a reboque de interesses financeiros, mas o WhatsApp do Vorcaro revelou ao público as entranhas de como as salsichas são fabricadas na grande imprensa. O departamento comercial é quem dá as cartas no jornalismo e tem poder para influenciar os rumos do país.

Enquanto o escândalo do Master se desenrolava, Vorcaro dava ordens para os CEOs dessas empresas, que prontamente se mobilizavam para atendê-las. O ex-banqueiro encomendava reportagens, editava textos, escolhia manchetes e reclamava quando as coisas não saíam como ele queria. A expressão “quem paga escolhe a música”cabe perfeitamente.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Ato em SP exige: Meta, não se meta na eleição!

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Por Altamiro Borges


Com a palavra de ordem “Meta, não se meta na nossa eleição”, movimentos sociais e entidades da sociedade civil realizaram nessa segunda-feira (19) um ato de protesto em frente à sede da Meta na avenida Faria Lima, na capital paulista. Os manifestantes exigiram que a big tech estadunidense – dona do Instagram, Facebook e WhatsApp – preste esclarecimentos sobre a interferência nas eleições brasileiras, que fere a soberania nacional e atenta contra a democracia.

Os ativistas tentaram entregar uma notificação à multinacional, mas não foram sequer recebidos. O texto apresenta várias demandas. Entre outras, solicita que a Meta exiba pedido de desculpas aos usuários brasileiros do Instagram mostrando que falhas afetaram a difusão de conteúdos favoráveis a Lula. Além disso, pede a instauração de apuração interna, com identificação dos responsáveis, e que sejam tornados públicos o resultado e as medidas adotadas. Outro pedido é para que anúncios eleitorais pagos no exterior sejam banidos imediatamente.

Debate na Globo repetirá molecagem da Band?

 

Deputado evangélico do PL é preso em balada

Deputado estadual Marcelo Aguiar (PL/SP) é detido
após dar tiro em casa notura. Foto: Divulgação
 
Por Altamiro Borges


Nunca falha! Só dá picareta no PL, o partido de aluguel de Jair e Flávio Bolsonaro. Na madrugada dessa segunda-feira (19), a Polícia Civil de São Paulo prendeu o deputado estadual Marcelo Aguiar, que também é metido a cantor gospel, por disparar intencionalmente uma arma de fogo durante balada em uma casa noturna no Itaim Bibi, na zona sul da capital paulista. A ação violenta ocorreu após os frequentadores do local contestarem o parlamentar bolsonarista por suas atitudes asquerosa contra mulheres.

Segundo testemunhas, Marcelo Aguiar estava embriagado e insistia em se aproximar de mulheres que demonstravam desconforto com suas investidas. O registro elaborado pela Polícia Militar aponta que o deputado abordou uma jovem que estava acompanhada de amigos. Dois homens do grupo decidiram intervir, dando início ao desentendimento. “Dois amigos da mulher foram tirar satisfação com o deputado, que sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo que não atingiu ninguém”, informa o documento da PM.

Flávio Bolsonaro e a República dos Laranjas

 

Crise histórica e aparecimento dos 'monstros'

Imagem gerada por Chatgpt
Por Roberto Amaral

“Com a ‘marcha sobre Roma’ [1922], que pressiona a monarquia, os fascistas chegam ao governo, com a nomeação de Mussolini para a chefia do gabinete. Começa para o PCI [Partido Comunista Italiano] um período de ilegalidade de fato. No Partido, como Trotski recordará em 1932, ninguém admitia a possibilidade de uma ditadura fascista ‘salvo Gramsci’.” (“Cronologia da vida de A. Gramsci”. In: Cadernos do Cárcere, vol. 1.Civilização Brasileira, 2004).

Em texto com data provável de 1930, Antonio Gramsci observa o fenômeno crise histórica para afirmar que seu caráter está, precisamente, no fato de que o “velho morre e o novo não consegue nascer: nesse interregno verificam-se os mais variados fenômenos mórbidos”. Ou, na versão mais conhecida (retirada da tradução francesa), “o velho mundo está morrendo, o novo tarda a aparecer e, nesse claro-escuro, surgem os monstros”.

O debate, a eleição e a mídia estrangeira

Por Olímpio Cruz Neto

Na reta final da corrida presidencial brasileira, o país continua ocupando um espaço privilegiado nas páginas dos jornais estrangeiros. A disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o filho do líder da ultradireita mobiliza jornais e agências de notícias das Américas, da Europa e da Ásia, que acompanham não apenas o acirramento da campanha, mas também as consequências de uma possível guinada na maior economia da América Latina.

O interesse estrangeiro não se restringe ao resultado das urnas no próximo domingo, 25 de outubro. O que está em jogo, na avaliação da mídia internacional, é a orientação política, econômica, diplomática e ambiental de um país que ocupa uma posição estratégica na disputa de influência entre Estados Unidos e China, abriga a maior parte da floresta amazônica e tem buscado ampliar sua presença no comércio mundial.

O que vai dar no segundo turno das eleições?